terça-feira, dezembro 20, 2011

Voltas e reviravoltas pelo Alentejo na grande ponte da segunda semana de Dezembro de Monsaraz ao Alqueva e Pedrógão, até ao Endovélico.

(Monsaraz,  figura do cortejo de Natal)
Voltas e reviravoltas pelo Alentejo na grande ponte da segunda semana de Dezembro de Monsaraz ao Alqueva e Pedrógão, até ao Endovélico.
Dezembro. Mês frio e de sol de inverno. Mas também de nevoeiros. Mês último de um ano de maus presságios senão mesmo de más certezas para ano do fim do mundo de 2012! Mas nem por isso causa suficiente para atemorizar autocaravanistas que honram o axioma que fazem turismo em todos os destinos e durante todo o ano. Ou seja fazem touring na suas voltas e reviravoltas, à cata de paisagens, monumentos, usos e costumes, vivências e gastronomias regionais entremeadas dos locais de pernoita e de estacionamento.

Ora, She and Me a semovente já tinham apalavrado esse fim-de-semana da ponte de 8 de Dezembro para acorrer à pré-inauguração do novo Parque de Turismo de Autocaravanas em Pedrógão do Alentejo sob a denominação registada de Alqueva Camping-Car Park. Umas mãos cheias de amigos aderiram a este desafio, em que os amigos são para as ocasiões!

A pretexto, ainda se divulgou a ideia do Raid Ribatejo (Alenquer) ao Alentejo (Pedrógão) com o colorido de ser do amarelo ao azul das casas, da montanha (Montejunto) à planície (alentejana) do Rio Tejo ao Rio Guadiana, das cidades às aldeias…
E assim chegou 4F véspera de feriado, e após um turbilhão de solicitações profissionais, nas dobras do tempo confirmou-se a possibilidade de uma sortida pacifica com os 147 cavalos do motor da semovente estabulados no Alenquer Camping e prontos a resfolgar ate ao Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão.
Assim, She and Me, eu e consorte, previamente munidos da chave dos portões da Herdade onde se encontra as ruínas do Templo do Endovélico nas margens da ribeira do Lucefecit, ao Alandroal, cedidas pela mão amiga do proprietário, pelas 16,30h da tarde convergimos com os sacos de viagem a bordo da Knaus UF700. E logo de seguida num dos dias mais curtos do ano optamos pela Ponte da Leziria e depois pelas AE, “malgré” as portagens direitos a Monsaraz.


Foram cerca de 2 horas de viagem adentro do escurecer da noite. Mesmo a tempo, predeterminado, da pausa de pernoita, previamente assente nas muralhas da belíssima castelã e guardiã das paisagens do Grande Lago de Alqueva. Foi o bisar de um local de eleição para os autocaravanistas itinerantes, onde já se encontrava o companheiro e amigo Capitão Haddock e a sua gentil co-piloto.
O aproximar de Monsaraz foi mágico. Nuvens baixas enroupadas em nevoeiro, criavam um halo luminoso que reflectia as luzes da Cidadela amuralhada que por sua vez a iluminava de forma descendente dos céus opacos. Pena não ter registado o momento, em fotografia.
Eram umas 19.30 justas. Agasalhados e enchapelados, subimos os quatro os contrafortes até à porta virada a Espanha, sem nos cruzarmos com vivalma. O nevoeiro expandia-se friorento, e logo de seguida envolvia as figuras estáticas do desfile natalício que recriava os visitantes ao Presépio de Natal em tamanho natural de figuração em gesso e pasta de papelão  ou cartão polícromo.

(figura do presépio de Monsraz de noite e com nevoeiro)

A porta do Lumumba abriu-se quente e convidativa em mesas livres escolhemos a um canto a nossa. Sem hesitações fomos os quatro a duas doses de Borrego ensopado com reforço de caldo a preceito. E mais as azeitonas esverdeadas e gostosas, as fatais de pão guloso, (com encomenda de dispensa de um exemplar para o pequeno almoço seguinte) acompanhadas do tinto Carmim como vinho da casa, tudo por casal, por uma azulinha, a que só faltou apor um carimbo “ gasta por um autocaravanista em viagem!”. A sobremesa inclui conversação diversa ate que voltamos a enfrentar uma friagem ríspida a caminho das autocaravanas, para umas ultimas leituras de jornais antes da deita.

Amanheceu o ferido de 5F dia 8 brumoso e denso. Mas pelas 7.45k já o relógio biológico despertava-nos. As persianas abertas deixaram entrever aquela luminosidade espessa e leitosa do nevoeiro, e ligado o aquecimento deu-se seguida ao ritual matinal…higiene…pequeno almoço de torradas e café e volta a pé de reconhecimento de horizonte submerso na névoa.
Á mesa mapas desdobrados para traçar a prancha da rota. O “earthship” do Capitão Haddock sob o signo de amigo não empata amigo, seguiria em separado ao porto de abrigo de Pedrógão. Mas lá nos cruzamos na Aldeia da Luz, onde pernoitaram vários autocaravanistas.


O nosso caminho levou-nos a Amareleja, que não conhecíamos ainda. Nota positiva! Vila agradável a preparar o Festival do Vinho que visitámos ainda a erguer e a decorar stands. Vislumbrámos ainda no horizonte a enorme parque de painéis de energia solar com ar de instalação extraterrestre, e a azáfama do lagar de azeite local a receber a descarga de carradas de azeitona. Depois sempre em vagarosa velocidade de cruzeiro chegamos a Moura para comprar de fim-de-semana no Intermarché. Tudo atempo para depois rumarmos à Cantina da Orada para um almoço, rodeados de caçadores.

Como habitualmente fomos recebidos pela Dona Bárbara anfitrião que já reconhece os autocaravanistas que a procuram. E saltaram para a mesa as azeitonas o queijo, o chourição e presunto de entradas como tinto da casa de Pias, para depois se dar sumiço a um dos pratos do dia de meia de vitela estufada, e outra de carne de poço a alentejana, com sobremesa de bom melão e café. Notas de euros, foram-se 3 cinzentinhas.


Sete KM depois entrámos na ponte do Guadiana, e de seguida no Parque de Turismo de Pedrógão já com as placas de sinalização descobertas e os portões abertos. E o guarda Sr. Miguel a receber-nos. A pouco e pouco foram chegando o Capitão Haddock, o Prof Caseiro, o Rui, o Cardoso e co-pilotos, etc. Ficamos logo cinco autocaravanas viradas ao balcão do Guadiana a com vistas sobre a albufeira formada pela Barragem de Pedrógão, virados a nascente! A tarde decorreu ligeirinha ate ao por do sol pelas 17,15h, coma Lua e a neblina a avançar pelas 18h com alguma humidade, é certo. Jantares em cada uma das AC, leituras e sono.
Na sexta-feira, dia de ponte quem trabalhou chegou só ao anoitecer, e durante o dia os presentes desaparecerem na ciclovia a caminho de Pedrógão distante a menos de 1Km, na compra do pão e de carnes para o almoço de sábado no mercado, a a levantar os enchidos encomendados de porco preto, ao Faustino Quarenta, em percursos pedestres ate a Barragem e aponte e outros, de autocaravana a explorar os arredores ate Mértola, Beja, São Cucufate, etc. Almoço para quem quis e se inscreveu no Charrua com Dona Rosa a organizar o repasto: duas açordinhas de bacalhau para quatro, com dupla dose de coentros e bem alhadas, e vinho e entradas, por casal por uma azulinha de euros, com direito a um par de troco.
(açordinha de bacalhau alhada e ovos com coentros de Dona Rosa Charrua)
A tarde foi decorrendo mansa, com mais passeios pedestres, mais descansos, mais conversatas e explicações sobre o projecto do Alqueva Camping Resort que inclui ainda um rural Camping, um Bungalow Village Hotel, uma quinta pedagógica e uma nova pista clicável ate a estrada municipal da barragem já visível no terreno, e um possível eco-museu do fabrico do carvão vegetal, típico da região.


