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sábado, dezembro 31, 2011

E de repente numa curva, a autocaravana estacou: A frente, entre Serpa e Brinches, um rebanho de cabras atravessava a estrada acolitado pelo pastor e pelos cães. Adeus 2011! - o elo mais fraco.


(cão vigilante do rebanho de cabras)

E de repente numa curva, a autocaravana estacou: A frente, entre Serpa e Brinches, um rebanho de cabras atravessava a estrada acolitado pelo pastor e pelos cães.

E mais adiante a cena repete-se com um rebanho de ovelhas.

Uma imagem entre outras que ficaram de dois dias, entre Natal e Fim do ano de 2011,numa ultima viagem de voltas e reviravoltas pelo Alentejo com partida do Ribatejo. Para recarregar baterias dum um ano maioritariamente “madastro”.


(Barragem de Serpa)

Tudo começou a 28/12 na 4F de manhã. “She and Me” e a semovente, novamente “back to the road, again”. A “meteo” aconselhava Sul e Sol, e menos km do que uma ida ao Algarve, donde…pretexto ideal para retornar a Pedrógão do Alentejo e arredores.

Eram as 10.30h quando o transbordo de malas se fez no Alenquer Camping, para despertar a bela adormecida da semovente, com a chave na ignição. Sempre pelas nacionais, o primeiro “stop” foi só em Montemor-o-Novo para comprar o Público. Sem trânsito pesado e sem pressas. A gozar a paisagem, a vida, o “relax”, comum dos objectivos em mente: Arraiolos, a Aldeia da Terra.
(caarvanismo e autocaravanismo- 2 bonecos da Aldeia)



Quem quer saber mais? Pois aqui fica a partilha do web: www.aldeiadaterra.pt de Tiago Cabeça, na estrada das Hortas, defronte de Arraiolos, muito premiado pelo seu projecto que esta em pleno desenvolvimento. Segundo se lê no “flyer” ´é a aldeia mais caricata de Portugal, composta por milhares de peças de olaria criativa e contemporânea que recriam ambientes alentejanos rurais e semi-urbanos. Temáticas mais para adultos com humor, embora as crianças possam ver despertados sentimentos pedagógicos na observação daqueles microcosmos. Se vale a pena? -Pelo acesso sim, pela oportunidade lúdica também, pelo preço ficam reticências, pois o bilhete normal custa 5 euros, os seniores pagam 3,50€ e as crianças 2€.

(Ruinas de São Cucufate)



A autocaravana tem espaço comedido para estacionar, se…não houver mais visitantes (havia só mais um, pai com duas crianças na altura). Ficaram fotos feitas de que já divulgamos no facebook em partilha com outros “amigos” da rede social. Resta saber o futuro desta iniciativa a que parece demasiado delimitado para o seu potencial de expansão.


Ora depois, (meia hora é mais do que suficiente) era tempo de afagar estômagos. Assim, pouco depois da Uma, estávamos a desembarcar no Bolas na Azaruja, bem estacionados no amplo parque que rodeia a praça de touros, cumprindo uma sugestão e recomendação do amigo Capitão Haddock destas lides!



Atendidos pelo patrão com a mulher na cozinha, e alguns clientes espalhados pelas mesas. Prato recomendado o do dia. - Ossos! Mesmo ossos que visto no prato do lado desvaneceram as duvidas…era uma sopa, ou ensopado de carne ossada, em caldo de grão com batata, nabo e mais ervas aromáticas. Uma dose a 9.50€ dava para os dois seniores, o que com as entradas, de queijo eco e azeitonas, o melão de sobremesa, aguas e café assomou menos que uma euro-azulinha. Conclusão recomenda-se pela limpeza, pelo acesso, pelos sabores e pelo apuro da cozinheira. Quem quiser lá ir e saber do menu do dia ou marcar mesa aqui fica o número 266977338.

Paragem seguinte na zona industrial de Azaruja para visitar a fábrica local de peças de cortiça em chapéus, vasos, cintos, malas e mais objectos decorativos. Interessante e os preços, de fábrica!


(frescos do tecto de São Cucufate)

A itinerância prosseguiu como delineado…mais para sul…para São Cucufate, quase ao lado de Vila de Frades, ancestral capital do concelho da Vidigueira de que foi donatário Vasco da Gama. Bom estacionamento, bom acesso e sinalização, recepcionistas simpáticas, bilhetes seniores com preço de IVA pré troika, ainda a 1,20€ com direito (ainda) a brochura gratuita. Conclusão: valeu a pena e recomenda-se. E fica uma foto emblemática que faz relembrar em menor escala as mansões de Conímbriga.
(portões abertos do Camping-Car Park de Pedrógão do Alentejo)




O dia estava a chegar ao fim. Mais uma vintena de KM, e chegamos ao Camping-car Park de Pedrógão ao km 38,5 da EM 258 (Estrada Vidigueira-Moura). Por do sol e portões fechados…mas com a chave do autocaravanista foi fácil! (que qualquer um AC pode adquirir) abriu-se o cadeado e os portões abriram-se de par em par, para escolhermos sozinhos, um dos lugares preferidos mesmo de frente para o nascente com a superfície da albufeira do Guadiana formada pela represa das águas da barragem de Pedrógão, em frente.

Pausa técnica antes de jantar. Para ver dissipar no horizonte a poente o halo róseo do sol submerso num horizonte de casario de Pedrógão entalado em montes redondos de chaparros, zambujeiros e azinheiras, que também iam imergindo na escuridão, com uma lua mentirosa minguada, mas em quarto crescente mal iluminava. A natureza no seu esplendor diário pacífico, despoluída de nuvens cinzentas, com uma aragem suave não ventosa, e com uma friagem própria dos tempos, não agressiva.

E depois a decisão, ate Pedrógão…mas de autocaravana, ainda se tentou a Azenha da Aldeia, mas a cozinheira estava doente, e nada para ninguém, e assim a paragem seguinte, no Charrua foi a escolhida. Lá estavam as duas Rosas a mãe e a filha, para nos aconselharem na janta. A opção certa era mesmo o prato do dia - carne de porco à alentejana. Sopa de legumes do panelão fumegante, águas etc…e nem digo o preço Digo? Pois tive que esmolar a minha consorte uma moeda para juntar a minha euro-rosinha…

(Ossos do Restaurante Bolas da Azaruja)

Regresso calmo ao parque de autocaravanas e cumprir o dever de quem tem a chave do autocaravanista, ou seja fechar os portões e recolocar o cadeado na corrente. Depois espreitar a televisão (que tem bom sinal no local, mesmo sem levantar a antena), passar os olhos pela imprensa, fazer um percurso pedestre pelo perímetro vedado do parque, e depois confiramo-nos a Morfeu!

