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quarta-feira, abril 13, 2011

She and Me resgatam a semovente e partem por 72h para o Norte...em Abril

A única autocaravana do Museu do Automovel do Caramulo, ao centro

Sexta-feira, dia 8 de Abril, 2011
Serenamente, por entre o bruáá dos noticiários da crise que assola o País, financeira, económica, de valores e de costumes, She and Me a 8 de Abril rumaram para Alenquer para resgatarem a semovente (Knaus UFB 700 perfilada) das garras de um hediondo (no mínimo!) parque de campismo, onde está estacionada a recato durante os períodos de pousio.

Foi jà depois de jantar em casa, ao fim de um dia intenso de trabalho que se decidiu arrancar logo de seguida, pernoitar no camping e na autocaravana, e depois seguir de manhã rumo ao norte, para o "Me" poder participar na 2F à tarde e em Amarante, numa reunião profissional. De facto, juntar o útil ao agradável, é um argumento de qualidade de vida a não desprezar, e "She" tinha-se assegurado que o tempo estava de feição para um touring simpático, por terras do norte...incluindo as do Bouro e as de Basto. Assim, sexta à noite visita ao Bar do Além do Camping, onde o simpático Ivo ao balcão nos serviu respectivamente, um cálice de Carolans e um descafeinado.
Sábado, 9 de Abril, 2011
A noite decorreu tranquila com a escotilha superior escancarada, numa noite de escassa lua, nenhumas nuvens, e emergentes baforadas de calor da época e portanto, o acordar surgiu natural pelas 8.15h. Higienes completas da equipagem e da viatura, pequeno almoço, e ao caminho. Em boa verdade para Avelãs do Caminho!

De facto, por um dos consultores gastronómico desta dupla, era tempo de ir ao Queirós do Leitão em Avelãs do Caminho! e assim se assumiu tal desiderato boamente.

A rota traçada pela co-piloto impunha o recurso a A1, por razões de tempo e irreprimivel desejo patriótico de contribuir para a diminuição do deficit das empresas de serviço público, e no caso, com o efeito adicional de favorecer a recuperaçao bolsista da Brisa num tique de inconfessado conflito de interesses ... E lá fomos, curta paragem na area de serviço de Santarem, pejada de camionetes excursionistas, para comprar os frescos do dia, o Expresso, um diário e "smokes" nacionais.

Saida na Mealhada, objectivo Sangalhos, alvo, o Museu do Vinho do Comendador Berardo. Rápidos chegámos ao amplo estacionamento que já estava vistado por um prima semovente, com cães ululantes lá dentro, Cerbero ficaria invejoso de tais animosidades caninas!

Porém tardios, perdemos a ultima vista das 11.30h...e batiam as doze. A próxima  itinerância pedestre guiada era só às 14.30h, por isso um pouco à sucapa, foi entrar na loja de vinhos e outros artefactos correlacionados, e espiar uns quantos quadros do atrio principal. Tempo pois, de logo ali ao lado encontrar, ao fim de uns pares de KM o famoso Queirós, com estacionamento nas traseiras para a AC.
Quem quizer saber mais do museu é aqui: http://www.aliança.pt/ (undergroundmuseum)

Às 12.30 estavamos sentados na única mesa para uma dupla, vazia. Restaurante cheio incluindo com um grupo de antigos combatentes (do ultramar, na nossa fraseologia, da guerra colonial de outras). A hospedeia acercou-se com um maternal "qué que os meninos querem", para ouvir, -o que seria de esperar nesta Roma do Leitão...pois uma dose suficiente para o casal, uma garrafa do espumoso com rotulo Anadia da casa, água e os etc.

Apreciação do respasto? Vale apena. Pele estaladiça do leitão, em toda a sua extensão, carne suave e saborosa, molho picante da ordem, batata frita a preceito., vinho fresco frizante como esperado, bôla de leitão evitada como entrada, de bom aspecto mas desaconselhada pela taxa de colesterol, e doces...de destruir promessas de dieta. "She" foi-se ao doce de gila! No final, o café e a conta, na soma decente para a qualidade de 3 garfos, três rosas e uma cinzenta a dizer adeus aos euros, foram-se.

