quarta-feira, novembro 29, 2006

Olá Holanda!


Olá Holanda,

Outravez uma deslocação profissional, curta. saída 5F de manha, melhor ainda de madrugada, pelas 5.30 para estar no aeroporto a tempo de "aviar" o voo da KLM para Amesterdam. Taxi de São João até lá, ao aeroporto, 32€. Melhor do que em carro próprio mais estacionamento de 4 dias, apesar do regresso custar outro tanto. Regresso domingo, avião da KLM das 8.50 e chegada a penates só mesmo lá para as 24h. Como de costume ao trabalho diz-se nada, aqui. Senão que foi intensivo e produtivo, até para o País.
Quanto à dita Holanda...pouco ha a dizer porque as circunstâncias não forma de passeio turístico e a localidade de referência Soestberg, a caminho de Utrecht, só tem a caracteriza-la um aeroporto militar (de helicopteros), e uma floresta bonita de varias arvores de folhas caducas de todos os cambiantes de cores (como já visto no Canada).
As fotos são parcas e em conformidade. Janela holandesa tipica de rendas expostas, o comboio pontualissimo (embora haja atrasos ao que se soube motivado pelas folhas caídas nos carris que provocam redução de velocidade!?) e os edifícios de missões e conventos reconvertidos a instalações de alojamentos e salas de reuniões, onde uma noite apareceu o barbudo e de báculo bispado, St Claus, o pai Natal cá do sítio, embora nas origens proveniente da Anatólia no século III AD (anno domini, ou seja depois de Cristo).
Dois apontamentos mais, nestas datas de 2006, Novembro no fim, temperatura razoavel, pelos 10 graus, quase sem chuva, e sem aspecto invernoso, ou seja melhor do que em Portugal na mesma altura sem tempestades ou chuvas e inundações...e na pacífica povoação muitos estacionamentos pacatos para quem ali se desloque de autocaravana...mas nenhuma foi avistada.

sexta-feira, novembro 24, 2006

auto-campismo nao é AUTOCARAVANISMO

Os autocaravanistas que utilizam correctamente as regras de ouro do autocaravanismo, os principios da cartilha do autocaravanista, o codigo RESPECT frances, e até o codigo deontológico do campista...nao acampam fora dos parques, senao em acampamentos legalmente autorizados e organizados.
Ou seja:
Ou acampam em parques de campismo, em acampamentos, ou ainda em areas de servico especialmente concebidas para esse efeito, ou entao so se limitam a estacionar, inclusive a pernoitar em estacioanmentso e parkings, ou terrenos livres adequados para esse efeito.
STOP, isto nao é autocaravanismo é um excelente texto pedagógico, ilustrado com fotografias publicado no site www.campingcarportugal.com que merece uma visita.
Boas leituras...

domingo, novembro 19, 2006

Quem passa por Alcobaça....dorme em Peniche?



Alcobaça, e overnight por Peniche.

Neste mundo globalizado (para quem tem cultura inglesa) de gloge, globo) ou mundializado (para quem ainda tem cultura francesa de monde, mundo), é evidente a dianteira que leva o inglês, e que se impõe desde sempre. Primeiro a tecnologia, que disputam ao alemão, depois a música ligeira que o inglês disputou aos franceses e italianos, depois ainda no cinema, e mais recentemente na informática e Internet e no quarto poder a comunicação social.

Curiosamente o meu spelling nem aceita a palavra mundialização, só mundanização, o que não é de modo nenhum o mesmo.

