domingo, agosto 31, 2008

Blitz raid four...4 noites em Autocaravana... de Saragoça a Biarritz


Nem sempre o que se planeia pode ser programado,
e sem programas não ha projectos que possam ser executados.
O Plano original para este verão era a Sicilia, 15 dias nessa ilha da biqueira da bota italiana, incluindo no programa as ilhas vulcanicas de Vulcano...claro, e de Stromboli e talvez Lipari, e o projecto de umas férias distendidas em autocaravana, gorou-se.
Porque o homem põe e Deus dispõe. Em especial em assuntos familiares.

Retardado até ao máximo, até, por razões profissionais, o dia D ficou para 26 de Agosto, 3F e o regresso aprazado para dia 30. Enfim um blitz four raid, de autocaravana...4 noites na estranja.

De facto as coisas estavam complicadas, 2F dia 25 uma deslocação de um dia de trabalho ao Funchal, so me trouxeram de volta a Lisboa, ja pelas 22h ao aeroporto. A cara metade no parking aguardava, e foi o tempo de rumar a Alenquer para mal descansado dormir a noite, já na autocaravana, pois seria sempre melhor partir dia seguinte cedo do Alenquer Camping. Um copo no bar do além para o sono e a deita.

Acordar pelas 6.30h, o necessário de higiene e pequeno almoço rápido, e ás 7.15 a sair o portão. Proxiaam paragem meter 60 litros de gasoleo nas bombas Galp de Alenquer com a vantagem dos 15 centimos de redução por litro, ou seja 5C do cartao fast Galp contra 200 pontos, mais 5C de desconto pelo talão Continente, e ainda mais 5C em novo talão para descontar em futuras compras do Continete, ou seja 9 euros de margem a menos, num total de 9 euros. Preço final, o gasoleo fica mais em conta em Portugal do que em Espanha...neste sistema.

Rota batida, travessia da ponte da Lezíria, direitos a Madrid...pois o destino era mesmo a Expo Feira de Saragoça, para começar. Nada de anotar senão bancos de nevoeiro e pouco trânsito. A cerca de 20Km de Talavera de la Reina, area da Galp, almoço in house com comes e bebes preparados para a viagem...panados de carne de porco, ovos verdes, salada de alface iceberg, agua, cerveja fresquinha do frigo.

Travessia de Madrid pela M40 em busca da A2...e sempre a deslizar entre um exército de soldados altos e eólicos, armados de helices tesouras, a cortar o vento e a entesourar energia. Todos brancos quais novos cavaleiros templários. Chegados a Saragoça, rumo a sinalizaçao e cehgados à zonada Expo, entra o GPS a ditar o caminho para um paqrue anunciado no forum CCP. Ora bem era apeans um parque de estacionamento residencial como muitos outros e cheio. Logo, plano B, rumar ao parque Norte da Expo. Portagem 12 euros e la ficou a semovente no meio de primas. Lá se rlembrou ainfo de que o estacionamento termina impreterivelmente as 3h da madrugada e que nessa altuta teria que ser retirada a viatura do Parque. No problem man...o Plano C já ia gizado de casa, nessa altura , regressados da feira Expo, rumariamos a Huesca, 70Km a norte e logo se veria.

Quanto a Expo Saragoça: Não impressiona, nem merece recomendação. Amnesgame d àgua passa, mas a Expo dos Paises e representações presentes....parece um out let de refugo, num bairro de patos bravos...Nda de assinalar e Portugal la estva no meio dos outros. Pouco se anota de interesse, alguma estatuária e jogos de agua, pouca animação. Sobra a ponte da agua, as paisagens do Ebro, a frente de Rio....e os copos de plastico azul de recuerdo das bebidas (cerveja ou coca cola a 2 euros) ou seja de excelente material e design.

Mas ficam as fotos. Lá, ficaram 70 euros (2X 35 de entradas) mais 12 de estacionamento, e mais ainda 8 euros de bebidas e batatas fritas, total 90 euritos que nem rentabilizamos com o espectaculo gratuito iceberg das 22.30h pelo calor que estva por lá. A opção foi sair de mansinho, apanhar a navete de volta ao parque, e rumar a Huesca, Chegamos aqui com o Camping fechado. Solução...pouco adiante, num jardim hospitaleiro e familiar, estacionar, ir jantar uns bocadillos, no El Bocatin, por correctos 15 euros, e o sono dos justos.








Dia seguinte la pelas horas habituais de Portugal, isto é 6.30h, hora de despertar, quase 7.00 hora de levantar e animados foi o ir a estrada, travessia de Huesca sem história, e depois como previsto rumo a zona dos mosteiros de Selós e Penha. vem tudo explicado nos guias Michelin e American Express, pelo que se dispensam as afirmações de falsa erudição que o copy paste permitem. Melhor do que isso, as fotos e o comentario: Vale mesmo a pena. Fica a bold porque o programa não tem sublinhados. Pra ja a estrada de montanha é excelente de vistas, passa por Mon Repos, e antes de entrarmos no centro de Jaca (que vimos no regresso) desviamos em direccção a Selós e Penha. Paramos primeiro em Selós, que merece a visita pedestre, - aqui vimos pela primeira vez os vitrais substituidos por lâminas de alabastro de efeito sublime sob a luz, e depois seguimos para o Mosteiro novo de San Juan de La Pena. Aqui visita-se gratuitamente uma parte, e compram-se os bilhetes para o Mosteiro Velho que é imperdivel e onde se acede por uma navette. Pagam os reformados 5€ e os adultos...6 €.

As fotos falam por si. (Parando o rato, em cima de cada imagem esta fica fixa.)








De regresso da incursão cultural principal em Espanha, na zona de Aragão, foi tempo de retomar o caminho para JACA: Objectivos o Castelo e Catedral, igualmente com lâminas de alasbastro a substituir vitrais.

O estacionamento foi fácil, a norte do Castelo ha um parque publico gratuito assinalado na via principal. Pois é esse mesmo, amplo com outras autocravanas por la estacionadas e pouco distante a pé do centro. Aparentemente até será possivel pernoitar. Fica a dica. A Catedral vale a visita o Castelo talvez também, está aliás ocupado pela exercito mas é visitavel contra uns tantos euros. Pela hora e pelos planos, queriamos seguir para França, pelo Tunel do Somport, ficamos pois pelo passeio das cercanias e pelas fotos e ainda pelas mercas indispensaveis. Pão e vinho...







A Viagem pela História prosseguiu depois de uma pausa almoço pic nic de beira da estrada, em mesas de pedra, e o atestar de gasoleo. Foi a travessia do Tunel do Somport, e a entrada sinuosa em França, bem bonita por sinal. Pouco depois entrávamos , sempre por estradas nacionais em Navarrenx, uma volta pequena a pé, tomada de vistas do Castelo sobre o rio, e depois retomada do circuito para Sauveterre du Bearn. Facil aqui tambem o estacionamento apesar do gabarit da semovente, a exceder os 7 metros e comprido. E gratuito. Mais uma vez as fotos explicam por onde andámos e onde desaguaram os nosso olhos.

Ainda de seguida fomos a La Bastide Clairence, assinalada nos guias mas, não recomendamos e não fotografamos. Foi um desvio escusado que adiou a chegada a Biarritz (ja pela auto-estrada para Bayonne com os ultimos 20km gratuitos)







No final 3 noites em Biarritz e em Anglet: Primeiro na area de serviço de Ilbarritz, junto a Praia Milady, municipio de Biarritz, e depois duas noites na area nova da Praia dos Corsários de Anglet. De notar que nas areas de serviço para autocravanas, especialmente na de Anglet, Praia os Corsarios, ha espaço suficiente para mais do que o gabarit de uma autocaravana, e assim ninguém se incomoda se estas tem os toldos abertos (desde que nao incomode) nem mesmo que coloquem fora as mesas e as cadeiras. Tambem nenhum reparo ha da parte dos muito frequentes agentes municipais quanto à colocaçao de calços nas rodas, ou mesmo do uso de macacos para equilibrar e melhor nivelar as autocaravanas. Evidentemente que se podera afirmar que neste parque com capacidade para 80 autocaravanas havia muitos lugares livres, que as areas eram espaçosas, etc....e que assim sendo, nao se justificava o maximalismo de cada autocravana ocupar apenas, e só, o seu espaço exclusivo...enfim tema para aprofundar o debate em Portugal....

