sábado, dezembro 31, 2011

E de repente numa curva, a autocaravana estacou: A frente, entre Serpa e Brinches, um rebanho de cabras atravessava a estrada acolitado pelo pastor e pelos cães. Adeus 2011! - o elo mais fraco.


(cão vigilante do rebanho de cabras)

E de repente numa curva, a autocaravana estacou: A frente, entre Serpa e Brinches, um rebanho de cabras atravessava a estrada acolitado pelo pastor e pelos cães.

E mais adiante a cena repete-se com um rebanho de ovelhas.

Uma imagem entre outras que ficaram de dois dias, entre Natal e Fim do ano de 2011,numa ultima viagem de voltas e reviravoltas pelo Alentejo com partida do Ribatejo. Para recarregar baterias dum um ano maioritariamente “madastro”.


(Barragem de Serpa)

Tudo começou a 28/12 na 4F de manhã. “She and Me” e a semovente, novamente “back to the road, again”. A “meteo” aconselhava Sul e Sol, e menos km do que uma ida ao Algarve, donde…pretexto ideal para retornar a Pedrógão do Alentejo e arredores.

Eram as 10.30h quando o transbordo de malas se fez no Alenquer Camping, para despertar a bela adormecida da semovente, com a chave na ignição. Sempre pelas nacionais, o primeiro “stop” foi só em Montemor-o-Novo para comprar o Público. Sem trânsito pesado e sem pressas. A gozar a paisagem, a vida, o “relax”, comum dos objectivos em mente: Arraiolos, a Aldeia da Terra.
(caarvanismo e autocaravanismo- 2 bonecos da Aldeia)



Quem quer saber mais? Pois aqui fica a partilha do web: www.aldeiadaterra.pt de Tiago Cabeça, na estrada das Hortas, defronte de Arraiolos, muito premiado pelo seu projecto que esta em pleno desenvolvimento. Segundo se lê no “flyer” ´é a aldeia mais caricata de Portugal, composta por milhares de peças de olaria criativa e contemporânea que recriam ambientes alentejanos rurais e semi-urbanos. Temáticas mais para adultos com humor, embora as crianças possam ver despertados sentimentos pedagógicos na observação daqueles microcosmos. Se vale a pena? -Pelo acesso sim, pela oportunidade lúdica também, pelo preço ficam reticências, pois o bilhete normal custa 5 euros, os seniores pagam 3,50€ e as crianças 2€.

(Ruinas de São Cucufate)



A autocaravana tem espaço comedido para estacionar, se…não houver mais visitantes (havia só mais um, pai com duas crianças na altura). Ficaram fotos feitas de que já divulgamos no facebook em partilha com outros “amigos” da rede social. Resta saber o futuro desta iniciativa a que parece demasiado delimitado para o seu potencial de expansão.


Ora depois, (meia hora é mais do que suficiente) era tempo de afagar estômagos. Assim, pouco depois da Uma, estávamos a desembarcar no Bolas na Azaruja, bem estacionados no amplo parque que rodeia a praça de touros, cumprindo uma sugestão e recomendação do amigo Capitão Haddock destas lides!



Atendidos pelo patrão com a mulher na cozinha, e alguns clientes espalhados pelas mesas. Prato recomendado o do dia. - Ossos! Mesmo ossos que visto no prato do lado desvaneceram as duvidas…era uma sopa, ou ensopado de carne ossada, em caldo de grão com batata, nabo e mais ervas aromáticas. Uma dose a 9.50€ dava para os dois seniores, o que com as entradas, de queijo eco e azeitonas, o melão de sobremesa, aguas e café assomou menos que uma euro-azulinha. Conclusão recomenda-se pela limpeza, pelo acesso, pelos sabores e pelo apuro da cozinheira. Quem quiser lá ir e saber do menu do dia ou marcar mesa aqui fica o número 266977338.

Paragem seguinte na zona industrial de Azaruja para visitar a fábrica local de peças de cortiça em chapéus, vasos, cintos, malas e mais objectos decorativos. Interessante e os preços, de fábrica!


(frescos do tecto de São Cucufate)

A itinerância prosseguiu como delineado…mais para sul…para São Cucufate, quase ao lado de Vila de Frades, ancestral capital do concelho da Vidigueira de que foi donatário Vasco da Gama. Bom estacionamento, bom acesso e sinalização, recepcionistas simpáticas, bilhetes seniores com preço de IVA pré troika, ainda a 1,20€ com direito (ainda) a brochura gratuita. Conclusão: valeu a pena e recomenda-se. E fica uma foto emblemática que faz relembrar em menor escala as mansões de Conímbriga.
(portões abertos do Camping-Car Park de Pedrógão do Alentejo)




O dia estava a chegar ao fim. Mais uma vintena de KM, e chegamos ao Camping-car Park de Pedrógão ao km 38,5 da EM 258 (Estrada Vidigueira-Moura). Por do sol e portões fechados…mas com a chave do autocaravanista foi fácil! (que qualquer um AC pode adquirir) abriu-se o cadeado e os portões abriram-se de par em par, para escolhermos sozinhos, um dos lugares preferidos mesmo de frente para o nascente com a superfície da albufeira do Guadiana formada pela represa das águas da barragem de Pedrógão, em frente.

Pausa técnica antes de jantar. Para ver dissipar no horizonte a poente o halo róseo do sol submerso num horizonte de casario de Pedrógão entalado em montes redondos de chaparros, zambujeiros e azinheiras, que também iam imergindo na escuridão, com uma lua mentirosa minguada, mas em quarto crescente mal iluminava. A natureza no seu esplendor diário pacífico, despoluída de nuvens cinzentas, com uma aragem suave não ventosa, e com uma friagem própria dos tempos, não agressiva.

E depois a decisão, ate Pedrógão…mas de autocaravana, ainda se tentou a Azenha da Aldeia, mas a cozinheira estava doente, e nada para ninguém, e assim a paragem seguinte, no Charrua foi a escolhida. Lá estavam as duas Rosas a mãe e a filha, para nos aconselharem na janta. A opção certa era mesmo o prato do dia - carne de porco à alentejana. Sopa de legumes do panelão fumegante, águas etc…e nem digo o preço Digo? Pois tive que esmolar a minha consorte uma moeda para juntar a minha euro-rosinha…

(Ossos do Restaurante Bolas da Azaruja)

Regresso calmo ao parque de autocaravanas e cumprir o dever de quem tem a chave do autocaravanista, ou seja fechar os portões e recolocar o cadeado na corrente. Depois espreitar a televisão (que tem bom sinal no local, mesmo sem levantar a antena), passar os olhos pela imprensa, fazer um percurso pedestre pelo perímetro vedado do parque, e depois confiramo-nos a Morfeu!

5F amanheceu com a neblina forte, cerrada e densa de nevoeiro vindo do rio, mais a fumaça enrolada do forno de carvão vegetal do Sr. Miguel, com um cheiro a azinho agradável. E às 8h com 8º graus de temperatura hora de alvorada, pequeno-almoço de torradas e café com leite mais os “smarties” dos comprimidos. Depois abrir o cadeado do portão, ida à padaria do Joao Engrola em Pedrógão, passagem pelo mercado e rumo a Orada e depois a Brinches na margem esquerda do Guadiana na procura de uma padaria tradicional, de que havia referência oral.

(Oleiro)


Frustração. Junto ao marcado (espaço amplo de estacionamento) há de facto uma pastelaria padaria, mas só com papos-secos e quanto a padarias há duas, mas têm um pacto fecham as duas 3F e 5F, e assim à data nenhuma estava aberta. Ainda demos uma volta pela igreja e o largo dos cafés, mas a solução só estava em Serpa…e onde? Pois no “Intermarché” que tem pão de duas padarias alentejanas.