Reconfortados saimos com a casa Queirós renovadamente cheia. Rota agora para o Caramulo. A ideia de revistar o Museu Abel Lacerda era ja antiga, e foi reavivada pela descrição do portal autocaravanismo virtual animado pelo companheiro Eugénio, onde se fazia referência ao novo local de estacionamentoeserviço de autocaravanas.

Lá chegámos após reviravoltas, motivadas por cortes de estrada com fundamento num rally de automoveis desportivos que por lá acelaravam. Estacionamento fronteiro ao museu e ao lado de Porsche amarelo para a foto, pagos os 5 euros de bilhete senior, e começámos pelo edificio novo (para nós)... Impressionante o conjunto do acervo de obras de arte doadas..desde Salazar a Papas, desde pintores a politicos, desde banqueiros a empresas petroliferas!

Interessantes também, as salas de miniaturas onde detectamos uma única autocaravana... e dpois, ao lado o edifício mais antigo do Museu Automóvel propriamente dito, com os tres impressionantes automoveis de Salazar, varios carros desportivos e mesmo um fórmula 24H Le Mans, enfim um imaginário de sempre ali presente, incluindo um Wolks, um 4L, um Mini.. um Lotus Europa. Para saber mais ver aqui: http://www.museu-caramulo.net/

Antes de sairmos para a direcção da Régua, fomos ainda à procura da sinalizada área de AC...fica ao fundo de uma rampa íngreme, e como nem a curiosidade, nem a necessidade nos empurravam, evitámos o reconhecimento total, e meia volta volver a caminho do Douro!

Percorridas as A25 e A24 seguimos para Peso da Régua para a respectiva área de autocaravanas de 4 lugares de lotação. Estava à nossa espera o ultimo lugar, e lá ficamos sem necessidade sequer de usar a electricidade gratuita, pois as lâmpadas de LED já instaladas permitem essa economia. Entretanto, outras 4 autocaravanas ficaram na plataforma seguinte, reservada ao mercado e feira semanal. Total 6 franceses e dois PT.

Com a continuação de um dia deslumbrante de limpidez, percorremos calmamente os cais e embarcadouros de multiplas empresas de navegação fluvial, mas não conseguimos àquelas horas, nenhum passeio de 1 H pelo rio. Também o museu do Douro ja estava fechado desde as 18h, pelo que restou subir no seu elevador ate ao piso ultimo, e daqui passar para as ruelas de lojas semi fechadas. Enternecedoras as velhas drogarias, e os barbeiros de província que resistem às lojas chinas omnipresentes.!

Consultado então, o inseparável guia das tascas, (edição Brisa)  decidimo-nos pelo Cacho de Oiro, e a ele fomos já depois das 20h, para uma frugal dose de cabrito assado no forno para dois, com vinho local rosé, sobremesa e café, tudo por menos de "bintecinco", uma azulinha e outra cinzentinha, de euros. Passeio pedestre de esmoer, e depois leitura de jornais de sábado, na semovente, antes de chegar o Morfeu dos autocaravanistas. Noite serena sem ruídos ou sobressaltos.

Domingo, 10 de AbBril, 2011
Chegou sorrateiro o Domingo, sem pré-anunciar-se de badaladas de sinos, chilreios de pássaros ou latidos de cães. Zero! Aberta a cortina deslumbrante, entrou a vista da encosta sul do Douro pelo habitáculo adentro. Não se via o rio, e por isso a paisagem surreal quase podia ser a da Ilha da Madeira...Mas já os franceses andavam a pé de um lado para o outro, alguns com os seus "chiens" pela trela. Tempo de torradas, e de visionamento da boa captaçao da SIC para os programas dominicais, sem interesse para seniores, e por isso da RTP1, com má sintonia de imagem, restou o som.