Evidentemente que havendo já tradição de pesca no Rio Guadiana na zona de Pedrógão, e de canoagem, seria interessante adicionar ao local (entre a ponte e a barragem de Pedrógão) mais um pólo de interesse a constituir por uma praia fluvial aproveitando os regolfos da margem esquerda ou direita do Guadiana. Mas esta sugestão só será viável se as autoridades com intervenção no terreno pudessem colaborar na sua concretização, ou seja, a EDIA e a CM da Vidigueira! O Futuro o dirá!

( praia fluvial da zona do Pinhal)
Antes do sol cair, a dinâmica presidente da Junta de Freguesia de Pedrógão, Peregrina Paixão compareceu no Parque de turismo para autocaravanas para proceder a visita as instalações que percorreu com interesse, incluindo as duas mesas de pic nic dos autocaravanistas, os cadeirões de pedra de She and Me da Ines e Carolina, a recepção incluindo a parte de escritórios, e a parte de habitação do guarda, e todos os demais equipamentos incluindo a zona relvada do solário, o barbecue, a estação de serviço, e assim descerrou-se a bandeira nacional que encobria os azulejos do Miradouro das Co-pilotos!

(Peregrina Paixão, Presidente da Junta de Pedrógão discursa na pre inauguraçao)

Entretanto chegava ao fim a tarde de 6F com o Sol ja deitado sob o seu cobertor de trevas, e mais amigos autocaravanistas forma chegando…o Marques, o Pedro Canavilhas, o Filipe Seco…todos a tempo de acender um fogo em tambor estilo “homeless” para queimar madeiros, e à volta da fogueira, aquecer almas e corações e até estômagos com grelhadas sucessivas de alheiras, de chouriças e de chouriços de porco preto, e branco etc. no barbecue do Parque, regadas claro a rodadas de tinto de diversas origens e proveniências…incluindo do Algarve, ao mesmo tempo que conversas amigas se mostravam infindáveis, num são convívio de companheirismo entre pessoas que se estimam. A Noite em Paz e Tranquila quase de Lua Cheia chegou por fim para todos serenarem os seus sonhos.

(Recepção e casa do guarda do Parque)
Sábado irrompeu totalmente invadido por uma neblina fluvial que escondia o Rio.e por vezes mesmo as vistas para Pedrógão! Só não obscureceu as carrinhas dos padeiros ( da nova padaria do Charrua e da padaria do Engrola dos Irmãos Carapetos) que chegaram em duas vagas, as 8.30h e as 9.30h cheias de roscas, pupias, bolos e pão de cabeça alentejano. Formaram-se as filas disciplinadas dos esfomeados e gulosos autocaravanistas!


Pelas 12h chegaram os amigos sem autocaravana daqui e dali, ou seja de Lisboa, da Vidigueira, de Alcaria e de Mourão e descerrou-se pela segunda vez a placa dos azulejos encimada pela peça de mármore em V, que assume múltiplos significados, desde o obvio da homenagem ao feminino, ao V de homenagem à co-piloto Vera, ao V de Vale de poejos como é conhecida a zona, até mesmo ao V de Vidigueira! Desempenhou-se e bem da tarefa a Presidente do TCA-Touring Clube de Co-pilotos e Autocaravanistas, Encarnação Santos.

(Encarnaçao Santos, Presidente do TCA)

E Houve discursos, e aplausos! E no final da cerimónia singela, entregaram-se aos presentes as chaves do autocaravanistas que tinham sido adquiridas, respectivamente pelo Presidente do MIDAP (entregue pela Vice Presidente do TCA) e ao Capitão Haddock entregue pela Presidente do TCA. Ponto alto também o sorteio das prendas de Natal com base no intercâmbio previamente acordado de presentes, um por autocaravana e no maximo valor de 5€…distribuídos do saco por um personagem identificável pelo barrete natalício.

(Barbecue para autocaravanistas disciplinados gozarem as AC a 100%)
De imediato, concluída a cerimónia singela veio a bênção dos Céus! Uma chuva miudinha determinou rapidamente a passagem ao plano B para o Almoço, que em vez de ser feito a volta das duas mesas de pedra, teve que se organizar a roda de autocaravanas com os toldos abertos e com mesas e cadeiras postas como sede um concurso de tasquinhas se tratasse!

(A Chave do Autocaravanista e os eu porta chaves)
Mas correu tudo bem para os 28 talheres presentes! Pelo menos assim foi dito por unanimidade, em que para alem dos pratos de resistência de grelhados, chegaram à mesa de todos também os contributos de cada um segundo principio básico da tertúlia do facebook “Uma autocaravana e um Café” de que cada um leva do seu, e come de todos. Assim foi!

(Autocarvanas viradas em tasquinhas de petiscos ao almoço)

O convívio prolongou-se por toda a tarde ate que o Sol se pôs, e, Sol-posto irradiou pálida a Lua cheia, que antes sofrera um eclipse não vislumbrado pelo nevoeiro que não deixou. Chegara então o tempo da Celebração do Solstício de Inverno a volta de uma fogueira e conduzido por um Mestre Escolhido, de cabeça coberta, e de archote e vestes negras.

(ver o ritual do Solsticio em www.bardoalem.blogpost.com)

Tudo decorreu conforme o ritual previamente distribuído…a evocação dos tempos imemoriais dos celtas, a exaltação dos ciclos da Natureza, o valor da colaboração do trabalho entre todos, a partilha, o minuto de silencio pelos ausentes e no fim a queima dos males de cada um, escritos num papel, no fogo comunitário..e no fim o desfazer da roda da vida com a proclamação o Vivat, Vivat sempre Vivat. Uma experiencia que caiu fundo em todos.


Jantares houve diversos, dentro e fora das autocaravanas sempre na observância da segunda regra de outro da Tertúlia do facebook dos autocaravanistas; “Amigo não empata Amigo”. E depois a noite submergiu silenciosa o que o nevoeiro entretanto destapara.


Chegou domingo dia de partida, e sem padeiros de buzinadelas a anunciar pão e biscoitos. Alvorada mais clara pelas 8.30h, e depois partimos alguns (os engenheiros) ao encontro de outros que seguiram por Portel e Alqueva, enquanto nós e Filipe optamos por ida através de Moura, e depois directos ao Castelo e Vila de Terena, para ver o dito e o Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciação, que constitui uma agradável surpresa. . Reunimo-nos todos no Alandroal para uma refeição numa mesa de oito nos Ramalhos, em tom de fim de festa, ou seja pelo dobro do preço mais alto praticado por casal. Mas recomenda-se o ambiente, a qualidade, e as sobremesas.