O tempo estve de feição...banho nas ondas quentes pela corrente do golfo ate as 20h...surfistas ficam ate mais tarde, quase ao escurerecer, por do sol de cinema, qualidade das praias... impecáveis com postos de nadadores slavadores com 6 seis! pessoas cada um. Restauração tambem de eleição com preços decentes para um casal que faça contas...Nada de vento, apenas um calor saudavel.

Jantares sempre fora...um no La Plancha, Ilbarritz, outro no Zarzuela (Anglet) e o terceiro e ultimo no Porto Velho de Biarritz no Juan Pedro....Almoços in house, perdão na AC...com camaraões do Brasil e mexilhões, num dia e no outro, outra vez camarões e costeletas de porco grelhadas, depois das compras nos supermecados Leclerc e Geant Casino (ambos na zona de Anglet) . na ultima noite viagem de autocarro cada bilhete 1,20€, até ao centro de Biarritz e apé ate ao Vieux Port. Depois regresso de taxi por 10€.






Por fim o regresso. Sabado de manha, a contra-gosto, abalamos. Nem a tempo de pagar a ultima pernoita, e a descida para Alenquer desfaz kilometros em novidade. Passagem por Valladolid ainda com intençao de almoçar junto à praia fluvial, junto de onde se estacionou a autocaravana sem qualquer dificuldade. Porem nenhum dos dois restaurantes era convidativo, vazios de clientes. Dai seguir-se a rota, e em Simancas, a inversao de marcha para Vale de los Carpinteros, para o Hostal de la Abuela. Excelente menu de entrada e prato principal, pao, vinho e sobremesa por 10€ a cabeça. Qualidade igual à quantidade, e parque de estacionamento vigiado.

Para quê pedir mais?
Só mesmo mais do mesmo para a próxima viagem!



sexta-feira, agosto 29, 2008

Ingleses gostam de Lisboa e pernoitam em Belem

Belem Wildcamp
(campismo selvagem em Belem !)
Belem is about 5 miles from the centre of Lisbon on both the bus and Tram routes. This wildcamp is directly on the quayside next to the monument to Henry the Navigator from the top of which I took one of the pics. the other is the monument, so its pretty had to miss being about 100' high. Access is easy from the main road, with water available from the otherside of the monument and campers were dumping down a drain in the access road. Their are some big bins on the access road for waste. GPS:38.693306 -9.207262free wi-fi at mcdonalds next to the bus/tram stop about 1000yds away. Chinese and traditional portugese restaurant directly behind in the lake. Modern art and maritime Museum 400yds


quarta-feira, agosto 27, 2008

MIDAP: BANCO DE BOAS VONTADES DE AUTOCARAVANISTAS

Mais uma iniciativa espanhola,
da Federação das Associações autocaravanistas de Espanha




Banco de voluntades
Creado el 7 de mayo de 2008



Hay que agradecer a todos estos autocaravanistas su buena voluntad y ganas por participar y colaborar en la resolución de los problemas que tanto nos afectan. En la FEAA pensamos que esta voluntad manifestada de colaborar no debe perderse y que puede ser el germen para crear una especie de "movimiento autocaravanista de intervención rápida" que, en caso de necesidad y siempre que los fondos no puedan obtenerse por otra vía, pueda movilizarse y colaborar para que en un par de días pueda disponerse del apoyo económico suficiente para acometer un proceso judicial en defensa de los intereses de todos los autocaravanistas.
Este "movimiento autocaravanista de intervención rápida" puede también utilizarse para envíos masivos de correos de protesta o felicitación a objetivos concretos, con lo que se vería incrementado el potencial de 1500 familias que ahora compone la FEAA.
Es cierto que en caso de necesidad podría hacerse un nuevo llamamiento, pero la forma que se propone permitiría una reacción más eficaz y un contacto más rápido con todos los interesados en colaborar. Además, la simple existencia de este colectivo, cuyo número de componentes sería público, podría ser, por sí misma, un importante medio de presión.


El banco de voluntades ES un reconocimiento para todos esos autocaravanistas que iniciaron un movimiento de voluntarios en apoyo desinteresado de iniciativas en defensa del autocaravanismo
El banco de voluntades ES un movimiento voluntario
La inscripción en el banco de voluntades ES gratuita
El banco de voluntades ES un elemento más de presión
El banco de voluntades ES una iniciativa dirigida a autocaravanistas que están dispuestos a actuar de forma rápida en cualquier iniciativa en defensa de los intereses del colectivo (aporte económico, envío de correos protesta o felicitaciones, manifestación,...) y de forma independiente a que por otras vías le sea solicitada colaboración
El banco de voluntades QUIERE SER otro elemento de presión en las negociaciones en defensa de los autocaravanistas, para lo cual se hará público de forma permanente el número de integrantes
El banco de voluntades PRETENDE canalizar el apoyo y voluntad de quienes, además de su actividad particular, están dispuestos a colaborar en iniciativas de reivindicación y defensa del autocaravanismo propuestas desde la FEAA (sola o en colaboración con otras entidades), manteniendo para ello abierta una vía de comunicación inmediata como es el correo electrónico
En cualquier iniciativa, las asociaciones federadas UNIRÁN SUS FUERZAS a las del banco de voluntades
El banco de voluntades NO ES una base de datos para captar socios
Los datos del banco de voluntades NUNCA SERÁN utilizados para otro fin que el de recabar apoyo inmediato a iniciativas en defensa de los autocaravanistas
El banco de voluntades NO TIENE segundas ni ocultas intenciones
Para registrarse en el banco de voluntades NO ES NECESARIO ser miembro de ninguna asociación
El registro en el banco de voluntades NO IMPLICA una obligación, es sólo la manifestación de una intención y deseo de colaborar

Si quieres formar parte de este "movimiento autocaravanista de intervención rápida" no es necesario que seas socio de ninguna asociación, sólo inscríbete en el "Banco de voluntades" y manifiesta así tu deseo de apoyar en su momento un contencioso en defensa de los autocaravanistas

Porque não entre nós, o MIDAP Movimento independente para Desenvolvimento do Autocaravanismo proceder de igual forma?

domingo, agosto 24, 2008

En defesa das auto-cãoravanas do concurso canino internacional do Estoril


Agosto, dias 23 e 24 de Agosto
Concurso Canino Internacional do Estoril
evento tradicional e com varias dezenas de anos, faz parte do cartaz e calendário turistico da Costa do Sol e realiza-se nos jardins Fausto Figuereido, fronteiros ao Casino do Estoril .
Este nao acorreram várias auto-cãoravanas...




Vêm criadores de cães de todo mundo europeu
Cães de todas as raças,
Turistas de todos os cantos,
jornalistas internacionais e nacionais,
membros do juri reputados,
etc. etc.


E vêm obviamente criadores e expositores de cães e em autocaravanas. Que estacionam nas alamedas dos jardins, e que aqui pernoitam.
A organizaçao, à portuguesa, nada preparou para este evento poder acolher as tais autocaravanas dos criadores e expositores.
Não reservou lugares de parking, não articulou com a polícia, e o resultado da imprevidência é o aspecto caótico e desorganizado das fotos.
Com uma agravante, a policia, sempre diligente deve ter entendido que devia zelar perante uma evidencia de campismo selvagem, vai de multar os ditos expositores e criadores de cães com as garagens do seus veiculos transformadas em canil...
Sejam portugueses, ou, como na foto espanhois, levam no parabrisas a carta da contra-ordenaçao e coima....Nada de mais anti-turistico, nada de mais abjecto e possidónio mau gosto, e falta de bom senso...
Estamos contra este abuso de poder. Estamos contra este non sense, de promover um evento turistico internacional e não preparar devidamente o parqueamento de expositores e criadores de cães...
Enfim, estamos a favor das auto-cãoravanas, enquanto durar a exposição canina, perante uma situação que nada tem de campismo selvagem, nem de estacionamento abusivo de autocaravanas.

sábado, agosto 23, 2008

Parecer do Gabinete de Estudos da Newsletter sobre o projecto de portaria II relativo ao campismo



Parecer II

Gabinete de Estudos da Newsletter


1) Considerações e sugestões na generalidade

1-1- O projecto de portaria em estudo, (versão II) visa regulamentar o Decreto-lei nº 39/2008 de 7 de Março, e desde logo merece aplauso o progresso que consite em concentrar num unico diploma os aspectos regulamentares destinados a parques de campismo e legislar em separado os demais aspectos sobre outros estabelecimentos de espaço rural numa promiscuidade desaconselhavel na primeira versão, mas que foi entretanto solucionada pela publicação da portaria nº 937/2008.
Na altura tinhamos escrito sobre a versao I da portaria:
Muito concretamente, o actual projecto de portaria devia ser cindido em dois: um sobre turismo do espaço rural, agroturismo, hoteis rurais, turismo de habitação, e outra portaria devia ser dedicada exclusivamente aos parques de campismo, e ao turismo rodoviário itinerante.

