domingo, outubro 09, 2011

She and Me voltam a estrada, do Ribatejo, pelo Alentejo até ao Algarve e volta em 72h.

(Estacionamento e pernoita a bom recato na zona de Vilamoura)

Ora que melhor pretexto para mais uma sortida de autocaravana que um período benigno de convalescença e de pausa de tratamentos? Dada a sugestão, e aceite por She, foi rearranjar compromissos que nos permitissem sair de Alenquer na sexta de manhã, ultimo dia do mês de Setembro. A passagem por Coruche por ocasião de mais uma concentração do meritório CAS e com inauguração de mais uma área de AC e de estação de serviço, não foi opção a considerar, pois o repouso e o sossego beneficiam mais a recuperação pretendida, do que o todos-ao-molho-e-fé-em-Deus.

Tudo então ok. Apenas um saco e o computador portátil, este mais como amuleto esconjurador de trabalho, do que como passaporte para ler, e responder a emails. De bagagem, só um saco de mudas do essencial, pois a semovente está sempre de barriga cheia e pronta a rolar.

E ai fomos nós pela AE de Sintra e A10 de São João ate Alenquer para se evitar o rush matinal para Lisboa. Depois foi sempre pelas nacionais sem pressas, a partir das 10.15h. O GPS bem nos dizia que o alvo estava a cerca de 2.15h de distância, o Xico de São Mansos. E acertou. Na realidade não havia pelo caminho nenhum motivo de interesse a anotar desta vez. Era mesmo o fito gastronómico que nos animava e com prévia informação telefónica de porta aberta.
(ensopado de borrego do Xico)

Pois o Xico lá estava em pessoa, e nos dizeres do restaurante, e mesa posta para dois à janela. Recomenda-se o percurso das escolhas: pão local, azeitonas e queijo de cabra de entrada e a seguir uma magnífica sobra de beldroegas para Me (uma estreia absoluta) e para She um ensopado de borrego, bem servido a dar para dois. Vinho da zona, agua de Moura, sericaia e ameixa de Elvas para o remate e Café a finalizar.
(sopa de beldrogas.nota 10/10)

A foto da sopa não diz tudo, mas revela o bastante: largo molho de beldroegas, salpicado de branco do ovo cozido e de fragmentos de meio queijo de cabra, pão e caldo, e claro uma cabeça de alho inteira e cozida até se desfazer. Por mim, nota máxima por três notas rosinhas.

Após repasto continuou a marcha motorizada para Vidigueira para as reuniões de trabalho agendadas junto a torre do Relógio, e com as peripécias de inversão de marcha no final, como não podia deixar de ser. Mas tudo bem, e sem stress. Seguiram-se em 20 minutos os KM até Pedrógão, e mais duas reuniões no local…será que o projecto inicial da charca poderá ter fácil seguimento? Lá aprovado está ele… e a estrada que serpenteia ate ao carvoeiro, será que a melhoria é praticável? E a conexão entre a parte das AC e o restante? Pois a ver vamos a seu tempo. Na altura o sol arrasava, e por isso o tempo foi o mínimo possível. Mas o pontapé de arranque para os estudos dos complementos ali ensaiados, a gestos largos, e visionados já há muito, e há alguns anos já debuxados na prancheta do arquitecto parecem críveis. A ver vamos indo, nos dizeres da terra.
(Guadiana,margem direita, a montante da ponte de Pedrógão)

Ora bem pelas quatro estava pronto para seguir viagem para alívio de She, estirada na sombra da semovente. E assim lá ficou colada no horizonte a albufeira de Pedrógão naquela vista soberba entre Ponte e Barragem do Guadiana e que já me começa a ser familiar. Pois então GPS a apontar para Galé, Algarve, e logo lai a virar a direita na EM 325, em direcção a Selmes.
(parque de Autocaravanas da Galé)

A viagem sempre a descer, sem paragens decorreu suave, parte pelas nacionais, e depois pela AE a fim de tentar chegar pelas 18h, o que se conseguiu, só que a miragem de um banho cálido no mar, foi-se pela ventania… Encontrar depois o parque das autocaravanas (entre Guia e Galé) foi mais difícil por ausência de sinalização e por amuo do GPS por não ter recebido as coordenadas correctas, e que são N 37º 05´34´´ e O 08º 18´42´´. Ah…e fica entre a pastelaria Boca Doce e o restaurante São Domingos, na rua do Barranco que mal se topa.
(ratinhos de chocolate da Boca Doce)