Lá nos semovemos direitos a Serpa, direito ao “Intermarché”, fácil de localizar pois basta seguir a sinalização de camping sempre pela circular exterior. E lá comprámos o pão e mais isto, e daquilo. Mais voltas não eram necessárias, e por isso, rumo de regresso a Pedrógão pelo mesmo caminho, mas com passagem pela barragem de Serpa. Nova, elegante, de dimensão humana mas com única companhia de mais um estaleiro da EDIA. Mais umas fotos…

Votamos pois à estrada depois do curto desvio, e foi pouco adiante, logo a seguir a fantasmagórica estação de comboios desactivada, que topámos o primeiro rebanho trasumante. De cabras variegadas de cores, e com chibinhos aos saltos, á ilharga com um cão tipo Serra de Aires a controlar fugas e mais um canito expectante no meio da estrada a policiar o trânsito. O pastor, cajado pelo ar á cacetada nas pragas que não se percebiam, mas que revelavam preocupação com as bichezas. Bonito de se ver, genuíno espectáculo rural.

Pouco depois a cena repete-se, outro pastor, outros animais, ovelhas e borreguinhos, mais homogéneos de cor, com menos saltos mas a mesma aflição de se manterem agrupados, com os cães vigilantes e o pastor de atalaia ao cruzamento da estrada, sem movimento. Nós éramos os únicos estacionados numa imaginária passagem de nível, frente ao trilho dos peludos caprinos e ovinos em movimento. Valeu a pena pausa. E seguimos adiante.

Tínhamos fixado como objectivo seguinte, ir ate S.Pedro do Corval. E pelo GPS e pelos mapas havia duas hipóteses…ou por Marmelar e Alqueva povoação e depois, rasando a Marina da Amieira até Reguengos, ou por Moura, e depois pelo paredão da Barragem do Alqueva, seguindo então para Reguengos.

(mesa de pic-nic dos autocaravanistas do Alenquer Camping)

Em boa hora chegamos ao destino escolhido para almoçar. No restaurante O Aloendro na Estrada para Évora, nº 3B, com bons estacionamentos ao longo da EN. Sala ampla de tipo rústico com bom aspecto. Mesas amplas e com lugares vagos junto à janela. Abancamos e logo o funcionário que tem nome que merece ser fixado pela eficiência e cortesia (Sr. Paulo Grilo) trouxe duas iguarias: queijo de cabra fresco, azeitonas verdes novas retalhadas além do pão a contento. E que escolher? O prato do dia Sopa da panela! E dá para dois seniores uma dose? – pois até sobra, esclareceu o simpático Grilo falante…e de beber? - Pois também um jarrinho do da casa…que venha! E que foi tudo bem almoçado.

No final a sericaia com ameixa como é devido, para “She”, tendo o descafeinado sido a sobremesa para o “Me”, com mais um pedacito do queijo de cabra sobrante. E a conta. Pouco trepou da nota de euro-azulinha. Fica o número de telefone (266502109) para quem se interesse em fazer reserva de mesa.

Após almoço ida e volta a S. Pedro do Corval para dar uma vista de olhos nas olarias, que são de facto, porta sim, porta sim e onde sempre se acaba por comprar uma recordação, desta feita, um imã para a porta do frigorífico.

O regresso estava a ser desenhado para dormida da segunda noite desta escapadinha autocaravanista. Coruche? Samouco? Mora, junto ao fluviário? Ou mesmo na Companhia das lezírias no parque do Restaurante? No inverno, com os dias curtos, mas a crescer, She tem preferência, que eu subscrevo, por uma de três soluções: 1) em “campings”, 2) em “parkings” de AC nos centros urbanos, ou 3) onde quer que seja adequado com mais companhia.

(Plataforma de autocaravanas do Alenquer Camping)

Íamos ver pelo andamento. E desandamos desde logo para Évora, e aqui para uma paragem na Agriloja recentemente inaugurada na zona industrial mesmo por detrás do centro de inspecção de automóveis Controlauto. As mercas foram poucas mas eficientes, uma roseira de trepar, pesticida anti-caracol, e mais dois etc. Para quem tenha varanda, jardim, ou horta uma vista se passar por estas paragens é bem justificada, em preço, qualidade e variedade.

Ora então a partir de Évora ainda havia mais um objectivo a preencher, a visita das Grutas do Escoural. Sem problema com a “lady” do GPS a sussurrar o itinerário lá chegamos. Autocaravana bem estacionada no parque ao lado de viaturas de outros visitantes (ou caçadores?). Porém puro desengano! Portões fechados a corrente e cadeado (aqui nem a chave do autocaravanista entra) e no placard informativo a informação clara: Vistas só com marcação prévia.

(sopa da panela do Aloendro em Reguengos)


Ficou datada a hora do regresso desta viagem…rumo pois, não a Coruche, as referências colhidas são no sentido do local recentemente inaugurado ser afastado do centro urbano e isolado, mas ao Samouco. Chegados, já anoitecia com empenho, e o local afigurou-se ermo e até lúgubre. E a tasca frente ao mini ancoradouro, pouco motivadora. Por isso, sem hesitações seguiu-se à paragem seguinte Alcochete coma intenção de ficarmos a noite voltados para a frente iluminada da Expo. Porem na falta de dados GPS, não se encontrou o local desejado próximo da ponte embarcadouro.

(Moinho de Serpa)




E então? Pois então, naquele sitio e aquela hora, a solução apareceu como incontornável…seguir margem esquerda do Tejo acima, até à ponte de Vila Franca de Xira, jantar no Carregado e depois aportar e dormir na plataforma de autocaravanas do Alenquer Camping.
(Igreja de Serpa)



Assim se fez. Jantar então antes, na ponte da Couraça do Carregado no absurdo nome de Restaurante a Selva de Salsa, nas bombas da BP, cervejaria com balcão e mesas para “routiers” com menus de preço fixo ao almoço e jantar pelos 8€, tudo incluído. Da sopa ao café, com pão azeitonas, com vinho e prato principal. A escolha era variada, mas sem grande imaginação optou-se por dois menus de sopa de ervilhas e entrecosto de vitela. Esta devia ser alcunha de um touro reformado e nevrótico, pois dos dois pedaços de cada dose só um foi desafiar o dente. Abundante, mas…

(Igreja de Brinches)

Chegamos ao final com um saldo positivo de dois dias bem aproveitados. Total de cerca de 670Km,media a “olhómetro” de 11L/100,com preço de gasóleo a 1,309 nas bombas “low cost” do Pingo Doce de Alenquer. Total da factura pouco menos de 100 euros por dia, tudo incluído.
(Escoural...a visita as grutas só com marcação prévia)


(fumaça do carvão vegetal de azinho a sair do forno artesanal)

A noite em Alenquer ligados à electricidade da plataforma das AC permitiu a continuação das leituras da imprensa e a actualização das informações televisivas. E depois o sono. Sexta-feira, dia seguinte havia calendário a cumprir de regresso a pentes, sem porem antes fazer a toilette completa à semovente, com renovação de águas limpas e despejos de sujas. Há que deixar 2011 com vontade de em 2012 haver mais oportunidades de sortidas, de voltas e reviravoltas, pelo menos cá dentro, pelo menos no eixo do Ribatejo ao Alentejo. Que assim seja, porque se assim for, já não será nada mau.
E adeus 2011, que não deixa saudades, a não ser que o Dezembro de 2012 venha a corroborar o ditado…atrás de mim virá, quem de mim bom fará!

Mas assim não foi.
A 1 de Março de 2012 She foi vitimada por um cancro que a ceifou aos 61 anos de idade, deixando-me na memoria 38 anos de vida conjunta, 4 filhos e a ultima viagem autocaravanista, como co-piloto nos ultimos 10 anos de bem mais de 130.00 km, para além da partilha de inúmeros projectos, ideias, e sonhos, realizados e por cumprir.