O dia encerrou as anotações com a visita e vista das ruínas do Templo do Endovélico, que só a imaginação e a curiosidade encontram referências no solo. Mas o local é surpreendente (lembra a vila romana de Enserune sobre Béziers em França). A vista sobre a barragem do Lucefecit merece também a deslocação e as pedras talhadas, em muros escarpados, relembram a possibilidade de civilizações do paleolítico como possivelmente as primeiras a ocupar o local. Foi a chave de ouro desta ponte de autocaravanismo no Alentejo, que fechou as notas do Moleskine.
(Poucas ruinas do Templo do Endovélico)

Depois, cada um pelas suas rotas regressou às origens acompanhado das memórias valiosas de uma experiencia bem sucedida com que se encerra o ano de 2011, com um pensamento positivo para todos aqueles que enfrentam forças e tensões adversas, que se espera sejam contidas neste ano de 2012 em perspectiva pelos bons espíritos autocaravanistas…

(Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão....para casais e familias autocaravanistas itinerantes)

(Adega dos Ramalhos no Alnadroal)

(Mosteiro de Nª Sra da Anunciação em Terena)

(Duas Ac estacionadas frente ao chaparro da frente norte)

(Na fila para a carrinha do pão)

(Ciclovia à vista)

(Autocaravana sob a sinalizaçao do Parque de Turismo para AC de pedrógão)

(Amareleja Feira Vinica)

(Autocaravanas sob o nevoeiro em Monsaraz)

(O Grande Lago das barragens de Alqueva e Pedrógão)

domingo, dezembro 18, 2011

Bons, serenos e tranquilos Votos nesta quadra festiva com esperança e confiança no Desenvovimento do Autocaravanismo para 2012

( Nova mesa de pic-nic para os autocaravanistas no Alenquer Camping)

Boas festas, Sereno Natal e tranquilas entradas em 2012
com votos de esperança para o Autocaravanismo.

Desde que começamos este blogue em 2006 reunimos mais de 1000 posts, mais de 300.000 leitores e mais de 100 seguidores, para alem dos que nos seguiram enquanto colaborámos no fórum do CPA, ou mais assiduamente no fórum do portal CampingCAr Portugal ou ainda no fórum da Catrineta. Hoje com mais frequência estamos no grupo facebook uma autocaravana e um café eu também realizou reuniões presenciais, ate que uma maligna doença afectou um dos elementos essenciais da nossa equipa base de She and Me, e suspendeu as nossas partilhas e crónicas de viagens ao estrangeiro desde Maio.

Mas nem por isso se descurou a linha de trabalho em prol do Desenvolvimento do Autocaravanismo em Portugal, de forma inovadora e de feição pró activa, com valor acrescentado. Por isso a palavra que deixamos com os votos de Boas Festas para a quadra que atravessamos, é de confiança e de esperança em todos os que de boa vontade e determinação entendem que o futuro só se merece construindo ideias ideais, actividades e realizações.




Como aliás temos vindo a concretizar desde que metemos ombros a este blogue, aos movimentos que apadrinhamos desde o MIDAP ao CAB e ao ONGA, ao clube de que somos membros o TCA -Touring Clube de Co-pilotos e Autocaravanistas, que acaba de festejar o seu segundo aniversário, enfim a a divulgação da teorização do Direito ao Autocaravanismo, e a realização do I seminário Nacional de Autocaravanismo e da I Mesa redonda franco ibérica do autocaravanismo em Alenquer.

Ou seja…para alem das ideias, e das palavras contribuímos com obras, com actos e com factos concretos pelo autocaravanismo itinerante, e deixamos estas prendas de Natal aos nosso leitores com uma sublinhada palavra de esperança, de confiança na determinação que ultrapasse e vença contrariedades, de saúde, de idade, de problemas familiares, de economia, de finanças e de emprego ou reformas.


Boas viagens pois, boas estadias e que elas dêem satisfação aos autocaravanistas responsáveis que praticam os Princípios de Filosofia, Doutrina e Ética do Autocaravanismo para que contribuímos e que também subscrevemos. E que sejam cada vez os apoios (gratuitos ou pagos) municipais, e da iniciativa privada de parques de estacionamento adequados a autocaravanas, e que se multipliquem os parques de turismo para autocaravanistas que permitam a sua utilizaçao a 100%, ou seja de todos os seus equipamentos legalmente, incluindo toldos, cadeiras, mesas e bicicletas!


(Autocaravanistas no parque de turismo para autocaravanas de Pedrógão
no gozo a 100% da suas viaturas e equipamentos incluindo a abertura de
toldos e colocação de mesas e cadeiras e bicicletas no exterior)
Para tanto e no terreno, contribuímos para a divulgação em legado de 2011 com os dois locais já assinalados: A estação de serviço e a plataforma de autocaravanas do Alenquer Camping, no Ribatejo, na zona de influência da rota do Vinho do Oeste, da Serra de Montejunto e do Vale do Tejo, e o Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão do Alentejo, na zona de influência da rota do vinho do Alentejo, e do pão e do azeite e sob a influência da planície alentejana e do Grande Lago de Alqueva e da Barragem de Pedrógão.


(A Barragem de Pedrógão e do Alqueva no Guadiana foram o Grande Lago)

Do mesmo modo colaboramos em plena crise com o apoio à mesma empresa no arranque, legalização e inauguração do primeiro parque de turismo para autocaravanas ao abrigo da portaria 1320/2008 no Alentejo…o Alqueva Camping-Car Park em Pedrógão, com uma politica de preços adequada ao ano de contenção que vai ser 2012, e que se pretende minorar com o esquema da chave do autocaravanista que pelo preço de 50 euros/não permite a utilização ilimitada e gratuita do Parque de Pedrógão e descontos também no Alenquer Camping durante 12 meses troikianos.

(A chave do Autocaravanista e o seu porta-chaves para abertura a descontos especiais)

O Ano de 2012 vai ser decerto mais favorável ao turismo interno, a mais curtas voltas e estadias de autocaravana para a maioria dos nossos leitores, pelo que a satisfação das viagens autocaravanistas, ao invés de KM percorridos e de cidades e países atravessados, vai poder potenciar mais conhecimento local e regional, mais visitas a monumentos e paisagens, mais e melhor aprofundamento de cultura e usos e costumes, tradições gastronomias nacionais.

(Barbecue, e uma das duas mesas de pic nic para os autocaravanistas
do Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão)
Mas este ano de 2011 fica assinalado com o nosso apoio dado à empresa familiar que patrocina este blog quanto a remodelação do Alenquer Camping face as restrições da crise, reduzindo a área de exploração, melhorando a decoração da sala de convívio – Bar do Além e criando um novo espaço para os autocaravanistas, junto a respectiva plataforma especial, com a mesa redonda dos autocaravanistas e suas familias e amigos para os seus pic-nics!

(torre de aguas de abastecimento e despejos e Miradouro das Co-pilotos
no Parque de turismo de Autocaravanas de Pedógão do Alentejo)
Bem Hajam pois os que são autocaravanistas de boa vontade, bem formados e que assim também nos consideram! Bom Natal para 2011 e um esperançoso bom ano de 2012.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Pré inauguraçao do parque de turismo de autocaravanas: ALQUEVA CAMPING-CAR PARK (Pedrógão/Vidiguiera)

(estaçao de serviço de AC e casa do guarda e recepção)

Terceiro teste e pré inauguração do Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão do Alentejo (Parque de Turismo para Autocaravanas)



GPS: N 38º 06´93´´ W 07º 38´ 09,6´´

As inscrições são limitadas a 20 autocaravanistas, com preferência para os associados do TCA-Touring Clube de Co-pilotos e Autocaravanistas, e dos membros do Grupo Facebook da Tertúlia 1 Autocaravana e 1 Café, sendo respeitada a ordem de inscrições enviadas para o email:
dcarvalho.luis@gmail.com

Programa
Feriado, dia 8 de Dezembro, 5F

Partida do Alenquer Camping, e de outros pontos de largada. Chegada ao destino, da I Vaga de AC, depois de almoço de dia 8, durante a tarde de 5F. Quem tenha tempo, e venha do Norte, tem várias oportunidades de visita em Évora e de almoço pelo caminho, por exemplo no Xico de São Mansos, e ainda de visitar o Castelo de Portel, ou inflectindo para a Barragem do Alqueva chegar a Pedrógão depois de passar por Marmelar.
Tarde livre para os pescadores obterem o jantar na albufeira do Guadiana, junto a Barragem, para por leituras em dia na autocaravana, ou para passeios pedestres ou de bicicleta nas cercanias....
Tarde livre para os pescadores obterem o jantar na albufeira do Guadiana, junto a Barragem, para por leituras em dia na autocaravana, ou para passeios pedestres ou de bicicleta nas cercanias....
Jantar livre, e/ou em alternativa em grupo na CANTINA DA MINA DA ORADA. (a 7 Km do Parque de Turismo de Autocaravanas) ou, em um dos três restaurantes de Pedrógão: na Azenha da Aldeia de Pedrógão, ou no Charrua, ou no Vermelhudo (todos a 1 Km).