(veja-se o parecer sobre o projecto de portaria I nesta Newsletter em:

1-2- Apenas falta agora cumprir com o segundo desiderato, ou seja incluir num mesmo diploma, os aspectos relativos ao turismo ao ar livre, seja em parques de campismo seja em outro tipo de instalações, que se poderão considerar similares, integradas ou não em espaço exclusivamente rural.
Porém admite-se a existencia de uma dificuldade juridica, que constitua um obstaculo incontornavel, ou seja, estamos perante uma portaria regulamentadora de um decreto-lei pelo que:

- não pode haver normas em contrario ao decreto-lei
- não pode haver normas que disponham para além das situações previstas no decreto-lei
- não podem deixar de existir todas as normas necessarias a plena operacionalidade do decreto-lei.
Por este motivo mantém pertinencia nossa sugestão anterior: é urgente a criação no âmbito da Secretaria de Estado do Turismo de um Observatório, ou de um Grupo de Trabalho para o Turismo de Ar Livre, que procure reunir num único diploma as realidades respeitantes aos parques de bungalows, ou de campismo (turismo estático) e nas suas várias modalidades, e as matérias respeitantes a outras formas de turismo ao ar livre ( turismo itinerante).
Ou seja, o autocaravanismo.
Efectivamente, o autocaravanista pode ser utilizador de parques de campismo, desde que estes tenham uma politica de preços atractiva, equipamentos, e facilidades adequadas, como pode ser utilizador de parques especiais de estacionamento, de serviços e pernoita, e portanto geradores de receitas, em geral pelo afluxo de novas correntes turistas todo o ano, e por outro lado, geradores de receitas directas relativas a utilização de serviços pagos.
O fenomeno europeu, que inclui Portugal, de aumento acima da taxa de crescimento das economias, da area das autocaravanas, quer entre utilizadores jovens, de idade activa, e de reformados, suscita o interesse e a inevitabilidade de se tomarem medidas urgentes, adequadas, e integradas, pelo que a criação do grupo de reflexão (Observatorio ou grupo de trabalho) parece ser o caminho a prosseguir sem delongas e que devia inclui entre outros:
AECAMP, FPCM, CPA, ACP, ANMP, Clubes de campismo dotados de secções de autocaravanismo, e também o entretanto criado MIDAP, Movimento independente para o Desenvolvimento do Autocaravanismo em Portugal.
Note-se ainda a inexistencia de uma plena caracterização legal do conceito de autocravana, e da necessidade de definir em termos de codigo da estrada, e de outra sinalética de natureza turistica, pictogramas e sinalização que permitam o bom ordenamento da utilização regulamentada das autocaravanas.
1-3- Mais se entende que é incongruente, e dispar em relação a outras formas de turismo regulamentado dispor-se em legislação ( artº 20º) de um quadro de comportamento esperado em relação aos clientes de parques de campsimo. Tal não existe em relação à hotelaria tradicional, e mal se compreende que se proceda desta forma paternalista em relação ao campismo, a quem não se deverá passar nenhum atestado de menoridade.
Também na generalidade, considera-se que a regulamentação deve distinguir claramente entre pequenos ou micro parques de campismo, incluindo neste conceito os parques de campismo rurais, os parques de campismo de dimensão média, e os parques de campismo de grande dimensão, e muito equipamento, incluindo por exemplo, discotecas, ampla zona de restauração, piscinas e tobogans, com jogos de àgua, etc...e que deveriam integrar a categoria de resort turistico, ou campismo de 5 estrelas, como é comum em destinos turisticos concorrentes de Portugal.
Aliás, o projecto de portaria omite os denominados parques de campismo rurais que a lei limita a 0,5 hectare de superficie, e cuja utilizaçao naturalmente também pode ser feita pelas autocaravanas dos campistas que assim se alojam nestes parques.
Inexplicavelmente, o projecto de portaria não enumera pois, as varias categorias de parques de campismo, suprime a classificaçao de parques rurais, os de uma, e de duas estrelas, e inova com os denominados parques de campismo exclusivamente para autocaravanas que o Decreto-Lei habilitante não prevê, o que sera portanto ilegal, além de ser solução altamente discutivel.

Por outro lado deveria em definitivo, acolher-se em Portugal o conceito de parques (de (campismo) residenciais, de modo a distinguir claramente sob a forma de utilização, o residente do tipo de segunda residencia, do turista, cujas necessidades e comportamentos são completamente distintos, antagónicos, e cuja coexistencia gera sempre promiscuidade, diminuição de qualidade, e insatisfação generalizada.

Finalmente, entende-se que se deve estabelecer claramente a distinção entre parques associativos (os actuais parques privativos) e os parques de turismo (ou hoje denominados de públicos) distinguindo-se na respectiva auto-regulaçao, pelas entidades competentes, respectivamente da Federaçao (de campismo) e a Confederação do turismo, através por exemplo, da Associação das Empresas de Parques de Campismo (AECAMP) para os demais casos.
Insistemos e sublinhamos: a não distinção entre o utente de parque de campismo residencial, e o cliente turista, é fonte de todas as ambiguidades que prejudicam uns e outros. Neste contexto, por exemplo, considera-se altamente discutivel a existência de coberturas em parques campismo, ditos de turismo.
Concluimos por acrescentar, na generalidade, que importa ainda, num novo e inovador diploma de regulamentação do campismo, fixar o regime dos acampamentos ou concentrações temporárias (de escuteiros, ou de ocasiões festivas, e desportivas pontuais) e dos locais de estacionamento, serviço e pernoita especificamente dedicados ao segmento do autocaravanismo que, por natureza e definição, é itinerante, e não se confina à versão de acampamento em parques de campismo.


2) Considerações e propostas Na especialidade
2-1- As observações na especialidade estão em parte prejudicadas pela posição emitida sobre a apreciação na generalidade. Se se propõe refundir o projecto de diploma, a elaboraçao mesmo de um novo diploma com a dignidade de decreto-lei, destinado ao turismo de ar livre, e também uma nova metodologia para a sua elaboração, necessáriamente que agora apenas se mencionam os aspectos mais dissonantes dessa filosofia integrada e geral, que se sugeriu fosse adpotada pelas autoridades.
2-2 Há que nao ser maximalista, e não sufocar os pequenos parques de campismo em zonas rurais, e de propriedade privada, que não estão em condições de concorrência leal com a oferta concorrente das cercanias, quer de base associativa, quer de base municipal, quer mesmo quando gerida pelas grandes empresas do sector.
As exigências constantes no projecto de diploma, sao facilmente suportadas por grandes parques de campismo, por orçamentos camarários, por subsidios aos parques associativos, mas impensaveis para parques privados de pequena dimensão, e de natureza rural e sazonal.
Deste modo essas exigencias desproporcionadas,
violam o artº 266 da Constituição da Republica Portuguesa (principio de proporcionalidade)
- violam o artº 86º da Constituição, porque desincentivam as pequenas empresas
- e violam ainda o esprito das ultimas posições do Parlamento Europeu, por exemplo isentando das exigencias do sistema HACCP relativamente às micro e pequenas empresas.
Por este motivo, da mesma maneira que a Constituição da República potege as pequenas empresas, e as empresas familiares, a legislação ordinária tem de ser consequente, e aplicar-se com essa consideração poltica, que aliás é patente ser respeitada no estrangeiro, e no segmento dos parques de campismo de pequena dimensão, rurais e sazonais!