5F amanheceu com a neblina forte, cerrada e densa de nevoeiro vindo do rio, mais a fumaça enrolada do forno de carvão vegetal do Sr. Miguel, com um cheiro a azinho agradável. E às 8h com 8º graus de temperatura hora de alvorada, pequeno-almoço de torradas e café com leite mais os “smarties” dos comprimidos. Depois abrir o cadeado do portão, ida à padaria do Joao Engrola em Pedrógão, passagem pelo mercado e rumo a Orada e depois a Brinches na margem esquerda do Guadiana na procura de uma padaria tradicional, de que havia referência oral.

(Oleiro)


Frustração. Junto ao marcado (espaço amplo de estacionamento) há de facto uma pastelaria padaria, mas só com papos-secos e quanto a padarias há duas, mas têm um pacto fecham as duas 3F e 5F, e assim à data nenhuma estava aberta. Ainda demos uma volta pela igreja e o largo dos cafés, mas a solução só estava em Serpa…e onde? Pois no “Intermarché” que tem pão de duas padarias alentejanas.

Lá nos semovemos direitos a Serpa, direito ao “Intermarché”, fácil de localizar pois basta seguir a sinalização de camping sempre pela circular exterior. E lá comprámos o pão e mais isto, e daquilo. Mais voltas não eram necessárias, e por isso, rumo de regresso a Pedrógão pelo mesmo caminho, mas com passagem pela barragem de Serpa. Nova, elegante, de dimensão humana mas com única companhia de mais um estaleiro da EDIA. Mais umas fotos…

Votamos pois à estrada depois do curto desvio, e foi pouco adiante, logo a seguir a fantasmagórica estação de comboios desactivada, que topámos o primeiro rebanho trasumante. De cabras variegadas de cores, e com chibinhos aos saltos, á ilharga com um cão tipo Serra de Aires a controlar fugas e mais um canito expectante no meio da estrada a policiar o trânsito. O pastor, cajado pelo ar á cacetada nas pragas que não se percebiam, mas que revelavam preocupação com as bichezas. Bonito de se ver, genuíno espectáculo rural.

Pouco depois a cena repete-se, outro pastor, outros animais, ovelhas e borreguinhos, mais homogéneos de cor, com menos saltos mas a mesma aflição de se manterem agrupados, com os cães vigilantes e o pastor de atalaia ao cruzamento da estrada, sem movimento. Nós éramos os únicos estacionados numa imaginária passagem de nível, frente ao trilho dos peludos caprinos e ovinos em movimento. Valeu a pena pausa. E seguimos adiante.

Tínhamos fixado como objectivo seguinte, ir ate S.Pedro do Corval. E pelo GPS e pelos mapas havia duas hipóteses…ou por Marmelar e Alqueva povoação e depois, rasando a Marina da Amieira até Reguengos, ou por Moura, e depois pelo paredão da Barragem do Alqueva, seguindo então para Reguengos.

(mesa de pic-nic dos autocaravanistas do Alenquer Camping)

Em boa hora chegamos ao destino escolhido para almoçar. No restaurante O Aloendro na Estrada para Évora, nº 3B, com bons estacionamentos ao longo da EN. Sala ampla de tipo rústico com bom aspecto. Mesas amplas e com lugares vagos junto à janela. Abancamos e logo o funcionário que tem nome que merece ser fixado pela eficiência e cortesia (Sr. Paulo Grilo) trouxe duas iguarias: queijo de cabra fresco, azeitonas verdes novas retalhadas além do pão a contento. E que escolher? O prato do dia Sopa da panela! E dá para dois seniores uma dose? – pois até sobra, esclareceu o simpático Grilo falante…e de beber? - Pois também um jarrinho do da casa…que venha! E que foi tudo bem almoçado.

No final a sericaia com ameixa como é devido, para “She”, tendo o descafeinado sido a sobremesa para o “Me”, com mais um pedacito do queijo de cabra sobrante. E a conta. Pouco trepou da nota de euro-azulinha. Fica o número de telefone (266502109) para quem se interesse em fazer reserva de mesa.

Após almoço ida e volta a S. Pedro do Corval para dar uma vista de olhos nas olarias, que são de facto, porta sim, porta sim e onde sempre se acaba por comprar uma recordação, desta feita, um imã para a porta do frigorífico.

O regresso estava a ser desenhado para dormida da segunda noite desta escapadinha autocaravanista. Coruche? Samouco? Mora, junto ao fluviário? Ou mesmo na Companhia das lezírias no parque do Restaurante? No inverno, com os dias curtos, mas a crescer, She tem preferência, que eu subscrevo, por uma de três soluções: 1) em “campings”, 2) em “parkings” de AC nos centros urbanos, ou 3) onde quer que seja adequado com mais companhia.

(Plataforma de autocaravanas do Alenquer Camping)

Íamos ver pelo andamento. E desandamos desde logo para Évora, e aqui para uma paragem na Agriloja recentemente inaugurada na zona industrial mesmo por detrás do centro de inspecção de automóveis Controlauto. As mercas foram poucas mas eficientes, uma roseira de trepar, pesticida anti-caracol, e mais dois etc. Para quem tenha varanda, jardim, ou horta uma vista se passar por estas paragens é bem justificada, em preço, qualidade e variedade.

Ora então a partir de Évora ainda havia mais um objectivo a preencher, a visita das Grutas do Escoural. Sem problema com a “lady” do GPS a sussurrar o itinerário lá chegamos. Autocaravana bem estacionada no parque ao lado de viaturas de outros visitantes (ou caçadores?). Porém puro desengano! Portões fechados a corrente e cadeado (aqui nem a chave do autocaravanista entra) e no placard informativo a informação clara: Vistas só com marcação prévia.

(sopa da panela do Aloendro em Reguengos)


Ficou datada a hora do regresso desta viagem…rumo pois, não a Coruche, as referências colhidas são no sentido do local recentemente inaugurado ser afastado do centro urbano e isolado, mas ao Samouco. Chegados, já anoitecia com empenho, e o local afigurou-se ermo e até lúgubre. E a tasca frente ao mini ancoradouro, pouco motivadora. Por isso, sem hesitações seguiu-se à paragem seguinte Alcochete coma intenção de ficarmos a noite voltados para a frente iluminada da Expo. Porem na falta de dados GPS, não se encontrou o local desejado próximo da ponte embarcadouro.

