domingo, junho 14, 2009

Feriados de Junho de 2009: Do Minho à Galiza, pelo Douro Vinhateiro e Beiras, com regresso a Alenquer

(imagem do Douro Vinhateiro e navegável, património da Humanidade)

Domingo, dia 7 de Junho de 2009, dia de aniversário familiar, ao almoço, e dia de votação para as eleições europeias à tarde. E ainda dia precedente de uma semana de dois feriados, o 10 de Junho e o corpo de Deus a11. Conjuntura favorável a uma escapadela, claro, de autocaravana.
E assim foi.

Partida de Alenquer depois almoço nos Estoris e de votar em Alenquer, rumo Algures na Galiza, em especial por lados ainda pouco andados e depois em Portugal por zonas pouco ou nunca vistas. Tempo a contrariar desígnios, pois o homem põe e Deus dispõe, e as previsões eram de chuva, tempo cinzento e ventanias.
Mas a determinação estava de pé.


E aqui fica o relato de partilha de experiências para com quem mais por elas se interessar, e se quer iniciar em viagens de autocaravana, ou pretende alterar ou confirmar, a tipologia das suas sortidas. De facto tenho recebido inúmeros pedidos de sugestão de itinerários de viagens, ou solicitações sobre determinado projecto de viagem, se será melhor assim, ou daquela outra maneira.


Não há respostas firmes nem fechadas, como quase tudo na vida. Cada um sabe porque viaja, para onde quer viajar, e como quer viajar, e durante quanto tempo, e ainda importante também, saberá se depois dessa, outras viagens se poderão realizar…ou se a próxima só será dali a um mês, um ano, ou mais.

A sugestão a sério, só pode ser uma de várias, ou todas elas:


- Ler o que outros escrevem de relatos de viagens em blogues e foros, bem como em artigos de revistas, ou livros, e se possível tirar as dúvidas em conversas pessoais, ou trocas de e-mails.

- Ler guias de viagens, de áreas para autocaravanas, de parques de campismo, de informação turística e cultural sobre os locais de destino, inclusive em sites da internet, até para e pedir folhetos de informação aos locais a viajar,

- Debater a questão das alternativas, e imaginar desde logo planos alternativos A, B, C, se chover, se fizer excessivo calor, se não houver lugar, se o destino for uma frustração se…e se…e assentar em princípios gerais com a companhia, consorte, filhos etc.


Posso contribuir com a experiência pessoal, que vai longa, desde os tempos de campismo de canadiana dos idos anos 60, até aos anos 70, de atrelado tenda, e nos anos 80 e 90 de caravana, até que em 2002 se fez a viragem para o autocaravanismo.


A regra básica adoptada, tem sido sempre, a de misturar numa viagem locais bem conhecidos com outros não tanto, e agora, usar antes da partida, a net na pesquisa, e durante a viagem todos os manuais adequados ao alcance da mão, levar o GPS, e ainda vários mapas…porque às vezes é necessário confrontá-los. E além disso, assumir que a viagem é a dois, e a palavra da consorte é essencial, e não só, nas escolhas gastronómicas.


Há pois que ter em conta que uma viagem tem sempre três momentos de vivência: Quando se prepara, quando se executa, quando se relata, e todos estes tempos merecem atenção, e partilha, antes, durante e depois. Só assim a viagem se prolonga nos seus efeitos, e ultrapassa a efemeridade da sua duração fugaz.


Desta vez optámos por uma viagem de 5 noites, dita do grau de companheirismo, pois até 3 noites de viagem são, em geral, viagens do escalão de aprendizagem, depois até seis noites as referidas do degrau de companheirismo, reservando as viagens de mestria para 7 noites e mais de duração. Claro que tudo isto releva do planeamento mais ou menos complexo, e portanto reflecte-se também, na complexidade da execução do planeado.


Ora então foram cinco noites, grau de companheiro, nem muito escasso o tempo, mas também não tão alargado que pudesse aspirar a um nível de mestre. Como é claro para quem assim entende.

noite 1
noite 2
noite 3
noite 4
noite 5
O planeado praticamente foi cumprido, tempo não adjuvante. E assim fomos a quase todos os locais expectáveis, e a outros que nem por isso, como se detalhará no relato seguinte. Fica entretanto a utilissima informação de fabrico de um observatório meteorológico infalível, visto em Gaia, no Parque Biológico...e que apens exige que se pendure no exterior da AC uma pedra, por uma corda....depois é observar e fazer a intrepretação da leitura dos indicadores abaixo:

1) Fica o resumo.
1600 KM, aproximadamente, cerca de 320 Km/dia
Cerca de 160 € de gasóleo, a olhómetro.
Média real de 10,3L/100Km (num percurso de 940KM)
1 Noite em parque de autocaravanas (parque biológico de Gaia)
1 Noite em parque de campismo (Valhelhas)
2 Noites em Áreas de estacionamento para autocaravanas ( Lugo e Bertamirans, na Galiza)
1 Noite em estacionamento livre (Torre de Moncorvo)
Refeições sistematicamente em Restaurantes (média 25€/casal)
Utilização de auto-estradas frequente
Orçamento: a olhómetro, 100€/dia (que se pode reduzir para menos de metade, se as refeições forem sempre tomadas in house (na AC) e se se evitarem auto-estradas)


2) O itinerário foi o seguinte:
Dia 7, Alenquer-Gaia
Dia 8, Gaia, Soajo, Lindoso, Ourense, Lugo.
Dia 9, Lugo, Ribadeo, Praia das Catedrais, Viveiro, Ortigueira, St Andres de Texido (santuário) Cedeira, Ferrol, Pontedeume, Insua, Betanzos, Santiago, Bertamirans.
Dia 10, Bertamirans, Parada (entre Gondomar e Nigran), Bayona, Guarda, Sabrosa, Pinhão, Freixo do Numão, Torre de Moncorvo.
Dia 11, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada a Cinta, Lumbrales (Espanha), Ponte da Barca, Figueira de Castelo Rodrigo, Serra de Marofa, Belmonte, Valhelhas.
Dia 12, Valhelhas- Alenquer.

3) O team viajante
O condutor, relator e fotógrafo amador (três em um) e a co-piloto, operadora de GPS, assistente de navegação, perita gastronómica (três em uma).
A semovente, a perfilada Knaus 700UFB, de 3000cm3 da Renault e 140Cavalos (préviamente inspeccionada, com a revisão feita e com os pneus rectificados e realinhados)
Ora vamos agora dia a dia, ao relato, às dicas e fotos, em cinco sucessivos artigos de relato, a publicar nos 5 dias subsequentes, um por cada noite out...

Partida e regresso ao Alenquer Camping




Estacionamento na A23 de autocaravanas no parque de pesados, à falta de outro....

(legenda, a prova da relatividade: uma autocaravana é avantajada face a um ligeiro do dia-a-dia. Mas é bem mais maneirinha que um pesado de mercadorias. Com esta ponderação visual das exigêcias de porporcionalidade, bom gosto e bom senso, esperemos que todos, movimento de autocaravanistas, autoridades policiais, de gestao autárquica, e autoridades legisladoras e regulamentadoras, que encontrem as soluções não maximalistas, nem fundamentalistas, mas adequadas ao estacionamento, serviços e pernoita das autocaravanas!)

1 comentário:

Haddock disse...
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