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quinta-feira, dezembro 26, 2013

Missão Autocaravanista de férias de Natal de 2013...Avô (just Me) e duas netas co-piloto pelo Baixo Alentejo...

Quinta pedagógica de Pedrogão do Alentejo
 
Operação Natal 2013, melhor dito, missão de Avô em ferais escolares de Natal com duas netas e uma autocaravana....vontade não faltava a nenhum de nós e oportunidade também não com uma meteorologia encomendada para três noites e 4 dias solarengos, e límpidos de azul.
 
 
Para trás ficou a roda gigante de Cascais... e a 20 de Dezembro começa de viatura a rondas pelas capelinhas, primeiro ir buscar a Inesita Neta a S. Domingos de Rana, depois a Carolina copiloto a Benfica e finalmente rumo a Alenquer buscar a semovente. só pelas 12.15h feita a mudança de malas e sacos estávamos prontos a sair do parque de campismo de Alenquer.
 
 
Rumo a  Monsaraz... objetivo mostrara as duas netas a procissão em tamanho natural dos Reis magos e camponeses a caminho do presépio adentro muralhas.....depois de um almoço in house, isto é na AC, algures na área de serviço da autoestrada em Vendas Novas. Delicia a carne assada da Tia Patrícia...e os croquetes....HUMMMM....
 
 
Boas fotos com luz descendente...em sol de inverno ao longo das figuras da procissão de Natal em direção ao presépio de Monsaraz!
 
 
E depois de Monsaraz rumo a Mourão e daqui a Moura (compras no intermarché de saladas e respetivos molhos) para chegarmos ao parque de autocaravanas- Alqueva camping-car park de Pedrogão do Alentejo, já  com  o sol posto, quase o dia mais curto do ano, com o cavalos lusitanos da Quinta pedagógica, a abeirarem-se de nos a luz dos faróis para nos cumprimentarem...Seguiu-se um jantar de salada empalhada com atum e tomate, alface, cebola, pepino, azeite e vinagre just in time...e ainda depois uma jogatana com um quadro da Majora da volta pelo jardim, distribuído pelo correio da Manha...
 
 
Dia seguinte, 21 de Dezembro, data do solstício de Inverno, acordares embrulhados em manats, cobertores e sacos cama e édredon para combater o frio noturno que no exterior chegou aos 4º...as netas na cama de casal e o avô na cama/mesa embrulhado no seu casulo tipo sarcófago...pequeno almoço de pão escuro tipo sapata, cereais com iogurte, chocolate com e leite e café a 20%....tudo a tempo para ir a horta biológica arrancar couves, beterrabas, e apanhar o ultimo dos pimentos para a salada do almoço.
 


 
Seguiu-se a apanha de bolotas das azinheiras, para alimentação dos animais, a escalada ao Miradouro do Grão Mestre, e perscrutar o horizonte do lago da barragem de Pedrógão sentados no trono (de pedra) de Salomão...completando-se assim o percurso pedestre sempre acompanhados pelo casal de  burros mirandeses- a Jessy e o Crazy, e ainda o jumento ibérico cinzento- o Fizz. a quem a Inesita empoleirada no trono de pedra insistia em querer ensinar a ler a placa indicativa do trono de Salomão...
 
 
Passo seguinte dar cenouras aos quatro póneis, as galinhas, gansos, patos e patas, aos Lamas e ate as sete cabras da Quinta, e à bezerra taurina a sedutora Cow girl...
 
 
Passagem obrigatória pelo charco vivo das rãs....conforme nova placa toponímica inaugurada na ocasião,devidamente inscrito nos charcos vivos recenseados do Alentejo e alimentado pelas aguas pluviais e pelas linhas de agua, e canais de drenagem preparados para o efeito...
 
 
Charco vivo que alem de rãs tem varais vegetação aquática autóctone ainda peixes...
 
 
A volta inclui ainda uma romagem ao início da ciclovia e ao memorial em honra da Avó Vera, fundadora e inspiradora do complexo ou resort do parque de autocaravanas, da quinta pedagógica, do parque de merendas, do charco, da ciclovia, dos percursos pedestres e dos cercados dos animais alem da preservação dos fornos de carvão vegetal do Sr. Miguel e do Miradouro...
 