Fiquemos pois pelo overnight, para a nossa portuguesíssima expressão, uma noite fora, ou por uma noite…

À laia de contador de histórias, então foi assim, era uma vez, em Portugal:

Uma notícia do telejornal….o meu amigo Gonçalves Sapinho, presidente da Câmara de Alcobaça, ex-deputado da Assembleia da República, perante as câmaras de televisão, nos claustros do Mosteiro de Alcobaça, promovia a mostra de Doçaria Conventual…e adiante, na reportagem, um quidam, deixem-me lá usar esta expressão em latim para significar um tipo qualquer, porque fica bem no ambiente medievo do mosteiro, discursou sobre alguns produtos franceses, que comparados aos portugueses levariam menos ovos…

Ora, logo aqui estava um pretexto para uma sortida. Bem perto de penates, isto é de casa, com um caminho fácil pelo oeste, era só aguardar o dia azado para sair, tanto mais que já se desperdiçara a expedição a Óbidos por ocasião da festa do chocolate.

Assim foi. Sábado dia 18, Novembro de 2006, manhã outonal, ligeiramente cinza, fracamente chorona, com ligeiros pingos, temperatura suave e melhor do que o habitual para a época, pelas 11h horas no parque de campismo de Alenquer (www.dosdin.pt/agirdin) a recuperar a semovente (ou seja a autocaravana) e a lá deixar por troca temporária, o carro de todos os dias.
Vamos à estrada, sem grande história, da estada nacional nº 9, à nº1º, e na primeira rotunda de Alenquer, rumo à Ota e por aí fora, (na recta do Restaurante das Marés, Bomba Repsol, gasóleo a menos de 0,98€) sempre direito às Caldas, com travessia desta em dia de mercado semanal no largo principal, e depois rumo a Alcobaça. Aqui chegados, a surpresa de quem por lá há muito não passa, por Alcobaça, de encontrar todo o largo fronteiro ao Mosteiro empedrado, e praticamente vedado à circulação, com um polícia de suplemento a confirmar. Tudo tal e qual encontrámos este ano em Clermont Ferrand. È pois dar a volta, subir, seguir setas de desvio, e placas de Parque de Estacionamento. Sem problema, seguimos a orientação e já na saída para Lisboa, nas costas do Mosteiro (sempre fica melhor costas, que traseiras…) do lado direito, sinalização para parque de ligeiros e autocarros de turismo.

Escolha feita sem hesitar…parque de ligeiros, porque para autocarros de turismo, uma autocaravana com dois passageiros parece pretensioso. Lá estava mais uma, também capucine (desculpem lá os clássicos não usar a expressão capuchinha, mas esta deixa-me nervoso só de pensar no lobo mau (pedófilo dir-se-ia hoje) com fome para comer o (que era uma a) capuchinho(a) vermelho(a). Lá deixámos a nossa semovente Fiat Knaus, e debaixo de uma chuvada de boas vindas, seguiu-se a busca do restaurante.

Com entrada pela rua pedestre lateral, e com outra pelo largo, que é a Praça Afonso Henriques, também rearranjada e sem estacionamento, a escolha recaiu no Café Restaurante Trindade. Mesmo ali no terreiro, representado no azulejo do traçado do Mosteiro, ao tempo com Afonso Henriques e os monges de Cister. Muitas mesas, todas cheias, muito pessoal de mesas atabalhoado, uma cozinha congestionada, com idas e vindas. Um chefe meio atarantado, até com família a ajudar. Enfim, um caos aparente que fez temer pelo sucesso do almoço. Ao lado, uns reclamavam com um peixe-espada pisado, e outros com a desespera de uma açorda de gambas.
Mas resistimos, com umas entradas facturadas com desconto (?) a 2 euros com pão, manteiga com alho, e queijinho aux fines herbes, tipo boursin, azeitonas, queijo fresco e queijinho seco, e claro um tinto da dita adega cooperativa de Alcobaça, a 2.75€. E mais meia hora de espera.

Mas valeu a pena. Veio o bacalhau a dividir por dois, e foi-se num ápice, de gostoso que estava o assado, e o paladar, e depois, mais um compasso de espera, o borrego ensopado, também a dividir por dois, excelente e farto, e por 7.50€ sem perder nada para o bacalhau, senão no preço, pois este chegou aos 10€. No fim, dois cafés e um pudim de amêndoa, modelo casa de família, por 2.75€, em gosto e tamanho redimiu qualquer reserva. Total 26,50€…para dois, e recomenda-se…tel 262582397 para reservas.