Para além dessas circunstância, novas exigências legais, que poderão ter justificaçao para grandes parques abertos todo o ano, e em situações de grande fluxo e concentração de campistas, nao se devem estender a parques de menor categoria, e meio rural e de procura escassa, e sazonal, sob pena da sua extinção.
2-3 Há que dispor sobre a enumeraçao de parques de campismo e sua caracterização geral refundindo o artº1 e dividindo em dois:
artº novo
1- Os parques de campismo podem ser destinados a practica isolada ou em conjunto do campismo de tendas, caravanas, autocaravanas ou em instalaçao fixa.
Os parques de campismo podem ser rurais, residenciais ou de turismo e estes, de acordo com a sua dimensão e equipamento podem ser classificados em:
parques de campismo de 1 estrela, ou parques de campismo rurais
parques de campsimo de 2 estrelas ou micro parques
parques de campismo de 3 estrelas ou parques pequenos
parques de campismo de 4 estrelas ou parques de luxo
parques de campsimo de 5 estrelas ou resorts,
2- Os parques municipais, ou associativos poderao acrescentar a sua identificaçao a denominaçao do parque e sua classificaçao.
3- O nivel de equipamentos e demais caracteristicas dos parques de campsimo sera desenvolvido nos articulados seguintes.

Tem de ser revista a correspondência entre exigencias e classificação de estrelas (para lá dos equipamentos, e dimensões de areas de acampamento- art 15º). Nao o fazer, é matar os pequenos parques, como seria matar as pensões, residenciais, e hoteis de 2 estrelas impor-lhes exigencias adequadas ao segmento de hoteis de 4/5 estrelas....2) é inadmissivel no artº 24º exigir que todos os alvéolos estejam equipados, do mesmo modo para todas as categorias de parques de campismo. PERMITIR sim, OBRIGAR não...a menos que se visem apenas os parques de 4/5 estrelas, mas mesmo assim, a liberdade de equipamento deve ser a regra, e ficar ao criterio da administração dos parques de campismo.
Essa exigencia só tem razao de ser para os parques RESIDENCIAIS, em que a legislaçao é omissa, ou para os parques privativos e associativos, cujos clientes por natureza e definição, são residenciais do tipo de segunda residencia, não são nem turistas, nem itinerantes.
Por outro lado para dissipar duvidas, devera acrescentar-se que a fcauldade de existencia de alvéolos, ou que uma parte do terreno pode ser destinada a alveolos, em especial nos parques de campismo de 4 e 5 estrelas.
- no caso de parques de campismo para turistas, a proibição do art 5º nº 6º devia ser acrescentado da referencia a autocaravanas, de modo a permitir gerir melhor os espaços de estacionamento destes veiculos.
É de eliminar a exigencia do artº 19º (vigilância) para a generalidade dos parques de campismo com a agravante de se exigir serviço de vigilancia fardado? Tal só para parques com mais de 100/150 campistas de efectiva ocupação média...seja de 4/5 estrelas, seja para parques residenciais, e, ou associativos. Tal exigencia não faz sentido, por exemplo, para os parques de campismo rurais, de pequena dimensão, a que se devem equiparar todos os parques de campismo detidos por micro empresas, em zonas rurais e de forte sazonalidade, e com capacidade diminuta, a menos que se pretenda extinguir essas unidades, ou obriga-las a reconverterem-se em parques de campismo rurais....
Do mesmo modo que a exigência de equipamentos é feita em função do numero de campistas, a existencia de guarda e fardado (?) bem como entre outras a exigência de fraldários (artº 9 nº 3) e a exigencia de ventilaçao artificial (artº 10º nº 5) que devem ser indexada à pernoita simultanea de um minimo de 100 0u 150 campistas...cerca de 50 unidades acampadas (familias). Estas exigencias do projecto de portaria, não estão aliás, de acordo com os padrões internacionais.
No artº 16º nº 4º (recepção) para sublinhar a importância dos parques de campismo, no caso de parques para turismo, e sua integraçao na oferta turistica...deverá impor-se a obrigatoriedade de distribuição de informação turistica aos clientes...e até a disporem no minimercado de disponibilidade de produtos de produção regional e local...adequados à produção da regiao onde se insere, por exemplo vinho, artesanato, produtos alimentares.
6) Anotam-se a finalizar algumas contradições ou deficiencias do projecto de portaria:
artº 2º nº 2. refere a necessidade de arborização. Mas o anexo I exige muita arborização.... ( é de eliminiar o adjectivo do anexo I
artº 2º nº3. Sugere-se que se limite a criação de sombras por processos artificiais, exclusivamente nas zonas de convivio. Na realidade o artº 8 nº 3 preve soluções para esta situação transitoria
artº 8 nº3 a solução de coberturas superiores devia ser restringida apenas aos casos de ausencia de sombras, numa fase inicial de implanataçao do parque de campismo, isto é deveria ser apenas uma solução excepcional e transitoria, embora admissivel nos parques residenciais.
art 9º nº 5º deve faltar texto...so se justifica ventilaçao artificial nas instalaçoes sanitarais sem comunicaçao directa para o exterior. As duas exigencias simultaneas são desporporcionais.
Artº 10º é um absurdo e deve-se a erro, certamente exigir-se apenas uma instação sanitaria para cada 3 hec de tereno.... Alias tal esta em contradição com o anexo I que refrem 2 hectares....e parece da maior conveniencia tal ser reportado a cada hectare e meio.
- artº 15º esta disposição cujo conteudo deve ser revisto, não pode ser retrocativa, so podera ser uma exigencia para novos parques de campismo a criar apos a publicaçao da portaria
artº 16º nº 5....deve faltar texto...portugues e noutra lingua estrangeira...ou entao escrever-se em portugues e em uma lingua estrangeira
artº 24º sugere-se que se use a expressao podem, para os parques de campismo em geral, e devem para os parques de 4 e 5 estrelas.
artº 26º esta categoria de “cercados”parece ser ilegal face a inexistencia da sua previsão no Decreto Lei Habilitante. Não é admissivel criar por portaria uma nova categoria de parques exclusivamente para autocaravanas sem que a lei preveja a existencia desta tipologia de parques de campismo. Nem parece adequado às necessidades tais ghettos para autocaravanistas, que não existem também em nenhum Pais estrangeiro, onde a solução se centra em dois tipos de respostas: acolhimento em parques de campismo, e em alternativa, em areas de serviço e estacionamento especiais, privadas ou municipais.
Artº 27º deve ser eliminado. Não tem logica impor mais exigencias que sobrecarreguem os parques de campismo de pequena dimensão, e que não obstante procuram dispor de zonas disciplinadas para autocaravanas e caravanas. A existir esta exigencia, so devera aplicar-se aos parques de 4 e de 5 estrelas.

Finalmente, insiste-se, e...

1) salienta-se a necessidade inadiável de legislar sobre areas de serviço, e estacionamento, especificamente para ordenar o uso diurno e nocturno de autocaravanas, de modo a fazer face as exigencias em centros urbanos, e outras localidades de interesse turistico e cultural de respostas adequadas e regulamentadas para:
-estacionamento
-serviços de reabastecimento e saneamento
-pernoita

2) sublinha-se a necssidade instante de legislar sobre sinalizaçao rodoviaria, e turistica deste sector
3) Relativamente aos meios rurais, sugere-se ainda valorização dos pequenso parques de campimso, e a previsão do estacionamento e parqueamento nocturno de autocaravanas em quintas, herdades, e outras exploraçoes agricolas, aliás à semelhança do que acontece no estrangeiro, em especial no sistema France Passion.

quinta-feira, agosto 21, 2008

FUNDAÇAO DO MIDAP Movimento Independente para Desenvolvimento do Autocaravanismo em Portugal



Hoje verificou-se a FUNDAÇAO do MIDAP- MOVIMENTO INDEPENDENTE para DESENVOLVIMENTO DO AUTOCARAVANISMO em PORTUGAL, subscrita por 12 autocaravanistas.