Ora lá chegámos ao grande quadrilátero de solo de tout venant semeado de sumidouros d e águas pluviais, e espigos de árvores promissoras. Clientes? Três, dois franceses arrumados em L, uma inglesa e uma Ac portuguesa, que veio a transfigurar-se em recepção, com o proprietário e companheiro Horta e a simpática mulher com quem logo se estabeleceu a uma extensa, animada e profunda troca de impressões sobre o processo de legalização daquele espaço ainda em curso. Então trocaram-se dados, portarias, e experiencias relativas ao projecto do Alqueva Campingcarpark. Veremos se me futuro próximo com o dinâmico interesse daquele casal (e membro da Tertúlia 1 AC e 1 ACFE do facebook) tudo se concretizará pelo melhor e que o parque da Galé venha ser um dos primeiros parques de campismo (privados) para autocaravanas portaria 1320/2008) em Portugal.
(sardinhas do Ti Manel com meias batatas assadas em alho)

Ora, jantar onde? Bem, em primeiro lugar foi-se a comprar o Expresso, e munições sobre o caso Duarte Lima, prisão de Isaltino Morais e escândalo do buraco da Madeira, e às leituras na esplanada da pastelaria já referida numa tarde impecável. Depois calmamente rumar a pé em direcção à Galé, para a Grelha do Ti Manel, velho local conhecido de um rodízio de peixe, hoje remodelado e com uma esplanada frequentada quase só, por ferozes mosquitos e estrangeiros.

Cansados e sem grande apetite não optámos pelo peixe a discrição (15€/pax) mas antes pelas doses individuais de sardinhas (Me) e uma dourada escalada (She) mais uma salada, vinho da casa etc. No total qualidade justa, serviço deficiente e preço razoável (três rosinhas). Depois a TV com a nova antena TNT, tipo barbatana de tubarão e ligada a 220, pois o parque tem de sobra, fichas eléctricas e ate torneiras de água…

Noite descansada. Ruído nenhum.

Sábado de manhã, acordados a prestações e à força de rabanadas de ventos. Primeiro pelas 6h, depois Às 7h, a seguir Às 8.30h. Enfim Às 9h estávamos rendidos à mesa, a comer umas torradas (desta fez feitas a electricidade) a rever títulos de jornais e semanários e a cotejá-los com o noticiário televisivo. Depois a ida a pé ao supermercado próximo à busca de pão (de Santana da Serra) e iogurte…e doce de compota para as torradas, para She.
Pena ter falhado a despedida ao casal Horta, mas depois das 10h arrancamos em direcção a um garden center para a compra de umas buganvílias e loendros brancos, e depois para a capital…Faro, mas para antes desviarmos para a Ilha. Objectivo? Pois confirmar o acesso das autocaravanas ao antigo parque de campismo, a frigideira. Quase antes de atravessar a ponte esquelética um aviso surpreende…proibida a circulação a AC…mas claro que é só para espantar incautos…
(ponte para a ilha de Faro)

De facto o parque de campismo (saídos da ponte vira-se a esquerda sem nenhuma sinalização, em direcção ao depósito de água) recebe expressamente autocaravanas, tem estação de serviço e cobra por noite 5 euros apela viatura e 1 euro por cada ocupante. Se ficássemos eram pois 7 euritos, valor decente, e que a Associação concessionaria do Camping Municipal arrecada com gosto. Ficam as fotos a documentar o local rodeado de esplanadas e restaurantes e com aparente vida turística.

(parque de campismo da Ilha de Faro, com P de Autocaravanas)

Não parámos por lá. Feito o reconhecimento, outros destinos chamavam por nós: Como estaria a situação na Quarteira, que aparecia confusa nos blogues e fóruns de autocaravanismo? Pois fomos investigar….antes, feito o pleno de gasóleo, (95 litros) na BP como cartão BP Plus o que permitiu facturar menos de 1,30€ o litro…ou seja low cost em companhia de bandeira, à entrada de Faro, e depois rumo a Fonte Santa. Nada de local de Autocaravanas, o parque de feiras estava fechado a cadeado e as obras rodoviárias não deixavam nesga para uma Autocaravana estacionar. Conclusão, Kaput!