Parara entretanto a chuva. Reconfortados, seguiu-se um passeio digestivo pelas duas salas de exposição da Mostra. Não há palavras que descrevam. Nem fotos, mas elas aqui estão. Doces e mais doces, ovos e mais ovos, gente e mais gentes, quase parecia a sala de máquinas de um qualquer casino, tal o entusiasmo em despejar carteiras e porta-moedas, em troca de fichas, perdão, de bolos e bolinhos, ou provas de licores também conventuais. Um reboliço, e um sucesso!

E café de borla, na sala das cozinhas, ao lado das enormes chaminés e da água corrente. Para o ano, não perca…

Entrada pela lateral, e saída sem vergonha, pela porta principal, com descida pelas escadarias principais, com as provas de rendição (aos caramujos de ovos moles de Aveiro, e aos pasteis de Tentúgal) dentro do saco.

Retomada a semovente no parque, lá estava mais uma autocaravana. Seguiu-se o périplo, sempre pelas nacionais, logo a seguir à saída de Alcobaça, frente ao supermercado Modelo, promoção de gasóleo na Galp, (com o desconto de 0.10€ combinado com a Galp/Modelo/Continente) direcção oeste, e depois em direcção a Peniche, passando pela Nazaré, (algumas AC) pelo Portinho de São Martinho do Porto, (mais AC) pela Foz do Arelho (mais AC, 2 alemãs) para um café e uma cerveja, pelo castelo de Óbidos, sem parar, sempre em direcção ao Baleal.

Aqui, nova pausa já noite caída. No estacionamento do lado do continente, algumas AC, e alguns furgons estes maioritariamente de windsurfers. Ver foto. Foi o tempo para uma volta pedestre. Claro que se podia percorrer o istmo até ao Baleal de autocaravana, pois o trânsito era nulo, e no Baleal reinava o quase deserto de pessoas e carros. Mas a opção foi pedestre, com camisolão, por causa do vento que varre o istmo. Animação, só na ponta na Guest House Marés, talvez classificada como turismo de habitação com alguns estrangeiros faladores. Dos restaurantes, só um ou outro piscava as luzes. Solução? Ficar por ali, ou rumar a Peniche?

Sem risco de encontrar amigos de Peniche, entrámos pela estrada da direita (norte) e logo junto à muralha do lado esquerdo, uma boa meia dúzia de AC, perfiladas verticalmente, e alinhadas esteticamente. Seguimos em frente, em direcção ao farol, e depois direitos ao centro, e ao porto de abrigo. Estacionamento fácil ao lado de um furgon, no parque do cais junto às muralhas do Forte de Peniche, que estava iluminado (ver foto).

Visita aos portões do Forte, abertos, progressão pelo pontão de acesso à barbacã, franqueado, até que surge o guarda. Alto e para o baile…sim, estavam iluminados e abertos, mas era para um evento….pois, meia volta e percurso à procura de restaurante para jantar. Há vários, e o critério de escolha foi o de optar por um dos mais cheios, pelo menos este critério dá algumas garantias…

E o preço certo foi…o da escolha acertada…do Restaurante do Pedro, na Av. do Mar (tel 919263471). Entradas de azeitonas, camarão e ovas e pãozinho (10.40€) e depois, dois sargos grelhados, para os dois, uma dose a 8.20€, mais vinho branco em jarro da região 0,5L (2.50€) café, cerveja sem álcool e maça assada. No fim, tudo 24.50€, para dois.

Estava feita a festa. E para pernoitar?