Chegou entretanto a hora de volver à estrada. Subimos da Régua quase até Guimarãses, e cruzámos a Vila de S. Salvador de Briteiros, engalanada de roxo, para a procissão da Boa Morte, integrada na quadra da Páscoa, e com os sinos da Igreja a repicar. Rumo depois, subindo mais, à Citânia de Briteiros, de velhas recordações de visita escolar do terceiro ano do Liceu Camões, feita numas férias da Páscoa, e tendo como guia o Prof. Pereira Miguel, há mais de ...52 anos. Claro que está tudo muito melhor, e as pedras britadas do antigo castro pre-romano ganham uma beleza nova. Valeu pois a pena a visita, e o custo dos 3€ de cada bilhete, com direito a um roteiro bastante explicito. A zona moderna do cafe esplanada tem uma vista a não perder.
Mais informações? pois ver aqui: http://www.csarmento.uminho.pt/

E depois? A mão amiga do consultor gastronómico tinha-nos apontado no mapa a Abadia, lá mais para Terras do Bouro. Nome de restaurante, por associação ao templo Mariano e lugar de peregrinção dos mais antigos de Portugal, com impressionante Santuário e Mosteiro para alojamento de peregrinos. Vale apena deambular pela Igreja com o seu olho de esplendor na nave central e pelos pátios abertos. Foi o que fizemos, depois de uma refeição de bacalhau no forno à Abadia, e  de vitela à moda da casa, com verde tinto, da casa. Quantidade e qualidade QB, preço a ultrapassar razante as três rosinhas, porque o serviço lentíssimo desmereceu a espera pela sobremesa. Mas recomenda-se a visita ao complexo monumental do Santuário da Nossa Senhora da Abadia.

E depois? pois foi ir rolando até se atingir o Rio Caldo, Gerês adentro. Paisagens encantadoras de postal ilustrado, ou de fotografias da paleta do Grande Arquitecto do Universo, num dia verdadeiramente do Criador. Algumas voltas pelas margens das barragens, mas nada de desvios para o Convento de São Bento das Porta Aberta, nem para a pousada do mesmo nome. Simplesmente, os olhos vaguearam por aqueles lados ao sabor do rodado dos pneus da semovente, até que subindo mais, pelo Cabril, optámos por visitar a barragem do Venda Nova e do Alto Rabagão, com percurso parcial da sua estrada cimeira, e depois, retrocedendo, circular ao longo da margem norte da albufeira. Longo passeio entre campos floridos de urze e tojo, roxos e amarelos,  com fundo de pastos verdes e de lençol de agua azul, de reflexão do céu sem nuvens. Repousante antídoto anti crise urbana!

A partir daqui começamos a seguir a agulha da bússola, orientados para sul. Em estradas quase desertas e pelas cumeadas, o destino foi Ribeira de Pena (um município que em tempos era emblemático para o PPM), que deixámos  ao largo, e sempre para baixo, seguimos até à A7 para um percurso minimalista que nos deixasse na saída para Mondim de Basto.

Motivo? pois, -porque era uma forma de nos aproximarmos de Amarante, onde 2F à tarde esperava uma reunião porffissional, -porque coincidia a data no encontro Internacionald e Mondim com a inauguração de mais uma estação de serviço para autocaravanas (da Euro-relais) e assim, podia-se honrar o convite da entusiástica autocaravanista Isaura Cunha e seu marido António, que bem divulgaram a sua iniciativa pela nuvem da internet, incluido no espaço facebook.

Chegamos portanto, ao cair da tarde descendo com a semovente para o local pela entrada mais ampla do recinto reservado ao encontro, e já fora do centro urbano...mas fomos imeditamente detectados pela organização, e o Boaventura veio ao nosso encontro para as boas vindas e enquadrar o estacionamento. Eramos a 228º autocaravana a registar-se, como confirmámos depois, na recepção com o Boaventura, a Isaura, O Ricardo, o Lucas da Silva e outros amigos, verdadeiros companheiros autocaravanistas, num ambiente festivo de arraial popular, num acamapamento autorizado e patrocinado pema CM,  e com um banca dos Bombeiros locais, de comes e bebes, para recolha meritoria de fundos para a causa do combate aos incêndios, e outras actividades humanitárias.

Parecia uma super Nauticampo! Muitas autocaravanas em exposição, de todos os variados modelos, muitos visitantes, muitos estrangeiros, especialmente franceses e espanhois, muitos equipamentos de cada um, a suscitar a atenção aqui e acolá, e trocas de impressões sobre televisões, parabólicas, paineis solares, reforços de suspensões, dicas sobre frigorificos, itinerarios, destinos de férias... como numa autentica feira/forum presencial, e ao ar livre. Tudo em ordem, tudo no respeito de regras de convivio social responsável. Nota elevada, diria o Prof. Marcelo, se chamado a classificar este meeting autocaravanista.