 
E na praia do Forte Novo? Kaput também, nada de autocaravanas senão o tempo de almoçar ou de apanhar uns mergulhos. Mas com a ventania só nos restou a segunda hipótese, almoçar ali no restaurante esplanada do Forte Novo. Sardinhas a discrição e excelentes, salada de tomate, vinho e etc. e mais três rosinhas saltaram afoitas da carteira.

(galeria de São Lourenço de Tavares Teles)

A tarde foi passada lai, frente a praia dentro da AC em semi-repouso de leitura da imprensa, agora com mais elementos escabrosos com as desventuras do andrógino Castelo Branco e seu alter-ego, Madame Tussaud, perdão, Graftsein.

Concluído o ripanço veio à ideia um intermezzo cultural? Que tal uma visita ali ao lado à Galeria de São Lourenço agora gerida pelo Antonio Tavares Teles? Ai fomos nós e com valia…para alem de umas esculturas interessantes de ferro e mármore, em figuras femininas, valeu pela simpatia do António, pró um quadro do Carmo em exposição e acima de tudo pela Joana d´Arc, do João Cutileiro em madeira, ao que consta uma peça de coleccionador, uma das primeiras do artista e escultor de Évora.

Fins de tarde e jantar com primos, uns primos de She e outros primos do Me. Tudo em Vilamoura, numa tarde simpática e com a semovente estacionada no parque anexo ao Mac Donalds, e depois na zona das Cegonhas, sem problema e em quietude. Quando se viaja “a solo” são muitas as oportunidades de praticar um autêntico e compensador turismo de Autocaravana itinerante, com concentrações é tudo diferente.

Ora de registo, o jantar mercê uma nota positiva. Primo George aventou ir comer leitão assado à moda da Bairrada: -No Algarve? Pois que sim ali para os lados da Patã. Pois até têm forno de lenha… e web site em http://www.restauranteantiquariodosleitoes.com/  Que nome!?. O ambiente rural/rústico aceitável, e o dito bácoro também. Motivo para longas conversas em que não se falam de doenças, mas se distendem as preocupações do dia a dia em clima de convívio são. Quanto às notas finais, com o vinho e os etc. subiu acima das três rosinhas reforçadas por mais uma cinzentíssima e moedas. Depois ainda foi o gozar de parte de uma noite amena no jardim da morada com troca de revistas e jornais, até que à hora do João Pestana com uma lua de quarto minguante belíssima, se recolheu à semovente, ali ao lado, para sob bandeiras incluindo a de Angola, assumir um sono solto em segurança.

Domingo, fresco, claro, de sol penetrante, e cantante de melros e mais passarada nada assustada com os ventos do Outono. Após o clássico pequeno-almoço, volta pedestre ao empreendimento e arredores, com a Estalagem das Cegonhas fechada e desolada, e com as alfarrobeiras cheias de fruto no chão. A piscina límpida aquelas horas matinais sem clientes ainda posou virgem para a foto.

Era tempo de preparar o regresso, só aprazado para depois de almoço com os primos de She, e por isso rumo a praia da Falésia, mais concretamente a praia da Rocha Baixinha, imediatamente antes da marina de Vilamoura no sentido oeste-leste. Tudo muito adequado: parking pago e parking livre que no verão deve ser infernal.

(estacionamento de AC tolerado, junto a Lota)

Mais adiante foi procurar o local das autocaravanas na Quarteira e lá estava ele junto a prédios comuns de bairro suburbano, e a um canal de aguas paradas ?!?. Tudo junto as docas de pesca e ao antigo bairro de pescadores que foi arrasado. Pouco convincente….embora próximo da praia, e dos restaurantes e demais comércio. Mas nada de estação de serviço para autocaravanas, nem sinalização favorável, e tudo com indícios de mais ano menos ano, o espaço será assumido por novos prédios.

(o petit train cheio de turistas em Outubro)

Demos a volta de reconhecimento com as fotos de informação a partilhar, e então, de novo estacionados em Vilamoura junto à Marina, foi o sentar numa esplanada e mirar os passantes para comer um gelado, reler umas noticias e usufruir do dolce fare niente, com aclama própria do fora de estação alta. Nada senão relax dos stresses lisboetas. O que se recomenda.
(A nova esplanada do Figo/China na Marina)

A hora de almoço entretanto entrava pelo relógio adentro. E seguimos portanto para outra refeição que não imaginava comer no Algarve: um cozido de domingo, à portuguesa no restaurante Paisagem do Sr. Paulo, sportinguista, quase frente a urbanização de Vila Sol. Pois que dizer a convite dos primos de She, senão deglutir com prazer os enchidos, as couves, as carnes, os vegetais com o apreço que requeriam? Uma surpresa agradável nestas paragens!
(a paisagem do cozido da...Paisagem)

Como devíamos regressar a Alenquer e ainda daqui para os Estoris, ficámos a mesa ate a hora limite das 16h, e depois foi rota batida para norte, sempre por AE, sempre em rápido andamento, menos cansativo, ate chegar a penates.

