sábado, março 31, 2012

Mais um documento para a triste historia do autocaravanismo em Portugal, sem comentários



Fonte: CPA- Clube Portugês de Autocaravanas


Assembleia Geral da

FEDERAÇÃO DE CAMPISMO E MONTANHISMO DE PORTUGAL

Exmo. Senhor

Presidente da Mesa da Assembleia Geral da

Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal

Companheiro,

Em nosso poder as Convocatórias para a Assembleia Geral extraordinária e ordinária da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, datadas de 6 de Março de 2011.

Como não ignora consta de Regulamentação (que não dos Estatutos) que a representação das filiadas nas Assembleias Gerais obriga a que os Delegados tenham Licença Desportiva passada pela associada respetiva.

Esta questão mereceu forte contestação por parte do Delegado do Clube Português de Autocaravanas na Assembleia Geral de 18 de Dezembro de 2010 e foi, posteriormente, objeto de um protesto formal da Direção do CPA.

Porque a memória dos homens é curta e pode não constar da ata da referida Assembleia Geral passamos a informar o que ocorreu:

“A Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) convocou para o dia dezoito de Dezembro de dois mil e dez duas Assembleias Gerais. ---------------------------------------------------------

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O Clube Português de Autocaravanas esteve presente em ambas as Assembleias representado pelo Presidente da Direcção. --------------------------------------------------------------------------------------------

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Na primeira Assembleia Geral o Presidente da Direcção do CPA entregou na Mesa da Assembleia a respectiva credencial (que foi aceite) e assinou o livro de presenças. -------------------------------------

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Os quatro Pontos da Ordem de Trabalhos desta Assembleia Geral (Renúncia do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, ratificação da Vice-Presidência, Deliberação sobre o coeficiente de razoabilidade previsto na formula de calculo na quota de filiação a que se reporta o n.º quatro do artigo vigésimo quarto do Estatuto, Comissão de revisão do Estatuto e Regulamento eleitoral e Ratificação de nomeações em substituição) foram aprovados e mereceram o voto favorável do representante do CPA. ----------------------------------------------------------------------------------------------------

 
Após um breve intervalo deu-se inicio à segunda Assembleia Geral, tendo o representante do CPA sido dispensado de apresentar nova credencial e assinado o livro de presenças. ----------------

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Os dois pontos da Ordem de Trabalhos referiam-se a (um) Análise, discussão e votação do Plano de Actividade e Orçamento para dois mil e onze e (dois) Trinta minutos para tratar de assuntos com interesse para a vida associativa. -------------------------------------------------------------------------------

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Relativamente ao ponto um da Ordem de Trabalhos e após a intervenção do Presidente e do Tesoureiro da Federação, o Presidente do CPA solicitou a palavra que lhe foi concedida. ------------

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No uso da palavra o representante do CPA expos as questões que preocupavam os autocaravanistas e alertou para a necessidade de, na Proposta do Plano de Actividades para dois mil e onze, ser feito um aditamento a inserir entre os dois parágrafos em que se abordava o tema autocaravanismo. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------

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Na proposta do Plano de Actividades os dois parágrafos referentes ao Autocaravanismo eram os seguintes: ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

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“Hoje é tão profunda a alteração do conceito de “Camping” que, nos acampamentos desportivos, o material mais utilizado é a autocaravana. ----------------------------------------------------------------------------

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O autocaravanismo, modalidade afim do campismo, que se encontra em exponencial desenvolvimento, impõe por parte da Federação uma especial atenção. Daí que se vá concretizar no decurso da “Nauticampo” o dia do autocaravanista, evento que se espera vir a ter uma ampla e consensual participação do Movimento.” ----------------------------------------------------------------------------

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A proposta de aditamento, apresentada pelo Presidente da Direcção do CPA, a inserir entre estes dois, atrás citados parágrafos, foi a seguinte: ----------------------------------------------------------------------

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“É, no prosseguimento de especial atenção da Federação, que se torna indispensável continuar a desenvolver acções que levem ao enraizamento da definição do que é estacionar e do que é acampar em autocaravana, para impedir a discriminação e defender os sócios das nossas associadas.” -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ainda o representante do CPA não tinha terminado a intervenção quando foi interrompido pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral que o informou ter chegado ao conhecimento da Mesa da Assembleia que o Companheiro Rui Narciso não podia continuar no uso da palavra, nem ser o representante do CPA naquela Assembleia, porquanto não tinha Carta Desportiva (vulgo Carta Campista) passada pela associada que ali representava, ou seja, passada pelo CPA. Mais concretamente: mesmo que o Companheiro Rui Narciso tivesse Carta Desportiva a mesma tinha que ser passada por intermédio do CPA. ----------------------------------------------------------------------------

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O Presidente da Direcção do CPA contestou de imediato estas regras afirmando que competia exclusivamente ao CPA delegar no cidadão que entendesse que melhor defenderia os interesses do Clube, podendo, inclusive, fazê-lo em quem nem sequer fosse sócio do CPA. Por outro lado, continuou a afirmar o representante do CPA, ao aceitarem a credencial e a assinatura no livro de presenças, tinham legitimado a presença do representante do CPA. Terminou, afirmando que este tipo de regras não fazia sentido e tinham que ser alteradas. ---------------------------------------------------

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Seguiram-se algumas intervenções por parte de alguns dos presentes sobre o assunto e ao representante do CPA foi retirada a palavra e impedido de apresentar a Proposta de Aditamento que acima está transcrita. ------------------------------------------------------------------------------------------------

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No imediato, o Presidente da Federação, numa atitude de realçar, subscreveu a Proposta de Aditamento apresentada pelo Presidente da Direcção do CPA e remeteu-a para Mesa da Assembleia Geral. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------

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Na continuação da discussão deste ponto da Ordem de Trabalhos quase todos os presentes que intervieram, se não todos, referiram a questão que tinha suscitado que o representante de uma associada fosse impedido de intervir devido a uma regra que não consta dos Estatutos ainda em vigor. Duas dessas intervenções foram ao extremo de afirmarem que o Companheiro Rui Narciso ao invés de pedir desculpas, inclusive por ter afrontado a Assembleia, exigiu que as regras fossem alteradas. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

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Na chamada “defesa da honra” o representante do CPA exigiu que lhe dessem a palavra, o que foi feito, e informou a Assembleia Geral que, nem ele pessoalmente, nem o CPA, pediriam desculpa por usarem da liberdade de emitirem uma opinião e porque nunca houve a intenção de afrontar a Assembleia. ----------------------------------------------------------------------------------------------------