O jantar foi a solo, de She and Me no acolhedor ambiente  dos 7 Condes. Fica no interior do casco histório, sobranceiro ao terreiro do mercado e da feiras onde decorria o Encontro autocaravanista. Ambiente de paredes de pedra de granito, balcão de entrada amplo, cozinha impecável, com forno a lenha, mesas de tamanho agradável, serviço impecável, a preço para seniores que partilharam uma dose de naco ou posta maronense, muito gostosa, razoável, e que pouco excedeu duas rosinhas.

O dia desta jornada acabou depois, com mais algum passeio, mais uns dedos de conversa, mais umas leituras de imprensa na autocaravana, e umas visões de uma televisão instável.


Segunda-feira, 12 de Abril, 2011
Despertares a meio da noite, encalorados, apesar de janelas entreabertas, e com a dificuldade em readormercer, foi altura de nos levantarmos e voltar a mais umas leituras na mesa, e ainda mais umas conversatas sobre o dia seguinte, e depois desta pausa no silêncio da noite, o sono porfundo decorreu, até que pouco antes das 8h fomos interrompidos por uma conspiraçao tripartida ruidosa, de uma frente de  oposição aos sonolentos, de grande eficácia: Foi o estrépito de um galo persitente, um conjunto de ladrar e latidos de uma cãozoada infrene, em batalhas caninas, e ainda uns operários de construção civil e seus artefactos de sons industrais, na labuta de erigir mais um prédio nas cercanias do local. De facto, era o início de uma semana de trabalho.

Portanto, nada de cama, saltar com ânimo para fora da dita, arranjos adequados à hora, pequeno almoço, e depois do lixo no lixo, pés ao caminho para uma ronda completa ao centro de Mondim, incluindo o parque verde e toda a zona histórica, sem falhar o posto de turismo, que merece também referência abonatória: Excelente documentação magnifico atendimento para que todas as perguntas tivessem resposta. Foi aqui que decidimos ir visitar o Ermelo e as cascatas das Fisgas do Ermelo, antes de chegar a Amarante, atravesando extensas rotas da montanha da area protegida da Serra do Alvão.

Passámos ainda pelo pequeno mercado local, para comprar bolbos de flores a 1/2 preço das terras do sul, e feitas as despedidas. aos que não tinham partido para outros deveres ou passeios, fomo-nos à semovente e aprumámos mapas e GPS para a Serra do Alvão. Estradas de montanha que para as Fisgas eram estreiats e de vertigem, mas sem transito, sem probelma para ir até ao topo ver as cascaatas daquele nome. No Ermelo, que sobrepuja a estrada nacional, subimos de AC pela rua estreita entre casas de pedra, baixas e com telhados de xisto, e no regresso, que remédio houve senão recuar para o cruzamento com quem subia.

Paisagens soberbas mas agrestes,  a natureza pujante e explosiva de cores roxas e amarelas com o verdes de mato e das copas de arvores, matizados pelo castanho escuro das rochas brutas. Vale a pena o passeio, com tempo.

No final rumo a Amarante. Directos ao planalto junto ao rio onde fica o mercado, e a semovente lá ficou ao lado de uma prima alemã. Segue-se o almoço funcional no Estoril, antes de se chegar ao famoso Zé da Calçada, por sobre o rio Tâmega, e na sua margem esquerda. O luxo esteve na mesa de canto, na esplanda junto a janela aberta, com vistas cruzadas, uma sobre a ponte e Igreja de São Gonçalo, a outra sobre o rio a montante, e as suas ilhas e areais.

O almoço foi normal, uma dourada para "She" e vitela para "Me", pratos do dia, conta do dia também com vinho, pão e sobremesa por "bintium". O acto economico a  seguir, foi comprar pão e um gonçalinho para recordação de pessoa amiga a quem estava prometido este regional e falico bolo tipo cavaca. Estava encerrada a viagem de lazer, com proveito e satisfação.