 
Faltava antes de seguirmos caminho ajeitar a palha da bezerra Cow girl, dizer-lhe adeus e partir para a surpresa do dia...
 
 
...saímos pois para sul, direção Selmes e depois Serpa e depois Mértola, e antes de la chegar em local secreto, la chegamos apos estradão de terra batida que a autocaravana galgou com garbo, a Herdade do mini zoo, com Zebras, Bisontes, Camelos, Cangurus, Veados, Gamos, Lamas e póneis ibéricos
 


 
O pessoal gostou muito das zebras...e dos mansos bisontes
 
 
Gostou menos de um agressivo veado de hastes pontiagudas e perfurantes como punhais...que atravessavam a rede da cerca
 
 
 
E ficou presa aos encantos dos gamos e das corsas que me breve estarão também presentes na Quinta pedagógica do Pedrogão, cujo processo de alvará ainda se arrasta nos circuitos burocráticos das entidades oficiais competentes
 
 
Mas havia que seguir em frente, rumo ao sul..direitos a Mértola, Castro Marim e vila Real de Sto. António, com estacionamento da AC junto ao rio Guadiana no parque da CM de VRSA...vedado, com acesso a boas vistas e estação de serviço, Wi Fi incluído por 4.5 euros por 24h o que faz que haja estrangeiros que la estejam há mais de ...oito meses!
 
 
 
O pessoal tinha encontro marcado com o grande presépio de Vial Real de St António do Centro Cultural António Aleixo, - ver na foto um pequeno detalhe! com entradas a módicos 50c depois de visitar a Vial Natal !
 
 

 
 
O Jantar foi em casa dos compadres com um lauto petisco de camarão da costa algarvia. e depois de assistir com um olho no parto e outro na televisão ao empate do Sporting, era tempo de voltar a semovente e dormir ...dia seguinte esperava-nos uma excursão marítima...a Ayamonte, terras de Espanha, a bordo do Los Milagros...
 
 
Valeu a aventura pela travessia fluvial do Guadiana, pois Aymonte tinha o comercio todo fechado a exceção de uma esplanada café - com os espanhóis a deliciarem-se com torradas barradas de azeite e ketchup! e pouco mais....
 
 
Era tempo de regressarmos a norte, com calma e tempo mas decididamente, ou seja...turisticamente itinerando... autocaravaneando, portanto. Assim foi...em Mértola almoçámos na AC e subimos à Mesquita e as escavações junto ao castelo e depois de espreitar o Rio do alto do miradouro do Mercado, de onde se avizinhavam duas autocaravanas  de estrangeiros a tomar banhos de sol junto ao cais do rio...clicando nas fotos aumenta-se a visão dos escaldões...
 
 
 
Seguiu-se a visita as Minas de São domingo- praia fluvial e exposição interessante da vida mineira das terras do chapéu de ferro, depois de um curto desvio de autocaravana sobre as ruinas industriais da empresa mineira. Estacionamos a AC junto ao respetivo parking para um passeio a pé pelas paisagens de que todos gostamos...e onde só encontramos viaturas de matricula estrangeira.
 
 


 
 
O tempo ia passando. e era tempo de reunir o conselho de guerra:- onde é que as meninas netas querem ir dormir?- a Beja? a Évora a Serpa?---Nãooooooooo...queremos ir dormir a Pedrógão!...pois bem vamos, mas antes passagem por Serpa onde o Castelo aberto ate as 17,30h as 16,30h já estava fechado, e felizmente que ainda havia aberta uma rouparia para se comprar um queijo amanteigado dos mesmo de Serpa....
 
 
Sem historia, indo por Serpa, Brinches, Mina da Orada, chegámos a Pedrogão, ao Parque das Autocaravanas já em lusco fusco... tempo para com tempo...para jogatanas de rapa-tira-põe-deixa e de poker de dados...jantar com calma e novas rodadas de desenhos, leituras, escritos no moleskine de apontamentos de viagens, conversas e naturalmente a deita....para dia seguinte acordar com nevoeiro que se foi levantando, tomar o pequeno almoço e receber os bons dias matutinos sob sol rompante da casal de cavalos lusitanos a Régua e o Compasso e a bezerra taurina Cow Girl...
 