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terça-feira, dezembro 20, 2011

Voltas e reviravoltas pelo Alentejo na grande ponte da segunda semana de Dezembro de Monsaraz ao Alqueva e Pedrógão, até ao Endovélico.

(Monsaraz,  figura do cortejo de Natal)
Voltas e reviravoltas pelo Alentejo na grande ponte da segunda semana de Dezembro de Monsaraz ao Alqueva e Pedrógão, até ao Endovélico.
Dezembro. Mês frio e de sol de inverno. Mas também de nevoeiros. Mês último de um ano de maus presságios senão mesmo de más certezas para ano do fim do mundo de 2012! Mas nem por isso causa suficiente para atemorizar autocaravanistas que honram o axioma que fazem turismo em todos os destinos e durante todo o ano. Ou seja fazem touring na suas voltas e reviravoltas, à cata de paisagens, monumentos, usos e costumes, vivências e gastronomias regionais entremeadas dos locais de pernoita e de estacionamento.

Ora, She and Me a semovente já tinham apalavrado esse fim-de-semana da ponte de 8 de Dezembro para acorrer à pré-inauguração do novo Parque de Turismo de Autocaravanas em Pedrógão do Alentejo sob a denominação registada de Alqueva Camping-Car Park. Umas mãos cheias de amigos aderiram a este desafio, em que os amigos são para as ocasiões!

A pretexto, ainda se divulgou a ideia do Raid Ribatejo (Alenquer) ao Alentejo (Pedrógão) com o colorido de ser do amarelo ao azul das casas, da montanha (Montejunto) à planície (alentejana) do Rio Tejo ao Rio Guadiana, das cidades às aldeias…
E assim chegou 4F véspera de feriado, e após um turbilhão de solicitações profissionais, nas dobras do tempo confirmou-se a possibilidade de uma sortida pacifica com os 147 cavalos do motor da semovente estabulados no Alenquer Camping e prontos a resfolgar ate ao Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão.
Assim, She and Me, eu e consorte, previamente munidos da chave dos portões da Herdade onde se encontra as ruínas do Templo do Endovélico nas margens da ribeira do Lucefecit, ao Alandroal, cedidas pela mão amiga do proprietário, pelas 16,30h da tarde convergimos com os sacos de viagem a bordo da Knaus UF700. E logo de seguida num dos dias mais curtos do ano optamos pela Ponte da Leziria e depois pelas AE, “malgré” as portagens direitos a Monsaraz.


Foram cerca de 2 horas de viagem adentro do escurecer da noite. Mesmo a tempo, predeterminado, da pausa de pernoita, previamente assente nas muralhas da belíssima castelã e guardiã das paisagens do Grande Lago de Alqueva. Foi o bisar de um local de eleição para os autocaravanistas itinerantes, onde já se encontrava o companheiro e amigo Capitão Haddock e a sua gentil co-piloto.
O aproximar de Monsaraz foi mágico. Nuvens baixas enroupadas em nevoeiro, criavam um halo luminoso que reflectia as luzes da Cidadela amuralhada que por sua vez a iluminava de forma descendente dos céus opacos. Pena não ter registado o momento, em fotografia.
Eram umas 19.30 justas. Agasalhados e enchapelados, subimos os quatro os contrafortes até à porta virada a Espanha, sem nos cruzarmos com vivalma. O nevoeiro expandia-se friorento, e logo de seguida envolvia as figuras estáticas do desfile natalício que recriava os visitantes ao Presépio de Natal em tamanho natural de figuração em gesso e pasta de papelão  ou cartão polícromo.

(figura do presépio de Monsraz de noite e com nevoeiro)

A porta do Lumumba abriu-se quente e convidativa em mesas livres escolhemos a um canto a nossa. Sem hesitações fomos os quatro a duas doses de Borrego ensopado com reforço de caldo a preceito. E mais as azeitonas esverdeadas e gostosas, as fatais de pão guloso, (com encomenda de dispensa de um exemplar para o pequeno almoço seguinte) acompanhadas do tinto Carmim como vinho da casa, tudo por casal, por uma azulinha, a que só faltou apor um carimbo “ gasta por um autocaravanista em viagem!”. A sobremesa inclui conversação diversa ate que voltamos a enfrentar uma friagem ríspida a caminho das autocaravanas, para umas ultimas leituras de jornais antes da deita.

Amanheceu o ferido de 5F dia 8 brumoso e denso. Mas pelas 7.45k já o relógio biológico despertava-nos. As persianas abertas deixaram entrever aquela luminosidade espessa e leitosa do nevoeiro, e ligado o aquecimento deu-se seguida ao ritual matinal…higiene…pequeno almoço de torradas e café e volta a pé de reconhecimento de horizonte submerso na névoa.
Á mesa mapas desdobrados para traçar a prancha da rota. O “earthship” do Capitão Haddock sob o signo de amigo não empata amigo, seguiria em separado ao porto de abrigo de Pedrógão. Mas lá nos cruzamos na Aldeia da Luz, onde pernoitaram vários autocaravanistas.


O nosso caminho levou-nos a Amareleja, que não conhecíamos ainda. Nota positiva! Vila agradável a preparar o Festival do Vinho que visitámos ainda a erguer e a decorar stands. Vislumbrámos ainda no horizonte a enorme parque de painéis de energia solar com ar de instalação extraterrestre, e a azáfama do lagar de azeite local a receber a descarga de carradas de azeitona. Depois sempre em vagarosa velocidade de cruzeiro chegamos a Moura para comprar de fim-de-semana no Intermarché. Tudo atempo para depois rumarmos à Cantina da Orada para um almoço, rodeados de caçadores.

Como habitualmente fomos recebidos pela Dona Bárbara anfitrião que já reconhece os autocaravanistas que a procuram. E saltaram para a mesa as azeitonas o queijo, o chourição e presunto de entradas como tinto da casa de Pias, para depois se dar sumiço a um dos pratos do dia de meia de vitela estufada, e outra de carne de poço a alentejana, com sobremesa de bom melão e café. Notas de euros, foram-se 3 cinzentinhas.


Sete KM depois entrámos na ponte do Guadiana, e de seguida no Parque de Turismo de Pedrógão já com as placas de sinalização descobertas e os portões abertos. E o guarda Sr. Miguel a receber-nos. A pouco e pouco foram chegando o Capitão Haddock, o Prof Caseiro, o Rui, o Cardoso e co-pilotos, etc. Ficamos logo cinco autocaravanas viradas ao balcão do Guadiana a com vistas sobre a albufeira formada pela Barragem de Pedrógão, virados a nascente! A tarde decorreu ligeirinha ate ao por do sol pelas 17,15h, coma Lua e a neblina a avançar pelas 18h com alguma humidade, é certo. Jantares em cada uma das AC, leituras e sono.
Na sexta-feira, dia de ponte quem trabalhou chegou só ao anoitecer, e durante o dia os presentes desaparecerem na ciclovia a caminho de Pedrógão distante a menos de 1Km, na compra do pão e de carnes para o almoço de sábado no mercado, a a levantar os enchidos encomendados de porco preto, ao Faustino Quarenta, em percursos pedestres ate a Barragem e aponte e outros, de autocaravana a explorar os arredores ate Mértola, Beja, São Cucufate, etc. Almoço para quem quis e se inscreveu no Charrua com Dona Rosa a organizar o repasto: duas açordinhas de bacalhau para quatro, com dupla dose de coentros e bem alhadas, e vinho e entradas, por casal por uma azulinha de euros, com direito a um par de troco.
(açordinha de bacalhau alhada e ovos com coentros de Dona Rosa Charrua)
A tarde foi decorrendo mansa, com mais passeios pedestres, mais descansos, mais conversatas e explicações sobre o projecto do Alqueva Camping Resort que inclui ainda um rural Camping, um Bungalow Village Hotel, uma quinta pedagógica e uma nova pista clicável ate a estrada municipal da barragem já visível no terreno, e um possível eco-museu do fabrico do carvão vegetal, típico da região.