Foram adoptados: o primeiro comunicado a imprensa, os seus estatutos, o programa de activiadades, logotipo provisorio e web site em http://www.midap.blogspot.com/

A Comissao Instaladora do MIDAP ficou constituida por

Presidente SECO DOS SANTOS

Vice Presidente NUNO PIRES

Secretario Geral DIOGO FERREIRA


Estão de parabens os eleitos, e os autocaravanistas em geral.

A proxima reuniao aberta aos fundadores, tera lugar dia 11 de Setembro, mesmo local, 18.30h.Anexam-se:

1) COMUNICADO A IMPRENSA

2) ESTATUTOS

3) PROGRAMA DE ACTIVIDADES


Comunicado
MIDAP-Movimento Independente para Desenvolvimento do Autocaravanismo em PortugalEdidicio Fernando Pessoa, 4º andar-A, Praceta General Ferreira Martins nº 10, Miraflores 1495 Lisboa. Tel 214107048.



Comunicado para a comunicaçao social do Movimento Independente para Desenvolvimento do Autocaravanismo emPortugal MIDAP

I

Introdução

Um grupo de autocaravanistas independentes, que partilham de uma ética de conduta ecológica, com direitos e deveres de cidadania de responsabilidade social, entendeu dever associar-se, e constituir-se em comissão nos termos do artº 195º e seguintes do Código Civil, para reflectir, e desenvolver planos, programas e acções adequadas ao Desenvolvimento, defesa, divulgação e dignificaçao do autocaravanismo em Portugal.

II

Considerandos

1)

O autocaravanismo constitui uma forma contemporanea de turismo ao ar livre e itinerante, praticado por automobilistas que se deslocam em veiculos designados por autocaravanas, onde se fazem transportar com as suas familias, e que são legalmente adaptados e homologados com logistica interna e equipamentos, para serem autosuficientes e autónomos, incluindo a logistica necessaria para que neles se possa viajar, conviver e pernoitar.

2)

Esta forma de turismo em ascensão, conta na Europa cerca de 500.000 adeptos, estimando-se que o seu numero em Portugal, exceda os 6000, sendo a sua taxa de crescimento anual mais elevada do que entre outros segmentos de turismo, proporcionando um incremento da mobilidade dos turistas, e o aumento da respectiva receita para as localidades que os acolhem.

3)

O autocaravanismo exige pois para a sua boa pratica:

- A auto-disciplina dos autocaravanistas por um código de conduta consensual, já adoptado, e que é constituido por um conjunto de regras de civilidade e cortesia, de modo a que a liberdade dos autocaravanistas não afecte a dos restantes cidadãos, e o ambiente

- Que não seja discriminado face a outros veiculos equivalentes, e que exista disponibilidade de estacionamentos adequados ao gabarito das viaturas, de areas de serviço para despejo e reabastecimento de aguas, e electricidade, e ainda de locais de pernoita em segurança, que podem localizar-se dentro, ou fora, de parques de campismo.

4)

Pelas suas caracteristicas de fenomeno recente, o autocaravanismo não dispõe ainda, entre nós, de legislação autónoma e especifica, e apenas em 7 de Março de 2008, pelo Decreto-Lei nº 39/2008, foi consagrada oficialmente a expressão autocaravana, pelo que também não se dispõe ainda de sinalização oficial que permita a desejável identificação em territorio nacional, como acontece no estrangeiro, da disciplina aplicavel à circulação, estacionamento e pernoita de autocaravanas.

5)

Deste modo, a atracção e fixação de importante fluxos turisticos provenientes do estrangeiro não é estimulada, nem favorecido o turismo interno em autocaravana, com graves prejuizos para as localidades de interior, especialmente nos períodos fora de estação, por não permitir corrigir a sazonalidade, nem favorecer a desejável animação dos respectivos comércios tradicionais.

III

Conclusões

Assim, a Comissão Instaladora do MIDAP, consciente do contributo positivo do autocaravanismo para o desenvolvimento do turismo nacional, vem publicamente solicitar perante às autoridades oficiais com responsabilidade nestes dominios, designadamente o Secretário de Estado do Turismo, Adjunto e da Administração Local, e do Desenvolvimento Rural e das Florestas, bem como da ANMP Associação Nacional de Municipios Portugueses, que:

1º)

Sejam aceites as suas sugestões e a disponibilidade para integrar de imediato um grupo de trabalho para a elaboraçao de legislação de matérias de interesse para:- o desenvolvimento da pratica do autocaravanismo em Portugal,- e a definição do regime juridico próprio aos veiculos da tipologia autocaravana, junto da Secretaria de Estado do Turismo, e incluindo a presença dos demais interlocutores pertinentes a este tema.

2º)

Seja urgentemente publicada uma alteração da sinalética rodoviaria constante do Codigo da Estrada, com o objectivo de consagrar em Portugal o pictograma da autocaravana, e a tradicional sinalização europeia rodoviária relativa ao autocaravanismo.

3º)

Seja contemplado na elaboração do Orçamento de Estado para 2009, através dos Fundos e departamentos de Estado competentes, as verbas necessarias para as comparticipações aos municípios da sede de concelhos, para desenvolverem a implantação de areas de serviço, estacionamento e pernoita para autocaravanas, junto aos respectivos centros urbanos, vilas e cidades, ou outras localidades de interesse turistico e cultural.

4º)

Seja imediatamente suspensa a elaboraçao da portaria de regulamentação dos aspectos do campismo, previstos no Decreto-Lei nº 39/2008 de 7 de Março, de modo a de forma mais cuidada e informada, se dispor autonomamente e normativamente sobre a actividade do autocaravanismo, e revista a portaria nº 937/2008 de modo a permitir as unidades do espaço rural que o desejem, de receberem nos seus estacionamentos adequados veiculos de tipo autocaravana.

5º)

Seja superiormente decidido organizar um livro branco sobre as actividades de turismo de ar livre, de modo a poder-se realizar em 2009, no final do 1º semestre, um seminario abrangente, com participaçao de todos os interessados, e com o objectivo de se elaborar uma Lei de bases para este sector.Lisboa 21 de Agosto de 2009Os membros fundadores do MIDAP

(seguem-se 12 assinaturas de autocaravanistas)


Estatutos
MIDAP:Movimento Independente para Desenvolvimento do Autocaravanismo em Portugal


(identificação e sede)

É criado por tempo indeterminado o MIDAP- Movimento Independente para Desenvolvimento do Autocaravanismo em PortugalO MIDAP é uma associação privada, sem fins lucrativos, e sem personalidade juridica, constituida ao abrigo do arº 199º do Codigo Civil.O MIDAP tem sede provisória na Praceta General Ferreira Martins, Edificio Fernando Pessoa, nº 10, 4º andar, Miraflores, 1495 Lisboa


(objecto)

o Objecto do MIDAP é promover a formação dos autocaravanistas, e estudos comparados para contribuir para o desenvolvimento, divulgação e dignificaçao do Autocaravanismo em Portugal, em cooperaçao com as demais entidades interessadas.


(direcção)

O MIDAP é gerido por uma direcção de três elementos composta por Presidente, Vice Presidente e Secretario Geral, que assegura o expediente, podendo este, nomeadamente:a) obrigar validamente o MIDAPb) gerir a respectiva conta bancariac) administrar o Fundo Comum


(eleições e associados)

A direcção é eleita em assembleia geral de associados, incluindo os cooptados pelos associados fundadores que outorguem o acto constitutivo, por periodos de dois anos, podendo ser sucessivamente reeleitos por mais mandatos, e mantendo-se automaticamente em funções, se não houver eleição de substitutos.Os interessados em associar-se ao MIDAP, devem manifestar a sua intenção a qualquer dos fundadores, ou à direcção, que proporá a respectiva cooptação.O associados cooptados ficarão sujeitos aos direitos e deveres regulamentares aprovados pela Direcção.


(gestão do fundo comum)

As contribuições em dinheiro, ou em espécie, para apoio às actividades do MIDAP, realizadas pelos associados, conselheiros ou patrocinadores, constituem o Fundo Comum do MIDAP, e destinam-se a fazer face as despesas e encargos aprovados pela respectiva Direcção, devendo as verbas em dinheiro estarem depositadas em conta bancária.