 
Início da manha a dar de comer ao galinheiro, restos de pão seco, folhas de couve etc...
 
 
Carregar palha de feno nos comedouros dos animais quadrupedes...incluindo cabras e cabritos, chibos e mochos...
 
 
 
E ainda os Lamas e os póneis, desta vez menos fotografados....

 
 
Mas que também têm direito a fotografia...aqui se vê da esquerda para a direita a Black, o Chocolate Branco e  o jovem Papuço...
 
 

 
Todos já apadrinhados por duas empresas cujos patrocínios não são exclusivos, e a que por isso se podem juntar outras mais...e pessoas singulares também.... basta os interessados mandarem as suas propostas para a gerência em camping@dosdin.pt ....pois há muito ainda que desenvolver, e não são os bilhetes de entrada pelo seu preço módico que permitem fazer face aos investimentos e alimentação dos animais deste complexo inédito e inovador de parque de autocaravanas + quinta pedagógica!
 
 
Resta acrescentar que terminadas as tarefas turísticas e lúdicas de natureza agropecuária, com nova recolha de couves da quinta biológica, se fez o regresso a tempo de almoçar as excelentes empadas compradas no  restaurante Estoril (casa das bifanas) na estrada entre Montemor e Venda Nova....e comidas com a tarte da tia Joana, mais a carne assada que ainda sobrava da Tia Patrícia, com cerveja radler e ice tea de Manga na Autocaravana...com mais umas tangerinas e laranjas... A missão estava no fim e terminou pelas 15.30h chegados a Alenquer.... qualquer dia há mais, esta prometido!
 
 


quarta-feira, setembro 05, 2012

Just Me, 1º fim de semana de Setembro: Alenquer, Pedrógão do Alentejo e Vila Real de St Antonio

Alqueva Camping-car park de Pedrógão do Alentejo, já com alavará municipal
 
Em solitário Just Me, e a semovente,
de Alenquer a Pedrogão do Alentejo e Vila Real de St Antonio.
 