Seguiram-se outras intervenções em que o CPA e a sua política autocaravanista continuaram a ser o principal tema das intervenções. E as intervenções foram de tal intensidade que o Presidente da Direcção do CPA sentiu-se na necessidade de dar algumas explicações para o que pediu ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral que o deixasse prestar os esclarecimentos que se justificavam. O Presidente anuiu e alguns minutos após o representante do CPA ter iniciado os esclarecimentos foi (pasme-se!!!) interrompido pelo Presidente da Mesa que lhe retirou a palavra alegando que o orador não podia intervir. ---------------------------------------------------------------------------


E foi, então, que o Presidente da Direcção do CPA invectivou a Mesa da Assembleia Geral bradando, indignado, contra a forma pouco séria como o estavam a tratar um representante do CPA. Tendo-lhe sido concedida novamente a palavra era-lhe, quase de seguida, retirada evocando, de novo, os mesmos motivos. Nesse caso, logicamente, não lhe deveriam ter autorizado intervir. Atreveu-se, ainda, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, de forma paternal, a informar que estava a ser condescendente. Perante esta caricata situação o Presidente do CPA regressou ao seu lugar retorquindo que nem ele, nem o CPA precisavam ou queriam condescendência e manifestando o seu descontentamento ao proferir em alto e bom som que não era sério o que ali se estava a verificar. ------------------------------------------------------------------


Após mais algumas intervenções e quando o Presidente da Mesa da Assembleia Geral se preparava para por o Plano de Actividades e Orçamento para dois mil e onze à votação, o representante do CPA alertou para a necessidade de o Presidente da Mesa da Assembleia Geral confirmar se todos os presentes se encontravam em condições de poder votar. De novo a Assembleia entrou em efervescência, com alguns dos presentes a tirarem das carteiras e exibirem as respectivas Cartas Desportivas e o Presidente da Mesa a não dar uma resposta cabal ao pedido. Por fim, um dos presentes levantou-se, dirigiu-se à Mesa da Assembleia e, sem uma única palavra audível pela assistência, devolveu o cartão de voto, num sinal inequívoco de que também não tinha sido controlada a respectiva acreditação pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------


Feita a votação (em que não participou, obviamente, o representante do CPA) o Plano de Actividades e o Orçamento, incluindo a Proposta de Aditamento, foram aprovados, salvo erro por maioria, com quatro abstenções. ---------------------------------------------------------------------------------------


Seguiu-se o Ponto dois da Ordem de Trabalhos (Trinta minutos para tratar de assuntos com interesse para a vida associativa) em que, de novo, quase todos os intervenientes continuaram a abordar as questões do autocaravanismo e do CPA como se não houvesse nada mais importante.

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Um dos intervenientes foi mesmo ao ponto de se dirigir directamente ao Presidente da Direcção do CPA solicitando, para poder continuar a sua exposição, que respondesse a duas ou três questões. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

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Verificou-se, então, um silêncio estranho em que as atenções ficaram viradas para o representante do CPA. Passado algum tempo o representante do CPA informou que não podia responder porque estava impedido pelo Presidente da Mesa da Assembleia de o fazer, mas que se o Presidente da Mesa o autorizasse e se comprometesse a lhe não retirar posteriormente a palavra que responderia a todas as questões. ---------------------------------------------------------------------

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O Presidente da Mesa da Assembleia não autorizou e as perguntas ficaram sem resposta, tendo, no entanto, o representante do CPA disponibilizado para esclarecer todas as dúvidas após o encerramento da Assembleia. ------------------------------------------------------------------------------------------

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4

A forma pouco correcta como a Assembleia decorreu e que nem sequer a existência de regras obsoletas justifica, não abona a favor de um órgão em que apenas estavam presentes dezassete associadas das cerca de quinhentas e cinquenta que estão federadas, justificando-se uma tomada de posição não só da Direcção do CPA como da Assembleia Geral do Clube. ---------------------------

Após estes tristes acontecimentos tem a Direção do CPA vindo a protestar contra a existência de uma regulamentação que coarta o direito de as associadas se fazerem representar nas reuniões da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal por quem, no entender de cada uma das associadas, melhor o possa fazer consoante o tema de cada uma das reuniões.

Não ignoramos que os Regulamentos são aprovados nos órgãos próprios da Federação e que os membros desses órgãos tem a obrigação de os cumprir e fazer cumprir, mas, também não se pode ignorar que os regulamentos se tornam obsoletos (e não só) e que compete, também e sobretudo, aos membros dos órgãos da Federação a análise das questões e colocarem as mesmas à consideração de quem tem poder para as alterar.

Companheiro,

Uma vez mais, subordinado a uma regulamentação que não serve os interesses das filiadas e que, no nosso entender, é corporativa, pode o CPA ser impedido de se fazer representar através de pessoa que poderia melhor servir as posições da associação e dos respetivos associados e, consequentemente, também da Federação e do Movimento Campista e Autocaravanista de Portugal.

Contudo, uma eventual presença do CPA na Assembleia Geral não consubstancia uma concordância com regulamentação corporativa em vigor, mas antes uma postura participativa e critica, designadamente através da constatação da necessidade de uma alteração política de fundo da Federação que valorize essencialmente o turismo.

Permita-nos, ainda, que clarifiquemos a nossa posição ao afirmarmos que se estivermos presentes na Assembleia Geral votaremos contra o Relatório, não pelo que consta do mesmo, mas, pelo que não consta.

Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral,

Vamos dar conhecimento desta carta aos membros da Direção e às associadas da NOSSA Federação e, obviamente, aos nossos sócios, pelo que, na prática, embora não seja esse o nosso objetivo, esta carta será pública.

Com os nossos melhores cumprimentos, aceite

Saudações Autocaravanistas

CPA, 28 de Março de 2012

Pel’ A Direção

Presidente

rui.narciso@cpa-autocaravanas.com

sábado, março 24, 2012

Saida com a neta Inês (Inesita and Me) ao Alambre e a Pedrógão do Alentejo

Mesa de pic-nic dos autocaravanistas do Alenquer Camping


Primeira saída de autocaravana com a Inês Neta…Inesita and Me…
9-11 de Março 2012.