O resto não conta para este relato: troca de roupa pela camisa, casaco e gravata de sr. doutor, e reunião aprazada e agendada para "Me", enquanto "She"  ficou entregue ao recato dos seus pensamentos e devoções. A reunião acabou quando tinha de acabar,  e chegado à semovente foi o streap tease inverso, deslargar a gravata, arrumar o casaco desapertar a camisa, e ala, para o regresso directo a Alenquer. Sempre por auto-estrada, fez-se o caminho sem incidentes, e ja pela CREP (a irmã gémea da CREL dos mouros que somos). Ou seja, não entramos no Porto, e apanhamos esta nova auto-estrada direcção a sul, Gondomar e A 41, ja passando pela nova ponte sobre o Douro, e saindo em Espinho!

Em velocidade de cruzeiro chegou-se a Alenquer, trocou-se de viatura, e o jantar frugal e simples foi já em penates. Um dia destes voltamos à estrada e aos registos, para publicar os relatos e as fotos que as rememorizam, em partilha com quem nos lê.

Entretanto, votos de boas voltas e reviravoltas!


domingo, janeiro 02, 2011

Utimas voltas e reviravoltas do ano 2010, e Fim do Ano entre Amigos Autocaravanistas em Alenquer


Dezembro, local, data/hora: Alenquer, 16h de dia 27, 3F.

I etapa, 1ª noite.

Partida de Alenquer com a autocaravana Semovente. Destino, levar prendas de Natal a um sobrinho e sobrinha neta em Cabeço das mós (Abrantes) depois jantar com uma filha em Coimbra, e pernoutar na Área de Autocaravanas do Parque Verde.

II etapa, 2ª noite.

Saída de Coimbra para Viseu, depois almoço em São Pedro do Sul, rumo a Pardilhó, e de seguida Porto, e Matosinhos até Angeiras com pernoita e jantar em Matosinhos.

III etapa, 3ª noite.

Partida de Matosinhos para Amarante pela estrada nacional velha, café na Pousada do Marão e almoço em Gondar e depois pelo IP IV a Amarante para uma reunião de trabalho aprazada. De seguida, rumo a Sangalhos e chegada a Coimbra para jantar e pernoita.

IV etapa, 4ª noite.

Saída de Coimbra pela nacional até Leiria pelas nacionais, passagem e almoço em Caldas. Depois rumo ao Alenquer Camping para fim de ano no Bar do Além com grupo de amigos autocaravanistas, incluindo jantar, ceia e pernoita.



I Etapa.


Sem história. A 23 Até Abrantes…depois dirigidos pelo GPS a Cabeço de Mós para cumprimento de deveres de Natal familiares, e logo depois regresso pela mesma via a A1 e directos a Coimbra para estacionamento no Parque Verde, Rumo pedestre pela ponte pedonal ao centro a rua das Azeiteiras para jantar calmo na Cozinha. Três notas rosinhas para três pessoas, (salada e camarão, tamboril grelhado e chanfana) e depois de regresso inverso, o sono justo de recompensa pelas obrigações cumpridas. De notar o furgão com a inscrição em espanhol: “ o essencial é invisível aos olhos”. Fica a foto.

II Etapa.

Acordar durante a noite com chuva, e ao amanhecer também. Só pelas 8.30 de fez a formatura para pequeno-almoço, de olho no alerta amarelo televisionado. Poucas chances de passeio. Todo o País, excepto a zona centro estava afectado. Mapas desdobrados ditam o itinerário Viseu, S. Pedro do Sul, Aveiro e depois se veria. Viu-se depois, de facto que se poderia ir até ao Porto.

Seguiu-se pois pela IP III para Viseu. Estacionamento por detrás do Mercado e do gigantesco edifício da Segurança Social. Não no parque pois as cancelas de entrada estreitas, não permitiam arriscar. Ficou de fora em parquímetro mas a ocupar dois lugares traçados no solo, pois os 7,14 de comprido da semovente são mais CM do que um ligeiro que não seja veiculo M1 da EU. Fica a dúvida que leitores atentos irão ajudar a responder:

- Neste casos que fazer?

1) Não estacionar

2) Estacionar e tirar dois tickets, cada um por cada lugar ocupado.

3) Tirar um só ticket e estacionar durante metade do tempo (ou pagar o dobro do tempo)

4) Tirar um só ticket e esperar pelas consequências?