Pois bem, há pelo menos duas alternativas BTS, e sempre junto ao resguardo das muralhas de Peniche, ou mais a norte ou mais a sul, a norte do lado esquerdo de quem como nós entrou, e a sul do lado esquerdo de quem sai, como saímos, vindos do porto de abrigo, pelo que não há engano para um canhoto…mais AC no local sul, uma dúzia, do que no ponto norte, uma meia dúzia, …mais cómodo talvez o local sul, pois fica mais próximo da avenida do mar, dos restaurantes, e do passeio até ao cais e fortaleza….Além disso há dois parques de campismo em Peniche para quem precise de água, electricidade e sanitários.

Depois é o regresso a Alenquer, deixar a AC guardada no camping, com os preços especiais para sócios do CPA, e retomar a viatura de todos os dias para o regresso a casa, até nova escapadela.

Boas voltas, boas estradas, e bons…overnights!
Resumo do orçamento:
Cerca de 350km, cerca de 40litros de gasóleo, duas refeições cerca de 50 euros, cafés, e cerveja, 2,7€ de portagens, tudo cerca de 100 euros. Não se somam os doces conventuais de Alcobaça, senão upa, upa…inclusive a nível do stress do colesterol e associados…

terça-feira, novembro 14, 2006

Que tem Chipre a ver com Amesterdão ?











Que tem Chipre a ver com Amesterdão?

Nada, a não ser…uma escala técnica. A vida tem destas coisas. Estas são, o que são.
Do lado do Mar Mediterrâneo foto do Hotel Mediterraneo em Limassol, Chipre, e do lado do Mar Atlantico, foto de Central Station de Amesterdão!
Razões profissionais levaram-me a escolher a ligação mais em conta numa deslocação de trabalho para Limassol, Chipre, assim, saída 5F de Lisboa, regresso a um domingo…e a solução encontrada foi a KLM Lisboa Amsterdam, e daqui pela Cyprus, para Larnaca, o aeroporto internacional mais próximo de Limassol.

Dos trabalhos, não trata este blog, dos tempos livres sim. De facto há sempre uma parcela turística nas reuniões e deslocações de trabalho, e foi também o caso, embora de forma mitigada, pela intensidade de reuniões obrigatórias e oficiais, e pelo pouco tempo de estadia aliado aos horários dos aviões, que muitas vezes são a parte mais dura das deslocações, em especial o tempo de espera nos aeroportos a aguardar as conexões, e se está em trânsito como foi o caso, de 6 horas em Schipol, na Holanda…

Ora em primeiro lugar vem o QUIZZ das FAQ…Sabe que canal é este? pois é o das sete pontes...em Amesterdão.

Porque é que não havia ligações aéreas para Nicosia? Era lógico haver um aeroporto na capital da Republica de Chipre….pois há, mas não pode ser utilizado porque fica muito próximo da linha divisória dos territórios ocupados pela Turquia desde 1974, e estes ameaçam deitar abaixo qualquer avião que levante voo ou queira aterrar…As fotos de Nicósia, dividida ao meio pela linha verde da demarcação, com arame farpado e casas de janelas entaipadas, por turcos e cipriotas lembra Berlim antes de 1989..

Qual a melhor ligação para Portugal? Eventualmente é mesmo a da KLM ou em alternativa a Lufthansa a através de Frankfurt, dependendo do dia da semana e das horas…e depois a tal filhota da KLM, a Cyprus Airways.

E há parques de campismo AS e BTS em Chipre? Parques há, 3 ou 4, mas interrogados os locais e alguns motoristas de táxi…são só para acampamentos e juventude…os estrangeiros aqui fazem turismo de hotel, e os cipriotas também, ou então voam para fora, pois o estado de saúde económica…é boa, com um crescimento de mais de 4% ao ano. Quanto a autocaravanas parece que não são vistas por lá….também não admira, pois não se afigura que haja um interesse especifico na ilha cipriota face as dificuldades e custos de acesso…e ás alternativas mais evidentes da Grécia e da Turquia…Fica aqui até a foto do Restaurante o Moinho, junto a uma torrente de trutas salmonadas, em Kakopetria, nas montanhas de Troodos, e com uma perspectiva que até faz lembrar as casas colgadas de Espanha, em Cuenca...só faltam os icones dos interiores das capelas ortodoxas, proibidas de fotografar!
Assim, a solução para ir-se a Chipre fazer campismo, na falta de ferry boats será a da imagem anexa? uma boat-caravan? Será que a moda pega e chega à....Madeira? Claro que a foto...é para sorrir!