Evidentemente que havendo já tradição de pesca no Rio Guadiana na zona de Pedrógão, e de canoagem, seria interessante adicionar ao local (entre a ponte e a barragem de Pedrógão) mais um pólo de interesse a constituir por uma praia fluvial aproveitando os regolfos da margem esquerda ou direita do Guadiana. Mas esta sugestão só será viável se as autoridades com intervenção no terreno pudessem colaborar na sua concretização, ou seja, a EDIA e a CM da Vidigueira! O Futuro o dirá!

( praia fluvial da zona do Pinhal)
Antes do sol cair, a dinâmica presidente da Junta de Freguesia de Pedrógão, Peregrina Paixão compareceu no Parque de turismo para autocaravanas para proceder a visita as instalações que percorreu com interesse, incluindo as duas mesas de pic nic dos autocaravanistas, os cadeirões de pedra de She and Me da Ines e Carolina, a recepção incluindo a parte de escritórios, e a parte de habitação do guarda, e todos os demais equipamentos incluindo a zona relvada do solário, o barbecue, a estação de serviço, e assim descerrou-se a bandeira nacional que encobria os azulejos do Miradouro das Co-pilotos!

(Peregrina Paixão, Presidente da Junta de Pedrógão discursa na pre inauguraçao)

Entretanto chegava ao fim a tarde de 6F com o Sol ja deitado sob o seu cobertor de trevas, e mais amigos autocaravanistas forma chegando…o Marques, o Pedro Canavilhas, o Filipe Seco…todos a tempo de acender um fogo em tambor estilo “homeless” para queimar madeiros, e à volta da fogueira, aquecer almas e corações e até estômagos com grelhadas sucessivas de alheiras, de chouriças e de chouriços de porco preto, e branco etc. no barbecue do Parque, regadas claro a rodadas de tinto de diversas origens e proveniências…incluindo do Algarve, ao mesmo tempo que conversas amigas se mostravam infindáveis, num são convívio de companheirismo entre pessoas que se estimam. A Noite em Paz e Tranquila quase de Lua Cheia chegou por fim para todos serenarem os seus sonhos.

(Recepção e casa do guarda do Parque)
Sábado irrompeu totalmente invadido por uma neblina fluvial que escondia o Rio.e por vezes mesmo as vistas para Pedrógão! Só não obscureceu as carrinhas dos padeiros ( da nova padaria do Charrua e da padaria do Engrola dos Irmãos Carapetos) que chegaram em duas vagas, as 8.30h e as 9.30h cheias de roscas, pupias, bolos e pão de cabeça alentejano. Formaram-se as filas disciplinadas dos esfomeados e gulosos autocaravanistas!


Pelas 12h chegaram os amigos sem autocaravana daqui e dali, ou seja de Lisboa, da Vidigueira, de Alcaria e de Mourão e descerrou-se pela segunda vez a placa dos azulejos encimada pela peça de mármore em V, que assume múltiplos significados, desde o obvio da homenagem ao feminino, ao V de homenagem à co-piloto Vera, ao V de Vale de poejos como é conhecida a zona, até mesmo ao V de Vidigueira! Desempenhou-se e bem da tarefa a Presidente do TCA-Touring Clube de Co-pilotos e Autocaravanistas, Encarnação Santos.

(Encarnaçao Santos, Presidente do TCA)

E Houve discursos, e aplausos! E no final da cerimónia singela, entregaram-se aos presentes as chaves do autocaravanistas que tinham sido adquiridas, respectivamente pelo Presidente do MIDAP (entregue pela Vice Presidente do TCA) e ao Capitão Haddock entregue pela Presidente do TCA. Ponto alto também o sorteio das prendas de Natal com base no intercâmbio previamente acordado de presentes, um por autocaravana e no maximo valor de 5€…distribuídos do saco por um personagem identificável pelo barrete natalício.

(Barbecue para autocaravanistas disciplinados gozarem as AC a 100%)
De imediato, concluída a cerimónia singela veio a bênção dos Céus! Uma chuva miudinha determinou rapidamente a passagem ao plano B para o Almoço, que em vez de ser feito a volta das duas mesas de pedra, teve que se organizar a roda de autocaravanas com os toldos abertos e com mesas e cadeiras postas como sede um concurso de tasquinhas se tratasse!

(A Chave do Autocaravanista e os eu porta chaves)
Mas correu tudo bem para os 28 talheres presentes! Pelo menos assim foi dito por unanimidade, em que para alem dos pratos de resistência de grelhados, chegaram à mesa de todos também os contributos de cada um segundo principio básico da tertúlia do facebook “Uma autocaravana e um Café” de que cada um leva do seu, e come de todos. Assim foi!

(Autocarvanas viradas em tasquinhas de petiscos ao almoço)

O convívio prolongou-se por toda a tarde ate que o Sol se pôs, e, Sol-posto irradiou pálida a Lua cheia, que antes sofrera um eclipse não vislumbrado pelo nevoeiro que não deixou. Chegara então o tempo da Celebração do Solstício de Inverno a volta de uma fogueira e conduzido por um Mestre Escolhido, de cabeça coberta, e de archote e vestes negras.

(ver o ritual do Solsticio em www.bardoalem.blogpost.com)

Tudo decorreu conforme o ritual previamente distribuído…a evocação dos tempos imemoriais dos celtas, a exaltação dos ciclos da Natureza, o valor da colaboração do trabalho entre todos, a partilha, o minuto de silencio pelos ausentes e no fim a queima dos males de cada um, escritos num papel, no fogo comunitário..e no fim o desfazer da roda da vida com a proclamação o Vivat, Vivat sempre Vivat. Uma experiencia que caiu fundo em todos.


Jantares houve diversos, dentro e fora das autocaravanas sempre na observância da segunda regra de outro da Tertúlia do facebook dos autocaravanistas; “Amigo não empata Amigo”. E depois a noite submergiu silenciosa o que o nevoeiro entretanto destapara.


Chegou domingo dia de partida, e sem padeiros de buzinadelas a anunciar pão e biscoitos. Alvorada mais clara pelas 8.30h, e depois partimos alguns (os engenheiros) ao encontro de outros que seguiram por Portel e Alqueva, enquanto nós e Filipe optamos por ida através de Moura, e depois directos ao Castelo e Vila de Terena, para ver o dito e o Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciação, que constitui uma agradável surpresa. . Reunimo-nos todos no Alandroal para uma refeição numa mesa de oito nos Ramalhos, em tom de fim de festa, ou seja pelo dobro do preço mais alto praticado por casal. Mas recomenda-se o ambiente, a qualidade, e as sobremesas.