Em rigor não foi a primeira viagem de semovente com a Inesita. A anterior tinha sido também com o meu filho João e com a She and Me a Aljubarrota, para uma reunião do CAB- Círculo de Autocaravanistas da Blogo esfera que se mantém activo como se poderá confirmar em http://www.cab-circulo.blogspot.com/  


Mas esta saída a 9 de Março de 2012, 6F teve o maior relevo, pois foi a primeira após o espirito de She nos ter deixado no dia 1 de Março, vencido corpo por um maligno cancro, que a todos nos derrotou também. Em conselho de família ponderou-se que importava tentar facilitar a integração daneta amis nova, Inesita (5 anos) na nova situação, evitando um fim-de-semana em que a casa de família estava desoladoramente vazia da presença da sua avó Vera.


(Parque do Alambre)


Assim foi então acordado: sairmos 4…Avô ao volante, Inês neta na cadeira própria e alem do pai da miúda a irmã deste a Tia Joana da Inesita. Sexta- feira partimos da AC do Estoril, ao fim de tarde, já depois das 18h, que entretanto foi levantada do Alenquer Camping, e partimos rumo ao Sul.

Quem viaja com crianças tem quase sempre a preocupação de não fazer etapas muito longas nem demasiado tempo depois de anoitecer. Assim, foi logo acordado não ultrapassar em muito o por do sol o que significou optar pelo Parque do Alambre, explorado pela YMCA/ACM, quer para jantar, quer para pernoita, em pleno Parque Natural da Arrábida.
(Tia Joana na cama da mesa, e Inesita na cama dos bancos da frente)




A rota nada teve de especial…A5, ponte sobre o Tejo, AE e depois saída em Setúbal. Chegados ao local (já referenciado em outras crónicas este blogue), foi escolher livremente pois éramos a única AC, um posicionamento frontal aos sanitários do parque e caminhar para o restaurante.

Mais duas mesas estavam ocupadas e sem ter de esperar fomos aos que interessava…bitoque com ovo estrelado, arroz e batata frita que a Inesita devorou, um pica-pau de molho a pedir pão, bem condimentado e abundante para o João e para o autor destas linhas, enquanto a Joana atacou as amêijoas com proveito, e um jarrinho de branco. A rematar, o descafeinado, a mousse da jovem companhia… tudo por junto, cerca d e 17,50€

Noite estrelada com céu limpo, abluções nocturnas nos sanitários e dormida de seguida com cobertores suficientes a prever noite fresca. Cmas feitas sobre a mesa rebatida, e tudo em paz e tranquilidade como se desejara.
(Portinho da Arrábida)


A noite decorreu sem história, e sábado de manhã, o sol irrompeu luminoso para um despertar simpático e energético, à mesa recuperada da versão de cama nocturna…Fomo-nos ao trivial, mas a miúda ao iogurte com morangos, mais pão, mais queijo, mais leite achocolatado… para depois espairecer pelo bosque contíguo aos bungalows do parque do Alambre apanhar pinhas…

Palas 9 e pouco despedimo-nos do guarda (Sr. Albino) e lá seguimos pelo caminho da Serra e do convento por cima do Portinho da Arrábida, fabrica de cimento, vistas de Tróia, ate Setúbal, com a criança interessada pela novidade das paisagens e das vistas diversificadas. Apanhámos parte da AE, mas com saída para a nacional em Venda Nova, para seguidamente atravessar Montemor-o-Novo, devagar, sem pressas, contornando Évora, e depois ate à Vidigueira…explicando pelo caminho o que eram muralhas… oliveiras, vinha, ovelhas, cabras, etc. que parecia ser a primeira vez estarem a ser avistadas tão de perto pela Inesita.

Uma paragem técnica na Vidigueira permitiu comprar pão e bolachas, e sem demoras em breve estávamos, mais uma vez sós, no Alqueva Camping-Car Park em Pedrógão, e com a chave do autocaravanista, foi só abrir o cadeado do porão de entrada, e estacionar com vista para a albufeira do Guadiana formada pela Barragem de Pedrógão.
( Ao fundo o Guadiana e em primeiro plano o barbecue)


O almoço foi numa das duas mesas de pedra debaixo de um Chaparro de onde também se avista o Guadiana…temperatura amena, céu limpo, sol brilhante, apetite devorador…. Depois, aberto o toldo (sim, é possível e legal faze-lo num parque de autocaravanas) colocada no exterior cadeiras e mesa (sim, também é legal e permitido) criou-se um espaço sombreado para os desenhos da Inesita.




Tarde repousante e calma…na apanha de lírios do campo, ecolocaçao nuamjarra improvisada no banco de She and Me, na passeata até à rede do vizinho para ver as ovelhas de perto, cães, pastores e os cavalos, ate mesmo um passeio ate ao Rio e à ponte… Mas tarde e antes de entardecer uma deslocação de AC ate Pedrógão… a consulta de mails, a leitura de jornais, revistas e das páginas de um livro, e descanso físico e mental. Ainda a propósito o acompanhamento das obras em curso de nivelamento do terreno em curso, contíguo ao Parque onde se vai inserir a Ciclo via em memória de She, a Avó Vera

(Flores do campo para She)

Jantar na Semovente, após o sol-posto, e com entretenimento garantido de douradinhos para a miúda, mais massa mais arroz, e para os adultos carne assada, tomate, macedónia de legumes, sumos, pão, uvas, café…um banquete variado, e aquecido no barbecue do parque, com as suas chamas de fogo a dar um toque mágico à noite. Depois entretenimento adicional com pinturas nos livros de desenhos da Inês, e passeio a pé, já noite, sob um céu estreladíssimo, mas de lanterna em riste para se fechar novamente com a chave do autocaravanista os portões a cadeado, para evitar incomodar o guarda (Sr. Miguel tel. 934 722 436).

Noite serena e descansativa como a anterior a proporcionar um repouso pacífico, tendo só muito ao longe latidos de cães, cantares de galo e repicar do sino da Igreja de Pedrógão.

Domingo 11 de Março, a surpresa do denso nevoeiro ao acordar a tapar toda a linha do horizonte e a cobrir completamente o nascer do sol e o leito da albufeira do Guadiana. Tempo fresco. Deste modo não se justificava mais detença depois do pequeno-almoço. Desfazer camas, arrumar sacos de viagem, mata-bicho para todos, lavar louça, higiene, arrumar cadeiras e mesa exterior, e baixar o travão demão. Outra vez a chave do autocaravanista serviu para abrir e voltar a fechar o cadeado do portão…e rumo ao Alqueva…

Inês já ficar  com uma ideia da barragem de Pedrógão…mas depois de ver a Barragem do Alqueva (seguimos de Pedrógão para Marmelar e daqui para o Alqueva). O dia entretanto estava límpido e o sol reinava no azul celeste sem sombra de nuvens! A Inês ficou impressionada com a altura do muro da barragem e da imensidão de água…a lembrar o Mar.