A volta a pé por Viseu foi curta e apenas para rememorar alguns ícones: a CM e o seu mercado de Natal de quiosques diversos, a Igreja de Terceiros com o seu presépio interior, os azulejos, o Mercado coberto e a meia encosta, e o posto de turismo onde surpreendentemente fomos atendidos por uma rapariga espanhola, que obviamente à pergunta sobre as feiras da região, teve de pedir o socorro da chefia. Tudo incluindo um café e a compra do Expresso que saiu nessa 6F em cerca de uma hora (tempo do ticket).

Rumo seguinte para São Pedro do Sul, à busca de vistas e de restaurante mas debaixo de chuva. Falhou a sugestão que nos deram de uma tal Adega da Tia Fernanda, e assim, mesmo antes das Termas um transeunte, apesar da chuva lá nos explicou onde ficava o São José, sempre a subir, por cima das escolas secundárias. Mas valeu a pena. Menu de qualidade e completo…entradas com pão broa, azeitonas e requeijão da Serra da Estrela, sopa, prato, (pescada cozida e vitela de Lafões) sobremesa, café, vinho (da Adega Cooperativa de Tazém), cada 8,50€, ou seja dois por menos de uma azulinha.



Nem parámos com a chuva nas Termas vistas de longe. Seguimos logo para Pardilhó à descoberta da área de serviço recentemente inaugurada e sem vivalma. De positivo a sua existência em si mesmo, o estar perto da ria e ter um café de apoio. De negativo, o não estar sinalizada e ser de difícil localização, o da entrada ser feita em ângulo recto, o da estação de serviço estar enjaulada e com cadeado. Talvez no verão estes inconvenientes se atenuem…


No café pediram-se informações para passeio na ria e salinas com um pescador de moliceiro, ou marnoto se preferirem. Aqui fica a informação: é ligar para o 938977399, partidas segundo as marés… e para duas pessoas são 50€ indo o passeio até São Jacinto. Não era opção porém quer pela chuva, quer pela maré adversa. Seguimos pois caminho até a paria da Torreira onde estavam dois autocaravanistas espanhóis rente ao mar bravio e sob chuva intermitente.

Seguimos pois para o Porto para fazer todo o passeio fluvial e marítimo, devagar devagarinho, depois da Sé Catedral, quase desde os restaurantes da Ribeira até ao Castelo do Queijo, e depois seguimos ainda até a nova frente marítima de Leixões até Angeiras, ampla, moderna apesar da vizinhança das refinarias que de noite e iluminadas até passam por uma nova Iorque obscura. No verão o estacionamento gigantesco dará para muitas Autocaravanas, e melhor ficarão se entretanto autarcas diligentes definirem parques só para autocaravanas e com estação de serviço. Há espaço de sobra e junto ao maré percurso pedestres bem delineados.

O longo dia de passeio terminou estacionado e para pernoita junto ao mini edifício do Centro de Interpretação Ambiental, a lembrar a da Casa da Musica frente a praia de Matosinhos e ao lado do monumento escultórico de homenagem aos pescadores mortos na faina do mar. Aqui dormimos serenos e sem grande barulho de trânsito.

O jantar foi numa proposta do Guia das Tascas, que entre os vários restaurantes da R. Dos Heróis de França, onde se multiplica a oferta com assadores e fogões a carvão em plena rua e passeio (decerto que autorizados pela ASAE) um há que não tem essa particularidade. Mas que vale a pena e por isso se recomenda sem favor “Salta O Muro”, que justifica a vista gourmet. Pois fica na dita rua no nº 386, pertence ao Sr. Antonio Moreira e a cozinheira e mulher, amabilíssima e competente é a Dona Palmira. Telefone 229380870. Sugere-se que se for ao jantar se chegue antes das 20h, ou então é a longa espera por uma vaga nos bancos e mesas corridas, ao balcão a copos de vinho e lascas de presunto. Vale a pena, e pode-se ficar pela azulinha com mais uma cinzentíssima incluindo sobremesa. No nosso caso foi uma raia frita com batata a murro e molho de coentrada e uma dourada grelhada do mar. Quem gostar de filetes de polvo, só à 6F.

A Etapa acabou a ver televisão, basicamente para actualizar informação sobre os debates das presidenciais e letras gordas dos jornais.




III Etapa.