O dia encerrou as anotações com a visita e vista das ruínas do Templo do Endovélico, que só a imaginação e a curiosidade encontram referências no solo. Mas o local é surpreendente (lembra a vila romana de Enserune sobre Béziers em França). A vista sobre a barragem do Lucefecit merece também a deslocação e as pedras talhadas, em muros escarpados, relembram a possibilidade de civilizações do paleolítico como possivelmente as primeiras a ocupar o local. Foi a chave de ouro desta ponte de autocaravanismo no Alentejo, que fechou as notas do Moleskine.
(Poucas ruinas do Templo do Endovélico)

Depois, cada um pelas suas rotas regressou às origens acompanhado das memórias valiosas de uma experiencia bem sucedida com que se encerra o ano de 2011, com um pensamento positivo para todos aqueles que enfrentam forças e tensões adversas, que se espera sejam contidas neste ano de 2012 em perspectiva pelos bons espíritos autocaravanistas…

(Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão....para casais e familias autocaravanistas itinerantes)

(Adega dos Ramalhos no Alnadroal)

(Mosteiro de Nª Sra da Anunciação em Terena)

(Duas Ac estacionadas frente ao chaparro da frente norte)

(Na fila para a carrinha do pão)

(Ciclovia à vista)

(Autocaravana sob a sinalizaçao do Parque de Turismo para AC de pedrógão)

(Amareleja Feira Vinica)

(Autocaravanas sob o nevoeiro em Monsaraz)

(O Grande Lago das barragens de Alqueva e Pedrógão)

domingo, dezembro 18, 2011

Bons, serenos e tranquilos Votos nesta quadra festiva com esperança e confiança no Desenvovimento do Autocaravanismo para 2012

( Nova mesa de pic-nic para os autocaravanistas no Alenquer Camping)

Boas festas, Sereno Natal e tranquilas entradas em 2012
com votos de esperança para o Autocaravanismo.

Desde que começamos este blogue em 2006 reunimos mais de 1000 posts, mais de 300.000 leitores e mais de 100 seguidores, para alem dos que nos seguiram enquanto colaborámos no fórum do CPA, ou mais assiduamente no fórum do portal CampingCAr Portugal ou ainda no fórum da Catrineta. Hoje com mais frequência estamos no grupo facebook uma autocaravana e um café eu também realizou reuniões presenciais, ate que uma maligna doença afectou um dos elementos essenciais da nossa equipa base de She and Me, e suspendeu as nossas partilhas e crónicas de viagens ao estrangeiro desde Maio.

Mas nem por isso se descurou a linha de trabalho em prol do Desenvolvimento do Autocaravanismo em Portugal, de forma inovadora e de feição pró activa, com valor acrescentado. Por isso a palavra que deixamos com os votos de Boas Festas para a quadra que atravessamos, é de confiança e de esperança em todos os que de boa vontade e determinação entendem que o futuro só se merece construindo ideias ideais, actividades e realizações.




Como aliás temos vindo a concretizar desde que metemos ombros a este blogue, aos movimentos que apadrinhamos desde o MIDAP ao CAB e ao ONGA, ao clube de que somos membros o TCA -Touring Clube de Co-pilotos e Autocaravanistas, que acaba de festejar o seu segundo aniversário, enfim a a divulgação da teorização do Direito ao Autocaravanismo, e a realização do I seminário Nacional de Autocaravanismo e da I Mesa redonda franco ibérica do autocaravanismo em Alenquer.

Ou seja…para alem das ideias, e das palavras contribuímos com obras, com actos e com factos concretos pelo autocaravanismo itinerante, e deixamos estas prendas de Natal aos nosso leitores com uma sublinhada palavra de esperança, de confiança na determinação que ultrapasse e vença contrariedades, de saúde, de idade, de problemas familiares, de economia, de finanças e de emprego ou reformas.


Boas viagens pois, boas estadias e que elas dêem satisfação aos autocaravanistas responsáveis que praticam os Princípios de Filosofia, Doutrina e Ética do Autocaravanismo para que contribuímos e que também subscrevemos. E que sejam cada vez os apoios (gratuitos ou pagos) municipais, e da iniciativa privada de parques de estacionamento adequados a autocaravanas, e que se multipliquem os parques de turismo para autocaravanistas que permitam a sua utilizaçao a 100%, ou seja de todos os seus equipamentos legalmente, incluindo toldos, cadeiras, mesas e bicicletas!


(Autocaravanistas no parque de turismo para autocaravanas de Pedrógão
no gozo a 100% da suas viaturas e equipamentos incluindo a abertura de
toldos e colocação de mesas e cadeiras e bicicletas no exterior)
Para tanto e no terreno, contribuímos para a divulgação em legado de 2011 com os dois locais já assinalados: A estação de serviço e a plataforma de autocaravanas do Alenquer Camping, no Ribatejo, na zona de influência da rota do Vinho do Oeste, da Serra de Montejunto e do Vale do Tejo, e o Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão do Alentejo, na zona de influência da rota do vinho do Alentejo, e do pão e do azeite e sob a influência da planície alentejana e do Grande Lago de Alqueva e da Barragem de Pedrógão.


(A Barragem de Pedrógão e do Alqueva no Guadiana foram o Grande Lago)

Do mesmo modo colaboramos em plena crise com o apoio à mesma empresa no arranque, legalização e inauguração do primeiro parque de turismo para autocaravanas ao abrigo da portaria 1320/2008 no Alentejo…o Alqueva Camping-Car Park em Pedrógão, com uma politica de preços adequada ao ano de contenção que vai ser 2012, e que se pretende minorar com o esquema da chave do autocaravanista que pelo preço de 50 euros/não permite a utilização ilimitada e gratuita do Parque de Pedrógão e descontos também no Alenquer Camping durante 12 meses troikianos.

(A chave do Autocaravanista e o seu porta-chaves para abertura a descontos especiais)

O Ano de 2012 vai ser decerto mais favorável ao turismo interno, a mais curtas voltas e estadias de autocaravana para a maioria dos nossos leitores, pelo que a satisfação das viagens autocaravanistas, ao invés de KM percorridos e de cidades e países atravessados, vai poder potenciar mais conhecimento local e regional, mais visitas a monumentos e paisagens, mais e melhor aprofundamento de cultura e usos e costumes, tradições gastronomias nacionais.

(Barbecue, e uma das duas mesas de pic nic para os autocaravanistas
do Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão)
Mas este ano de 2011 fica assinalado com o nosso apoio dado à empresa familiar que patrocina este blog quanto a remodelação do Alenquer Camping face as restrições da crise, reduzindo a área de exploração, melhorando a decoração da sala de convívio – Bar do Além e criando um novo espaço para os autocaravanistas, junto a respectiva plataforma especial, com a mesa redonda dos autocaravanistas e suas familias e amigos para os seus pic-nics!

(torre de aguas de abastecimento e despejos e Miradouro das Co-pilotos
no Parque de turismo de Autocaravanas de Pedógão do Alentejo)
Bem Hajam pois os que são autocaravanistas de boa vontade, bem formados e que assim também nos consideram! Bom Natal para 2011 e um esperançoso bom ano de 2012.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Pré inauguraçao do parque de turismo de autocaravanas: ALQUEVA CAMPING-CAR PARK (Pedrógão/Vidiguiera)

(estaçao de serviço de AC e casa do guarda e recepção)

Terceiro teste e pré inauguração do Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão do Alentejo (Parque de Turismo para Autocaravanas)



GPS: N 38º 06´93´´ W 07º 38´ 09,6´´

As inscrições são limitadas a 20 autocaravanistas, com preferência para os associados do TCA-Touring Clube de Co-pilotos e Autocaravanistas, e dos membros do Grupo Facebook da Tertúlia 1 Autocaravana e 1 Café, sendo respeitada a ordem de inscrições enviadas para o email:
dcarvalho.luis@gmail.com

Programa
Feriado, dia 8 de Dezembro, 5F

Partida do Alenquer Camping, e de outros pontos de largada. Chegada ao destino, da I Vaga de AC, depois de almoço de dia 8, durante a tarde de 5F. Quem tenha tempo, e venha do Norte, tem várias oportunidades de visita em Évora e de almoço pelo caminho, por exemplo no Xico de São Mansos, e ainda de visitar o Castelo de Portel, ou inflectindo para a Barragem do Alqueva chegar a Pedrógão depois de passar por Marmelar.
Tarde livre para os pescadores obterem o jantar na albufeira do Guadiana, junto a Barragem, para por leituras em dia na autocaravana, ou para passeios pedestres ou de bicicleta nas cercanias....
Tarde livre para os pescadores obterem o jantar na albufeira do Guadiana, junto a Barragem, para por leituras em dia na autocaravana, ou para passeios pedestres ou de bicicleta nas cercanias....
Jantar livre, e/ou em alternativa em grupo na CANTINA DA MINA DA ORADA. (a 7 Km do Parque de Turismo de Autocaravanas) ou, em um dos três restaurantes de Pedrógão: na Azenha da Aldeia de Pedrógão, ou no Charrua, ou no Vermelhudo (todos a 1 Km).