Sorte tivemos todos, pois como factor de entretenimento (utilíssimo quando se viaja com miúdos) da margem esquerda da barragem estava prestes a partir um grande grupo de pescadores desportivos nos seus outboards para um campeonato de pesca … Lá aguardámos pelas 10h, e assistiu-se assim ao sinal de partida a conta gotas dos barcos dos participantes, nume espectáculo inédito de cor, movimento, e ruídos que para a Inesita constituíram também um primeira experiência!
(Marina da Amieira)


Do Alqueva foi um pequeno salto para a Marina da Amieira. O Sol continuava radiante e para a Inês neta, mais uma experiencia da vista para os barcos enquanto se tomou um gelado na esplanada fronteira à Marina e depois se espaireceram as vistas pelos arredores. Quanto ao passeio de barco…fica para mais idade…

(Velharias em Évora)

O tempo passou sem espaços mortos, e por isso agendou-se a deslocação a Évora, para um passeio pedestre a Praça do Giraldo o e suas arcadas. Fácil foi estacionar a semovente fora de muralhas, do lado da Igreja de São Francisco, nos seus amplos terreiros, onde estavam mais duas autocaravanas…e penetrar no burgo…com tanta sorte que estava a decorrer uma feira de velharias e antiguidades ao lado do mercado, nada interessante para uma miúda de 5 anos, mas todavia foi mais um pretexto para ver coisas diferentes do seu dia-a-dia.

Almoço no Cruz, na esplanada cá fora sob um toldo ali ao lado da Igreja de São Francisco e da sua Capela dos Ossos que nem pensar em ir visitar. Foi um excelente almoço! Com um dia primaveril! Entre outras coisas, marchou uma sopa de cação excelente…azeitonas, rissóis de camarão, bebidas, a tal mousse repetitiva para a Inesita e tudo por pouco mais de uma azulinha. Aceitável, para os 4 viajantes…
(Igreja de São Francisco)


Depois de almoço…programação simples do regresso a penates… sempre pelas nacionais…sempre em direcção a Vila Franca de Xira, sem trânsito, sem pressas, para cruzarmos o Tejo pela velha ponte Marechal Carmona, rumar a Alenquer, trocar a viatura semovente pela de todos os dias, e regressar no final aos Estoris. Missão cumprida! O primeiro fim-de-semana sem a Avó Vera estava conseguido sem traumas, sem perguntas inquietas ou inquietantes, sem a busca de respostas angustiadas. A Avó Vera está no Céu…diz a Inês, e vê-se bem de noite,

- Estás a ver Avô, é aquela estrela grande a brilhar, ali (e aponta o dedo)

- Sim, estou a ver Inês…

- E olha Inês, ela está também a ver-nos. Todas as noites.

(Que assim seja)

(Prontos para outra viagem?)








Nota: Foi detectado um cancro do pâncreas a She a 20 de Maio de 2011, e em Dezembro de 2011 parecia estar debelado. Porém, a viagem de  29 de Dezembro de 2011 foi insuspeitadamente a ultima antes de partir a 1 de Março de 2012, como se relata em:
 http://camping-caravanismo-e-autocaravanismo.blogspot.com/2011/12/e-de-repente-numa-curva-autocaravana.html
Fica a mensagem para quem padecer do mesmo mal: que ele não permita que se perca o gosto e o interesse pela vida como aconteceu com a Vera.

sábado, fevereiro 25, 2012

mais um encontro autocaravanista no Municipio de Alenquer, desta vez na Aldeia Galega da Merceana




JUNTA DE FREGUESIA da ALDEIA GALEGA DA MERCEANA

(CONCELHO DE ALENQUER)

Campo da Feira

1º. ENCONTRO DE AUTOCARAVANISTAS

Coordenadas GPS-N39º05’16.78’’ W09º06’26.98’’

PROGRAMA

30/03/12 - RECEPÇÃO

31/03/12 - 09H30 - Visita à Freguesia

13H00 - Almoço/Jardineira - €-10,00 (só c/Inscrição).

Entradas, vinhos, refrigerantes, águas, sobremesa e café

17H30 - Prova de vinhos

JANTAR - Livre

21H00 - Serão Musical

… GRUPO FOLCLOR ALDEIA GAVINHA

… GRUPO CANTARES MÚSICA TRADICIONAL PORTUGUESA

… CORAL “AS MAIS LINDAS AUTOCARAVANISTAS”

…VAMOS CANTAR O FADO (Convidam-se novos talentos)

23H30 - Caldo Verde (grátis)

01/04/12 - 09H30 - Passeio-Visita locais históricos

(cerca de 3 kms.)

17H00 - Encerramento

Inscrição através dos nº. Tel.: 917322918 - 263760454










segunda-feira, fevereiro 13, 2012

OUTLET contra a crise de Caravanas e Autocaravanas a preços do ano passado e com descontos!




1er Punto exclusivo de venta Outlet, en caravanas y autocaravanas
INAUGURACIÓN M3 OUTLET

el 11 de FEBRERO



Recientemente, M3 Caravaning, ha reconvertido un punto de venta en un centro exclusivo outlet, denominado M3 Outlet, donde expondremos un gran número de caravanas y autocaravanas Outlet, es decir, caravanas y autocaravanas nuevas de temporadas anteriores.

Este nuevo producto de venta, M3 OUTLET, está ubicado en la Autovía de Castelldefels C-31, km. 187 en Viladecans (Barcelona).

En este nuevo espacio OUTLET, podreis encontrar cavanas y autocaravanas de las primeras marcas a unos precios insuperables, con importantes descuentos de hasta el 30%!

En caravanas vamos a tener expuestas prestigiosas marcas alemanas como: Knaus, Fendt, Tabbert, Wilk, Eifelland y Weinsberg, todas de gran calidad a precios irresistibles!

En autocavanas, las marcas presentes son: Knaus, Pilote, Bavaria, Benimar, Weinsberg y Moncayo.