(comissão instaladora)

1) Após a fundação o MIDAP sera dirigido por uma comissao instaladora, com a mesma composição e poderes que a direcção, durante um periodo que esta considerar adequado até se proceder a eleições. Esta Comissão será composta pelos seguintes associados fundadores:

- Presidente Seco dos Santos

-Vice Presidente Nuno Pires

- Secretario Geral Diogo Ferreira


(Poderes da Comissão instaladora)

A Comissão instaladora poder gerir livremente o MIDAP, abrir contas bancarias, e proceder a admissão por cooptação de novos associados, aprovar os regulamentos de funcionamento necessarios e convocar uma assembleia geral até 18 meses após a data da fundação.


Lisboa, 21 de Agosto de 2008

Os associados Fundadores



Plano, programa e accões do MIDAP 2008/2009

PLANO

regularizar a eleição de corpos sociais ate Março de 2009Realizar o seminario de autocaravanismo até final 1 semestre.

PROGRAMAS

Tradução (ou não) dos documentos de politica em autocaravanismo quer espanhois quer franceses, e distribuição a interlocutores oficiais:- Secretaria de Estado do Turismo- Subcomissão parlamentar da AR de Turismo- ANMP Associação Nacional de Municipios Portugueses

Seleccção de noticias estrangeiras (press clipping) e envio sistematico por mail para os endereços electronicos dos decisores e leaders de opiniao.

ACÇÕES

1) manter designadamente através do BLOG do MIDAP a opinião publica interessada informada dos desenvolvimentos positivos do turismo de ar livre, e do autocaravanismo também através de mails para:- forum CPA e forum CCP- autores de blogs de autocaravanismo- Outras entidades oficiais, ex GNR, PSP, etc.

2- Emissão de comunicados sempre que as cirscunstâncias o determinem, e a curto prazo sobre: Portaria do campismo, OE para 2009, revisões dos POOC, e Parques naturais para definição e regulamentação do estacionamento organizado de autocaravanas.

Novas edições francesas do Camping-Car Magazine

duas excelentes publicações de Camping-Car Magazine:
O numero fora de série sobre ACESSORIOS
O numero de Agosto com o suplemento de actualização de areas de serviço em França
Mais informações em:
http://www.campingcar-magazine.fr/pageSommaire.jsp?lg=fr&id=14



Legislador portugues perde oportunidade de dinamizar autocaravanismo e espaços rurais


foi hoje publicada a portaria 937/2008

regulamenta o Decreto Lei de 7 de Março

sobre turismo do espaço rural e turismo de habitação.


Perdeu-se mais uma extaordinária oportunidade de criar condições para um sistema identico ao francês France Passion...ou seja, a criação de espaços para pernoita de autocaravanas nas quintas e herdades, ou outros loacis semelhantes de produtores agricolas, com apoios minimos....perdeu-se assim uma oportunidade de revitalizaçao do turismo rural e de apoio aos autocaravanistas, que poderiam ajudar na promoção do tursimo de inttrior e no descongestionamento das concentarçoes do litoral em especial na época alta.


Mais uma oportunidade para o MIDAP suscitar na sua entrevista coma s autoridades, e nos seus contactso com a comunicação social, mais um assunto a agendar para a primeira reunião do Observatorio Não Governamental para o Autocaravanismo


Ora vejam-se os conceitos legais:
Artigo 3.ºNoção de empreendimentos de turismo no espaço rural

1 — São empreendimentos de turismo no espaço ruralos estabelecimentos que se destinam a prestar, em espaçosrurais, serviços de alojamento a turistas, dispondo para oseu funcionamento de um adequado conjunto de instalações,estruturas, equipamentos e serviços complementares,tendo em vista a oferta de um produto turístico completoe diversificado no espaço rural.

2 — Os proprietários ou entidades exploradoras dosempreendimentos de turismo no espaço rural, bem comoos seus representantes, podem ou não residir no empreendimentodurante o respectivo período de funcionamento.

3 — Os empreendimentos de turismo no espaço ruralclassificam -se nos seguintes grupos:

a) Casas de campo;

b) Agro -turismo;

c) Hotéis rurais.


Artigo 11.ºInfra -estruturas e equipamentosOs empreendimentos de turismo de habitação e de turismono espaço rural devem dispor das seguintes infra--estruturas e equipamentos:

a) Sistema de iluminação e água corrente quente efria;

b) Quando o sistema de abastecimento de água seja privativo,os empreendimentos devem dispor de reservatórioscom capacidade para satisfazer as necessidades diárias doempreendimento;

c) Sistema e equipamentos de segurança contra incêndiosnos termos de legislação específica;

d) Sistema de climatização adequado às condições climatéricasdo local onde se encontra situado o estabelecimento;

e) Zona de arrumos separada das zonas destinadas aoshóspedes;

f) Sistema de armazenagem de lixos quando não existaserviço público de recolha;

g) Equipamento de primeiros socorros;

h) Área de estacionamento;

i) Telefone fixo ou móvel com ligação à rede exteriorna área de recepção ou, quando se trate de casas de campo,no escritório de atendimento a hóspedes previsto no n.º 2do artigo 13.º

segunda-feira, agosto 18, 2008

Reuniao de constituição do MIDAP agendada dia 21 de Agosto



reconfirmada a reuniao de dia 21 de agosto as 18.30h,
Constituição do MIDAP-
Movimento independente para Desenvolvimento do Autocaravanismo em Portugal



Depois de avaliar a situaçao e trocas de mensagens no forum CCp e CPA, e bem como telefonemas directos, pode-se dizer que ha quorum para a reuniao de dia 21 as 18.30h


-A reuniao sera coordenada por Seco dos Santos, que aceitou o encargo (na ausencia de JSantos)


- Ana Pressler assegurará gentilmente o secretariado, e ja se acha a comprar o livro de actas


- Decarvalho procederá a apresentaçao dos documentos e seu esclarecimento, e que já seguiram para os membros que anunciaram estar presentes na reuniao de dia 21:


- logotipo


- estatutos MIDAP


- plano, programa e accções do MIDAP 2008/2009


- projecto de comunicado


- note-se que ha que definir a constituição da comissao instaladora


- está presente a existencia do site
e este mail de contacto: midap.onga@gmail.com

CAN, clube autocravanista do Norte reune-se em espanhol mas em Portugal

El "ROTA1ªCAN", en este caso es el primero que inaugura las futuras salidas del club, es el nuevo distintivo que denominará los encuentros y salidas del Clube Autocaravanista do Norte
UN CLUB PORTUGUÉS A LA VANGUARDIA DEL AUTOCARAVANISMO. Si es autocaravanista y está interesado en recibir información de este nuevo club, dinámico y con proyección internacional.....................mas, será que aceitam quem fale português?

Dicho encuentro tuvo su base en Cabeceiras de Basto, una tradicional y acogedora ciudad con un esplendoroso monasterio de estilo Barroco. La visita se extendió a Arco de Baúlhe -con su notable Museo Ferroviario-, Sta. do Viso con una ermita y zona de paseo, Celorico de Basto, Mondim de Basto y la espectacular Nuestra Sra. da Graça en lo alto de la montaña.

Por otra parte, desde esta página también queremos agradecer la buena disposición de las autoridades de Cabeceiras de Basto para acoger a los autocaravanistas; además, según manifestó uno de los representantes del ayuntamiento, existen posibilidades para instalar una área de servicios de autocaravanas en una de las plazas principales de esa localidad...(e Olé.....)

Apelo à nossa comunidade autocaravanista pró qualidade de vida a viajar em autocaravana: APOIO AO MIDAP.

cerca de 500.000 autocaravanas circulam

nas férias em França, das quais 300.000 francesas...

em Portugal cerca de 6.000, por isso apoiamos o MIDAP

www.midap.blogspot.com

Significa isto que existe lá fora...uma cultura consolidada dos autocaravanistas, autarcas, associações, entidades policiais, e automobilistas em geral, em lidar com este fenomeno. Bem como existem também, comerciantes de material, e de autocaravanas, gestores de parques de campismo, de areas de serviço, garagistas, restaurantes, responsaveis turisticos, deputados.... porque não aprender com este exemplo de experiência feito? Se por lá há governantes atentos a este fenémeno....e disso nesta Newslettter ja demos noticia, porque não há por cá o mesmo?