(sopa do tacho da Azenha da Aldeia de Pedrógão

Ponte, dia 9 de Dezembro, 6F.

Partida do Alenquer Camping, e de outros pontos de largada. Chegada ao destino da II Vaga de AC, ao longo do dia de 6F. Dia Livre de pesca, de passeios a pé, ou bicicleta, ou AC, pelos arredores de Pedrógão:


Visita à Fabrica de enchidos de Faustino Quarenta de Pedrógão, ( se estiver aberta) a 1 KM, ou Ruinas de São Cucufate, etc (a 20 KM) e adegas de vinho e monumentos da região da Vidigueira.

Alguns links:


https://www.facebook.com/pedrogao
http://www.cm-vidigueira.pt/descobrir
http://www.adegavidigueira.com.pt/seccao_PT.php?intIDSeccao=3
http://www.herdadedorocim.com/
http://www.guiadacidade.pt/pt/poi-ruinas-romanas-de-sao-cucufate-15787

-  Pedrógão e Barragem (1KM) - e seu património segundo a Wikipédia:
- 2 Dólmens na Herdade de Corte Serrão - Anta Grande de Corte Serrão
- Igreja de Santa Maria de Marmelar ou Igreja de Santa Brígida ou Igreja Paroquial de Marmelar
- Povoado de São Lourenço – Calcolítico
- Atalaia da Insuínha - Romano; Idade do Bronze; Idade do Ferro
- Monte do Peso - Habitat Romano
-Vidigueira 17KM- Moura 17Km, - Beja 20KM,- Serpa 20 KM
- As piscinas cobertas e aquecidas da Vidigueira estão abertas ( e o posto de turismo).

Jantar a deliberar onde, dependendo da meteorologia. Note-se que de 9/10 decorre a FESTA VINICA VITIFRADES, em VILA DE FRADES, próximo da Vidigueira com tasquinhas de provas gratuitas (cerca de 20 Km d e distância do Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão.

(mesa nº 1 dos autocaravanistas)

Fim de semana, dia 10, Sábado.

Partidas do Alenquer Camping e de outros pontos de largada. Chegada ao destino, da III e última vaga de AC, até antes da hora de almoço, para assistência a pré inauguração solene as 12h.
- De manhã, visita pedestre às obras do canal de rega de Selmes, Fonte da Cobra, e ao projecto Alqueva Camping Resort, incluindo a pista ciclovia, fornos tradicionais de carvão do Sr. Miguel Pereira, futura área de camping rural, e da quinta pedagógica de animais da região, e do local da charca dos patos e gansos, e pré localização do Bungalow Park Hotel. O Arquitecto e autocaravanista Pedro Canavilhas, autor do projecto já confirmou a sua presença e estará disponível para explicações complementares

- Deslocação ao Mercado de Pedrógão para possibilidade de compra de pão no local (ou a encomendar a entrega na Padaria Nova do Charrua. tel 28445571)

- Cerimónia de Pré- inauguração. Pelas 12h. Descerramento pela Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Pedrógão, Sra Dona Maria Peregrina, da lápide de azulejo comemorativa da homenagem às co-pilotos dos autocaravanistas, com uma inscrição intemporal, de "MIRADOURO DAS CO-PILOTOS AUTOCARAVANISTAS" com o pictograma de uma autocaravana, pela Presidente do TCA, Encarnação Santos.


Ágape ou Almoço de companheirismo de Natal. Pelas 13h, e com troca de prendas por sorteio entre os participantes (e previamente entregues) na recepção, nas duas novas mesas fixas do Parque de Turismo de Autocaravanas, com recurso para quem quiser a churrasqueira, debaixo de chaparros e com o Guadiana ao fundo, e às suas próprias mesas e cadeiras, como for de gosto de cada um. Quem pretender assar castanhas tem um assador a disposição, a solicitar na recepção.


Ementa de churrascos no barbecue local (a comprar de manhã no talho da praça do mercado com os valores das inscrições) para o almoço com os extras de entradas e sobremesas que cada um entender levar de sua vontade. Porem quem preferir poderá combinar no CHARRUA em Pedrógão, com ementa a encomendar -cerca de 8 euros/pax, ou na AZENHA da Aldeia, ou no VERMELHUDO por preço idêntico um almoço)

Prossegue entretanto...a FESTA VINICA VITAFRADES iniciada no dia anterior....


Ao Por do Sol- e Sol Posto

Em noite de Lua Cheia, com o fenómeno de eclipse total da Lua, terá lugar e ao ar livre, e em três tempos:


I- curta cerimonia simbólica do solsticio de inverno, com ritual simples (em roda de uma pira de pedra, uma fogueira é ateada, e os participantes dispõem-se em circulo, com os braços abertos em tao (T) , por cima dos ombros, perfazendo uma cadeia unida.
II- Após uma breve invocação sobre o significado da noite mais longa do ano, e o crescer dos dias que se lhe seguem , segue-se um sucinta evocação dos valores Humanistas e dos Sete pilares da Empatia e da Amizade: A Paz, Harmonia, Solidariedade, Liberdade, Fraternidade, Solidariedade e Tolerância.
III- Terminada esta intervenção, todos, saem da roda, dão um passo em frente e um por um, deitam na fogueira um papel dobrado onde estão (previamente) escritos os males e infelicidades maiores que cada um pretende o exorcismo purificador de os eliminar na fogueira, para o bom advento e auspícios do novo ciclo que ora se inicia, a terminar com o solsticio de Verão de 2012.

Segue-se uma ceia livre e leve com as sobras do almoço...e o que mais cada um lhe aprouver sob o lema "cada um leva do seu e come de tudo"...


(Mesa nº 2 dos Autocaravanistas com vista para a albufeira do Guadiana)
Fim de semana, dia 11, Domingo

Após as alvoradas a gosto de cada um, regressos, em vagas sucessivas, com programa livre e sob o signo de Amigo não empata Amigo. Uma sugestão do regresso, é seguir de Pedrógão para Moura e depois para Amareleja, (Feira da Vinha e do Vinho) daqui para a Granja e Alandroal, (eventual almoço no Restaurante Encalho da Amareleja tel 285254931,ou nos Ramalhos do Alandroal) com passagens por Terena, Mourão, Monsaraz e Estremoz e depois para os eixos rodoviários da Grande Lisboa.

Restaurante Encalho: Rua Catarina Eufémia 43, Amareleja7885-027
Restaurante Ramalhos, Largo principal,2 Alandroal7250-142 ALANDROAL

Para visita de estudo, já confirmada, possibilidade de visita pelos interessados, à propriedade no Alandroal, onde subsiste o culto pagão do Santuário celta do Endovélico por ocasião do Solstício de verão.
 Notas finais:
(Cadeirão de pedra para descanso dos casais autocravanistas)

- Troca de prendas de Natal: Cada casal autocaravanista, leva consigo uma prenda de valor aproximado entre 3 a 5 euros, devidamente embrulhada. Todas as prendas serão numeradas e sorteadas, na recepção para ulterior redistribuição na tiragem à sorte pelos participantes durante o almoço de sábado dia 10.
- Evocação do solstício de Inverno: nenhum requisito é necessário, para além do papel dobrado com a frase/mensagem a lançar na fogueira para esconjuro dos males passados!
- Os custos de inscrição para os autocaravanistas, resultam apenas da imputação por casal, na base da comparticipação nas despesas colectivas comuns, e que se fixaram simbolicamente em a 5€ por autocaravana, para o período de 8/11 de Dezembro.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Contrabandista de droga mascarado de autocaravanista é apanhado na fronteira italo-francesa com 25 km de cannabis

droga dissimulada num falso reservatório de agua da autocaravana

Lundi en fin d'après-midi, les douaniers positionnés derrière les barrières du péage sur l'A8 décident de contrôler un véhicule aménagé en camping-car. Le van est immatriculé en Italie. Les vérifications s'avèrent particulièrement difficiles compte tenu des nombreuses cavités dans l'habitacle.