Sexta, 31, ultimo dia de Agosto de 2012. Trabalho cumprido pelas 16.45h. Regresso ao escritório para despacho dos últimos emails profissionais. Troca cúmplice de olhares para os ponteiros do relógio de pulso que entesouram o meu tempo, e la que se faz tarde, rumo a Alenquer. Tempo de arriscar mais uma saída a solo, sozinho comigo mesmo, just Me.
Assim, pelas seis, com escassos mantimentos –pão de mafra, laranjas, yogurtes, tomates- sai a semovente da plataforma do Alenquer Camping sobranceira a Quinta Vinícola de Pancas, ainda com gasóleo espanhol das curtas nove noites de ferias de Agosto, direta à ponte Carmona de Vila Franca de Xira. E “adelante” sempre pelas nacionais direção EVORA.
Pelo caminho fui conversando com o banco vazio da co-piloto, diálogo nem sempre fácil pelo silêncio eloquente da ausência, mas ao mesmo tempo eloquente pela necessidade melhor me explicar a quem naos e sabe se nos esta a ouvir.
O certo é que a travessia de Évora estava espetacular e a necessidade de comentar o espetáculo da natureza era irreprimível. Imagine-se na linha do horizonte a minha frente, a nascente uma Lua emergente disco leitoso esbranquiçado quase translucido, num luar impressivo, e depois a poente visto do retrovisor uma bola de fogo de labareda do sol descendente e submergir na linha do horizonte. A natureza nos eu esplendor…e pouco depois a ladear a estrada para Beja as arvores chilreantes carregadas de pássaros ocultos a colherem-se para o lusco-fusco. Bonito de se ver, de sentir e de registar.
À medida que descia para sul a Lua ia-se agigantando à minha frente ou a minha esquerda, e subindo como que carregada de ar quente, numa palavra belíssima!
Rolando sem parar acabei por chegar a Pedrogão as 9h – foram 3 horas exatas de Alenquer ao parque de autocaravanas, Alqueva Camping-Car Park com os portões abertos a pedido ao guarda Sr. Miguel. O jantar frugal foi rápido porque havia que fazer check mail e dar ainda seguimento aos pendentes. Depois o sono sob as vistas da Vila ribeirinha de Pedrógão iluminada na linha do horizonte e a Lua a velar pelo sono, que chegou rápido esse prolongou ate quase as 8h. E assim se assegurou a transição de sexta para sábado, primeiro dia de Setembro e primeiro fim de semana do ultimo mês de verão.
Amanhecer solarengo, azul de céu e límpido de nuvens. Pequeno-almoço de torradas barradas a yogurte, café de mistura a 20%, e pronto para a vista a volta do perímetro do parque na companhia do Sr. Miguel…a ver os burros, os gansos, os novos 4 patos, e a percorrer a senda ate ao miradouro do GM, com as rolas turcas a esvoaçar. Tudo normal, tudo calmo, tudo quente e seco. Contas feitas, e ao caminho, por Brinches, cruzando o Guadiana, ate Serpa e daqui pela serra ate às minas de São Domingos, apetecíveis coma sua praia fluvial, mas sem parra. Depois Mértola, e de seguida até Castro Marim e finalmente VRSA, com os últimos m40km repousantes de bom piso e estrada larga.
Pelo telemóvel fui fazendo os acertos coma família que justificava esta experiencia solitária de autocaravana. Eles, iriam com a minha neta co-piloto já encartada, para Ayamonte e eu logo que chegasse apanhava o primeiro barco para ir ao encontro da Carolina, da Pat e do meu genro. Comas voltas e reviravoltas da serra cheguei as 11.35h ou seja 5 minutos depois da partida do barco da meia hora das 11. No problema. Aparcar a dita semovente sem stress, comprar o bilhete (1,70€) e esperar, contemplar o Rio e desfiar memorais que me levaram as 4 gerações de vista a Ayamonte…com meus pais, com os meus amigos, com os meus filhos e agora já com a geração quarta, dos netos…
 
Pois la fomos ao encontro, na praça principal, e depois da agua fresca na esplanada, a ida ao mercado, pode detrás da Igreja de Nª Srª das Angustias comprar uns camarões para o almoço em casa dos simpáticos compadres, e mais dois quarteirões adiante dois maços de DUX, umas cigarrilhas que por Portugal não se vêm. Claro que o barco de regresso passou a ser o das 13.30.
 
Almoço simpático com os camarões a ajillo de entrada às conversas e ao convívio e mais uma carne assada. Uma boa pausa familiar. La mais para a tarde então rumo de carro para a Praia de Monte Gordo…cheia de maré e cheia de banhistas, e com água da ordem dos 22º, tipo Biarritz. Foi motivo por nadar por lá ate as 19h. Bom tempo com alguma neblina a cair ao entardecer.
mercado de Ayamonte
Jantar a solo na AC…torradas com tomate e sal, e uma lata de salsichas abertas barradas de ketchup, mais um pêssego e café quente. De sobremesa mis emails para o Funchal e para Lisboa, que quem tem de trabalhar trabalha em qualquer situação com o portátil e uma pen adequada. O tempo passou rapido e quando o telemóvel tocou foi o  tempo de arrumar tudo e acorrera a esplanada na praça principal de VRSA para um café familiar, e uns frenéticos jogos de  matraquilhos com rotação de equipas, desforras, partidas negras e bolas de ouro e sei la que mais mas que demonstraram que a net joga bem melhor do que eu, destreinado é certo.
 
Mais umas voltas pela zona ribeirinha, com muitos pescadores de cana iluminada, holofote de mineiro na tola param verem o isco no anzol, e também com a boia flutuante com led… tecnologias… ao fundo o festival o marisco com mesas bancadas corridas e um palco para um conjunto inenarrável espremer-se com fumos de palco, luminárias psicadélicas e sons estereotipados…pelo menos o cota assim achou.
E chegou ao fim sábado. Escoltado ate a AC, foi mergulhar na cama e cansado pelas braçadas no mar, entra nas ondas e braços de Morfeu.
Domingo surgiu radiante. Vestido o fato de banho registadas no bloco Moleskine as impressões de viagem, engolidas as torradas, o yogurte e o café, foi sair e tirar umas fotos dos cerca de 25 autocaravanistas estacionados…e mais de um caravanista espanhol.
 