(sopa do tacho da Azenha da Aldeia de Pedrógão

Ponte, dia 9 de Dezembro, 6F.

Partida do Alenquer Camping, e de outros pontos de largada. Chegada ao destino da II Vaga de AC, ao longo do dia de 6F. Dia Livre de pesca, de passeios a pé, ou bicicleta, ou AC, pelos arredores de Pedrógão:


Visita à Fabrica de enchidos de Faustino Quarenta de Pedrógão, ( se estiver aberta) a 1 KM, ou Ruinas de São Cucufate, etc (a 20 KM) e adegas de vinho e monumentos da região da Vidigueira.

Alguns links:


https://www.facebook.com/pedrogao
http://www.cm-vidigueira.pt/descobrir
http://www.adegavidigueira.com.pt/seccao_PT.php?intIDSeccao=3
http://www.herdadedorocim.com/
http://www.guiadacidade.pt/pt/poi-ruinas-romanas-de-sao-cucufate-15787

-  Pedrógão e Barragem (1KM) - e seu património segundo a Wikipédia:
- 2 Dólmens na Herdade de Corte Serrão - Anta Grande de Corte Serrão
- Igreja de Santa Maria de Marmelar ou Igreja de Santa Brígida ou Igreja Paroquial de Marmelar
- Povoado de São Lourenço – Calcolítico
- Atalaia da Insuínha - Romano; Idade do Bronze; Idade do Ferro
- Monte do Peso - Habitat Romano
-Vidigueira 17KM- Moura 17Km, - Beja 20KM,- Serpa 20 KM
- As piscinas cobertas e aquecidas da Vidigueira estão abertas ( e o posto de turismo).

Jantar a deliberar onde, dependendo da meteorologia. Note-se que de 9/10 decorre a FESTA VINICA VITIFRADES, em VILA DE FRADES, próximo da Vidigueira com tasquinhas de provas gratuitas (cerca de 20 Km d e distância do Alqueva Camping-Car Park de Pedrógão.

(mesa nº 1 dos autocaravanistas)

Fim de semana, dia 10, Sábado.

Partidas do Alenquer Camping e de outros pontos de largada. Chegada ao destino, da III e última vaga de AC, até antes da hora de almoço, para assistência a pré inauguração solene as 12h.
- De manhã, visita pedestre às obras do canal de rega de Selmes, Fonte da Cobra, e ao projecto Alqueva Camping Resort, incluindo a pista ciclovia, fornos tradicionais de carvão do Sr. Miguel Pereira, futura área de camping rural, e da quinta pedagógica de animais da região, e do local da charca dos patos e gansos, e pré localização do Bungalow Park Hotel. O Arquitecto e autocaravanista Pedro Canavilhas, autor do projecto já confirmou a sua presença e estará disponível para explicações complementares

- Deslocação ao Mercado de Pedrógão para possibilidade de compra de pão no local (ou a encomendar a entrega na Padaria Nova do Charrua. tel 28445571)

- Cerimónia de Pré- inauguração. Pelas 12h. Descerramento pela Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Pedrógão, Sra Dona Maria Peregrina, da lápide de azulejo comemorativa da homenagem às co-pilotos dos autocaravanistas, com uma inscrição intemporal, de "MIRADOURO DAS CO-PILOTOS AUTOCARAVANISTAS" com o pictograma de uma autocaravana, pela Presidente do TCA, Encarnação Santos.


Ágape ou Almoço de companheirismo de Natal. Pelas 13h, e com troca de prendas por sorteio entre os participantes (e previamente entregues) na recepção, nas duas novas mesas fixas do Parque de Turismo de Autocaravanas, com recurso para quem quiser a churrasqueira, debaixo de chaparros e com o Guadiana ao fundo, e às suas próprias mesas e cadeiras, como for de gosto de cada um. Quem pretender assar castanhas tem um assador a disposição, a solicitar na recepção.


Ementa de churrascos no barbecue local (a comprar de manhã no talho da praça do mercado com os valores das inscrições) para o almoço com os extras de entradas e sobremesas que cada um entender levar de sua vontade. Porem quem preferir poderá combinar no CHARRUA em Pedrógão, com ementa a encomendar -cerca de 8 euros/pax, ou na AZENHA da Aldeia, ou no VERMELHUDO por preço idêntico um almoço)

Prossegue entretanto...a FESTA VINICA VITAFRADES iniciada no dia anterior....


Ao Por do Sol- e Sol Posto

Em noite de Lua Cheia, com o fenómeno de eclipse total da Lua, terá lugar e ao ar livre, e em três tempos:


I- curta cerimonia simbólica do solsticio de inverno, com ritual simples (em roda de uma pira de pedra, uma fogueira é ateada, e os participantes dispõem-se em circulo, com os braços abertos em tao (T) , por cima dos ombros, perfazendo uma cadeia unida.
II- Após uma breve invocação sobre o significado da noite mais longa do ano, e o crescer dos dias que se lhe seguem , segue-se um sucinta evocação dos valores Humanistas e dos Sete pilares da Empatia e da Amizade: A Paz, Harmonia, Solidariedade, Liberdade, Fraternidade, Solidariedade e Tolerância.
III- Terminada esta intervenção, todos, saem da roda, dão um passo em frente e um por um, deitam na fogueira um papel dobrado onde estão (previamente) escritos os males e infelicidades maiores que cada um pretende o exorcismo purificador de os eliminar na fogueira, para o bom advento e auspícios do novo ciclo que ora se inicia, a terminar com o solsticio de Verão de 2012.

Segue-se uma ceia livre e leve com as sobras do almoço...e o que mais cada um lhe aprouver sob o lema "cada um leva do seu e come de tudo"...


(Mesa nº 2 dos Autocaravanistas com vista para a albufeira do Guadiana)
Fim de semana, dia 11, Domingo

Após as alvoradas a gosto de cada um, regressos, em vagas sucessivas, com programa livre e sob o signo de Amigo não empata Amigo. Uma sugestão do regresso, é seguir de Pedrógão para Moura e depois para Amareleja, (Feira da Vinha e do Vinho) daqui para a Granja e Alandroal, (eventual almoço no Restaurante Encalho da Amareleja tel 285254931,ou nos Ramalhos do Alandroal) com passagens por Terena, Mourão, Monsaraz e Estremoz e depois para os eixos rodoviários da Grande Lisboa.