E quanto a gastronomia? Pouco a dizer e não muito bem…não há o habito de comer peixe (só se for truta…como nos aconteceu) nem marisco, nem polvo, lulas, amêijoas, camarão, santola ou sapateira, sequer mexilhão…estranhíssimo num território ilhéu mediterrânico. De resto carne sim…de toda a espécie, frequentemente picada. Fruta razoável, melão, uvas, tangerinas, bananas, e legumes também muitos, especialmente beringela, quiabos e similares. Porém nada de muito diferente da experiência grega e turca…e café, se não for de filtro, vale a pena um curto café…cipriota, bem como aliás o queijo, o vinho, o mel e o iogurte…e algum pão.

Estradas? Boas, mas vigiadas pela policia que bem controla o excesso de velocidade, quer com radares fixos, mas mutáveis, quer com radares móveis a laser…Ficamos todos com uma ideia do eixo Larnaka-Limassol (Lemesos)- Nicosia (Lefkosia)- Kakopetria-Limassol-Lanraka. Mesmo sem ir ao norte ocupado pelo turscos , nem ás duas pontas a sul ocupadas pelas bases inglesas, para se ficar com uma ideia mais completa de Chipre, teria sido necessario ir até à vista de Famagusta (ocupada também pelos turcos) e a Pafos,a oeste.

Turismo? Paisagens, similares às da Grécia sem nada de especial, urbanismo idem, a deslocar-se para o incaracterístico, restaurantes desde os cosmopolitas aos típicos, as Tabernas, com espectáculos de música tipo zorba, e artesanato a condizer com cesteiras, bordadeiras e…compositoras de quadros de mosaicos tipo…bizantino.

Acolhimento simpático, sem fanatismos, mas incompreensível a quem não domine o inglês….e as libras locais, a valerem quase o dobro dos euros.
Foram apenas 3 noites em Limassol.


Amesterdão….à ida, vindo de Lisboa, o compasso de espera para o avião da Cyprus airways, apesar de longo e incomodo lá se passou, com um almoço num dos snacks de ocasião. Já no regresso, vindo de Larnaka, seis horas de stand by…à espera do avião da KLM, nem pensar. Solução…compra de bilhete ida e volta de comboio do aeroporto à cidade, depois uma volta de 1 hora de barco vidrado, nos canais, as fotos da praxe, ao museu marítimo, o novo Nemo, edificio tecnológico em forma de quilha de navio, pintado a verde, às pontes, aos canais, passagem pela casa de Anne Frank, cuja vizinha foi comprada ao que consta por Spilberg para um museu…e depois uma passeata pela rua pedestre, por entre montes de gentes, montras de sex shops…lojas de roupas e de curiosidades com cigarros de muita e variada erva...e venda de cogumelos alucinogéneos, em semente, e em kit para se cultivar em casa….

Depois mais um jantarinho de pizza, no Sbarro, já no aeroporto outravez, é a longa leitura e espera até ao avião para Lisboa…e depois até casa, sem passar pelo free shop, cada vez menos interessante em preços, já quase na véspera de meia noite em ponto….
A croniqueta para o blog, a extracção das fotos da maquina de fotografias digital e a sua transposição para o blogspot, sempre à luta com o publish photo do Explorer e a desistir para o Firefox, entre o browser e a url das ditas, ficou para depois.

domingo, novembro 05, 2006

Senado Espanhol estuda o autocaravanismo...


Jornadas de trabajo del Grupo en Madrid.