M3 OUTLET, abrió las puertas el pasado 2 de enero con gran cantidad de caravanas y autocaravanas expuestas, y el día 11 de febrero haremos la inauguración oficial, con clientes y amigos de la casa, y todas aquellas personas que quieran acompañarnos y visitar las nuevas instalaciones.

domingo, fevereiro 05, 2012

Vouchers para preços de descontos no Alenquer Camping e no Alqueva Camping-Car Park e para aquisição da Chave do Autocaravanista

Voucher de descontps no Alenquer Camping e Bungalows***
(especial para autocaravanistas, 10 € a pernoita por AC)
Nota: pode ser impresso em papel

Voucher para descontos pra o Alqueva Camping-Car Park
(especial para autocaravanistas, 5 € a pernoita por AC)
Nota: Pode ser impresso em papel

A empresa familiar patrocinadora em exclusivo deste BLOG -AUTOCARAVANISMO Newslleter, iniciado em Abril de 2006, e que conta bem mais de 300.000 visitas entendeu emitir os vouchers que se reproduzem, com o preço especial a pagar por autocaravana nas instalaçoes que dispõe no Ribatejo, em Alenquer e no Alentejo no Alqueva Camping-Car Park.

O web site está ainda em remodelação, pelo que mais informações poderão entretanto ser fornecidas pelo email camping@dosdin.pt ou através dos web sites do CPA-Clube Português de Autocaravanas (descontos aos socios) do banco de dados de areas de serviço do portal CampingCar Portugal, do portal Autocaravanismo Virtual, do portal Intercaravanas, do CAS- Clube Autocravanista Saloio, e ainda o do grupo facebook uma autocaravana e um café e que reune em clube informal, mais de 550 autocaravanistas, e cujo pedido de adesão é livre, e sem quotas..

Chave do Autocaravanista, 50€ por um ano
(pedidos por mail camping@dosdin.pt)

 É ainda disponibilizado aos Autocaravanistas intressados, adquirirem por 50 euros (inclui IVA) a Chave do Autocaravanista com o respectivo porta-chaves, que permite durante um ano a utilizaçã gratuita e ilimitada do Alqueva Camping Car Park (para abrir o respectivo portão de entrada, a qualquer hora, na ausência do guarda Sr. Miguel tel 934 722 436), e tambem o acesso à plataforma de autocaravanas do Alenquer Camping e estação de serviço para AC, por apenas 10€ a pernoita, incluindo a piscina gratuita no periodo da sua abertura, bem como a sla de convio do Camping, -  Bar do Além, e ao seu canto de permuta de livros usados no sistema bookcrossing .

domingo, janeiro 29, 2012

Cartas de condução em Portugal estao obsoletas face à Comissão europeia




Carta de condução: Portugal deve adaptar a legislação



A Comissão Europeia instou em 26 de Janeiro de 2012 Portugal, a Dinamarca, a Lituânia e o Reino Unido a adaptarem a respetiva legislação nacional relativa à carta de condução, de modo a garantir que as regras da UE possam ser aplicáveis a partir de janeiro de 2013. O pedido da Comissão assume a forma de um parecer fundamentado ao abrigo dos processos por infração da UE. Se estes quatro países não comunicarem à Comissão, no prazo de dois meses, as medidas tomadas para darem cumprimento integral à diretiva, a Comissão poderá remeter o caso para o Tribunal de Justiça da União Europeia.



Disposições da UE



A Diretiva 2006/126/CE atualiza a Diretiva 91/439/CE relativa à carta de condução, através da introdução, por exemplo, de novas categorias de carta e de um prazo de validade harmonizado para este documento. Estas novas regras contribuirão para reduzir as possibilidades de fraude, garantir uma verdadeira liberdade de circulação aos condutores da UE e reforçar a segurança nas estradas europeias.



Motivo da decisão hoje tomada



Portugal, a Dinamarca, a Lituânia e o Reino Unido ainda não transpuseram integralmente a diretiva para o direito nacional, apesar de estarem obrigados a fazê lo até 19 de janeiro de 2011.



Efeitos práticos da não transposição



A diretiva garante o reconhecimento mútuo das cartas de condução no território da UE, incluindo as novas categorias de carta. A não aplicação da diretiva pode afetar a segurança rodoviária, impedindo os cidadãos destes países de trocarem as suas cartas de condução por novos títulos noutros países da UE ou os cidadãos de outros países europeus de trocarem as suas cartas de condução nestes países.



Para mais informações sobre os processos por infração, consultar: MEMO/12/42



Siga a Informaçao da Comissão Europeia no TWITTER:






Para mais informações sobre assuntos europeus:




1.Papel – instituído pela Directiva 80/1263/CEE e reajustado pela Directiva 91/439/CEE compreende 6 secções de informação e tem como cor base o rosa



2.Cartão plastificado – formalizado através a Directiva 96/47/CE, que reestruturou a Directiva 91/439/CEE, a Carta de Condução electrónica é o novo modelo oficial das licenças de condução emitidas em todo o território comunitário.


sexta-feira, janeiro 27, 2012

Se gosta do grande lago Alqueva-Pedrógão, se é autocaravanista, se gosta de observar as estrelas do céu sem poluição...isto é para si!.


Segundo a Revista Caras....

A Reserva Dark Sky Alqueva é a primeira reserva do mundo a ser distinguida com a certificação Starlight Tourism Destination, atribuída pela Unesco e pela Organização Mundial do Turismo. Trata-se do reconhecimento, por parte daquelas importantes entidades internacionais, das características únicas do céu noturno naquela região alentejana, num importante incentivo ao turismo.

E para estacionar, pernoitar, "picnicar" ou uara estção de serviçso para a autocravana, tem o Alqueva Camping-CAr PArk de Pedrogão do Alentejo, ao km 38.5 da EN nº 258, GPS N 39º 06´93´´ e O 07º 38´09´´. telefone do Guarda, Sr. Miguel 934 722 436

sábado, janeiro 21, 2012

AC Newsletter mais uma vez apoia iniciativa pró-autocaravanismo: ATLAS AUTOCARAVANISTA DAS 7 MARAVILHAS para AC



Conforme ja divulgado no Grupo Facebook da tertulia 1 AUTOCARAVANA e 1 CAFE que apoiamos desde a primeira hora, e que fcomemora agora o seu primeiro aniversario,agora divulgamsoo nosso apaoio e estendemos o convite aos nossos leitores para participarem na elaboraçao do ATLAS dos destinos dasa 7 maravilhas portuguesas do Autocaravanismo, bem como da preparaçao do I Raid circuito Autucaravanista a Portugal. Aqui fica a nota do facebook !

Quem quer ajudar a elaborar o Atlas das 7 maravilhas de destinos interessantes e preferidos pels autocaravanistas? ver no grupo facebook As 7 maravilhas de Portugal para os Autocaravanistas.