Restaurante Encalho: Rua Catarina Eufémia 43, Amareleja7885-027
Restaurante Ramalhos, Largo principal,2 Alandroal7250-142 ALANDROAL

Para visita de estudo, já confirmada, possibilidade de visita pelos interessados, à propriedade no Alandroal, onde subsiste o culto pagão do Santuário celta do Endovélico por ocasião do Solstício de verão.
 Notas finais:
(Cadeirão de pedra para descanso dos casais autocravanistas)

- Troca de prendas de Natal: Cada casal autocaravanista, leva consigo uma prenda de valor aproximado entre 3 a 5 euros, devidamente embrulhada. Todas as prendas serão numeradas e sorteadas, na recepção para ulterior redistribuição na tiragem à sorte pelos participantes durante o almoço de sábado dia 10.
- Evocação do solstício de Inverno: nenhum requisito é necessário, para além do papel dobrado com a frase/mensagem a lançar na fogueira para esconjuro dos males passados!
- Os custos de inscrição para os autocaravanistas, resultam apenas da imputação por casal, na base da comparticipação nas despesas colectivas comuns, e que se fixaram simbolicamente em a 5€ por autocaravana, para o período de 8/11 de Dezembro.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Contrabandista de droga mascarado de autocaravanista é apanhado na fronteira italo-francesa com 25 km de cannabis

droga dissimulada num falso reservatório de agua da autocaravana

Lundi en fin d'après-midi, les douaniers positionnés derrière les barrières du péage sur l'A8 décident de contrôler un véhicule aménagé en camping-car. Le van est immatriculé en Italie. Les vérifications s'avèrent particulièrement difficiles compte tenu des nombreuses cavités dans l'habitacle.

C'est la présence d'un réservoir d'eau, dissimulé dans une paroi du véhicule, qui mettra les douaniers sur la bonne voie. Les agents décident de vidanger le bidon et découvrent à l'intérieur 42 boudins de plastique renfermant du cannabis.

Le conducteur, un ressortissant italien, a indiqué qu'il avait acheté la marchandise au Maroc pour la revendre en Sicile d'où il est originaire. Il a été remis à l'antenne toulonnaise de la police judiciaire de Marseille.

sábado, novembro 12, 2011

Na estrada todos os cuidados são poucos...desta vez uma viatura ligeira com matricula de leste albaroa uma AC de reformados


(isto era uma autocaravana Pilote)

Segundo a policia o culpado foi um condutor de um ROVER, com matricula de pais de leste....que despareceu do local do acidente... num outro carro...

...Rover circulant en direction d'Autun et un camping car circulant en direction d'Epinac,  sur la départementale 973.
Le conducteur du camping car n'a pu éviter que son véhicule dévale le talus et termine sa course dans un champ, en contrebas de la chaussée.
Le conducteur de la Rover, immatriculée dans un pays de l'Est, n'est pas resté sur les lieux de l'accident. Bien que souffrant d'une blessure au genou, il a pris la fuite à bord d'une Ford blanche, sans doute, une Ford Escort, en direction de Nolay et Beaune. Il est activement recherché par les gendarmes qui demandent à toute personne qui aurait été témoin de l'accident, ou qui serait en mesure de leur communiquer des renseignements, de bien vouloir téléphoner au 03.85.86.03.80 (discrétion assurée).
Les deux occupants du camping car, immatriculé en Côte-d'Or, à savoir un couple de jeunes retraités, ont été secourus par les sapeurs pompiers d'Autun, assistés du SMUR. Ils ont dû être désincarcérés. Mais auparavant, les sapeurs pompiers ont dû sécuriser les lieux. Des bouteilles de gaz se trouvaient en effet dans le camping car. Elles ont été neutralisées, avant que les blessés puissent être secourus...

quinta-feira, novembro 03, 2011

She and Me e mais 12 autocaravanistas e suas co-pilotos no 2º teste do Alqueva Camping-car Park de Pedrógão do Alentejo

(nacser do sol na plataforma a Oriente do parque de autocaravanas)

She and Me no segundo teste ao Alqueva Campingcarpark

de Pedrógão do Alentejo

Ora bem.

Sexta-feira dia 28 de Outubro, de 2011, início de uma das duas últimas pontes do ano de 2011, e quiçá das nossas vidas “post-troika”.

Tempo de She and Me nos associarmos a mais seis casais de amigos autocaravanistas (na ocasião os presumidos sete magníficos) e partir para sul, a pretexto do segundo teste ao primeiro (?) parque de autocaravanas privado construído ao abrigo da portaria 1320/2008, ou seja da legislação que veio permitir em Portugal parques de campismo exclusivamente para autocaravanas. Ou dito de outra forma, parques exclusivamente para autocaravanas poderem fazer campismo, ou seja…abrir toldos, fazer churrascos, e usufruírem da segurança de vedação e de estação de serviço.



É essa a natureza do Alqueva Camping-car Park (marca registada da empresa familiar que gere o Alenquer Camping, a sua plataforma de autocaravanas e respectiva estação de serviço. Situado em Pedrógão do Alentejo e aprovado pela CCRDA, pelas Estradas de Portugal e pela CM da Vidigueira com licença de construção já paga.

Depois da primeira sessão de teste já aqui relatada neste Blog Newsletter, e que envolveu 3 casais, aqui:


Desta vez, além de She and Me, o casal Manuel, o Zeca, o Filipe, o João, o Marcelino, o Leonel, 14 AC e respectivas co-pilotos, portanto. Gente de bem, e pessoal amigo. Que se associaram esta jornada pró autocaravanismo. Dos previstos, faltou o Casal Vitor, por efeitos colaterais de vacina contra a gripe.

Nós fomos na dianteira de sexta-feira, ao fim da manhã saímos de Alenquer, a tempo de almoçar pausada e tranquilamente nas Vendas Novas, no Pastor, já recenseado em anteriores sortidas de semovente. Fomo-nos a dose e meia de migas com espargos verdes e plumas. Mais o queijo, pão, azeitonas e ainda duas empadas de galinha, para mais tarde por uma azulinha e uma cinzenta. Foi a refeição mais cara deste raid.

Chegámos pois a Pedrógão a tempo de acompanhar o enchimento do reservatório de águas impas pelos Bombeiros de Pedrógão (a pagar claro) e de acompanhar a azáfama de algumas outras tarefas no terreno, incluindo a sua vedação com rede ovelheira, e o descarregar de 30T de gravilha, para melhoria das vias internas de circulação, para além do plantio de flores entre elas alecrim, loendros e lantanas.

Deixámos depois os trabalhos em bom ritmo, e seguimos para Pedrógão, Aldeia Ribeirinha do Guadiana para uma curta entrevista com a entusiasta Presidente da Junta de Freguesia, que teve então oportunidade de ver por dentro uma autocaravana. Tudo a tempo de rumar a Serpa, e mais uma vez sermos acolhidos no respectivo parque de campismo municipal (que não tem estação de serviço para AC), onde também pernoitaram mais 4 AC, todas estrangeiras, como também eram estrangeiras mais duas caravanas.

Poucas mercas no próximo Intermarché, que oferece combustíveis mais em conta, e depois o passeio por ruas e ruelas, ate nos acercarmos do Molho o Bico, para uma estreia gastronómica de jantar. Da outra vez (está por aqui o relato, fomos ao Lebrinha)

( De uma anta se fez uma casa com uma parede mestra de pedra,em Pedrógão)



A experiência foi satisfatória, o casal de sexagenários deu conta de uma dose de maminha de vitela, sericaia com ameixa, e de entrada, pão com azeite e azeitonas mas as águas e vinho da casa…imagine-se que bem, e por 3 cinzentinhas. Valem bem a experiência. E depois de esmoer ruas acima até ao camping, coma digestão feita, foi o sono reparador com a consorte.