Chuva presente ao acordar, e pelas 8h o ritual matinal. Mais ninguém estava a essa hora no estacionamento da pernoita. Saímos pela avenida da Boavista em direcção a Vila Real, pela N15, e sempre que possível pelos troços da estrada velha…Gandra, Felgueiras, Margaride etc, até Amarante e daqui já pela IP IV ate a Pousada do Marão (ex de Portugal, ex Enatur, ex Pestana e agora do Eng. Antonio Pereira, o mesmo empresário das Aguas do Marão, e vinho diverso. Viagem demorada, sem grande chuva e por paisagens muito industrializadas. O Café (2.,50€ cada) na Pousada serviu de pausa antes de enveredarmos depois pela velha estrada das voltinhas do Marão.

Chegámos pelas 12.30h ao destino de almoço! O Alcino ou a casa Silva, ou o Cabrito Assado, ali mesmo na bifurcação da estrada velha entre Amarante e Vila Real com o desvio para Peso da Régua, depois de obras de arte impressionantes do prolongamento da IP IV. Fica em Gondar estrada de Larim, e vem no Guia das Tascas, pois claro!

Não desmerece das referências: Grelos amargosos mas excelentes cabrito tão bom que sabe a pouco, e vinho verde que canta no copo. Pão dito de quatro cantos, caseiro quanto baste, e saboroso. Tabela deste up grading gustativo, azulinha e cinzentíssima par dois fora da carteira! Tudo rápido (prato do dia, tal como o incaracterístico bacalhau a Brás que não nos tentou).

Passo seguinte, reunião de trabalho, já em Amarante conforme agendado. Sem história que caiba neste relato. Neste intervalo a co-piloto ainda foi a procura dos bolos fálicos dos gonçalinhos para levar de recordação para o jantar, mas S. Gonçalo cede (politicamente correcto) perante o Menino Jesus e as pastelarias não os fabricam nesta quadra!

Depois, já entardecia de escuro rumo pela IP IV no sentido Porto, Ponte do Freixo e depois para Sangalhos, com chuva e pelas vias de Auto-estrada ou das Scuts pagas electronicamente. Quanto custou? Nem eu sei pois a via verde remete para mais tarde a factura. A ver vamos. A ideai de passar por Sangalhos era de ver in locu a nova área de AC inaugurada na assembleia do CPA. Pois já estava noite fechada quando lá arribamos…

De positivo a existência da área, o espaço destinado, e ate a estação de serviço. Mas não estava lá ninguém…. E quando é assim a co-piloto só em condições excepcionais, dá luz verde o que não foi o caso…porque os aspectos negativos também existem: fica isolada e longe da povoação, e numa noite invernosa o percurso até é lúgubre. Será decerto mais convidativo no luar de Agosto.

Seguimos pois viagem para Coimbra e mais uma vez para o Parque Verde, mas chovia e então a escolha do restaurante era uma decisão estratégica para evitar molhas desnecessárias e agravamentos de constipações. Ou seja, jantar antes de estacionar e não o inverso o que desde logo comprometeu a busca do Jose dos Ossos por detrás do Hotel Astória como explica o Guia das Tascas. A escolha acertada recaiu na travessa ao lado do Portugal dos Pequenitos num local antigo e de eleição estudantil: o Casino da Urca.

Fomos os únicos a jantar aquela hora cedo, das 20h. Refeição decente e apurada, para mim foi polvo grelhado de bom recorte se sabor. Tudo OK. E com os laterais habituais de broa, pão, manteiga, azeitonas, vinho e água, café. Lá se ficou tudo pela habitualmente frequente e tabelada nota azulinha.

A noite foi outra vez sossegada e recenseamos apenas cinco autocaravanas, todas nacionais, uma delas de um recém iniciado na itinerância semovente rodoviária, que ao passear canito, ainda se abeirou de mim e me perguntou se seria seguro dormir no local? Claro que o sono foi justo e perfeito, se é que me entendem!




IV Etapa.


Ultimo dia do ano de ameaças, ou seja 2010. Saída de Coimbra sem detença para Leiria, sempre pelas nacionais e entrada na cidade do Lis como a vontade da mira do estacionamento amplo do elefante brando do Estádio do 2004, que pertence à mesma manada do de Aveiro e de Faro/Olhão. Pois era dia de feira…( a de sábado por dia seguinte ser feriado foi antecipada para 6F) mas mesmo assim mais do que espaço livre não faltava, e lá ficámos à vontade e gratuitamente, junto a uma Autocaravana francesa e a outra portuguesa, e fomos às mercas que faltavam para a noite do fim do ano.