O balanço demais esta sortida de quase 72h fica feito. Sim ao Algarve fora de época, sim aos tempos de convívio familiar, sim aos períodos de convalescença sem cozinhados na autocaravana, e com maior recurso a restaurantes, sim às viagens de touring pelo Portugal sempre a redescobrir, e a solo, sim às nacionais e aos restaurantes de cozinha e gastronomia locais, sim aos intervalos do stress lisboeta, e das troikas, sim à escolha de locais de estacionamento e pernoita adequados, sossegados e sem confusões. Enfim: - SIM à VIDA.

A ver quando será a próxima saída… mas será se tudo o permitir, mais uma vez directos ao Alentejo!


Semovente em repouso...e o autocaravanista e co-piloto, também

(aqui há leitão!)


(Joana D`Arc de João Cutileiro)

segunda-feira, outubro 03, 2011

She and Me, e mais dois casais a caminho de Pedrógão do Alentejo em autocaravana


Pois num fim de semana destes, em discurso directo:  numa pausa merecida e necessaria do combate ao maligno, She and Me decidimo-nos...
- que tal dar uma palavra a dois ou três casais amigos e desafia-los a um teste no futuro parque de AC em Pedrógão, já em movimento da prancheta do arquitecto para os carimbos camarários e daqui para o terreno?
(vista do Miradouro das Co-pilotos do Alqueva CampingCarpark
para a albufeira do Guadina, à esquerda a ponte e a direita a barragem)

A viagem foi delineada portanto, com esse fito, e aqui a Semovente não tem palavra, nós viajamos nela, mas ela só viaja connosco, e o GPS só é seguido se democraticamente She and Me lhe dermos razão, ou pelo menos oportunidade para mostrar o que vale!

E assim se chegou a uma sexta feira. Estavam aprazadas três equipagens. Cada uma sairia a horas diversas e de pontos diferentes para este mini raid, sem encargos de rally paper. Nós de Alenquer ao fim da manhã, para ir almoçar a Montemor, Vitor e co-piloto da Arrábida depois de almoço, e Manuel e a sua she, de Telheiras à hora de jantar.

Como chegamos mais cedo ao destino -propositadamente para afazeres na Vidigueira e recolha de mais informação turistica no posto de informaçao junto ás piscinas municipais (já fechadas), deu para percorrer algumas ruas de Pedrógão, ir reservar mesa para o almoço de dia seguinte, e comprar uns enchidos na Fabrica local F. Quarenta, que se recomenda. Como se recomenda uma visita pedestre pelo interior das ruas de Pedrógão a procura das suas casas com empenas em pedra.  A não perder.

Ora vejam aqui a foto, sem publicidade.
Entretanto decorria nessa semana em Pedrógão o Festival gastronómico do Peixe do Rio, concurso de pesca e Trofeu de canoagem, ainda com bancas de uma minifeira no largo principalf rente a Junta de Freguesia, alem dos comes e bebes. Como calor She and Me fomos aos refrescos no interior do restaurante Charrua, depois ao carvão vegetal de azinho e sobreiro, produzido pelo Sr. Miguel em tradicionais fornos de adobe, em local exacto, a revelar oportunamente...
Jantar, foi a 4 com o Vitor e a Fernanda á procura da Cantina, na Mina da Orada, onde se chega, cruzada a ponte do Guadiana e da ponte amarela, na estrada para Moura, virando na placa Orada, mas onde depois se perdem sinais. Há que estar atento e virar à direita no pequeno aglomerado de casario, e por terra batida progredir ate ao final. Lugar de estacionamento não falta. A experiencia foi positiva e em conta!
Ora bem, depois de jantar ainda houve uma pequena ceia antes do deitar, a dar tempo à chegada do casal Manuel e Marina que porém, só quase ao bater das 24 irromperam. 