Será possivel criar um grupo voluntario e informal de trabalho? Este pequeno grupo de autocaravanistas criado na dependencia do Grupo facebook da tertulia 1 AC e 1 CAFE, visa de forma voluntaria e sem limitações de prazos ou de locais, proceder a uma enumeração dos 7 destinos portugueses interessantes e mais procurados pelos autocaravanistas.

Este levantamento, consoante as colaboraçoes espontaneas que surjam, ...poderá dar origem a dois projectos a concretizar:
 
1) Uma obra colectiva a editar com textos e fotografias dos 7 destinos, com a colaboraçao de todos, e com a identificaçao de uma ficha de cada destino e dos seus arredores, com relevo para aos aspectos paisagisticos, monumentais ou de cultura material e imaterial, para alem, naturalmente dos itinerarios recomendados as autocaravavanas, e locais de apoio, de serviço, estacionamento e pernoita.
 
2) a realizaçao de uma I RAID/volta a Portugal de Autocaravana a combinar oportunamente entre os interessados.
 
Sugestões ja em cima da mesa:
 
‎7 destinos/circuitos interessantes e preferidos pelos Autocaravanistas itinerantes em Portugal...-aqui vai  um contributo para a listagem, sem preocupações de ordenamento...


1) Gerês


2) Grande Lisboa -Cidade


3) Grande Lisboa- Saloia


4) ALgarve- litoral


5) Alentejo- Grande Lago


6) Aldeias de Xisto


7) Eixo Monumental Alcobaça Batalha


8) Praias fluviais


9) Castelos a volta da Serra da Estrela


10) Aveiro e Costa


11) Arribas da Costa Alentejana


12) Douro vinhateiro

domingo, janeiro 15, 2012

De 27 a 29 de Janeiro em Toulouse...feira de autocaravanas usadas!

Quelques chiffres clés Source : Fédération Française de Camping et de Caravaning


En 2011, les français possèdent 250 00 camping-cars

Le parc européen est estimé à plus de 500 000

Immatriculation camping-cars neufs en 2010 : 18 210

Immatriculation camping-cars d’occasion en 2010 : 47 087

43 % des camping-caristes ont entre 51 et 60 ans et 33 % + de 60 ans

60 % sont des couples, 40 % des familles

92 % visitent la France et 80% partent en week-end

Kilométrage moyen annuel parcouru : 11 000

50 % utilisent leur véhicule plus de 60 jours/an (20% plus de 100 jours

domingo, janeiro 08, 2012

Erosão costeira na Costa da Caparica...um alerta para autocaravanistas conscientes.

VULNERABILIDADES E PERCEPÇÃO DO RISCO DE EROSÃO COSTEIRA NA COSTA DA CAPARICA – A DIVISÃO SOCIAL E TERRITORIAL DE UMA COMUNIDADE URBANA



O Projecto RENCOASTAL, é um projecto de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), promovido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) em parceria com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL).


O Projecto RENCOASTAL explora as contradições entre os modelos de desenvolvimento urbano e as regulações ambientais, tendo como objectivo principal contribuir para uma gestão integrada das zonas costeiras continentais portuguesas. O horizonte temporal do projecto (2010-2013) permite discriminar, numa primeira fase, a evolução demográfica e a densificação das zonas costeiras continentais portuguesas, e a caracterização dos casos de estudo, seguindo-se uma outra fase de análise das percepções sociais do risco de erosão costeira e o desenvolvimento de indicadores de vulnerabilidade social, assim como, numa derradeira fase, de conteúdos para a cidadania ambiental e ética política sobre gestão integrada de zonas costeiras.


Para aceder a este artigo basta clicar em:
http://infohabitar.blogspot.com  
Lisboa, Grupo Habitar/NAU do LNEC, em 5 de Janeiro de 2012
Fonte:
António Baptista Coelho

sábado, dezembro 31, 2011

E de repente numa curva, a autocaravana estacou: A frente, entre Serpa e Brinches, um rebanho de cabras atravessava a estrada acolitado pelo pastor e pelos cães. Adeus 2011! - o elo mais fraco.


(cão vigilante do rebanho de cabras)

E de repente numa curva, a autocaravana estacou: A frente, entre Serpa e Brinches, um rebanho de cabras atravessava a estrada acolitado pelo pastor e pelos cães.

E mais adiante a cena repete-se com um rebanho de ovelhas.

Uma imagem entre outras que ficaram de dois dias, entre Natal e Fim do ano de 2011,numa ultima viagem de voltas e reviravoltas pelo Alentejo com partida do Ribatejo. Para recarregar baterias dum um ano maioritariamente “madastro”.


(Barragem de Serpa)

Tudo começou a 28/12 na 4F de manhã. “She and Me” e a semovente, novamente “back to the road, again”. A “meteo” aconselhava Sul e Sol, e menos km do que uma ida ao Algarve, donde…pretexto ideal para retornar a Pedrógão do Alentejo e arredores.

Eram as 10.30h quando o transbordo de malas se fez no Alenquer Camping, para despertar a bela adormecida da semovente, com a chave na ignição. Sempre pelas nacionais, o primeiro “stop” foi só em Montemor-o-Novo para comprar o Público. Sem trânsito pesado e sem pressas. A gozar a paisagem, a vida, o “relax”, comum dos objectivos em mente: Arraiolos, a Aldeia da Terra.
(caarvanismo e autocaravanismo- 2 bonecos da Aldeia)



Quem quer saber mais? Pois aqui fica a partilha do web: www.aldeiadaterra.pt de Tiago Cabeça, na estrada das Hortas, defronte de Arraiolos, muito premiado pelo seu projecto que esta em pleno desenvolvimento. Segundo se lê no “flyer” ´é a aldeia mais caricata de Portugal, composta por milhares de peças de olaria criativa e contemporânea que recriam ambientes alentejanos rurais e semi-urbanos. Temáticas mais para adultos com humor, embora as crianças possam ver despertados sentimentos pedagógicos na observação daqueles microcosmos. Se vale a pena? -Pelo acesso sim, pela oportunidade lúdica também, pelo preço ficam reticências, pois o bilhete normal custa 5 euros, os seniores pagam 3,50€ e as crianças 2€.

(Ruinas de São Cucufate)



A autocaravana tem espaço comedido para estacionar, se…não houver mais visitantes (havia só mais um, pai com duas crianças na altura). Ficaram fotos feitas de que já divulgamos no facebook em partilha com outros “amigos” da rede social. Resta saber o futuro desta iniciativa a que parece demasiado delimitado para o seu potencial de expansão.