(Moinho de Serpa)




E então? Pois então, naquele sitio e aquela hora, a solução apareceu como incontornável…seguir margem esquerda do Tejo acima, até à ponte de Vila Franca de Xira, jantar no Carregado e depois aportar e dormir na plataforma de autocaravanas do Alenquer Camping.
(Igreja de Serpa)



Assim se fez. Jantar então antes, na ponte da Couraça do Carregado no absurdo nome de Restaurante a Selva de Salsa, nas bombas da BP, cervejaria com balcão e mesas para “routiers” com menus de preço fixo ao almoço e jantar pelos 8€, tudo incluído. Da sopa ao café, com pão azeitonas, com vinho e prato principal. A escolha era variada, mas sem grande imaginação optou-se por dois menus de sopa de ervilhas e entrecosto de vitela. Esta devia ser alcunha de um touro reformado e nevrótico, pois dos dois pedaços de cada dose só um foi desafiar o dente. Abundante, mas…

(Igreja de Brinches)

Chegamos ao final com um saldo positivo de dois dias bem aproveitados. Total de cerca de 670Km,media a “olhómetro” de 11L/100,com preço de gasóleo a 1,309 nas bombas “low cost” do Pingo Doce de Alenquer. Total da factura pouco menos de 100 euros por dia, tudo incluído.
(Escoural...a visita as grutas só com marcação prévia)


(fumaça do carvão vegetal de azinho a sair do forno artesanal)

A noite em Alenquer ligados à electricidade da plataforma das AC permitiu a continuação das leituras da imprensa e a actualização das informações televisivas. E depois o sono. Sexta-feira, dia seguinte havia calendário a cumprir de regresso a pentes, sem porem antes fazer a toilette completa à semovente, com renovação de águas limpas e despejos de sujas. Há que deixar 2011 com vontade de em 2012 haver mais oportunidades de sortidas, de voltas e reviravoltas, pelo menos cá dentro, pelo menos no eixo do Ribatejo ao Alentejo. Que assim seja, porque se assim for, já não será nada mau.
E adeus 2011, que não deixa saudades, a não ser que o Dezembro de 2012 venha a corroborar o ditado…atrás de mim virá, quem de mim bom fará!

Mas assim não foi.
A 1 de Março de 2012 She foi vitimada por um cancro que a ceifou aos 61 anos de idade, deixando-me na memoria 38 anos de vida conjunta, 4 filhos e a ultima viagem autocaravanista, como co-piloto nos ultimos 10 anos de bem mais de 130.00 km, para além da partilha de inúmeros projectos, ideias, e sonhos, realizados e por cumprir.

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domingo, janeiro 02, 2011

Utimas voltas e reviravoltas do ano 2010, e Fim do Ano entre Amigos Autocaravanistas em Alenquer


Dezembro, local, data/hora: Alenquer, 16h de dia 27, 3F.

I etapa, 1ª noite.

Partida de Alenquer com a autocaravana Semovente. Destino, levar prendas de Natal a um sobrinho e sobrinha neta em Cabeço das mós (Abrantes) depois jantar com uma filha em Coimbra, e pernoutar na Área de Autocaravanas do Parque Verde.

II etapa, 2ª noite.

Saída de Coimbra para Viseu, depois almoço em São Pedro do Sul, rumo a Pardilhó, e de seguida Porto, e Matosinhos até Angeiras com pernoita e jantar em Matosinhos.

III etapa, 3ª noite.

Partida de Matosinhos para Amarante pela estrada nacional velha, café na Pousada do Marão e almoço em Gondar e depois pelo IP IV a Amarante para uma reunião de trabalho aprazada. De seguida, rumo a Sangalhos e chegada a Coimbra para jantar e pernoita.

IV etapa, 4ª noite.

Saída de Coimbra pela nacional até Leiria pelas nacionais, passagem e almoço em Caldas. Depois rumo ao Alenquer Camping para fim de ano no Bar do Além com grupo de amigos autocaravanistas, incluindo jantar, ceia e pernoita.



I Etapa.


Sem história. A 23 Até Abrantes…depois dirigidos pelo GPS a Cabeço de Mós para cumprimento de deveres de Natal familiares, e logo depois regresso pela mesma via a A1 e directos a Coimbra para estacionamento no Parque Verde, Rumo pedestre pela ponte pedonal ao centro a rua das Azeiteiras para jantar calmo na Cozinha. Três notas rosinhas para três pessoas, (salada e camarão, tamboril grelhado e chanfana) e depois de regresso inverso, o sono justo de recompensa pelas obrigações cumpridas. De notar o furgão com a inscrição em espanhol: “ o essencial é invisível aos olhos”. Fica a foto.

II Etapa.

Acordar durante a noite com chuva, e ao amanhecer também. Só pelas 8.30 de fez a formatura para pequeno-almoço, de olho no alerta amarelo televisionado. Poucas chances de passeio. Todo o País, excepto a zona centro estava afectado. Mapas desdobrados ditam o itinerário Viseu, S. Pedro do Sul, Aveiro e depois se veria. Viu-se depois, de facto que se poderia ir até ao Porto.

Seguiu-se pois pela IP III para Viseu. Estacionamento por detrás do Mercado e do gigantesco edifício da Segurança Social. Não no parque pois as cancelas de entrada estreitas, não permitiam arriscar. Ficou de fora em parquímetro mas a ocupar dois lugares traçados no solo, pois os 7,14 de comprido da semovente são mais CM do que um ligeiro que não seja veiculo M1 da EU. Fica a dúvida que leitores atentos irão ajudar a responder:

- Neste casos que fazer?

1) Não estacionar

2) Estacionar e tirar dois tickets, cada um por cada lugar ocupado.

3) Tirar um só ticket e estacionar durante metade do tempo (ou pagar o dobro do tempo)

4) Tirar um só ticket e esperar pelas consequências?

A volta a pé por Viseu foi curta e apenas para rememorar alguns ícones: a CM e o seu mercado de Natal de quiosques diversos, a Igreja de Terceiros com o seu presépio interior, os azulejos, o Mercado coberto e a meia encosta, e o posto de turismo onde surpreendentemente fomos atendidos por uma rapariga espanhola, que obviamente à pergunta sobre as feiras da região, teve de pedir o socorro da chefia. Tudo incluindo um café e a compra do Expresso que saiu nessa 6F em cerca de uma hora (tempo do ticket).

Rumo seguinte para São Pedro do Sul, à busca de vistas e de restaurante mas debaixo de chuva. Falhou a sugestão que nos deram de uma tal Adega da Tia Fernanda, e assim, mesmo antes das Termas um transeunte, apesar da chuva lá nos explicou onde ficava o São José, sempre a subir, por cima das escolas secundárias. Mas valeu a pena. Menu de qualidade e completo…entradas com pão broa, azeitonas e requeijão da Serra da Estrela, sopa, prato, (pescada cozida e vitela de Lafões) sobremesa, café, vinho (da Adega Cooperativa de Tazém), cada 8,50€, ou seja dois por menos de uma azulinha.



Nem parámos com a chuva nas Termas vistas de longe. Seguimos logo para Pardilhó à descoberta da área de serviço recentemente inaugurada e sem vivalma. De positivo a sua existência em si mesmo, o estar perto da ria e ter um café de apoio. De negativo, o não estar sinalizada e ser de difícil localização, o da entrada ser feita em ângulo recto, o da estação de serviço estar enjaulada e com cadeado. Talvez no verão estes inconvenientes se atenuem…


No café pediram-se informações para passeio na ria e salinas com um pescador de moliceiro, ou marnoto se preferirem. Aqui fica a informação: é ligar para o 938977399, partidas segundo as marés… e para duas pessoas são 50€ indo o passeio até São Jacinto. Não era opção porém quer pela chuva, quer pela maré adversa. Seguimos pois caminho até a paria da Torreira onde estavam dois autocaravanistas espanhóis rente ao mar bravio e sob chuva intermitente.