Dia seguinte, sábado. Nós a acordar pelas 8h, os outros adescansar até às tantas, um amanhecer de verão de clima ameno. Bom para uma passeata pedestre de cerca de 1km até a Ponte do Guadiana com passagem pela Fonte da Cobra, pelos fornos de carvão vegetal, direitos às vistas do Rio, a montante e juzante, até a barragem que se integra no complexo do Grande Lago do Alqueva. 



Depois pela manhã calma de conversas, lá para as 12, foi decidido irmos os 3 casais de AC ate ao miradouro da barragem, e espiar as canoas que se aprestavam para o torneio da tarde e os pescadores à linha, e cana na mão na competição de pescaria. Só depois estacionados em fila encostados pouco antes do Vermelhudo, irrompemos casa da Fernanda adentro as perguntas pela mesa de seis reservada, dos autocaravanistas.

E fomos unânimes nas escolhas tripartidas:sairam uma dose de feijoada de polvo, outra de polvo mas à lagareiro e uma de bacalhau,mais os peixes de rio de entrada, mais o queijo, mais as olivas, mais os torresmos, mais o chourição, o presunto, tudo marchou com mais pão de trigo, e vinho de Pias. E ficou cada casal, tudo somado e dividido por tres cabeças, a 3 cinzentinhas cada equipagem.
( Vermelhudo)
Ficou-nos então no ouvido de passagem, a  historia de alguém da ASAE que por ali teria passado com impetos de querer multar o restaurante por a agua mineral nas mesas não dizer que era para consumo humano...pois, tambem o bacalhau e o polvo não tinham esse selo, nem o vinho, e nem por isso a falta de carimbo da dita policia de costumes assustou quem ia boamente à mesa de um local onde...tudo era ipso facto para consumo humano...
( a testar o espaço de estacionamento no miradouro das co-pilotos)

Conversas prolongaram as sobremesas e cafés até que foi tempo de a pé vistar o centro, o jardim, e as tendas das festas...chamou a atenção a brejeirice de uma roulotte de comes com o nome de TASCA GADO ( o que permite varias leituras)...

Depois a conversa desandou para dentro das autocaravanas, e destas para o parque e aqui, enquanto uns foram a sesta, outros foram aos testes de localizaçao com os empreiteiros, dos depositos de aguas limpas e sujas, à localizaçao da estaçao de serviço, da recepçao, e assim as autocaravanas ficaram estacionadas em outro posicionamento, tipo far west wagons, já não fronteiras ao Guadiana, gordo da albufeira da barragem, mas sim laterais a sombra de um chaparro.
( em semi-circulo, na lateral do chaparro)

A tarde foi passando sobre brasas, sob o chaparro que volta não volta bombardeava bolotas, com calor e de repouso, com voltas por partes da propriedade, e miradas distantes sobre a prova concorrida de canoagem, entrecortadas por leituras de jornais de ontem, pois em Pedrógão não há um único quiosque de imprensa... o que fica por se saber, se é vantagem ou desvantagem. Ao final da tade levantou-se uma brisa aceitavel e conselheira de uma refeição de RDO (restos de ontem). Mas dentro da nossa semovente, que com facilidade acomodou os seis e os diversos pratos de iguarias que cada um trouxe, mais o tal espumante de Pegões. Um autêntico repasto de honra preparado pelas co-pilotos.
(torre da estação de serviço AC na Aldeia da Luz)

Tudo em harmonia de  construtiva pasmaceira com juras de nem abrir a Televisão, pois de música bastavam os acordes, incluidno de fado que subiam na noite de breu vindos de Pedrógão, mal iluminada por uma lua tardia  a levantar-se no horizonte em quarto minguante. Cada um regressou a penates tranquilo, seguro e repousado.
(ovelhas campestres do vizinho)

Domingo, dia de partida back home. Por nós às habituais 8h, para as abluções e mudanças de roupa, e pequeno almoço, com revisão de itinerarios já previstos. Galos distantes e badaladas eclesiásticas relativamente suaves retardaram os companheiros que só se mostraram já o sol ia alto. Tempo para fotografar as ovelhas que pastavam no vizinho, dar dois dedos ao pastor de cabras Inacio que por ali passou, observar o voo dos grous brancos (os cinzentos parecem não se fastar das margens do Rio)  e fazer mais umas fotos para o facebook e para o blog.
(Museu da Aldeia da Luz)

Até que arrancamos em coluna militar direitos a Moura a escassos 17km a procura de um café. Que sim, que havia, mas foram cinco os fechados e passamos adiante, rectos à Aldeia da Luz. Para a aguada e despejos das ditas AC. Nota 100 para a limnpeza e bom estado de conservação da estação de serviço e arredores...só faltava logo ali, um caixote de lixo.