Na vizinha Espanha o caminho já está aberto, no mesmo sentido. Então, por cá, entre nós portugueses, o que faz falta?

R: faltam duas coisas:

1) Uma federação do sector do autocaravanismo, por falta de clubes de autocaravanismo, e faltam clubes de autocaravanismo por falta de dirigentes associativos dos clubes, e faltam dirigentes, porque faltam autocaravanistas associativos...ou seja:

2) Falta matéria critica cinzenta. Falta pensamento estartégico. Faltam autocaravanistas que para além da autocaravana, se preocupem com o autocaravanismo. Faltam clubes de autocaravanistas. Falta o sentido associativo construtivo. Faltam profissionais da comunicação social, informados e responsáveis. Falta sentido de responsabilidade social cívica e activa.

Para os que a sentem, para aqueles que ao volante são mais do que motoristas, mas antes ascendem a um novo patamar de responsabilidade cívica pelo autocaravanismo, o apelo para que se documentem, e que se manifestem, aqui, ou em qualquer outro local, blog, ou forum, ou jornal, rádio etc. Mas que se façam ouvir! Todos, não seremos demais ! Que actuem, cada um a seu modo, e como puderem!

Nós, newsletter apoiamos o MIDAP em www.midap.blogspot.com

Parar é morrer...
Aos que se interessam, e têm capacidade de acção, informem-se, por exemplo em:

http://www.ffaccc.fr/accueil

domingo, agosto 17, 2008

Mais uma inauguraçao de uma area espanhola em OURENSE

DATAS DE INAUGURAÇÃO da NOVA AREA de SERVIÇO de AUTOCARAVANAS, em Espanha, na GALIZA...

12-13-14 DE SETEMBRO-2008

La ASOCIACIÓN ECUESTRE “O MUNDIL” en colaboración con el ayuntamiento de cartelle a todos los autocaravanistas a la inauguración Está área de autocaravanas está situada en el Centro Ecuestre de Nogueiró (Outomuro) Concello de Cartelle (Ourense), en unos terrenos de 70.000 metros cuadrados en el margen derecho de la carretera que une Outomuro y Villavidal. A 20 minutos de Ourense.Para apuntarse mandar un e-mail a: galicia.norte@lapaca.org(nombre,procedencia, num.asistentes y ASUNTO: AREA CARTELLE)


PROGRAMA INAUGURACIÓN

sexta feira: 12 de Septiembre20.00 horas - Recepción de todos los visitantes en el aparcamiento habilitado al respecto en el Centro Ecuestre “O Mundil”, lugar de Nogueiró en el Ayuntamiento de Cartelle (Ourense)

Sábado 13 de Septiembre11:30 horas – Acreditación de los autocaravanistas .12.00 horas – Recepción de bienvenida en el Auditorio Municipal por la Sra. Alcaldesa Dª. CARMEN LEYTE COELLO, el Presidente de la Asociación de Cabalistas ”O Mundil “ D. Jaime Sousa Seara y demás autoridades y autoridades provinciales y autonómicas.14.30 horas – Visita al Área Recreativa de “OS CALVARIOS” y comida (catering gratis por gentileza del Padroado Provincial de Turismo).El desplazamiento será en autobús desde el Centro Ecuestre hasta los Calvarios. Ida y vuelta.18.00 horas – Por la tarde visitaremos, habrá una recepción de los autocaravanistas asistentes en el Auditorio Municipal, Concierto de la Banda de Gaitas Nova & Cartelle. Entrega de folletos informativos y turísticosSe obsequiará con un regalo a cada “Tripulación autocaravanista asistente”.´21.00 horas – Se contará con la colaboración de un restaurante de la zona para los que deseen cenar fuera, con menú a un precio especial de 8 euros por persona. Reserva anticipada y plazas limitadas.

Domingo 14 de Septiembre, De 11 a 13. horas –Jornadas de puertas abiertas para que todo aquel que esté interesado en conocer como es un autocaravana por dentro, y el modo de concebir este tipo de turismo.11.00 horas – Paseo por la Ruta de Senderismo de “O Santo” ,por la orilla derecha del Río Arnoia, aproximadamente 1500 mts. de ruta.13:30 horas – Exhibición de doma de alta escuela en el Centro Ecuestre a cargo de D. José Vicente Fraga y el caballo “Feliz” asistentes. A las 14.30 horas - Aperitivo de despedida en el Centro Ecuestre y clausurá y regreso a los lugares de origen.
MUY IMPORTANTE: Por motivos de organización es imprescindible inscripción previa (email: galicia.norte@lapaca.org)Esta área se encuentra adosada al conjunto de instalaciones de la asociación ecuestre.
Esta área ja se pode utilizar por todos os autocaravanistas que assim o desejem.............

sábado, agosto 16, 2008

Reportagem do Publico de 16 de Agosto de 2008: anti campismo selvagem

Veja-se o contraste ente a imprensa portuguesa...e a francesa:


1) Autocaravanas:


Invasão de área protegida na costa alentejana sem controlo

Mais um exemplo de mau e sensacionista jornalismo, por exemplo nao se respondem as questões prévias:

- Porque é que os autarcas não sabem o que fazer? por impreparação? falta de estudo? inexistencia de interlocutores?

- que lei esta a ser violada? em quê? Que meios faltam as autoridades? e porquê?

- porque é incidente um turista andar perdido? porque esta perdido? por falta de sinalização? por deficiente informação turistica?

- porque há lixo espalhado? por falta de recipientes? o lixo é só produzido pelos condutores de autocaravanas? Ha parques de repouso, e areas de pic nic preparadas?

- quem devia controlar o lixo e não o controla? que lei sobre lixos não é aplicada, e porquê?

- com quem protestam as autarquias? a quem compete o regulamento de estacionamento e circulaçao? que propostas forma feitas e a quem para resolver o porblema?

- quem é que acampa? autocaravanistas? ha campismo selvagem? Porque não é contido, fiscalizado e criadas alternativas?

- as autocravaans fazem campismo e caravanismo selvagem? o que distingue campismo, caravanismo e autocravanismo? As regras são comuns? ha ausência de regras?



por Carlos Dias
Estacionam para férias onde mais ninguém consegue. Os autarcas não sabem o que fazer e as autoridades queixam-se da falta de meios para evitar violações à lei.


Estrada que liga São Torpes a Porto Covo. Manhã da passada segunda-feira. Um ruidoso buzinão fazia-se ouvir contra uma autocaravana que seguia à frente de uma fila de viaturas com cerca de 50 metros. Logo atrás, um condutor esbracejava, carregava na buzina e dava murros no volante. À frente dos seus olhos, cobrindo toda a faixa de rodagem e metade da contrária, circulava, entre o devagar e o devagarinho, a casa motorizada com matrícula holandesa.A odisseia terminou quando um dos buzinadores meteu conversa em inglês com o turista, que, afinal, estava perdido.


Este género de incidente é o que tem dado mais alento aos que contestam o elevado número de autocaravanas que atrapalham o trânsito. Mas este é o mal menor. A invasão dos melhores miradouros naturais, de dunas e falésias e o lixo que é deixado um pouco por todo o lado deixam marcas bastante mais negativas. O fenómeno é nacional, mas onde se faz sentir com maior acutilância é nos grandes espaços abertos da costa alentejana, entre Sines e a ponta de Sagres. Um fenómeno que não pára de crescer e que ninguém controla, apesar da lei existente.


Indiferentes ao danos. É ao fim-de-semana e nos meses de Verão que este género de turismo ganha contornos de invasão. As autocaravanas posicionavam-se às centenas por tudo o que é falésia, parque de estacionamento no interior e exterior das zonas urbanas, nas dunas e nos locais à beira-mar. O espectáculo torna-se bastante agressivo do ponto de vista paisagístico e os protestos de um número crescente de autarquias fazem-se ouvir.


Contudo, as autocaravanas passam em todas as direcções, indiferentes aos danos que, muitas vezes, causam nos locais onde se instalam.