Sábado. Como sempre o acordar foi cedo. Céu calmo, sol ridente e só…pois mais vale Sol, que mal acompanhado, com nuvens ausentes, vento desconhecido em parte incerta, e temperatura amena, melhor do que outonal. Após os rituais matutinos, seguimos para Beja, directos ao Mercado, para comprar pão (de Santana da Serra) queijo de cabra, requeijão, tomate, melão e orégãos para o “pic-nic” aprazado do almoço de domingo. Impressionante a bancada do peixe com “Axgãs” ( ou achigãs) e bogas fresquíssimos e vivos, aos saltos de cauda. e com meneios de cabeças. Claro, e foi também necessário dar de beber a semovente no melhor preço, da BP.

De seguida via Selmes chegamos a Pedrógão, mais do que a tempo do almoço no Vermelhudo, com os juniores idos de Lisboa para um almoço em família, e depois, curta vista à barragem, e depois às obras do Camping-car Park e aos detalhes do projecto do Alqueva Camping Resort, ainda na prancheta.

( as pupias de Pedrógão da nova padaria do Charrua)

Entretanto chegavam os demais AC. E renovaram-se os turnos, uns partem, outros chegam, e nós She and Me, fazemos a ponte entre uns e outros. Aos recém chegados foi repetida a informação sobre o projecto e a execução em curso e recolhidas sugestões, todas anotadas. O teste “in locu” estava a dar frutos, e espera-se por isso que o resultado final, venha a saldar-se positivo! Até se fez uma assembleia deliberativa para análise do preçário a praticar, e da política de descontos para os autocaravanistas dos clubes, dos fóruns, e dos blogues do sector! Só faltou a acta…e a lista de presenças!

A tarde escoou-se fluida já sob um sol declinado para ocidente, na frente de Pedrógão, com os chaparros a afirmarem-se negros, na linha do horizonte rosa, em contraponto com o perfil da palmeira do jardim, da torre do relógio e da igreja de são Pedro.

Amigo não empata amigo, e à hora de janta quatro ficaram no parque, e em três autocaravanas dez seguiram para a Cantina da Mina, na Orada. Como já nos acontecera antes, no 1º teste, portas fechadas, mas nada a recear, entra-se pela taberna, vai-se a cozinha e convence-se Dona Bárbara a arranjar comida para 10. Até houve quem desse a uma ajuda a por a mesa…a ir buscar o vinho… as azeitonas, até chegar a encomenda: duas doses de febras e duas doses de vitela estufada para os 10. E não é que sobrou mesmo? Com o melão, cafés, pão queijo, ficou por casal, incluindo a gratificação por uma rosinha e uma moeda europeia. A conversa demorou o que teve de demorar e quando regressamos à base, a maioria na plataforma nascente, já os outros dormiam …

A noite excelente chegava ao encontro do sono, e assim se completou o dia de sábado, com uma despedida às luzes de Pedrógão, a ocidente, sob um luar pálido de um emergente e minguado luar crescente.

Domingo cedo, uns mais madrugadores assistiram ao romper do sol nascente, logo a iluminar a albufeira formada pela barragem de Pedrógão. Ruídos de civilização nenhuns, na estrada, escassas viaturas, mas presente o tilintar dos chocalhos de rebanhos de ovelhas, e trinados de pássaros assistentes. Um espectáculo deslumbrante, da bancada virada a Oriente, à Luz. O dia prometia mais excepção meteorológica neste dia de 25ª hora (da mudança da hora) em que todos vivemos duas vezes o mesmo ponteiro das horas e dos minutos, realinhados, das 2h horas da manhã.


(A Torre do Relógio de 1901)

Vistoria das plantas implantadas na véspera, e rega sobre a orvalhada para facilitar o enraizamento das cerca de 50. E enquanto se esperava que um a um todos os 14 terminassem os seus rituais, organizou-se a volta pedestre a Pedrógão e ao seu quarteirão de casas emblemáticas sobre as fragas, e as compra no mercado, que previamente estava garantido ter talho aberto até as 12h. Seguimos então em vagas: um casal de bicicleta eléctrica, um “sportsman” em “bike”, 6 em 2 autocaravanas, e os restantes em “pedibus calcantibus”. Ida e volta a pé cerca de 1.900 metros…Mas todos juntos lá percorremos o itinerário do casario, da Torre do relógio de 1901, ao lado da Igreja de S. Pedro, e no mercado a compra do que faltava, em especial a entremeada preparada à moda de manta saloia de Alenquer (com o courato junto, e a febra retalhada em quadrículos) e mais frescos das hortas.

Regresso para mais conversas sobre turismo, sobre viagens, sobre autocaravanismo e áreas de serviço, “campings, e parkings” de autocaravanas, no Pais e no estrangeiro, e sobre grupos e concentrações, clubes e fóruns, em que o TCA (Touring Clube de Co-pilotos e Autocaravanistas) ficou bem na fotografia dos seus 14 membros presentes.

Chegou a hora dos finalmentes, e estreada a churrasqueira ou a barbecue, com o carvão vegetal dos fornos do Sr. Miguel, colocadas as mesas e cadeiras de cada um junto a poltrona de pedra de “She and Me”, sob a sombra de um chaparro, foi espalhar o que cada um levou de seu para comer de tudo, como é timbre de marca das tertúlias presenciais grupo facebook 1 AC e 1 CAFE, e que decorreram de Janeiro Maio deste ano. Havia de tudo: - croquetes, pasteis, salsichas, farinheira, entremeada (a tal da manta saloia) febras, saladas, batatas doces e fritas, vinhos de Alenquer, da Ermelinda e até de Bordéus, pão, queijos diversos, sumos e águas, pitéus até dizer chega, e por isso todos gostaram e até do preço da comparticipação de cada um para as carnes comuns…um euro por cabeça!
(preparativos para o por de mesas sob o chaparro)

Só lá para o final da tarde, é que a debandada deixou na plataforma do Oriente apenas duas autocaravanas para o entardecer, a reconversão do barbecue em lareira com galhos mortos de zambujeiro, jantar frugal, a audição da charla do Prof Marcelo, na TVI, e a pernoita de domingo, depois do piar do mocho. Até então, temperatura sempre óptima a requisitar simples camisolas leves.

Segunda-feira dia 31 de Outubro, e dia de trabalho. Levantar, mais umas falas para actualização da “to do list” para a semana, com o empreiteiro, que às 8.30h, já metia mãos a obra com a sua equipa. Saída para a Vidigueira e enquanto uns seguiam para a Pastelaria Estrela (a rainha do pão de rala) fronteira às bombas da CEPSA/ELF, com estacionamento das AC, fácil por baixo da Cascata, e foram aos bolos e ao café matinal, mas houve quem rumasse a CMV para delongas administrativas, mas logo depois, seguiu-se em coluna, para Évora.

“Pic-nic” a caminho de Montemor nas AC, refeição leve de restos de véspera, e depois sempre pelas nacionais, sempre a menos de 2000 RPM e abaixo dos 90KM seguimos, as duas ultimas autocaravanas, em viagem serena e tranquila, por Vendas Novas, Pegões, Vila Franca de Xira, ate ao Alenquer Camping. Depois da “toilette” da Ac na estação de serviço, e escolhidos nos socalcos os lugares com vista para a Quinta de Pancas, por cima da ruas dos bungalows, das caravanas e de um casal d ingleses, foi tempo de por a leitura em dia de jornais, as notas de escrita do “moleskine”, a consulta de “emails”, e de visionar em boas condições a televisão digital de que Alenquer foi pioneira.

À hora de jantar, mais uma ceia frugal, (canja, torradas, pão de mistura de Alenquer e Alentejano com manteiga e presunto) chegou sem pressas, com uma chuva de gotas tímidas e envergonhadas por assim anunciarem o fim da ponte.