Da parte da feira de levante nada levamos…pois eram só roupas, artefactos de viagem de cozinha e plantas seja árvores de fruto seja de horta. Seguimos pois ao Mercado coberto e aí sim… lá se encontraram as castanhas gradas, as filhós, e o pão da Benedita. Mais umas voltas para um café, e retomada a estrada para as Caldas.

Nas Caldas não é fácil estacionar, mas para quem se dispõe a ser pedestre também, não há problema, ficamos numa rua pacata frente a uma escola e por cima do novo edifício do Centro Cultural. Sem problema. Depois foi descer até a chamada rua das montras para encontrar a Travessa da Cova da Onça, e aqui chegar ao destino recomendado por mão amiga: o Restaurante do Zé do Barrete. Não é uma tasca, nem é uma catedral gastronómica. Mas é limpo, moderno, e eficiente e onde uma dose é generosa a ponto de chegar para dois, e por isso mesmo na ementa constam as meias doses também. A escolha avisada foi para os medalhões, de vitela com arroz e batata frita, o que mais o vinho, a agua, o pão e azeitonas, a manteiga, a pasta de peixe tudo na tabela da nota azulinha de euros. Q.B.

Na volta da compra das cavacas pequenas (beijinhos das Caldas) atravessamos o mercado tradicional ao ar livre da Praça Bordalo Pinheiro e lá vimos das montras, a cerâmica tradicional marota de inspiração do Ze Povinho.




Rumo então para o destino final por Gaeiras e Cercal até Cheganças e Alenquer. Directos ao Alenquer Camping onde na plataforma das autocaravanas, já estava o João e a Augusta chegando o Filipe e a São pouco depois, e muito a tempo de se preparar o banquete de jantar de fim do ano, que veio a subsistir até a ceia, e mesmo sobrante para o pequeno-almoço e para o almoço do dia seguinte já 1º de Janeiro de 2011.


E que banquete que as senhoras co-piloto prepararam… camarão cozido de Moçambique, Moamba de galinha do Campo com Chabéu (óleo de palma da Guiné), carne de lombo de porco assada, Empada Real com galinha, azeitonas e o mais que os reis gostam, filhós, castanhas assadas na Lareira do Bar do Além reservado para o efeito…e claro vinho tinto da Quinta de São Cristóvão (doc. Alenquer) Champanhe nacional de estalo, bolo-rei, pasteis de carne e massa tenra…e queijos variados!

Foi um festim de amigos autocaravanistas e de longas conversas sobre tudo e mais alguma coisa…. Que se prolongou sem esforço e naturalmente a volta das labaredas da lareira, e que teve ainda o momento alto do jogo de mesa de bowling para testar a destreza apesar dos álcoois que acompanharam os cafés ou chás.

Ainda antes da meia-noite houve demonstração de runas por Helena Reynaud (a responsável pelo Bar (tel 934289375) com o lançamentos as pedras de tradição celta para adivinhações ad hoc que até surpreenderam pela sua justeza, de imediato confirmada…

Entretanto a televisão ligada permitia acompanhar a contagem decrescente do ano 2010 e a crescente do ano 2011, com os rituais diferentes que cada um adopta nestas ocasiões mas que não dispensam as doze passas, e as taças de champanhe e os brindes, mais os telefonemas e sms de retribuição dos melhores votos aos fisicamente invisíveis e ausentes!

Quando o João Pestana começou a dar de si… foi tempo de espontaneamente cada um regressar a sua autocaravana… para só regressar ao encontro de um pequeno-almoço aprazado pelas 10h que devidas às sobras do jantar e da ceia, constituíram um autêntico “brunch”… mas mesmo assim as vitualhas resistiram e a batalha de garfo e faca continuou horas mais tarde com o almoço em que ainda aparecerem mais umas favas de entrecosto.

Os demais clientes do Camping faziam também as suas festas quer nos Bungalows, quer nas caravanas alugadas, mas o Bar do Além continuou reservado aos membros do MIDAP, do CAB e do TCA que quiseram aceitar o convite para um fim de ano e de saudação do novo ano, que se repetirá com gente saudavelmente amiga e autocaravanista, talvez em Dezembro de 2011!