Este mal-estar é reconhecido por alguns autocaravanistas. Pedro Góis partiu de Guimarães há duas semanas para percorrer o que pudesse da costa portuguesa a partir de Tróia. Pelo que já viu, diz haver "degradação ambiental e paisagística em espaços naturais" e lamenta que haja comportamentos de algumas pessoas que revelam falta de cuidado com a "higiene e a limpeza dos locais onde acampam".


Autarcas preocupados. Num documento aprovado pela Câmara Municipal de Aljezur, está expresso o desconforto e o mal-estar pelo "aumento drástico do campismo e caravanismo selvagem, que diariamente destroem o litoral" alentejano. José Arsénio, presidente da Junta de Freguesia de Porto Covo, classifica mesmo de "preocupante" o comportamento dos autocaravanistas que "não agrada a ninguém".


O autocaravanismo "está associado à produção de muito lixo", refere o autarca, revelando que é frequente "despejarem" as águas residuais que produzem no sistema de águas pluviais da rede pública.A junta de freguesia nada pode fazer nas falésias quando são terrenos particulares e do domínio público marítimo, a não ser recolher o lixo que lá é deixado. Mas nesta altura do ano, quando a população de Porto Covo aumenta seis vezes mais em número, o sistema municipal de recolha de resíduos domésticos dificilmente pode ocorrer a este tipo de situações.


"Torna-se complicado suportar as necessidades dessas pessoas", acentua o autarca. "O que nos resta é vedar o acesso a estes locais, mas eles [autocaravanistas] arrancam as estacas de madeira" que são colocadas, denuncia.O seu colega autarca da Zambujeira do Mar António Viana enfrenta o mesmo problema. "É difícil controlar o estacionamento das autocaravanas" diz, frisando que a GNR " não dá conta do problema".Por outro lado, a lei permite que o estacionamento das autocaravanas se faça por um dia e uma noite. Acontece que boa parte vem para ficar mais tempo. "Colocam calços nas rodas e desde que as viaturas estejam fechadas e sem o proprietário à vista só com um mandado judicial é que podemos tirá-las do local", refere o autarca. A solução passa por impedir o acesso a determinados locais, mas mesmo esta solução está a revelar-se "complicada", admite António Viana.


Falésia invadida. Numa das falésias mais deslumbrantes de Porto Covo, cinco pessoas, três gerações da família de Nélio Marques (esposa, filho de um ano e pais), vindos de um meio rural do distrito de Coimbra, acomodavam-se sem problemas de maior no interior de uma autocaravana que custara 50.000 euros."É uma forma de fazer campismo melhor que nos parques de campismo", declara o patriarca da família, explicando que escolheram aquela falésia "por ter visto outros" no mesmo local. Procuram sempre juntar-se aos agrupamentos de autocaravanas. "É uma estratégia" que tem em vista a segurança da família, argumenta Nélio Marques. Esta forma de acampar oferece grande autonomia - a caravana tem água, instalações sanitárias, camas para todos e no exterior podem sem ser instaladas mesas, cadeiras e uma cozinha.Contudo, Nélio Marques não é alheio "à atitude anticaravanismo" que está em crescendo por todo o país.


A sul de Porto Covo todos os concelhos, sem excepção, aprovaram regulamentos municipais que proíbem o estacionamento de autocaravanas, mas de pouco valeu. Autarcas confirmam degradação ambiental em espaços naturais, mas dizem nada poder fazer.


2) Imprensa francesa (ouest france)


Depuis mi-juillet, les camping-caristes affluent à Conleau. Les nouvelles places semblent faire l'unanimité. Rencontre avec des camping-caristes qui ont choisi cette « liberté de voyager ».
L'été, les camping-cars pullulent sur les côtes bretonnes. Mode de vie à part en entière, le camping-car séduit en particulier les couples. À Vannes, depuis le 1er juillet, seize nouveaux emplacements ont été ouverts au camping de Conleau en plus des dix-huit déjà existants. À ces places s'ajoutent trente-trois autres mais sur une aire réservée équipée de bornes services : eau potable, recharge de batteries électriques, vidange des eaux usées.
Des services appréciés
Huguette et François Rebourg habitent à Tours. Depuis 25 ans, ils font le tour d'Europe à bord de leur camping-car : Grèce, Italie, Irlande, Angleterre, Allemagne. « C'est une tradition familiale, explique François. Mes parents déjà, après la guerre, ont fait le tour de l'Inde en passant par l'Iran et l'Afghanistan à bord de leur camping-car quand cela était encore possible dans la région ».
Aujourd'hui, ils voyagent à bord de leur troisième véhicule qu'ils ont choisi « petit pour stationner en ville et tout aménagé pour la retraite et le confort ». Eux, préfèrent « les campings plutôt que les places de parking qui ne sont pas très agréables. Ici, c'est plus reposant avec de la verdure ».
Au contraire, Alain et Christine Froment de Toulouse préfèrent les aires réservées. « On a choisi le camping parce qu'on est avec nos petits-enfants. C'est pour une question de sécurité et de confort ». Alain constate que « le camping est cher : on paye l'emplacement et le nombre de personnes, soit 30 ou 40 € la nuit alors que nous avons tout sur place dans notre camping-car. » Sur les places réservées, il en coûte 10 € en haute saison sans compter l'électricité et la taxe de séjour.
Totale autonomie
« J'ai besoin d'une totale autonomie ». Grâce à son camping-car Alain peut se « risquer à s'imaginer en Mauritanie ou au Maroc pendant six mois parce qu'avec le camping-car, nous avons toute notre liberté ! »
Depuis mi-juillet il y a un flux permanent de camping-caristes à Conleau. Parmi eux, des Anglais, des Espagnols, de nombreux Hollandais et Allemands et ces derniers jours des Italiens. « C'est plus leur culture », estime François. « Ce sont surtout les vacanciers étrangers qui viennent sur l'aire réservée », indique Elen Rio à l'accueil du camping de Conleau. La plupart restent une journée « voire deux s'ils décident d'aller sur les îles », remarque Dominique Goisnard, responsable de l'établissement municipal. La météo a bien évidemment une incidence sur la durée de leur séjour. « Ils sont moins dépendants du temps que les campeurs classiques mais il ne faut toutefois pas que le mauvais temps s'éternise au-delà de trois jours. »
Après un rapide sondage, ils apprécient particulièrement la grandeur des places dédiées aux camping-cars. « C'est autre chose que dans le sud où on est entassé les uns sur les autres », juge un adepte. Un autre souligne l'utilité des navettes qui relient le camping au centre-ville. « Ça évite de reprendre notre gros véhicule et de galérer pour trouver une place de stationnement. »
S'il faudra attendre encore la fin de la saison pour connaître les statistiques exactes de fréquentation touristique, celle des camping-caristes s'annonce déjà plutôt bonne et régulière à Vannes.

sexta-feira, agosto 15, 2008

quarta-feira, agosto 13, 2008

AUTOCARAVANAS BRINQUEDOS, para miudos e graudos coleccionadores...


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preço: 16,20€ ttc



SAI HO 2424.3 VW T2 Camping car avec toit en hublot o[véhicule HO]
preço: 16,20€ ttc


SAI SAI HO 3795 Rietze 10110 CAMPING CAR ...

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TAUNUS TRANSIT CAMPING CAR
Schuco 32031/43 - Monté métalRéf. 46687 - 27/04/2006

preço: 40,90€

RenaultMaster Camping CarCellule Résine
Tacot SO241/50 - MontéRéf. 31182 - 01/01/2001
preço: 120.00 €



Norev RENAULT MASTER CAMPING CAR
preço: 45,66 €



Voiture et camion miniature:

Siku - - IVECO Camping Car - produit : 0,06 kilogrammes, preço 2,99


Poupée: Dora L'exploratrice : : FISHER PRICE preço 36,94


Camping Car Hymer
MARQUE : Siku
Prix Avenue des jeux 13.90 €

JOUET CAMPING-CAR HYMER
Référence : 65240230
Preço : 55.00 €



JEU JOUET - Camping car pour poupées articulées en bois

preço 27€


Camping car Hymer à friction
( aprtir dos 3 anos)
MP SUPERJACK CITY - RÉF: GU96334, preço: 29,99€




3647 Famille & camping car
( a partir do 4 anos de idade)

PLAYMOBIL - RÉF: GU96407, preço 42,99 €