Terça-feira. Sono sossegado, acordar no feriado de Todos os Santos de 1 de Novembro, com um tempo a virar para o farrusco, mas ainda aceitável e a uma hora matutina, pelas 7.30h, já a pé. Sacos cheios de roupa suja, jornais e os habituais etc. e sem acordar ninguém, rumo a casa na viatura comum-de-todos-os-dias.

Em breve será feito o terceiro teste ao Alqueva Campingcarpark. Ele fica à nossa espera, e mais dia menos dia, também a vossa espera! Talvez a 8/9 de Dezembro se o tempo o permitir, mas apenas com inscrições prévias, confirmadas e limitadas.

N: 38º 06´ 58,93´´

0: 07º 38´ .09,60´´

Ora, até lá, boas voltas e reviravoltas.

domingo, outubro 30, 2011

Jornal de ANUNCIOS OCASIÃO alerta para falsa publicidade com tentativa de burla sobre Autocaravanas

(exemplo de tentativa de burla)

Tentativa de burlas com Autocaravanas



As autocaravanas já são mais uma categoria usada para tentativas de burlas. Como os outros esquemas, o burlão apenas responde via email.


O burlão explica que se encontra noutro país em trabalho e que não usa a viatura, a mesma é enviada através de uma empresa transportadora e que a vítima apenas terá de enviar metade do valor pedido para apalavrar o negócio.


É feito um pedido de transferência através da Moneygram, Western Union ou transferência bancária, após essa transferência a viatura nunca chega às mãos da vítima..


Novo esquema: Os burlões estão a contactar anunciantes, pedindo dados pessoais, nº NIB para transferência bancária ou para cheque. Nota: Por favor, não exerça nenhuma transacção com estes utilizadores.


(Atenção estes anúncios foram removidos, por terem sido considerados tentativa de burla.)
Os contactos são falsos, para obrigar ao contacto por email e assim facilitar a Burla.




sexta-feira, outubro 21, 2011

Apesar da crise, também há ainda autocaravanas em Strasbourg, em Outubro de 2011!


Pois, é verdade.
O homem põe, e o Grande Arquitecto do Universo dispõe, e por vezes, indispõe-se.

Estava previsto para este ano de 2011, em Outubro uma reunião profissional em Strasbourg, daquelas que têm lugar três vezes ao ano, e com uma calendarização atempada, e prefixada do ano anterior. Por isso já sei hoje quais a reuniões de 2012 e onde, e quando.

Por isso em 2011 lá estava agendada mentalmente a presença numa reunião em Paris (que se verificou, e de autocaravana como consta do relato neste blogue em Fevereiro) outra em Berna já já foi de todo impossível ir, pelo ataque à co-piloto de um maligno câncer, e agora em Outubro, mês de Verão serôdio, a presença ficou-se pela individual, uma vez que a desejada solução de autocaravana teve que ser posta de parte, por indisponibilidade da co-piloto.

Viagem pois de trabalho, com apenas Me, sem She. E de avião, pois claro. Mas com pensamento frequente na memória de anteriores viagens autocaravanistas a propósito de reuniões de trabalho profissionais, e o desejo firme de em momento posterior a vitória sobre o maligno se puder, talvez em 2012, volta as estradas europeias ao volante da semovente com a She ao lado como co-piloto, e companheira de viagem. Lá para Junho de 2012, a Paris, com a consorte, quem sabe?
(Barragem fortificada por Vauban vista do barco)


Ora então, numa madrugada de 5F, de Outubro, bem cedo, noite escura ainda, rumo ao aeroporto ao parque nº 3 e por duas noites, com o regresso aprazado para a noite de sábado. E chegado a este destino…uma autocaravana tipo camper, ou auto vivenda, de matrícula alemã ali estava jacente (e no mesmo local no regresso). Pretexto para interrogações sem resposta aos porquês da situação. Por isso estacionei por perto para o carro poder estabelecer na minha ausência, uma troca de impressões com a camper sobre viagens….

Check in rápido na Air France, só com bagagem de mão, e depois o controle de fronteira, de tirar sapatos, cinto, relógio, bolsa de líquidos de higiene, computador, porta-moedas etc. Tudo em ordem no controle electrónico. Faltava mais que tempo, e por isso hora de leitura do livro de Remy Boyer sobre o Despertar da Consciência. Indispensável diria eu, para quem se preocupa mais como Ser do que com o ter, que esses estiveram pelo duty free do shopping.

Depois de vários ding dongs da última chamada do passageiro X, para o voo tal, lá chegaram os ponteiros dos relógios à tesourada da minha hora de embarque. Lá ocupei o meu lugar preferido, de corredor, com o nosso indian summer lá fora, e com os jornais gratuitos franceses e portugueses disponíveis.

Endireitadas as costas das cadeiras, desligados os telemóveis, apertados os cintos, lá seguimos uns tantos naquele autocarro alado. A meio da viagem, um snack detestável de um pão brioche com misto plastificado de queijo e fiambrino, e a bebida disponível…e já lidos os jornais…voltou o pensamento para a viagem em autocaravana…e nas vantagens e desvantagens relativas de cada um destes meios de transporte e de viagem…

(vitral do transepto da Catedral)


À medida que o desafio dos neurónios ia decorrendo, os dedos e a caneta (que espirrou na altitude) foram convocados para registar no moleskine as notas comparativas. Assim foi durante a segunda parte da viagem, e quase a chegar a De Gaulle…já estava apurado o quadro comparativo….na coluna da esquerda os prós e contras do avião, e na direita, os outros prós e contras da autocaravana. Falta a pontuação do saldo que só pode ser apreciado subjectivamente…
(arte, paisagens e viagens)


Impossível reproduzir aqui o quadro manuscrito, mas deixa-se alguns exemplos para algum leitor mais dotado em informática poder estabelecer a solução visual correcta. Mas aqui ficam algumas pistas, e exemplos.

Quanto a rapidez, o avião assegura este item, mas a AC assegura mais tempo de viagem! E se este for o objectivo, então a AC supera o avião. Quanto ao preço o avião é mais barato do que a AC se for um só o viajante, se forem dois, a balança pende para a autocaravana. Um empate!

Quanto a comodidade, o avião permite as leituras do viajante e mesmo a escrita, e até o debicar de snacks em andamento, mas também na AC a co-piloto também é ahospedeira a bordo, e pode servir ao condutor um maçã ou uma bebida em andamento, e escrever notas ditadas, mas já quanto a leituras na AC népia, só do GPS…mas sobre a hipótese do telemóvel que não existe no avião, vence a AC, e de ouvir rádio, que também já não existe no avião. Quanto as cadeiras reclináveis, há quase um empate entre avião e AC, embora esta perde, pois não permite ao condutor viajante dormir em andamento.



Quanto a companhia a balança pende para a AC, pois a consorte é co-piloto, e no avião o parceiro do lado era um desconhecido(a). Quanto a paisagem… também ganha a AC pois de avião só se vislumbram nuvens.

No avião o viajante é passageiro, mas na AC passageiro é só a co-piloto. Claro que no avião o GPS é dispensável e na AC é aconselhável. Quanto ao fumar (politicamente incorrecto é certo) no avião é impossível, mas na AC ate cigarrilhas ou cachimbo se pode usar. Outros aspectos a registar…os horários pré fixados do avião e o chega quando chega, para quando quer da Autocaravana….No avião não se pode perder o bilhete, mas na AC também não se deve perder o ticket das portagens…e quanto aos sanitários no avião usam-se em andamento, mas na AC…o condutor tem de esperar por uma paragem!
(uma AC na margem do ill)
(vendedor de castanhas grelhadas em Strasbourg...)