Depois foi esperar que todos os mais dorminhocos acordassem, mas entretanto, com a mais madrugadora da família combinou-se um café na praça e uma volta pelos arredores para fazer tempo…comprar o Expresso e o correio, saber do preço do gasóleo (agora mais barato que em Espanha devido a subida o IVA e aos descontos continente nas bombas GALP).
 
O resto da história é curto…praia de Monte Gordo, passeio a pé pela linha de agua ate a praia de VRSA e volta…talvez 5Km, banhos e mais banhos, almoço no Sr. João com o meu filho Bruno, e a minha filha Patrícia e respectivos e respectivas mais a neta Carolina…e depois mais praia, mais banhos e banhos ate as 17h. Hoar limite auto imposta…para siar de VRSA pelas 18h e de sul para norte via nacionais ate Mértola, ate Beja, ate Évora ate Vendas Novas (curta bucha) e sucessivamente ate ao Carregado e Alenquer com chegada pelas 4.30h de viagem depois passados a cerca de 330km de distância….
Só falta desvendar onde foi passada a 3ªnoite deste fim de semana….pois na Ac, em Alenquer e porque…dia seguinte de viatura normal foi seguir logo para Rio Maior para uma reunião profissional…inadiável…
Próxima saída de autocaravana,  talvez no IV fim de semana de Setembro, pelo equinócio do outono, para assistir as Festas do peixe do Rio de Pedrógão do Alentejo, com concurso d e pesca e de canoagem para alem da oferta gastronómica nos 3 restaurantes locais.

domingo, agosto 05, 2012

Just Me, em solitario de autocaravana ate EVORA, PEDROGÃO e BARRAGEM DO ALVITO


pequeno almoço alentejano em Evora, na AC

Está escrito no Moleskine.
Aos dias 20 de Julho com a familia dispersa e em debandada de fim de semna, casas vazias tambem de amigos, em pré férias ou mesmo ja em férias, vem um repente, ao fim de uma reunião de assembeia-geral de fim de tarde de 6F em Lisboa.... e se partisse também?

Pois foi rapido o caminho ate ao Alenuer Camping onde fica recolhida a Semovente, e rapido tambem o arranque depois da permuta da viatura. Opção foi rumar pelas nacionais, ate Vila Franca de Xira para cruzar o Tejo pela ponte Marechal Carmona...praticamente com a minha idade, em viagem suave, por nao mais de 2000 rpm nem mais de 90KM/hora, quase sempre em sexta velocidade, com um consumo económico decerto por volta dos 9L/100...deslizando para sul.


Pelas 20.30h estava ja às portas de Evora, e por isso a horas de comer qualquer coisa, que isto de ser Just Me, tem efeitos reducionistas nas refeições. Estacionamento no Rossio, sem outros AC de companhia numa noite calma e relativamente temperada.
duas velhotas

Promissora pois, a voltinha a pé pelo exterior do Mercado, pelo terreiro da Igreja e com uma pausa numa esplanada de espanhois, para uma imperial e seus tremoços de companhia, e no final um gelado "feast" de chocolate. Tempo de descanso e relax.
No regresso a autocaravana para a deita, a surpresa ao passar pelos jardins de um espetaculo ad hoc, teatralizadao com dois casais em andas e cajados, numa mimica e coreografia do amor na terceira idade. Pausa pois, para a cultura em que a pé  entre canteiros dos jardins uam pequena multidão seguia a evolução dos atores mudos, mas impressivamente gesticulantes. Tempo de interessamento e de curiosidade que valeu a pena e as fotos.
dois velhotes

Noite bem dormida.
Manhã bem acordada. Com as conversas dos feirantes entretanto chegados e estacionados em volta da autocaravana.
Eram 7h. Tempo de mordiscar o pequeno almoço. volta de ronda matutina ao longo das muralhas de Évora, e patrulhamento calmo de vielas interiores, em imaginária missão medieval de reconhecimento dos lugares.