C'est la présence d'un réservoir d'eau, dissimulé dans une paroi du véhicule, qui mettra les douaniers sur la bonne voie. Les agents décident de vidanger le bidon et découvrent à l'intérieur 42 boudins de plastique renfermant du cannabis.

Le conducteur, un ressortissant italien, a indiqué qu'il avait acheté la marchandise au Maroc pour la revendre en Sicile d'où il est originaire. Il a été remis à l'antenne toulonnaise de la police judiciaire de Marseille.

sábado, novembro 12, 2011

Na estrada todos os cuidados são poucos...desta vez uma viatura ligeira com matricula de leste albaroa uma AC de reformados


(isto era uma autocaravana Pilote)

Segundo a policia o culpado foi um condutor de um ROVER, com matricula de pais de leste....que despareceu do local do acidente... num outro carro...

...Rover circulant en direction d'Autun et un camping car circulant en direction d'Epinac,  sur la départementale 973.
Le conducteur du camping car n'a pu éviter que son véhicule dévale le talus et termine sa course dans un champ, en contrebas de la chaussée.
Le conducteur de la Rover, immatriculée dans un pays de l'Est, n'est pas resté sur les lieux de l'accident. Bien que souffrant d'une blessure au genou, il a pris la fuite à bord d'une Ford blanche, sans doute, une Ford Escort, en direction de Nolay et Beaune. Il est activement recherché par les gendarmes qui demandent à toute personne qui aurait été témoin de l'accident, ou qui serait en mesure de leur communiquer des renseignements, de bien vouloir téléphoner au 03.85.86.03.80 (discrétion assurée).
Les deux occupants du camping car, immatriculé en Côte-d'Or, à savoir un couple de jeunes retraités, ont été secourus par les sapeurs pompiers d'Autun, assistés du SMUR. Ils ont dû être désincarcérés. Mais auparavant, les sapeurs pompiers ont dû sécuriser les lieux. Des bouteilles de gaz se trouvaient en effet dans le camping car. Elles ont été neutralisées, avant que les blessés puissent être secourus...

quinta-feira, novembro 03, 2011

She and Me e mais 12 autocaravanistas e suas co-pilotos no 2º teste do Alqueva Camping-car Park de Pedrógão do Alentejo

(nacser do sol na plataforma a Oriente do parque de autocaravanas)

She and Me no segundo teste ao Alqueva Campingcarpark

de Pedrógão do Alentejo

Ora bem.

Sexta-feira dia 28 de Outubro, de 2011, início de uma das duas últimas pontes do ano de 2011, e quiçá das nossas vidas “post-troika”.

Tempo de She and Me nos associarmos a mais seis casais de amigos autocaravanistas (na ocasião os presumidos sete magníficos) e partir para sul, a pretexto do segundo teste ao primeiro (?) parque de autocaravanas privado construído ao abrigo da portaria 1320/2008, ou seja da legislação que veio permitir em Portugal parques de campismo exclusivamente para autocaravanas. Ou dito de outra forma, parques exclusivamente para autocaravanas poderem fazer campismo, ou seja…abrir toldos, fazer churrascos, e usufruírem da segurança de vedação e de estação de serviço.



É essa a natureza do Alqueva Camping-car Park (marca registada da empresa familiar que gere o Alenquer Camping, a sua plataforma de autocaravanas e respectiva estação de serviço. Situado em Pedrógão do Alentejo e aprovado pela CCRDA, pelas Estradas de Portugal e pela CM da Vidigueira com licença de construção já paga.

Depois da primeira sessão de teste já aqui relatada neste Blog Newsletter, e que envolveu 3 casais, aqui:


Desta vez, além de She and Me, o casal Manuel, o Zeca, o Filipe, o João, o Marcelino, o Leonel, 14 AC e respectivas co-pilotos, portanto. Gente de bem, e pessoal amigo. Que se associaram esta jornada pró autocaravanismo. Dos previstos, faltou o Casal Vitor, por efeitos colaterais de vacina contra a gripe.

Nós fomos na dianteira de sexta-feira, ao fim da manhã saímos de Alenquer, a tempo de almoçar pausada e tranquilamente nas Vendas Novas, no Pastor, já recenseado em anteriores sortidas de semovente. Fomo-nos a dose e meia de migas com espargos verdes e plumas. Mais o queijo, pão, azeitonas e ainda duas empadas de galinha, para mais tarde por uma azulinha e uma cinzenta. Foi a refeição mais cara deste raid.

Chegámos pois a Pedrógão a tempo de acompanhar o enchimento do reservatório de águas impas pelos Bombeiros de Pedrógão (a pagar claro) e de acompanhar a azáfama de algumas outras tarefas no terreno, incluindo a sua vedação com rede ovelheira, e o descarregar de 30T de gravilha, para melhoria das vias internas de circulação, para além do plantio de flores entre elas alecrim, loendros e lantanas.

Deixámos depois os trabalhos em bom ritmo, e seguimos para Pedrógão, Aldeia Ribeirinha do Guadiana para uma curta entrevista com a entusiasta Presidente da Junta de Freguesia, que teve então oportunidade de ver por dentro uma autocaravana. Tudo a tempo de rumar a Serpa, e mais uma vez sermos acolhidos no respectivo parque de campismo municipal (que não tem estação de serviço para AC), onde também pernoitaram mais 4 AC, todas estrangeiras, como também eram estrangeiras mais duas caravanas.

Poucas mercas no próximo Intermarché, que oferece combustíveis mais em conta, e depois o passeio por ruas e ruelas, ate nos acercarmos do Molho o Bico, para uma estreia gastronómica de jantar. Da outra vez (está por aqui o relato, fomos ao Lebrinha)

( De uma anta se fez uma casa com uma parede mestra de pedra,em Pedrógão)



A experiência foi satisfatória, o casal de sexagenários deu conta de uma dose de maminha de vitela, sericaia com ameixa, e de entrada, pão com azeite e azeitonas mas as águas e vinho da casa…imagine-se que bem, e por 3 cinzentinhas. Valem bem a experiência. E depois de esmoer ruas acima até ao camping, coma digestão feita, foi o sono reparador com a consorte.

Sábado. Como sempre o acordar foi cedo. Céu calmo, sol ridente e só…pois mais vale Sol, que mal acompanhado, com nuvens ausentes, vento desconhecido em parte incerta, e temperatura amena, melhor do que outonal. Após os rituais matutinos, seguimos para Beja, directos ao Mercado, para comprar pão (de Santana da Serra) queijo de cabra, requeijão, tomate, melão e orégãos para o “pic-nic” aprazado do almoço de domingo. Impressionante a bancada do peixe com “Axgãs” ( ou achigãs) e bogas fresquíssimos e vivos, aos saltos de cauda. e com meneios de cabeças. Claro, e foi também necessário dar de beber a semovente no melhor preço, da BP.