Enfim, muito mais se poderia aprofundar incluindo a questão do shopping, possível em andamento e em voo, mas na AC só possível nas paragens nas localidades ou nos super, mas isso faz parte do prazer da viagem itinerante, em que a autocaravana é Rainha sem competição face ao avião, que por sua vez é Rei incontestado na viagem rápida para destinos de etapa. Ou seja de autocaravana cada etapa é uma viagem, e de avião cada destino é uma viagem...e na Autocravana um destino tem muitas etapas, muitas viagens..
( ao fundo, o início do Parlamenmto Europeu)


Entretanto depois do stop over em DeGaulle (do terminal 2B para o 2G, de autocarro) lá se chegou a Strasbourg, e daqui de táxi até ao Hotel, próximo do quarteirão do triângulo Europeu - Parlamento Europeu, Conselho da Europa, e Tribunal dos Direitos do Homem, junto ao jardim da Orangerie.

(original coffee shop em autocaravana? no aeroporto De Gaulle em Paris)

Havia tempo para ir a pé depois de por a bagagem no quarto, para ir ate ao centro e depois comparecer no primeiro compromisso na Câmara Municipal ao fim do dia. Começou-se pois pelo cais dos Bateliers (barqueiros) e para uma viagem de barco (Batorama,por 9€) pelos canais do Rio l´ill, com passagem por duas eclusas, uma ascendente e outra descendente, à volta da velha Strasbourg classificada de património mundial pela Unesco, em recordação de outras visitas de turismo e de trabalho de anos anteriores.

(ao lado do hotel, um edificio fascinante)


Belíssima paisagem com o limite por um lado da barragem do génio de arquitectura militar Vauban (tantas vezes citado na crónicas de viagem incluídas neste blogue) e os edifícios do Parlamento Europeu e do Conselho da Europa (onde na respectiva Assembleia Parlamentar discursou nesse mesmo dia o leader da Palestina).

Seguiu-se o deambular pedestre sem rumo certo, mas com visita obrigatória à Petite France, Catedral, e Às praças Kleber, Broglie, Gutenberg, e de l´Université…. Incluindo um paragem num bistro ou winstub, para um lanche alimentar de sandwich de queijo e vegetais, até que chegou a hora das obrigações que aqui não vem ao caso divulgar, e que uma vez concluídas e sob chuva aconselharam o regresso ao hotel, de táxi.

Dia seguinte sem história para o relato de viagem. Foi todo o dia de trabalho à porta fechada, com tradução simultânea franco-inglesa, apenas interrompido para um almoço de função, embora sofisticado. Curiosamente a caminho do local da reunião, e nas margens do Rio dormia uma autocaravana sossegadamente, talvez de um residente, ou de um turista.

(Praça Kleber)

Exausto ao fim do dia e terminados os trabalhos, a melhor solução foi enfrentar um novo circuito pedestre a volta de Strasbourg a revisitar outra vez a Catefral, o Palais Royan, a Igreja protestante de S, João-o-novo, a Praça da República, o que me deve ter levado a percorrer por uma estimativa conservadora, cerca de uma dúzia de KM. Registe-se ainda, que o tempo estava excelente, sem nuvens, nem chuva, nem frio, e como era sexta-feira a noite com muitos estudantes e outras pessoas a circularem a pé, e de bicicleta, com a generalidade das esplanadas e dos restaurantes cheios….sem vislumbres de crise.
(almoço de sexta a sofisticaçao de dois lombos de rouget)



Foi também a ocasião de comprar um pequeno livro (já devorado) de Stéphane Hessel e Edagar Morin sob o título “Le chemin de l´espérance”. Edição Fayard, 2011, 10€. Basta dizer que vale a pena, sempre à volta da mesma questão existencial essencial: O valor social está em MELHOR, ou em MAIS? Enfim, mais uma dica bibliográfica que interessa aos que se interessam.

Entretanto, logo à saída do hotel estavam duas autocaravanas no estacionamento do separador central sem aparentes problemas policiais ou outros, mas também sem visível utilização. Curiosamente também, já noite caída, e frente ao pequeno restaurante onde fomos a uma dose de frites e dois steaks au poivre no Saveurs du Palais (próximo do Palácio da Justiça, por13€) lá nos deparamos com outra autocaravana em movimento…

Dia seguinte, sábado de manhã, o acordar cedo com os ruídos dos vizinhos do quarto ao lado, a arrumar malas e a das suas abluções matinais (desconhecidas para quem viaja de avião), segunda oportunidade de confirmar o satisfatório pequeno-almoço do hotel onde estavam também uns portugueses presentes para um seminário, acompanhar as notícias dos telejornais e a leitura dos matutinos, a reposta breve a alguns emails, e ainda a redacção do relatório da reunião do dia anterior. Na altura própria, o táxi chamado telefonicamente pela portaria compareceu e lá se seguiu para ao aeroporto com um condutor tagarela que bem gostava de Portugal e da nossa gastronomia farta e em conta, e ansiava de voltar a fazer turismo no nosso País.
( camper no aeroporto de Lisboa)


O regresso foi sem história. Avião Strasbourg-Paris, e Paris-Lisboa, com escala longa em De Gaulle. Tempo para comprar mais um livro que também se recomenda, e que facilitou o tempo de espera passar mais despercebido. Trata-se de Bernard Werber, autor de «Nouvelle encyclopédie du savoir relatif et absolu”, edição do Livre de Poche, Albin Michel, 2011, por 8€

Sem história, chegou-se ao avião o aeroporto de Lisboa. E no parque do estacionamento lá continuava o diálogo silencioso entre a autocaravana alemã e o carro que me iria levar a penates, para pelas 22h reencontrar a She de boa saúde, ao fim de um raid de cerca de 72h, aerotransportado, mas que bem teria trocado por uns doze dias de cerca de 5750K estimados ao volante da autocaravana, e por mais de uma razão!

Curiosamente já depois do regresso, ao passeara os olhos pelo anémico fórum do CPA, foi no fórum do CCP que se deparou um curioso texto do amigo Daniel Beja, (A Autocaravana faz-me bem à saúde mental ?) em que também intervieram com comentários ajustados de outros membros do Grupo Facebook uma Autocaravana e um Café, e que pode ser visto neste link:


Para além disso e de útil, apenas se retira do fórum CCP uma nota do companheiro MCAS ( o Prof Jose Caseiro) e limpidamente como é seu habito, deixa escrito:

“Aplaudo sempre quem traz novos motivos para discussão. Acho até redutor que um fórum sirva apenas para falar de pneus, baterias, áreas de serviço e consultoria on-line sobre onde comer, dormir e passear. Isso tudo é importante, muito importante e, felizmente, temos por cá gente muito generosa e sabedora, sempre pronta a ajudar, a quem eu também recorro quando preciso e agradeço a ajuda prestada. Aceito, porém, quem tem essa visão de um fórum, quem ache que esse é o “serviço” a partilhar e não se abra, por motivos que não me compete discorrer, a outras discussões relacionadas com o autocaravanismo.”.

(duas autocravanas próoximo do Jardim da Orangerie)

Subscreve-se o texto, felicita-se o autor, e pela nossa parte quer aqui neste blogue, quer fora dele e até se tornarem estéreis e agressivas as discussões nos fóruns (onde até já há quem escreva textos a encarnado!) sempre desenvolvemos e teorizamos sobre o ideal Autocaravanismo, a política do autocaravanismo e a teoria do Direito ao Autocaravanismo. Está tudo dito, por ora, sobre Strasbourg e autocaravanas.

(Paul Eluard: para além das coisas, e das pessoas, as ideias!)