E depois foi-se ao Museu (gratuito ao domingo) e as eguir ao Bragança em Mopurão, também com mesa prudente, marcada para os seis, que é terra de invasões de glutões espanhois armados de tenedores em riste. Foi um belo fim de festa com borrego ensopado em bom caldo com bons nacos e bom pão, para todos, mais o vinho da cooperativa de Mourão, Granja, Amareleja (Mestre Franco) que embora do ano é de respeito, pelo corpo, sabor e os seus 13º,5. Dos doces, a encharcada e o rançoso fizeram razia nos diabetes sem exceder a conta de casal a azulinha reforçada com uma cinzentinha. E ponto final, foi o regresso de cada um pelo seu caminho, à sua velocidade, para o destino que era o seu.
(praça principal de Pedrógão em dia de festa)

Um dia voltaremos para um este 2, quiçá um teste 3 até por aqui divulgarmos a inauguração do Alqueva CampingCar Park, em Pedrógão. Inch Allah!

terça-feira, setembro 27, 2011

Alguma Gastronomia Alentejana para autocaravanistas: Montemor, Pedrógão, Orada e Mourão


Hoje dia Mundial do Turismo é caso para recordar que:
- Gastronomia rima com Autocaravanismo!
- Gastronomia rima com Turismo, e Autocaravanismo também rima com Turismo.
- O Autocaravanista encartado, amigo e leitor deste blogue e do grupo do facebook 1 AC e 1 CAFE é um turista de touring, que nas suas voltas e reviravoltas também é gastrónomo!

Em viagem muitos de nós fazemos varias refeições a Autocaravana, mas também elegemos restaurantes e similares para uma refeição que constitui  não apenas uam cato alimentar mas com toda a certeza, também uma experiência cultural.

Ora desta vez abrimos aos olhos de quem nos lê e acompanha alguma informação obtida no recente periplo de três casais amigos pelo Alentejo, com o pretexto de lançarem a primeira pedra no futuro parque de autocaravanas de Pedrógão entretanto com projecto ja aprovado pela CCRDA e pela CMV.

O critério de escolha dos restaurantes baseou-se nas referências positivas que se tinham obtido...e no facto de terem preços comedidos e disporem de local de estacionamento, o que é sempre de ponderar...Assim estivemos em:

- Montemor, no Escondidinho, a caminho do Castelo. Estacionamento no largo frente a GNR. Preço da refeição por casal, uma nota rosinha. Experiencias positivas com as migas de espargos e entrecosto e com a sopa de cação.

- Pedrógão do Alentejo, no Vermelhudo. Excelente o polvo a lagareiro, a feijoada de polvo e o bacalhau assado. Nas entradas pro ser o Festival Peixe do Rio, uns achigãs. Por casal 3 notas cinzentinhas

- Mina da Orada, na Cantina. Febras de porco como raramente se comem...frescas nem secas, nem duras e excepcionalmente temperadas. Por casal as mesmas 3 notas cinzentinhas, sendo certo que 1 dose dá para dois.

- Mourão, no Bragança, ao pé dos Bombeiros. Ha sala para fumadores e não fumadores, esta nova, mais recatada e menos barulhenta apesar da invasão espanhola de domingo. Os três casais pediram 3 doses de ensopado de borrego, e vinho da Adega Cooperativa (Amareleja). Nota positiva mas desta vez foi por casal com encharcadas e bolo rançoso umanota azulinha e outra cinzentinha.

No Alquevacamping Carpark (Pedrógão) em construção, os três casais que ali pernoitaram por duas noites na sexta e sábado, fizeram ainda, uma refeição na autocaravana de RDA (restos do dia anterior) e também uma pequena ceia regada a espumante rosado de Pegões...para brindar a primeira pedra deste empreendimento privado, promovido também pela mesma empresa familiar que patrocina este Blog e que é proprietária do Alenquer Camping.

quarta-feira, setembro 21, 2011

LOGRONO, Espanha, mais uma area para viajantes em turismo de autocaravana

El área estará ubicada en el recinto ferial de Las Norias. Esta iniciativa, además de estar enfocada al turismo nacional, tiene como fin atraer a una buena parte del turismo autocaravanista de Europa.