Seguimos pois para o Porto para fazer todo o passeio fluvial e marítimo, devagar devagarinho, depois da Sé Catedral, quase desde os restaurantes da Ribeira até ao Castelo do Queijo, e depois seguimos ainda até a nova frente marítima de Leixões até Angeiras, ampla, moderna apesar da vizinhança das refinarias que de noite e iluminadas até passam por uma nova Iorque obscura. No verão o estacionamento gigantesco dará para muitas Autocaravanas, e melhor ficarão se entretanto autarcas diligentes definirem parques só para autocaravanas e com estação de serviço. Há espaço de sobra e junto ao maré percurso pedestres bem delineados.

O longo dia de passeio terminou estacionado e para pernoita junto ao mini edifício do Centro de Interpretação Ambiental, a lembrar a da Casa da Musica frente a praia de Matosinhos e ao lado do monumento escultórico de homenagem aos pescadores mortos na faina do mar. Aqui dormimos serenos e sem grande barulho de trânsito.

O jantar foi numa proposta do Guia das Tascas, que entre os vários restaurantes da R. Dos Heróis de França, onde se multiplica a oferta com assadores e fogões a carvão em plena rua e passeio (decerto que autorizados pela ASAE) um há que não tem essa particularidade. Mas que vale a pena e por isso se recomenda sem favor “Salta O Muro”, que justifica a vista gourmet. Pois fica na dita rua no nº 386, pertence ao Sr. Antonio Moreira e a cozinheira e mulher, amabilíssima e competente é a Dona Palmira. Telefone 229380870. Sugere-se que se for ao jantar se chegue antes das 20h, ou então é a longa espera por uma vaga nos bancos e mesas corridas, ao balcão a copos de vinho e lascas de presunto. Vale a pena, e pode-se ficar pela azulinha com mais uma cinzentíssima incluindo sobremesa. No nosso caso foi uma raia frita com batata a murro e molho de coentrada e uma dourada grelhada do mar. Quem gostar de filetes de polvo, só à 6F.

A Etapa acabou a ver televisão, basicamente para actualizar informação sobre os debates das presidenciais e letras gordas dos jornais.




III Etapa.


Chuva presente ao acordar, e pelas 8h o ritual matinal. Mais ninguém estava a essa hora no estacionamento da pernoita. Saímos pela avenida da Boavista em direcção a Vila Real, pela N15, e sempre que possível pelos troços da estrada velha…Gandra, Felgueiras, Margaride etc, até Amarante e daqui já pela IP IV ate a Pousada do Marão (ex de Portugal, ex Enatur, ex Pestana e agora do Eng. Antonio Pereira, o mesmo empresário das Aguas do Marão, e vinho diverso. Viagem demorada, sem grande chuva e por paisagens muito industrializadas. O Café (2.,50€ cada) na Pousada serviu de pausa antes de enveredarmos depois pela velha estrada das voltinhas do Marão.

Chegámos pelas 12.30h ao destino de almoço! O Alcino ou a casa Silva, ou o Cabrito Assado, ali mesmo na bifurcação da estrada velha entre Amarante e Vila Real com o desvio para Peso da Régua, depois de obras de arte impressionantes do prolongamento da IP IV. Fica em Gondar estrada de Larim, e vem no Guia das Tascas, pois claro!

Não desmerece das referências: Grelos amargosos mas excelentes cabrito tão bom que sabe a pouco, e vinho verde que canta no copo. Pão dito de quatro cantos, caseiro quanto baste, e saboroso. Tabela deste up grading gustativo, azulinha e cinzentíssima par dois fora da carteira! Tudo rápido (prato do dia, tal como o incaracterístico bacalhau a Brás que não nos tentou).

Passo seguinte, reunião de trabalho, já em Amarante conforme agendado. Sem história que caiba neste relato. Neste intervalo a co-piloto ainda foi a procura dos bolos fálicos dos gonçalinhos para levar de recordação para o jantar, mas S. Gonçalo cede (politicamente correcto) perante o Menino Jesus e as pastelarias não os fabricam nesta quadra!

Depois, já entardecia de escuro rumo pela IP IV no sentido Porto, Ponte do Freixo e depois para Sangalhos, com chuva e pelas vias de Auto-estrada ou das Scuts pagas electronicamente. Quanto custou? Nem eu sei pois a via verde remete para mais tarde a factura. A ver vamos. A ideai de passar por Sangalhos era de ver in locu a nova área de AC inaugurada na assembleia do CPA. Pois já estava noite fechada quando lá arribamos…

De positivo a existência da área, o espaço destinado, e ate a estação de serviço. Mas não estava lá ninguém…. E quando é assim a co-piloto só em condições excepcionais, dá luz verde o que não foi o caso…porque os aspectos negativos também existem: fica isolada e longe da povoação, e numa noite invernosa o percurso até é lúgubre. Será decerto mais convidativo no luar de Agosto.

Seguimos pois viagem para Coimbra e mais uma vez para o Parque Verde, mas chovia e então a escolha do restaurante era uma decisão estratégica para evitar molhas desnecessárias e agravamentos de constipações. Ou seja, jantar antes de estacionar e não o inverso o que desde logo comprometeu a busca do Jose dos Ossos por detrás do Hotel Astória como explica o Guia das Tascas. A escolha acertada recaiu na travessa ao lado do Portugal dos Pequenitos num local antigo e de eleição estudantil: o Casino da Urca.

Fomos os únicos a jantar aquela hora cedo, das 20h. Refeição decente e apurada, para mim foi polvo grelhado de bom recorte se sabor. Tudo OK. E com os laterais habituais de broa, pão, manteiga, azeitonas, vinho e água, café. Lá se ficou tudo pela habitualmente frequente e tabelada nota azulinha.

A noite foi outra vez sossegada e recenseamos apenas cinco autocaravanas, todas nacionais, uma delas de um recém iniciado na itinerância semovente rodoviária, que ao passear canito, ainda se abeirou de mim e me perguntou se seria seguro dormir no local? Claro que o sono foi justo e perfeito, se é que me entendem!




IV Etapa.


Ultimo dia do ano de ameaças, ou seja 2010. Saída de Coimbra sem detença para Leiria, sempre pelas nacionais e entrada na cidade do Lis como a vontade da mira do estacionamento amplo do elefante brando do Estádio do 2004, que pertence à mesma manada do de Aveiro e de Faro/Olhão. Pois era dia de feira…( a de sábado por dia seguinte ser feriado foi antecipada para 6F) mas mesmo assim mais do que espaço livre não faltava, e lá ficámos à vontade e gratuitamente, junto a uma Autocaravana francesa e a outra portuguesa, e fomos às mercas que faltavam para a noite do fim do ano.