artesanato de cortiça no Rossio

Missão dada por cumprida junto ao mercado, pois havia feira no exterior em bancas alinhadas com produtos da terra. Fomos a elas a mercas...
- 1 saco de cenouras a granel com quse 2 Kg, por um euro,
- 1 ramo de molhos de oregãos frescos de são Mansos, por euro e meio,

E, ja dentro do mercado coberto:
- 1/2 pão de pão alentejano fatiado por 0,85
- 1 queijo de ovelha "cachopa" por um euro.
(ao fundo o Guadiana visto da placa doa ciclovia do Parque de Autocaravanas)
Passo seguinte arrancar com a AC diretos a Agriloja, que abre portas as 9h,  para comprar uns acessorios a testar no Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão...em especial, uma escova para os burros Crazy e Jessy...
Mais uns 70Km andados sobre rodas e chegamos ao destino. Com o sol, a limpidez do ceu e a ausencia de vento foi só escolher posição paralela á albufeira do Guadiana formada pela barragem de Pedrógão, abrir o toldo, tirar mesas e cadeiras, ligar o computador portatil com a pen activa....e relax!
(Jessy de lenço rosa e Crazy de lenço amarelo na nova cerca)
Depois mais pela tarde entretanto arrefecida, passeio pedestre para dar as cenouras aos burros, mas doseadamente… umas festas a cabra Xoné e ao cabrito Boné, que não precisam de cenouras porque são autênticas máquinas de cortar relva, mato, capim e rebentos de tudo quanto pareça verde ou palha…
( Cabra Xoné e Chibo Boné à espera de pão seco...)
Depois foi a oportunidade de acompanhar o guarda do parque, sr. Miguel na caixa aberta até as margens do Guadiana para colher agua para os depósitos de rega… as arrecuas até meio da roda traseira, com o tubo legado ao gerador e la foram mais 1000L para depois se regaram a força de baldes a linha de demarcação dos loendros brancos que a co-piloto She, em tempos escolheu e ajudou a plantar… Nas margens do Guadiana de água apetecível em fundo de calhau rolados, sem lodo, la estiveram também a dar abeberamento a um rebanho de ovelhas, e sentados na água dois jovens, a banhos, em animada conversa…
(aguas mansas, sem lodo, correntes ou remoinhos na albufeira de Pedrógão)
Tempo pois para um exsudação vigorosa sob um sol ainda bronzeador energia gasta e compensada quer na rega das plantas, quer no enchimento dos recipientes dos animais da nascente Quinta Pedagógica, depois frente a um copo de gin aguado e com gelo, (fica o gesto perdido de uma saúde… à nossa!) e com uma cigarrilha açoreana, na esplanada da semovente num exercício de gozo de autocaravana a 100%...como convém neste local!
( autocaravanismo a 100% de toldo aberto para os burros mirandeses)
Tempo ainda para folhear uns guias de França e de mapas para sonhar com uma possível volta de autocaravana por uns doze dias por terras de gauleses…quem sabe se será possível…. até ao Marais Pointevin…e a zona Vulcânica dos Puits… e mais umas voltas e reviravoltas… projetos adiados do passado e que talvez seja tempo de concretizar…