Sin duda, la mayoría de los autocaravanistas echábamos de menos un área de servicio en una ciudad como Logroño.


Desde esta página queremos agradecer a las autoridades riojanas por haber tenido a bien reconocer el potencial económico del colectivo autocaravanista.


Es evidente que una ciudad tan importante como Logroño servirá de ejemplo para otras ciudades que aún no han sabido visualizar el verdadero valor turístico del autocaravanismo, tal como se aprecia en Francia y otros países.

En definitiva, aunque falte un buen camino por recorrer, no podemos olvidar el esfuerzo y la gestión de un número de clubes y grupos reivindicativos en todo el territorio nacional, ellos son quienes trabajan y dedican su tiempo a esta imprescindible labor; más importante aún, si cabe, es que nosotros, los autocaravanistas, reconozcamos su inefable labor.


Lea más detalles de esta noticia: http://www.elcorreo.com








sábado, setembro 10, 2011

24h, 200km, de Alenquer e volta, por Torres Vedras, dormida no Baleal, regresso pelas praias da Consolação e São Bernardino

( à antiga as notas de viagem no moleskine)
3 de Setembro, sábado. Depois de uma sessão de radioterapia, She and Me optam, por arejar em 24H e poucos KM. Saída de semovente de Alenquer já ao fim da manhã, e rumo pela nacional 9 rectos a Torres. Pretexto? A feira Rural Mensal, que termina no 1º sábado de Outubro.

No caminho depois da Merceana, e antes de Runa, parados nos destroços de um acidente de estrada motivado ao que parece por uma inversão de marcha suicidária. Atraso pequeno, e ao bater da meia depois do meio-dia, aí estávamos nós, semovente parada ao pé da biblioteca Municipal, a percorrer as ruas fechadas ao trânsito recheadas de tendinhas dos produtos regionais e similares. De facto, nada de chinesices, nem de panos indianos, incensos e outros cheiros orientais, mas sim, ervas e chás, bolos regionais, flores, plantas e vegetais das hortas da região, mel, tanoaria, etc. Ficam as fotos.

(O iníco da rua de peões da feira de Torres)A certa altura, passada a CM e um cortejo nupcial registado, apareceu a solução alimentícia estomacal: O Restaurante do Pólo Norte, e embora longe da Mealhada, sorriu a ideia de desafiar um leitão assado. Estava razoável excepto a pele que ficava aos mesmo KM de distância da Mealhada que os do mapa de Portugal. Findo o honesto repasto pelo preço de 21€, concluiu-se a volta pela Feira e seguiu-se ate à nova estação de serviço do Outeiro da Cabeça inaugurada na semana anterior por incitativa meritória do CAS (Clube Autocaravanista Saloio).



(parking com AC frente ao Baleal)

Seguimos viagem em direcção a Peniche… pela auto-estrada gratuita, quando eis senão quando surge a identificação do Carvalhal em placa…e o clic …pois se lá estão a almoçar O Rui, a Elsa, o Nuno e a Zita, sendo cedo ainda íamos a tempo do café. A inestimável telefonadela pelo móvel permitiu acertar rapidamente o endereço… sempre em frente, passar pelo santuário do Senhor Cristo, e numa curva à esquerda ficava o LAGAR, e á direita o estacionamento.

(Feira Mensal de Torres- tanoaria)

Chegámos sem enganar e seguiu-se uma boa cavaqueira e o tal café, e ainda a recolha de fruto ecológico, biológica e com brinde de genuíno bicho, oferta que também nos coube do dono do restaurante afamado e distinguido gastronomicamente há mais de 25 anos. Pausa no percurso para Peniche, portanto. Depois de visita guiada a AC… as despedidas, nós para a auto-estrada rumo a Peniche, eles para as Caldas.
(Outeiro da Cabeça: o lago inacessivel à autocaravana)


Chegados a Peniche a volta completa pela península começando a norte. Tarde de luz razoável e temperatura amena, Cabo Carvoeiro sem autocaravanas, entrada na cidade por cima do Forte, e travessia da zona do baluarte seguindo depois pela circular extra muros. Localizando facilmente, frente aos Bombeiros o local onde estacionamento e pernoita de autocaravanas é aceite e sem barras de altura.