A lo largo de los días 18 y 19 de Octubre se han mantenido reuniones con responsables del Ministerio del Interior, junto con la Senadora Doña Ana Maria Chacón Carretero.

Tenemos que informar al respecto que las gestiones en curso derivadas de la moción presentada y aprobada el día 09/05/2006 continúan a buen ritmo por los conductos reglamentarios. El Gobierno, al que se instaba en la Moción, ya ha dado orden a los distintos Ministerios involucrados para ejecutar los acuerdos aprobados en el Senado. Tenemos fundadas esperanzas, que antes de que finalice el año en curso, los cuatro puntos de la moción hayan iniciado ya su desarrollo.

También comunicar que se nos ha informado, que el punto 1º de la moción ya esta aprobado en Consejo de Ministros, con lo cual las autocaravanas con peso inferior o igual a 3500 Kg. y categoría de vehiculo M1 autocaravana, podrán circular por las vías a la misma velocidad genérica que los turismos.

Asi mismo, también se nos ha informado que, tanto la Senadora como responsables de Interior, están recibiendo llamadas telefónicas y otras comunicaciones por parte de personas pertenecientes o en nombre de algunas asociaciones.
Nos comentan al respecto que las Asociaciones de ámbito nacional que acrediten representar a los interés específicos de los autocaravanistas y no a otros, tendrán la oportunidad en su momento de presentar candidatura o dar a conocer sus inquietudes en/para la mesa de trabajo que se va a crear en el Consejo Superior de Trafico, por el conducto reglamentario, que será el que en su día determine, conforme a la reglamentación vigente y por los responsables del Ministerio del Interior, que son los que tienen las competencias para dar cumplido el punto 2º de la moción presentada por la Sra. Chacón y aprobada por todos los grupos de la cámara alta a instancias de la Plataforma de Autocaravanas Autónoma.
Iremos informando a través de esta web de las distintas notícias que vayamos teniendo al respecto.

sexta-feira, novembro 03, 2006

SONDAGEM aos autocaravanistas portugueses


Está em curso uma sondagem aos autocaravanistas portugueses no Forum do Clube Português de Autocaravanas, cujos resultados, entre outros destinos, serão incluidos numa carta aberta ao Pai Natal dos Autocaravanistas, também publicada neste blog. (www.cpa-autocaravanas.com)
Não é preciso ser sócio do clube para colaborar...basta clicar em

http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,587.0.html

à data de hoje, as respostas obtidas encontram-se abaixo sendo de salientar o numero de votos atribuidos a pergunta 10...

Que prioridades deve o movimento autocaravanista adoptar?


1-Negociar mais patrocínios e descontos comerciais para os AC

4 (3.6%)
2-Organizar concentrações e passeios em autocaravana

6 (5.4%)
3-Editar e divulgar informação especializada para AC: guias de viagem, mapas, software para GPS, locais de pernoita, Áreas Serviço, restaurantes, garagens,...

7 (6.3%)
4-Lutar para que os fabricantes melhorem o equipamento das AC

0 (0%)
5-Negociar descontos e a criação de áreas de serviço nos Parques de Campismo

3 (2.7%)
6-Promover a construção de mais áreas de serviço fora dos Parques de Campismo

15 (13.4%)
7-Lutar pela eliminação dos pórticos em altura nos parques de estacionamento

3 (2.7%)
8-Defender a criação de espaços de estacionamento para as AC

13 (11.6%)
9-Lutar contra a discriminação legal do estacionamento das AC

11 (9.8%)
10-Lutar por legislação que reconheça a diferença entre estacionar, pernoitar e acampar, punindo os autocaravanistas que acampem fora dos Parques de Campismo

15 (13.4%)
11-Divulgar e fazer cumprir a Cartilha do Autocaravanista

6 (5.4%)
12-Aumentar a visibilidade pública do autocaravanismo e melhorar a sua imagem: jornais, rádios, TV,...