De seguida via Selmes chegamos a Pedrógão, mais do que a tempo do almoço no Vermelhudo, com os juniores idos de Lisboa para um almoço em família, e depois, curta vista à barragem, e depois às obras do Camping-car Park e aos detalhes do projecto do Alqueva Camping Resort, ainda na prancheta.

( as pupias de Pedrógão da nova padaria do Charrua)

Entretanto chegavam os demais AC. E renovaram-se os turnos, uns partem, outros chegam, e nós She and Me, fazemos a ponte entre uns e outros. Aos recém chegados foi repetida a informação sobre o projecto e a execução em curso e recolhidas sugestões, todas anotadas. O teste “in locu” estava a dar frutos, e espera-se por isso que o resultado final, venha a saldar-se positivo! Até se fez uma assembleia deliberativa para análise do preçário a praticar, e da política de descontos para os autocaravanistas dos clubes, dos fóruns, e dos blogues do sector! Só faltou a acta…e a lista de presenças!

A tarde escoou-se fluida já sob um sol declinado para ocidente, na frente de Pedrógão, com os chaparros a afirmarem-se negros, na linha do horizonte rosa, em contraponto com o perfil da palmeira do jardim, da torre do relógio e da igreja de são Pedro.

Amigo não empata amigo, e à hora de janta quatro ficaram no parque, e em três autocaravanas dez seguiram para a Cantina da Mina, na Orada. Como já nos acontecera antes, no 1º teste, portas fechadas, mas nada a recear, entra-se pela taberna, vai-se a cozinha e convence-se Dona Bárbara a arranjar comida para 10. Até houve quem desse a uma ajuda a por a mesa…a ir buscar o vinho… as azeitonas, até chegar a encomenda: duas doses de febras e duas doses de vitela estufada para os 10. E não é que sobrou mesmo? Com o melão, cafés, pão queijo, ficou por casal, incluindo a gratificação por uma rosinha e uma moeda europeia. A conversa demorou o que teve de demorar e quando regressamos à base, a maioria na plataforma nascente, já os outros dormiam …

A noite excelente chegava ao encontro do sono, e assim se completou o dia de sábado, com uma despedida às luzes de Pedrógão, a ocidente, sob um luar pálido de um emergente e minguado luar crescente.

Domingo cedo, uns mais madrugadores assistiram ao romper do sol nascente, logo a iluminar a albufeira formada pela barragem de Pedrógão. Ruídos de civilização nenhuns, na estrada, escassas viaturas, mas presente o tilintar dos chocalhos de rebanhos de ovelhas, e trinados de pássaros assistentes. Um espectáculo deslumbrante, da bancada virada a Oriente, à Luz. O dia prometia mais excepção meteorológica neste dia de 25ª hora (da mudança da hora) em que todos vivemos duas vezes o mesmo ponteiro das horas e dos minutos, realinhados, das 2h horas da manhã.


(A Torre do Relógio de 1901)

Vistoria das plantas implantadas na véspera, e rega sobre a orvalhada para facilitar o enraizamento das cerca de 50. E enquanto se esperava que um a um todos os 14 terminassem os seus rituais, organizou-se a volta pedestre a Pedrógão e ao seu quarteirão de casas emblemáticas sobre as fragas, e as compra no mercado, que previamente estava garantido ter talho aberto até as 12h. Seguimos então em vagas: um casal de bicicleta eléctrica, um “sportsman” em “bike”, 6 em 2 autocaravanas, e os restantes em “pedibus calcantibus”. Ida e volta a pé cerca de 1.900 metros…Mas todos juntos lá percorremos o itinerário do casario, da Torre do relógio de 1901, ao lado da Igreja de S. Pedro, e no mercado a compra do que faltava, em especial a entremeada preparada à moda de manta saloia de Alenquer (com o courato junto, e a febra retalhada em quadrículos) e mais frescos das hortas.

Regresso para mais conversas sobre turismo, sobre viagens, sobre autocaravanismo e áreas de serviço, “campings, e parkings” de autocaravanas, no Pais e no estrangeiro, e sobre grupos e concentrações, clubes e fóruns, em que o TCA (Touring Clube de Co-pilotos e Autocaravanistas) ficou bem na fotografia dos seus 14 membros presentes.

Chegou a hora dos finalmentes, e estreada a churrasqueira ou a barbecue, com o carvão vegetal dos fornos do Sr. Miguel, colocadas as mesas e cadeiras de cada um junto a poltrona de pedra de “She and Me”, sob a sombra de um chaparro, foi espalhar o que cada um levou de seu para comer de tudo, como é timbre de marca das tertúlias presenciais grupo facebook 1 AC e 1 CAFE, e que decorreram de Janeiro Maio deste ano. Havia de tudo: - croquetes, pasteis, salsichas, farinheira, entremeada (a tal da manta saloia) febras, saladas, batatas doces e fritas, vinhos de Alenquer, da Ermelinda e até de Bordéus, pão, queijos diversos, sumos e águas, pitéus até dizer chega, e por isso todos gostaram e até do preço da comparticipação de cada um para as carnes comuns…um euro por cabeça!
(preparativos para o por de mesas sob o chaparro)

Só lá para o final da tarde, é que a debandada deixou na plataforma do Oriente apenas duas autocaravanas para o entardecer, a reconversão do barbecue em lareira com galhos mortos de zambujeiro, jantar frugal, a audição da charla do Prof Marcelo, na TVI, e a pernoita de domingo, depois do piar do mocho. Até então, temperatura sempre óptima a requisitar simples camisolas leves.

Segunda-feira dia 31 de Outubro, e dia de trabalho. Levantar, mais umas falas para actualização da “to do list” para a semana, com o empreiteiro, que às 8.30h, já metia mãos a obra com a sua equipa. Saída para a Vidigueira e enquanto uns seguiam para a Pastelaria Estrela (a rainha do pão de rala) fronteira às bombas da CEPSA/ELF, com estacionamento das AC, fácil por baixo da Cascata, e foram aos bolos e ao café matinal, mas houve quem rumasse a CMV para delongas administrativas, mas logo depois, seguiu-se em coluna, para Évora.

“Pic-nic” a caminho de Montemor nas AC, refeição leve de restos de véspera, e depois sempre pelas nacionais, sempre a menos de 2000 RPM e abaixo dos 90KM seguimos, as duas ultimas autocaravanas, em viagem serena e tranquila, por Vendas Novas, Pegões, Vila Franca de Xira, ate ao Alenquer Camping. Depois da “toilette” da Ac na estação de serviço, e escolhidos nos socalcos os lugares com vista para a Quinta de Pancas, por cima da ruas dos bungalows, das caravanas e de um casal d ingleses, foi tempo de por a leitura em dia de jornais, as notas de escrita do “moleskine”, a consulta de “emails”, e de visionar em boas condições a televisão digital de que Alenquer foi pioneira.

À hora de jantar, mais uma ceia frugal, (canja, torradas, pão de mistura de Alenquer e Alentejano com manteiga e presunto) chegou sem pressas, com uma chuva de gotas tímidas e envergonhadas por assim anunciarem o fim da ponte.

Terça-feira. Sono sossegado, acordar no feriado de Todos os Santos de 1 de Novembro, com um tempo a virar para o farrusco, mas ainda aceitável e a uma hora matutina, pelas 7.30h, já a pé. Sacos cheios de roupa suja, jornais e os habituais etc. e sem acordar ninguém, rumo a casa na viatura comum-de-todos-os-dias.

Em breve será feito o terceiro teste ao Alqueva Campingcarpark. Ele fica à nossa espera, e mais dia menos dia, também a vossa espera! Talvez a 8/9 de Dezembro se o tempo o permitir, mas apenas com inscrições prévias, confirmadas e limitadas.

N: 38º 06´ 58,93´´

0: 07º 38´ .09,60´´

Ora, até lá, boas voltas e reviravoltas.