Ora depois, (meia hora é mais do que suficiente) era tempo de afagar estômagos. Assim, pouco depois da Uma, estávamos a desembarcar no Bolas na Azaruja, bem estacionados no amplo parque que rodeia a praça de touros, cumprindo uma sugestão e recomendação do amigo Capitão Haddock destas lides!



Atendidos pelo patrão com a mulher na cozinha, e alguns clientes espalhados pelas mesas. Prato recomendado o do dia. - Ossos! Mesmo ossos que visto no prato do lado desvaneceram as duvidas…era uma sopa, ou ensopado de carne ossada, em caldo de grão com batata, nabo e mais ervas aromáticas. Uma dose a 9.50€ dava para os dois seniores, o que com as entradas, de queijo eco e azeitonas, o melão de sobremesa, aguas e café assomou menos que uma euro-azulinha. Conclusão recomenda-se pela limpeza, pelo acesso, pelos sabores e pelo apuro da cozinheira. Quem quiser lá ir e saber do menu do dia ou marcar mesa aqui fica o número 266977338.

Paragem seguinte na zona industrial de Azaruja para visitar a fábrica local de peças de cortiça em chapéus, vasos, cintos, malas e mais objectos decorativos. Interessante e os preços, de fábrica!


(frescos do tecto de São Cucufate)

A itinerância prosseguiu como delineado…mais para sul…para São Cucufate, quase ao lado de Vila de Frades, ancestral capital do concelho da Vidigueira de que foi donatário Vasco da Gama. Bom estacionamento, bom acesso e sinalização, recepcionistas simpáticas, bilhetes seniores com preço de IVA pré troika, ainda a 1,20€ com direito (ainda) a brochura gratuita. Conclusão: valeu a pena e recomenda-se. E fica uma foto emblemática que faz relembrar em menor escala as mansões de Conímbriga.
(portões abertos do Camping-Car Park de Pedrógão do Alentejo)




O dia estava a chegar ao fim. Mais uma vintena de KM, e chegamos ao Camping-car Park de Pedrógão ao km 38,5 da EM 258 (Estrada Vidigueira-Moura). Por do sol e portões fechados…mas com a chave do autocaravanista foi fácil! (que qualquer um AC pode adquirir) abriu-se o cadeado e os portões abriram-se de par em par, para escolhermos sozinhos, um dos lugares preferidos mesmo de frente para o nascente com a superfície da albufeira do Guadiana formada pela represa das águas da barragem de Pedrógão, em frente.

Pausa técnica antes de jantar. Para ver dissipar no horizonte a poente o halo róseo do sol submerso num horizonte de casario de Pedrógão entalado em montes redondos de chaparros, zambujeiros e azinheiras, que também iam imergindo na escuridão, com uma lua mentirosa minguada, mas em quarto crescente mal iluminava. A natureza no seu esplendor diário pacífico, despoluída de nuvens cinzentas, com uma aragem suave não ventosa, e com uma friagem própria dos tempos, não agressiva.

E depois a decisão, ate Pedrógão…mas de autocaravana, ainda se tentou a Azenha da Aldeia, mas a cozinheira estava doente, e nada para ninguém, e assim a paragem seguinte, no Charrua foi a escolhida. Lá estavam as duas Rosas a mãe e a filha, para nos aconselharem na janta. A opção certa era mesmo o prato do dia - carne de porco à alentejana. Sopa de legumes do panelão fumegante, águas etc…e nem digo o preço Digo? Pois tive que esmolar a minha consorte uma moeda para juntar a minha euro-rosinha…

(Ossos do Restaurante Bolas da Azaruja)

Regresso calmo ao parque de autocaravanas e cumprir o dever de quem tem a chave do autocaravanista, ou seja fechar os portões e recolocar o cadeado na corrente. Depois espreitar a televisão (que tem bom sinal no local, mesmo sem levantar a antena), passar os olhos pela imprensa, fazer um percurso pedestre pelo perímetro vedado do parque, e depois confiramo-nos a Morfeu!

5F amanheceu com a neblina forte, cerrada e densa de nevoeiro vindo do rio, mais a fumaça enrolada do forno de carvão vegetal do Sr. Miguel, com um cheiro a azinho agradável. E às 8h com 8º graus de temperatura hora de alvorada, pequeno-almoço de torradas e café com leite mais os “smarties” dos comprimidos. Depois abrir o cadeado do portão, ida à padaria do Joao Engrola em Pedrógão, passagem pelo mercado e rumo a Orada e depois a Brinches na margem esquerda do Guadiana na procura de uma padaria tradicional, de que havia referência oral.

(Oleiro)


Frustração. Junto ao marcado (espaço amplo de estacionamento) há de facto uma pastelaria padaria, mas só com papos-secos e quanto a padarias há duas, mas têm um pacto fecham as duas 3F e 5F, e assim à data nenhuma estava aberta. Ainda demos uma volta pela igreja e o largo dos cafés, mas a solução só estava em Serpa…e onde? Pois no “Intermarché” que tem pão de duas padarias alentejanas.

Lá nos semovemos direitos a Serpa, direito ao “Intermarché”, fácil de localizar pois basta seguir a sinalização de camping sempre pela circular exterior. E lá comprámos o pão e mais isto, e daquilo. Mais voltas não eram necessárias, e por isso, rumo de regresso a Pedrógão pelo mesmo caminho, mas com passagem pela barragem de Serpa. Nova, elegante, de dimensão humana mas com única companhia de mais um estaleiro da EDIA. Mais umas fotos…

Votamos pois à estrada depois do curto desvio, e foi pouco adiante, logo a seguir a fantasmagórica estação de comboios desactivada, que topámos o primeiro rebanho trasumante. De cabras variegadas de cores, e com chibinhos aos saltos, á ilharga com um cão tipo Serra de Aires a controlar fugas e mais um canito expectante no meio da estrada a policiar o trânsito. O pastor, cajado pelo ar á cacetada nas pragas que não se percebiam, mas que revelavam preocupação com as bichezas. Bonito de se ver, genuíno espectáculo rural.

Pouco depois a cena repete-se, outro pastor, outros animais, ovelhas e borreguinhos, mais homogéneos de cor, com menos saltos mas a mesma aflição de se manterem agrupados, com os cães vigilantes e o pastor de atalaia ao cruzamento da estrada, sem movimento. Nós éramos os únicos estacionados numa imaginária passagem de nível, frente ao trilho dos peludos caprinos e ovinos em movimento. Valeu a pena pausa. E seguimos adiante.