Mas não era por ai que apeteceu ficar. O Baleal, já boa recordação de visita anterior, veio à baila, e assim, foi para o enorme estacionamento, ainda com muitos ligeiros “ civis” que a nossa semovente “ligeiro M1” se orientou. E logo que o parking se esvaziou de banhistas, vagaram lugares de primeira fila ao lado de surfistas maioritários, em furgões e autocaravanas. Excelente, melhor seria impossível, de chapa para o istmo linguarudo de areal, com vista para as praias gémeas por aquele separado a semovente ficou com o melhor panorama possível!

A leitura dos jornais do dia, Expresso e um diário, deu para o gozo de um por de sol lento e afiambrado entre nuvens densas e cinzentas, e que o vento das brisas marítimas não afastava. Espectáculo do Criador para de carregar baterias…

Ficámos de pousio entre nacionais e estrangeiros, entre campers, jeeps, furgões, carrinhas, e autocaravanas dos surfistas de fatos de borracha, negros, que se foram ficando nas ondas mansas ate quase pelas 21h, altura em que começaram a ser rendidos por pescadores apeados de canas em riste para fisgarem os sargos. Sentia-se lá fora o fresco setembrino a anunciar o equinócio do Outono.

O jantar foi simples no também já conhecido ALGMAR na praia. Cheio de estrangeiros jovens, com as mesas de cerveja de meio litro e apetites entre saladas e peixe fresco. Por nós fomos para as 6 sardinhas perfiladas (boas) e para um frango (encruado) e que apareceu na travessa quase a voar, -reclamado o estado do bicho, voltou para trás e voltou ainda ferido de sangue e a coxear, porque uma perna já tinha sido comida em boas condições. Então, definitivamente foi rechaçado e eliminado da parcela da conta, que se ficou por uma rosinha e uma cinzentinha juntas.

(Parking e pernoita em Baleal)

Noite pouco serena até as 2h, com ventania, chuva e som de rádios e batuques distantes, e ainda de carros a partir e a chegar de prováveis enamorados, pescadores e noctívagos. Depois sono solto interrompido pelas 6,30h, com uma recarga final que durou até as 8.30h. Higiene e pequeno-almoço ao ritmo habitual, pão de mistura de Alenquer em torradas, com manteiga e café. Tudo com as persianas abertas à vista de ontem, mais batida pelo Sol, enquanto este se mostrou, pois as nuvens derramaram-se na paisagem e escureceram o horizonte a ponto de caírem pingos de chuva no vidro frontal. No fim, lixo no lixo. E de tudo se deu conta e plantou no registo do “moleskine” coma esferográfica de serviço, para depois transvazar para o Blogue. Com fotos aditadas.

( Praia de São Bernardino)

Saídos do Baleal seguimos para a praia a sul de Peniche dita Super tubos… nem um por um canudo! E quanto a autocaravanas só uma, estacionada paralela a linha do horizonte. Depois foi a paria da Consolação com muitas autocaravanas na vila e outras tantas na arriba frente ao mar, e ao longo do estradão de terra batida que serpenteando e retomando o alcatrão nos levou até São Bernardino. Nenhuma autocaravana no estacionamento amplo de São Bernardino entre a praia de Vale de Frades e a deste Santo… talvez pela menor importância do burgo?

(São Bernardino)

O caminho por opção, logo a seguir à Areia Branca e à Lourinhã, foi pelo Vimeiro, onde nos cruzámos com imensas autocaravanas pesadas e mistas (com acomodações para cavalos e respectivas equipagens) de quem foi competir no Concurso de Saltos de Cavalo, que parecia bem concorrido…

Mas o nosso destino era ainda ir almoçar a São João do Estoril, e por isso nem se reentrou em Santa Cruz, mas repassamos por mais uma area de AC promovida pelo CAS, em A-dos-Cunhados....à cunha de viaturas de quem foi a missa, nem uma autocaravana para amostra, e portanto o  acesso à estaçao de serviço bloqueado.. seguimos então para o Ramalhal, e daqui por GPS, para Alenquer, atravessando Matacães, Aldeia Gavinha etc. No camping foi trocar de viatura: da AC M1 para a ligeira, civil, e depois pela CREL rumar ao destino. Pelas 13h estávamos de volta a penates para trocar a episódica itinerância pelo habitual residencialismo… e aqui sonhar com a próxima sortida em melhores dias...


(vista para o Baleal da AC)