Da parte da feira de levante nada levamos…pois eram só roupas, artefactos de viagem de cozinha e plantas seja árvores de fruto seja de horta. Seguimos pois ao Mercado coberto e aí sim… lá se encontraram as castanhas gradas, as filhós, e o pão da Benedita. Mais umas voltas para um café, e retomada a estrada para as Caldas.

Nas Caldas não é fácil estacionar, mas para quem se dispõe a ser pedestre também, não há problema, ficamos numa rua pacata frente a uma escola e por cima do novo edifício do Centro Cultural. Sem problema. Depois foi descer até a chamada rua das montras para encontrar a Travessa da Cova da Onça, e aqui chegar ao destino recomendado por mão amiga: o Restaurante do Zé do Barrete. Não é uma tasca, nem é uma catedral gastronómica. Mas é limpo, moderno, e eficiente e onde uma dose é generosa a ponto de chegar para dois, e por isso mesmo na ementa constam as meias doses também. A escolha avisada foi para os medalhões, de vitela com arroz e batata frita, o que mais o vinho, a agua, o pão e azeitonas, a manteiga, a pasta de peixe tudo na tabela da nota azulinha de euros. Q.B.

Na volta da compra das cavacas pequenas (beijinhos das Caldas) atravessamos o mercado tradicional ao ar livre da Praça Bordalo Pinheiro e lá vimos das montras, a cerâmica tradicional marota de inspiração do Ze Povinho.




Rumo então para o destino final por Gaeiras e Cercal até Cheganças e Alenquer. Directos ao Alenquer Camping onde na plataforma das autocaravanas, já estava o João e a Augusta chegando o Filipe e a São pouco depois, e muito a tempo de se preparar o banquete de jantar de fim do ano, que veio a subsistir até a ceia, e mesmo sobrante para o pequeno-almoço e para o almoço do dia seguinte já 1º de Janeiro de 2011.


E que banquete que as senhoras co-piloto prepararam… camarão cozido de Moçambique, Moamba de galinha do Campo com Chabéu (óleo de palma da Guiné), carne de lombo de porco assada, Empada Real com galinha, azeitonas e o mais que os reis gostam, filhós, castanhas assadas na Lareira do Bar do Além reservado para o efeito…e claro vinho tinto da Quinta de São Cristóvão (doc. Alenquer) Champanhe nacional de estalo, bolo-rei, pasteis de carne e massa tenra…e queijos variados!

Foi um festim de amigos autocaravanistas e de longas conversas sobre tudo e mais alguma coisa…. Que se prolongou sem esforço e naturalmente a volta das labaredas da lareira, e que teve ainda o momento alto do jogo de mesa de bowling para testar a destreza apesar dos álcoois que acompanharam os cafés ou chás.

Ainda antes da meia-noite houve demonstração de runas por Helena Reynaud (a responsável pelo Bar (tel 934289375) com o lançamentos as pedras de tradição celta para adivinhações ad hoc que até surpreenderam pela sua justeza, de imediato confirmada…

Entretanto a televisão ligada permitia acompanhar a contagem decrescente do ano 2010 e a crescente do ano 2011, com os rituais diferentes que cada um adopta nestas ocasiões mas que não dispensam as doze passas, e as taças de champanhe e os brindes, mais os telefonemas e sms de retribuição dos melhores votos aos fisicamente invisíveis e ausentes!

Quando o João Pestana começou a dar de si… foi tempo de espontaneamente cada um regressar a sua autocaravana… para só regressar ao encontro de um pequeno-almoço aprazado pelas 10h que devidas às sobras do jantar e da ceia, constituíram um autêntico “brunch”… mas mesmo assim as vitualhas resistiram e a batalha de garfo e faca continuou horas mais tarde com o almoço em que ainda aparecerem mais umas favas de entrecosto.

Os demais clientes do Camping faziam também as suas festas quer nos Bungalows, quer nas caravanas alugadas, mas o Bar do Além continuou reservado aos membros do MIDAP, do CAB e do TCA que quiseram aceitar o convite para um fim de ano e de saudação do novo ano, que se repetirá com gente saudavelmente amiga e autocaravanista, talvez em Dezembro de 2011!




segunda-feira, março 08, 2010

Uma semana em autocaravana de ida e volta para o trabalho em...Paris


De Domingo a Domingo- 21 a 28 de Fevereiro 2010 ….
Alenquer-Paris-Alenquer

A bem ver a saída foi ainda no sábado. Dia de Tertúlia do Bar do Além sobre o tema do segredo maçónico, de que poucos sabem falar, como era o caso do qualificado Rui Bandeira. Mas sobre isto, quem queira mais saber tem a boa solução de ir até ao blogue da Tertúlia em http://www.bardoalem.blogspot.com/ onde se pode inscrever, se assim o entender, como seguidor e ir tendo notícias desta Associação cultural sem fins lucrativos e que ininterruptamente, já vai para 10 anos funciona com regularidade em Alenquer.



Pois é, e logo depois dos debates se irem esmorecendo após o almoço, era tempo de partir com a semovente já aparelhada. Rumo pré determinado direcção a Paris para uma reunião profissional. Data de chegada aprazada, 5f, dia inteiro de reunião 6F, dia de meio regresso sábado e dia de regresso completo domingo, outra vez até ao Alenquer Camping para depósito da Autocaravana.
Mais um pretexto para uma volta turística. Com a consorte e ametade a apoiar, e a servir de co-piloto, documentalista, navegadora, assistente de bordo, e de gestora de GPS, câmara de recuo…já que a dita avariou…



Entardecer de sábado portanto, dia 20 de Fevereiro, partida, largada, fugida…até à Guarda. Jantar com amigos autocaravanistas para falar do TCA-Touring Clube Autocaravanista, (http://www.touring.clube.autocaravanista.blogspot.com/)



Todos à volta de um rodízio brasileiro. E depois do convívio simpático entre 3 famílias, a dormida toda a noite sob o desabar de água, mais do que chuva, num recanto entre prédios.
Por isso, a viagem propriamente dita começou já Domingo, logo ali a atravessar a fronteira de Vilar Formoso, pela fresca manhã, depois das torradas matinais, e do gasóleo espanhol pouco adiante do Gildo que estava fechado. Daí o título: de Domingo a Domingo.
Domingo, dia 21, 1ª etapa:
Saída pois, da Guarda fria e molhada pelo dilúvio da noite anterior. Gasóleo a 0,99€ e paragem para almoçar na autocaravana na primeira área de serviço após Burgos, na auto-estrada. Nova enchidela do depósito de gasóleo agora a 1,016, pouco antes da fronteira francesa. Média de consumo cerca de 12l/100 a andar rapidinho cerca dos 120km/h à volta das 2.500 RPM. Sem histórias em viagem de rota batida.
Em Bordéus saída do periférico para o centre ville à procura de um lugar para estacionar e pernoitar… em Quiconques junto ao rio, mas já escuro o lugar não nos convenceu, embora para estacionar e visitar a cidade tenha sido ideal ano passado no verão. Portanto, toca de consultar a literatura a bordo, guias e mapas de estações e áreas de serviço para autocaravanas… Solução logo à vista. Em St. Savin, conduzidos pelo GPS sem hesitações.
Ficamos pois na área municipal e gratuita, onde já estava um holandês a a caminho de Portugal. Mas antes…a janta! Fomos ao Rialto, na povoação. Às 20h, para uma refeição de pizza calzone, uma carbonara, vinho em jarro de 4€, tudo por 27. Preço decente para dois pelo ambiente, pela qualidade e pelo serviço.