Tínhamos fixado como objectivo seguinte, ir ate S.Pedro do Corval. E pelo GPS e pelos mapas havia duas hipóteses…ou por Marmelar e Alqueva povoação e depois, rasando a Marina da Amieira até Reguengos, ou por Moura, e depois pelo paredão da Barragem do Alqueva, seguindo então para Reguengos.

(mesa de pic-nic dos autocaravanistas do Alenquer Camping)

Em boa hora chegamos ao destino escolhido para almoçar. No restaurante O Aloendro na Estrada para Évora, nº 3B, com bons estacionamentos ao longo da EN. Sala ampla de tipo rústico com bom aspecto. Mesas amplas e com lugares vagos junto à janela. Abancamos e logo o funcionário que tem nome que merece ser fixado pela eficiência e cortesia (Sr. Paulo Grilo) trouxe duas iguarias: queijo de cabra fresco, azeitonas verdes novas retalhadas além do pão a contento. E que escolher? O prato do dia Sopa da panela! E dá para dois seniores uma dose? – pois até sobra, esclareceu o simpático Grilo falante…e de beber? - Pois também um jarrinho do da casa…que venha! E que foi tudo bem almoçado.

No final a sericaia com ameixa como é devido, para “She”, tendo o descafeinado sido a sobremesa para o “Me”, com mais um pedacito do queijo de cabra sobrante. E a conta. Pouco trepou da nota de euro-azulinha. Fica o número de telefone (266502109) para quem se interesse em fazer reserva de mesa.

Após almoço ida e volta a S. Pedro do Corval para dar uma vista de olhos nas olarias, que são de facto, porta sim, porta sim e onde sempre se acaba por comprar uma recordação, desta feita, um imã para a porta do frigorífico.

O regresso estava a ser desenhado para dormida da segunda noite desta escapadinha autocaravanista. Coruche? Samouco? Mora, junto ao fluviário? Ou mesmo na Companhia das lezírias no parque do Restaurante? No inverno, com os dias curtos, mas a crescer, She tem preferência, que eu subscrevo, por uma de três soluções: 1) em “campings”, 2) em “parkings” de AC nos centros urbanos, ou 3) onde quer que seja adequado com mais companhia.

(Plataforma de autocaravanas do Alenquer Camping)

Íamos ver pelo andamento. E desandamos desde logo para Évora, e aqui para uma paragem na Agriloja recentemente inaugurada na zona industrial mesmo por detrás do centro de inspecção de automóveis Controlauto. As mercas foram poucas mas eficientes, uma roseira de trepar, pesticida anti-caracol, e mais dois etc. Para quem tenha varanda, jardim, ou horta uma vista se passar por estas paragens é bem justificada, em preço, qualidade e variedade.

Ora então a partir de Évora ainda havia mais um objectivo a preencher, a visita das Grutas do Escoural. Sem problema com a “lady” do GPS a sussurrar o itinerário lá chegamos. Autocaravana bem estacionada no parque ao lado de viaturas de outros visitantes (ou caçadores?). Porém puro desengano! Portões fechados a corrente e cadeado (aqui nem a chave do autocaravanista entra) e no placard informativo a informação clara: Vistas só com marcação prévia.

(sopa da panela do Aloendro em Reguengos)


Ficou datada a hora do regresso desta viagem…rumo pois, não a Coruche, as referências colhidas são no sentido do local recentemente inaugurado ser afastado do centro urbano e isolado, mas ao Samouco. Chegados, já anoitecia com empenho, e o local afigurou-se ermo e até lúgubre. E a tasca frente ao mini ancoradouro, pouco motivadora. Por isso, sem hesitações seguiu-se à paragem seguinte Alcochete coma intenção de ficarmos a noite voltados para a frente iluminada da Expo. Porem na falta de dados GPS, não se encontrou o local desejado próximo da ponte embarcadouro.

(Moinho de Serpa)




E então? Pois então, naquele sitio e aquela hora, a solução apareceu como incontornável…seguir margem esquerda do Tejo acima, até à ponte de Vila Franca de Xira, jantar no Carregado e depois aportar e dormir na plataforma de autocaravanas do Alenquer Camping.
(Igreja de Serpa)



Assim se fez. Jantar então antes, na ponte da Couraça do Carregado no absurdo nome de Restaurante a Selva de Salsa, nas bombas da BP, cervejaria com balcão e mesas para “routiers” com menus de preço fixo ao almoço e jantar pelos 8€, tudo incluído. Da sopa ao café, com pão azeitonas, com vinho e prato principal. A escolha era variada, mas sem grande imaginação optou-se por dois menus de sopa de ervilhas e entrecosto de vitela. Esta devia ser alcunha de um touro reformado e nevrótico, pois dos dois pedaços de cada dose só um foi desafiar o dente. Abundante, mas…

(Igreja de Brinches)

Chegamos ao final com um saldo positivo de dois dias bem aproveitados. Total de cerca de 670Km,media a “olhómetro” de 11L/100,com preço de gasóleo a 1,309 nas bombas “low cost” do Pingo Doce de Alenquer. Total da factura pouco menos de 100 euros por dia, tudo incluído.
(Escoural...a visita as grutas só com marcação prévia)


(fumaça do carvão vegetal de azinho a sair do forno artesanal)

A noite em Alenquer ligados à electricidade da plataforma das AC permitiu a continuação das leituras da imprensa e a actualização das informações televisivas. E depois o sono. Sexta-feira, dia seguinte havia calendário a cumprir de regresso a pentes, sem porem antes fazer a toilette completa à semovente, com renovação de águas limpas e despejos de sujas. Há que deixar 2011 com vontade de em 2012 haver mais oportunidades de sortidas, de voltas e reviravoltas, pelo menos cá dentro, pelo menos no eixo do Ribatejo ao Alentejo. Que assim seja, porque se assim for, já não será nada mau.
E adeus 2011, que não deixa saudades, a não ser que o Dezembro de 2012 venha a corroborar o ditado…atrás de mim virá, quem de mim bom fará!

Mas assim não foi.
A 1 de Março de 2012 She foi vitimada por um cancro que a ceifou aos 61 anos de idade, deixando-me na memoria 38 anos de vida conjunta, 4 filhos e a ultima viagem autocaravanista, como co-piloto nos ultimos 10 anos de bem mais de 130.00 km, para além da partilha de inúmeros projectos, ideias, e sonhos, realizados e por cumprir.

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