O tempo foi escorrendo, entre emails, e nuvens escassas, e o periplo do Sol a caminhar para poente.  Combina-se com o Sr.Miguel,  jantar na Orada, na Cantina da Mina da Orada da Dona Barbara, com espaço para autocaravanas embora a viagem fosse na caixa aberta.  Prato do dia carne assada de refogado, a fartazana e excelente, com batatas fritas, salada, vinho, pão azeitonas da casa  a sustentar conversas sobre preços de ovelhas, e demais bicharada de campo.
(Cruzamento de sinais...memorial da Avó Vera e parque de merendas)
No fim, saida para a esplanada de fora da Cantina e ali ao chaparro escurecido pelo atraso da  Lua ao encontro de longinquas estrelas, fomo-nos indo atras de um cafe, e de um   gelado...em conversas mansas osbre preços de ovelhas e mais bicharada campestre, que agora no Alentejo ja incluem cisnes, avestruzes, gamos e veados, muflões, poneis e mais estrangeiros de pelo,  pena e patas.
(Rebanho de ovelhas em abeberamento junto a ponte do Guadiana em Pedrógão)
Noite calma e acordar com as patadas dos burros do lado de la da cerca, frente a autocaravana a exigirem mais cenouras de pequeno-almoço. Eram as sete matinais. Boa hora para receber o sol nascente sobre as aguas Guadianas, e avançar para o fogão, as torradas, o café e a "planta" de barrar. O Grande Arquitecto do Universo e Maestro desenvolvia a sua banda musical de fundo com o arrulhar de rolas e trinados de passaros voantes mas invisiveis. Um dia criador, em suma.
(nascer do Sol a oriente visto do Trono de Salomão no Miradouro do Grão Mestre)
Ca fora, debaixo do toldo e frente à mesa desdobravel...os mapas, e a marcador o sublinhar do traçado na prancha de regresso. Por aqui (Portel) e por ali (Oriola e Barragem do Alvito) e seguir por lá (Alcaçovas) e depois Montemor o Velho,Vendas Novas, Vila Franca de Xira e finalmente Alenquer...Velocidade a deslizante nas mesmas mensod e 2000rpm, e com o ponteiro a beijar os 90Km/hora a pequenos goles de gasoleo.
(Cadeiras de pedra à sombra para preparar viagens e itinerarios de AC)
Ora em Oriola a barragem de Alvito corta a estrada velha em duas partes... e fica submersa, em bonita paisagem de margens verdes e de torres tambem semi aguadas, sem perderem o pé...sera que da para ver nas fotos? e do lado de lá...uma concentraçao piscatoria animava quem munido de canas e camaroeiros tentava a sorte...
(Aguas da barragem do Alvito com Oriola ao fundo)
Paisagens simpaticas para uma pausa autocravanista, ou mesmo para os mais afeoites optarem por uma pernoita livre. Escala seguinte Acaçóvas, na mira da Feira do Chocalho...pois estava lá no sítio, mas deserta, pois chegámos as 12h e minutos e a Feira so abre as 19h......passeata de cahpéu na tola pois estava Sol e furisoso, uma ceri aberto- o tal do livro das aflições, não homologado pela ASAE, uma espreitadela num Surf Bar com areia da praia (fluvial?) a fazer decor, e ala adiante!
(Surf bar de Alcçaovas...)
Rumamos pois sem GPS ate Montemor pela encosta sul que permite vistas interessantes osbre os pansod e muralha inexpugnaveis, senão pela erosão dos tempos, e depois ainda hesitamos na bifurcação...por Coruche ou por Vendas Novas? a segunda laternatiave  pouco depois num espaço sombreado, paragem, abertura da escotilha de tecto, e da janela do fogão para arejar...e um preparar almoço, só para um,  almoço para um a  la minute, com lata de atum, milho doce de lata tambem, pão alentejano, queijo idem, agua, fruta nem cheiro...mas de mesa de toalha posta , pratos e talheres...e depois da pausa segue-se caminho, pelas nacionais. Sem pressa, que ninguém nos espera.

Fica o registo rabiscado no moleskine das notas sinteticas a passar para o Blog e das fotos nop chip da maquina fotografica, para as devolver a luz virtual quando houver tempo.
(mesa de pic-nic dos autocaravanistas em Alenquer Camping)

E nada mais. Em Alenquer a troca outravez de viatura, para a citadina, e regresso a de Lisboa, outro dia se voltará à estrada, de semovente....e aqui para partilha das impressões de viagem. É capaz de haver mais solitários (as) por ai, que fiquem estimulados a partirem para a suas pequenas/grandes e desafiantes viagens.

Proxima saida, talvez no 2º fim de semana  de Agosto para as festas de Pedrógão do Alentejo, e para verficar se o charco dos patos do parque de autocaravanas (www.dosdin.pt/camping/Alqueva) ja tem novos residentes entre sapos do Guadiana!

(Gansolindo e Gansalinda)