Segunda, 22, 2ª etapa
Acordar pelas 7h, ou seja as 6h de Lisboa, mas sem stress nem sono. A noite tinha sido calma, sem ruídos, sem chuva, sem frio, sem vento. Pássaros anunciaram um sol nascente, em força, entre céu azul, claro. Pequeno-almoço de persianas abertas, clarabóia destapada, e depois as fotos do local, e o desdobrar de mapas e guias na mesa para traçar o itinerário destas mini ferias de relax.
Próximo stop em JONZAC, escolhido pelo guia Michelin (2009) Les 100 Plus Beaux Detours de France. Ver em:
http://www.plusbeauxdetours.com/destinations-france/detail_jonzac-poitou-charentes-charente-maritime_400249.htmlom
Fácil estacionamento, bonita rua medieval, bom aspecto do Castelo. Cidadezinha termal e com construções trogloditas, a menos de uma hora de viagem, e já na zona de influência das vinhas de Cognac.
A seguir COGNAC, estacionamento frente, e do outro lado do rio, a uma área de autocaravanas. Tomada de café numa esplanada, e croissants comprados ao lado numa pastelaria, ruas calcorreadas, e visita à loja dos cognacs Hennessy por baixo de muralhas. Mais as fotos para a reportagem da Newsletter.
Depois SAINTES. Visita a igreja de St Eutrope e cripta (impressionante) etapa de peregrinos de Santiago de Compostela. Anfiteatro Romano, Portas Romanas ou Arco Germanicus. Almoço junto ao Rio, no estacionamento frente a praça Blair sob tempo cinza e chuviscos. Ver ainda http://www.ville-saintes.fr/

Próxima paragem ST JEAN D´ANGELY. Fácil estacionamento da semovente próximo do centro. Depois percurso a pé até àa Fonte renascentista (ou Poço) Pilori, enquadrado em fachadas do século XVIII e XIX, ao posto de turismo (curiosa a escada de pedra interior para a cisterna romana), à Torre do Relógio, Igreja de São João sempre sob chuva temerosa e miúda.

Ver mais em http://www.angely.net/ ou em http://www.ot.angely.net/
Finalmente, e depois da visita ao Campo de Batalha de Poitires, e aos seus paineis explicativos, a paragem no terminus do dia o FURUROSCOPE, pouco depois de Poitiers a que chegámos pela saída da auto-estrada dedicada a este parque de diversões tecnológico, já conhecido de anteriores viagens com os filhotes, do tempo do caravanismo. Fomos direitos ao parque de autocaravanas, bem repleto e com área de serviço adjacente. O Objectivo era nesse fim de tarde, a partir das 19h assistir ao espectáculo nocturno, pernoitar no parque e dia seguinte presenciar a estreia do novo espectáculo de 4 dimensões de ARTUR. Até porque tínhamos um bónus de desconto em que o segundo bilhete ficava por 10€ em vez dos 35 de tabela…

Tudo sobre este parque em http://www.futuroscope.fr/
Porém… O espectáculo nocturno lá foi. Minimamente interessante mas não fascinante, feito na base de luz e som e efeitos laser, e mais umas fontes e repuxos luminosos, ao longo de cerca de 1.30h. Preço 17 euros cada adulto, todavia ficaria gratuito se incluído no preço do bilhete de dia inteiro, o que para nós não era opção, face ao calendário da viagem. Assim depois desta experiencia era tempo para jantar…na cafetaria Casino anexa ao supermercado Auchan mesmo ao lado o estacionamento do Futuroscope, conveniente para se ir a pé. Foram cerca de 17 euros por dois jantares suficientes, complementados, já na Autocaravana com dois cafés com natas… antes de um sono devido e merecido.
Terça, dia 23, 3ª etapa.
Noite chuvosa mas silenciosa, no parque do Furoscope, no final pago por 8 euros, com direito ao despejo de aguas cinzentas e negras na estação de serviço. Dia de sol. Pequeno-almoço de torradas de baguette de campagne, e manteiga barrada, café com leite. Visionamento de televisão com notícias terríveis das inundações e enxurradas na Ilha da Madeira.
Depois às 10h, o Futuroscope não sem que antes não tivesse sido feito o reabastecimento no supermercado de alguns víveres (e nestes o novo Michelin para a Córsega).
Na entrada a surpresa: Não havia o espectáculo de 4D do Arthur (nada fora dito no momento dos bilhetes serem comprados). Avaria Técnica imprevista (No jornal do dia lá vinha a reportagem confirmativa) para nossa frustração e muitos milhares de visitantes acompanhados dos jovens filhos (era a semana das férias escolares). Nada a fazer…senão aceitar a compensação (4 bilhetes para adultos, de dia inteiro, para serem usados no prazo de um ano, no valor aproximado de 140€).

Lá fomos portanto, fazer um circuito possível de visita a várias atracções basicamente em ecrãs de 180º, e em qualidade 3D: Realidade acrescentada, astromouches, choques cósmicos, sous les mers du monde, blues da Louisiana, etc.
Tudo corrido até ao almoço, pois queríamos zarpar para outras paragens da parte da tarde. Almoço portanto, já eram umas 15h, na semovente e simples: paté de pato, camembert, vinho do Herault, baguette e café. Pelas janelas entrava um Sol compensador.

Próxima paragem RICHELIEU. Povoação amuralhada. Entramos adentro, por arco estreito, paramos na praça principal, visita a alguns edifícios que ficam retratados, e depois…adiante.
Ver visita virtual em http://www.ville-richelieu.fr/default.php
Adiante, já noite caída foi Saumur, mas só mesmo de travessia sobre um Loire cheio a transbordar, e sem local para estacionar ou pernoitar fácil. Isto é junto ao centro. Portanto seguimos caminho até ANGERS, passava das 20h.
Embora houvesse sinalização de Autocaravana perdemos a sua localização, e no dia seguinte percebemos porque…ninguém sabia do respectivo parque. Ficamos então no parque de veículos pesados ao lado do Rio Maine, onde já estavam dois companheiros autocaravanistas em amplo espaço, relativamente próximo do centro, onde fomos a pé jantar, na Cafetaria do IBIS, com bom ambiente, bom preço e boa qualidade (27,50€).
Antes da deita obtiveram-se as coordenadas GPS do parque e que aqui ficam: N 47º´, 28’ e 38,34´´ e W 0º, 33´e 24,11´´.

Quarta, dia 24, 4ª etapa.
8h despertar em Angers, após noite de chuva, suave, do tipo tamborilar com pezinhos de lã por vezes, outras tipo sapateado de flamenco ou fandango vigoroso, outras ainda de rajada de metralhadora. O dia ia clareando entre pingos de chuva, mas a possibilitar um passeio pelas margens do rio Maine e à volta do Castelo, a lembrar o nosso de Evoramonte mas em decuplicado! Eram cerca de 10.15h quando saímos para mais um roteiro turístico cultural rolante.
Primeira paragem em CHATEAU GONTIER. Trata-se de outro destino de Beaux Detours. Frente ao rio, com boa área e bem situada para autocaravanas, e com um espectacular edifício do convento das Ursulinas. De resto, ruelas medievais pouco convincentes. Não chega (quanto a nós) a merecer figurar no guia dos Beaux detours…
Ver mais em:
http://www.plusbeauxdetours.com/destinations-france/detail_chateau-gontier-pays-de-la-loire-mayenne_400221.html
LAVAL, paragem seguinte. Por 20C e parámos fácil junto ao rio. Cidade Medieval com bonitas pontes e Castelo, mais ruelas de peões. Vale a paragem para um café.

Mais informação: http://www.laval-tourisme.com/
O almoço foi num restaurante de camionistas de beira de estrada tipo cadeia de Routiers, duas pessoas, tudo incluído, 25€ por qualidade e abundância, bem como serviço e limpeza irrepreensíveis. Foi na Etoile des Routiers: sopa, entradas buffet, prato principal, plateau de fromages, sobremesa, café (menu preço 10,50€).
Ver já à venda a edição 2010 deste guia de restaurantes onde também é normalmente autorizada a pernoita de autocaravanas:
http://www.transporteurs.net/pub/GRR-FR.pdf
A seguir LE MANS, objectivo da etapa por dois motivos: visitar o museu das 24h e ver VIEUX MANS. Valeu a pena e ainda a facilidade de estacionamento no parque municipal gratuito de autocaravanas, com estação de serviço, bem localizado nas margens do Rio.
Quanto ao museu do circuito automóvel das24h, regista-se o preço da entrada, 8€ por pessoa, mas o matar de saudades de infância e adolescência compensam. Que bólides!

Saber mais em: http://www.lemusee24h.com/
Quanto a VIEUX MANS…vale a pena, interessantíssima a muralha romana, as ruas medievas, a casa do pilar vermelho, e do pilar verde, a catedral (em obras) o megalito ou menir…enfim nem a chuva impediu inclusive a passagem pela casa mística dos compagnons de la tour de France.
Até fica a boa recordação do reabastecimento de combustível da semovente ao preço de 1,09€ no hipermercado Carrefour, que devido ao ritmo de passeio suave, quantas vezes abaixo das 2000 RPM permitiu uma media de consumo de apenas 9,8L/100km nos últimos 900Km mediados entre a fronteira espanhola e Le Mans…

Quanto à noite, foi dormida na área de estacionamento municipal, descansadamente, na companhia de mais 4 autocaravanas.
Mais informação em: http://www.ville-lemans.fr/
Quinta, dia 25, 5ª etapa.
8h, sem relógio, o despertar sem esforço. Pouca chuva de manhã, nuvens cinzentas, boletim meteorológico incaracterístico na TV com notícias sobre greves de controladores aéreos, e a crise dos estaleiros de St Nazaire, e da revisão das reformas dos franceses.
Pouco depois saímos…era o último meio dia de relax. Com a reunião profissional marcada para 6F, às 9h, era imperioso chegar com tempo a Paris na 5f para prevenir qualquer atraso ou incidente de última hora.
Então começámos por NOGENT-le-ROTROU. Capital da região de Perche. Castelo medieval, com origens anteriores ao século X, incluído nos Beaux Detours da Michelin. Lá fomos à visita (paga-se 3€) do Castelo de São João…imponente, com interiores em recuperação…ficam as fotos!

Informação adicional:
http://www.plusbeauxdetours.com/destinations-france/detail_nogent-le-rotrou-centre-eure-et-loir_400191.html
Depois um cafezinho em Chartres, e logo a seguir um almoço outra vez num restaurante da rede dos Routiers: Relais de l´Amitié, preço para os dois, 23.00€ de refeição completa, com vinho, sobremesa e queijos, por preço do menu 11€.
PARIS… Pouco passava das 15h quando entramos no Bois de Bologne, no parque de campismo. Escolha de lugar frente ao Sena, primeira fila, em espaçoso miradouro com electricidade, pelo preço incontornável de 25.50€ diários. Caro, mas em Paris não há alternativa. E era conveniente quer o acesso aos sanitários, quer a estação de serviço de autocaravanas, quer mesmo a protecção ao longo do dia no parque de campismo, quer de pessoas quer de bens.
Informação: http://www.campingduboisdeboulogne.fr/
Havia ainda uma meia tarde e princípio de noite à solta…e então fizemos o percurso habitual, saída a pé do camping, recurso ao autocarro 244 para a Porte Maillot, aqui de Metro para onde fosse…e fomos para o Quartier Latin. Paris é mesmo para ser visitado em casal (qualquer que seja a idade)!
Primeiro, umas passagens pelas livrarias de St Michel e St. Germain, depois uma bebida (cerveja e cidra) no PUB St Germain, mais estilo brasserie, remodelado em 2005 com inspiração oriental, para um aperitivo, com uma ambiência dita chic e refinada, interessante, e com musica ambiente agradável, e depois um jantarinho a dois no BISTROT de St Germain, com um menu espartano (2 entradas de mexilhões e dois pratos de bavette, ou seja um bife) que chegou à conta redonda de 30€ os dois.
Seguiu-se o percurso inverso…Metro de Odeon para Chatelêt, de Chatelêt para Maillot, de Maillot o autocarro 244 para o Camping. Aqui…vista de TV, revistas e jornais, revisão da documentação da papelada e dossiers para a reunião de todo o dia seguinte, café com natas e …cama.
Sexta, dia 26, 6ª etapa.
Acordado pelo despertador do telemóvel as 7h e qualquer coisa. Higiene, comer, vestir casaco, camisa branca, gravata, sapato de cabedal, calça a condizer, …e sob chuva ligeira, sozinho (consorte ficou in house para mais tarde sair ao shopping, e para a balade nos grands boulevards) lá fui de autocarro, e metro, para um dia inteiro de trabalho, incluindo a hora de almoço, para uma reunião trabalhosa, sempre em inglês e em francês, e até por vezes em espanhol, participar nuam assembleia geral e num symposium de que aqui não se trata, mas que correu bem. E logo pelo portátil e por mail, seguiu o relatório para Lisboa. Missão comprida e cumprida.
Estava tudo terminado pelas 18h. E como previamente combinado, era tempo de acertar o jantar dos primos direitos. Uma prima que vive e trabalha em Paris, e outro primo e mulher que foram Bruxelas em missão empresarial, e que articularam os tempos para um jantar familiar em Paris, apesar das dificuldades de ligações de comboios (pelo desastre recente na Bélgica).
Tudo bem e a horas. Encontro em Montparnasse, e jantar no legendário Coupole, uma brasserie parisiense, de referência, instalada num armazém de carvão de 1927, e com 33 colunatas e arte Deco e contemporânea. Que dizer? Tudo bem tudo sereno, tudo familiar.

Um momento sólido para todos recordarmos um dia em que as viagens sejam só possíveis ás memórias. E que estas sejam sempre as boas, e merecedoras da sua reminiscência. E tudo está Bom quando acaba Bem. Em empatia e simpatia. No fim, beijinhos e abraços e cada qual ao seu destino. De Metro claro…nós até a porte Maillot, e dai, do Palais des Congrés, por 14€ de Taxi para o Camping pois às horas de então já não havia autocarro.
Informação sobre o restaurante:
http://www.flobrasseries.com/coupoleparis
Sábado, dia 27, 7ª etapa.
Acordados já pelas 7.30h.tempo bonito, seco e frio. Tempo de regresso e de rota batida em duas tiradas: Paris Biarritz, e Biarritz Alenquer, e depois ate São João do Estoril. Portanto quase em contra relógio… outros trabalhos, deveres e devoções esperam-nos em Lisboa, e não nos deixaram fazer mais do que cinco dias úteis na estranja.
Então lá fomos: -a toilette completa da semovente na estação de serviço…meter agua, despejar águas sujas, e cassete. Sair do Camping, e por ser sábado (sem trânsito) uma travessia de Paris…ate ao Arco de Triunfo, descer os Champs Elysées, a Concorde, passar pelos Invalides, a torre Eiffel etc…ate o rumo da estrada mostrar as placas de Chartres.
CHARTES, a única excepção ainda de turismo cultural. Parámos junto ao Rio facilmente, e a pé entrados pela ruína da porta Guillaume, subimos ao plateau da catedral penetrámos pelo excepcional portal do transepto (lateral) e vimos virias, colunas, tectos, quadros, imagens, atmosferas e o púlpito do altar, saímos depois pela porta principal. Por ser dia de mercado de rua, lá passamos também pelo mercado coberto e pelas convidativas e animadas bancas coloridas.
Almoçamos já depois de passada Tours, em mais um restaurante simpático de camionistas, ao estilo, qualidade e preço dos anteriores, e depois começou o mau tempo, e notícias de ainda pior tempo já em Poitiers, sobre o Sudoeste francês, e o Pais Basco espanhol. E fomos sempre debaixo de chuva, França abaixo…passar por Bordéus e seguir para Biarritz…até a certa altura, virmos km e km de camiões TIR encostados por ordem da polícia à berma. Só mais tarde percebemos: fronteira espanhola fechada a veículos pesados…por risco da tempestade, que depois percebemos ser violenta e mortífera em varias zonas de Espanha, França e até Portugal.
Chegámos a Biarritz como a um porto de abrigo, na área de autocaravanas de Ilbarritz junto a praia Milady (cheia, a abarrotar) muitas vezes referenciada em anteriores relatos de viagens deste blog. O Jantar foi na Autocaravana (queijos, patés, vinho e pão) e depois uma passeata sob um céu claro e uma estranha temperatura quente, cerca de 20º!
A noite foi a de chegada da tempestade…chuva fustigante e ventos (ditos que podiam atingir 160Km/h) que fez balançar a autocaravana, e mais do que embalar o nosso sono, enquanto o mar desenrolava nas rochas da praia ondas hiantes, ao longe. Mas estávamos sem segurança, afastados de árvores, de águas e de trânsitos.
Domingo, dia 28, 8ª etapa

Acordámos com um concerto polifónico da passarada. Era a Bonança depois da Tempestade. A fronteira estava aberta, o dia clareava positivo. Pequeno-almoço habitual e…saída para a Ibéria e Lusitânia. Média da véspera 11,5L/100km antes de reabastecer na fronteira espanhola…depois foi tomar a nova auto-estrada dos túneis, San Sebastian para Burgos (inaugurada em Maio de 2009), bonita, rápida e segura.
E foi sempre a deslizar com o ponteiro a sobrepor-se aos 120/130. Almoço depois de Salamanca no Hotel de Estrada RAD, e sempre e sem parar com chuva diluviana a partir da Guarda e até Alenquer, com enxurradas na zona de Santarém. Nada mais a assinalar e por isso, depois de Alenquer a troca de carro, e finalmente a chegada a casa, ao banho quente, ao jantar ligeiro, aos telefonemas para a família, ao arrumar de malas e roupas, pois 2f era já dali a algumas horas, e como se disse, trabalhos, deveres e devoções esperavam-nos em fica pé.
Resta a nota final do custo estimado desta viagem. Tudo influído cerca de 1.100 euros, mais portanto do que a media diária de anos anteriores dos 100 euros, devido ao percurso pesado de ida e volta em tão pouco tempo. Mas que valeu a pena, valeu!
E agora a próxima viagem? Provavelmente será em Portugal, e depois a seguir logo se vê, Bruxelas já está no horizonte para final de Maio, e com o mesmo pretexto, para aproveitar mais uma reunião de trabalho para juntar uns dez dias ou mais de lazer….e o livro Michelin da Córsega ameaça saltar da estante… a ver vamos o que se arranja então!



Nota final…dicas para pesquisas em França:
http://www.campingcar-infos.com/Francais/recherche.php http://www.i-campingcar.fr/aires/accueil.htm http://www.villes-et-villages-fleuris.com/ http://www.villagesdefrance.free.fr/ http://bastides.ifrance.com/ http://www.itourisme.net/guide-patrimoine-mondial-unesco-3.html http://www.fondation-patrimoine.net/ http://www.sites-vauban.org/ http://www.cheminsdememoire.gouv.fr/territoire/index.php?idRegion=23 http://www.monuments-nationaux.fr/
http://pagesperso-orange.fr/jean-pierre.rossi/restau-viti/restau.html
http://campingcar-rando.net/randos/randos.phphttp://www.france-passion.com/documents/CarteFrance07.gif http://www.bienvenue-a-la-ferme.com/ http://www.plusbeauxvillagesdefrance.fr/
http://www.france-passion.com/
http://pagesperso-orange.fr/jean-pierre.rossi/restau-viti/viticulteurs.html
http://www.transporteurs.net/ http://www.lesamisducampingcar.fr/pub/GRR