10 (8.9%)
13-Promover o engrandecimento humano e cultural dos autocaravanistas

2 (1.8%)
14-Promover espaços de debate sobre autocaravanismo: fóruns, Colóquios, ...

3 (2.7%)
15-Criar uma Federação de Autocaravanismo

3 (2.7%)
16-O CPA sair da FCMP

1 (0.9%)
17-O CPA conseguir obter a Carta Internacional de Campismo sem ser através da FCMP

3 (2.7%)
18-O CPA garantir apoio júridico aos sócios

2 (1.8%)
19-Lutar pela equiparação do período de inspecção das AC ao dos veículos ligeiros

4 (3.6%)
20- Outra prioridade (escreva uma mensagem neste tópico a explicar qual)

1 (0.9%)

caravanismo.. bom site do primo do autocaravanismo



www.lacaravane.com

quarta-feira, novembro 01, 2006

Carta ao PAI NATAL dos autocaravanistas...



CARTA ABERTA AO PAI NATAL DOS AC... «
( original publicado no FORUM do www.cpa-autocaravanas.com )

Olá... As cartas ao Pai Natal são normalmente escritas em Novembro, para que sejam bem reflectidas, para que depois tenham tempo de ser remetidas ao destinatário, e para este eventualmente, também ter o tempo para lhes responder...Este post contém um convite amigo a todos os membros do forum e aos seus visitantes.

Sendo uma carta aberta, pode aceitar mais sugestões (incluindo melhorias de redacção) e pedidos dos AC, e simpatizantes do autocaravanismo, quem sabe, autocaravanistas de um amanhã.
Por mim, prometo ir refazendo e acrescentando, melhorando a carta aberta com todas as propostas e desejos dos que acreditam que o Natal é um tempo de cooperação, de esperança, e do renascer de oportunidades, entre os homens de boa vontade...Ou não é o Pai Natal um renacaravanista, primo dos autocaravanistas?
CARTA ABERTA AO PAI NATAL ,
Para o Natal de 2006 e para o ano de 2007, queremos para todos os AC na generalidade:
1) Que o autocaravanismo seja de forma crescente reconhecido pelas autoridades do Governo Central e pelos Autarcas, como uma actividade de relevante interesse turístico, e cultural, e factor contributivo para o desenvolvimento económico e social dos portugueses, e ainda que a comunicação social se faça eco, e divulgue aqueles aspectos positivos mais frequentemente.
2) Que os autocaravanistas portugueses, e suas famílias, sejam cada vez mais conscientes dos seus direitos e deveres, e actuantes com pedagogia em prol da utilização respeitosa e da valorização do património natural e cultural, no País e no estrangeiro, quer na estrada, quer estacionados ou em pernoita.
3) Que os agentes económicos das actividades relacionadas com o fabrico, comercialização e manutenção das autocaravanas sejam aliados naturais dos autocaravanistas, para a melhoria e progresso técnico das AC e seus equipamentos, suas condições de segurança e conforto, e responsáveis na divulgação das melhores condições para sua utilização.
4) Que o CPA obtenha a declaração de utilidade pública, e consiga reunir à sua volta a pluralidade dos autocaravanistas empenhados no reforço desta entidade institucional, como epicentro de representatividade do sector do auitocaravanismo, perante quaisquer outras autoridades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, e sem prejuízo da vitalidade das várias componentes do movimento AC.
5) Que as grandes empresas que concorram para a qualidade de vida dos AC, colaterais à produção do equipamentos, tais como empresas de combustíveis, de seguros, auto estradas, telecomunicações, electrónica, entre outras, contribuam para o patrocínio de estudos, seminários e congressos do sector do autocaravanismo, e para uma política de descontos e incentivo da prevenção rodoviária e defesa do ambiente.
6) Que os demais interlocutores do sector do Turismo, Cultura, Ambiente, Lazer e Tempos Livres, reconheçam o contributo positivo do autocaravanismo, como um segmento parceiro, de valor acrescentado crescente, de modo se fomentarem o maior número de acções de cooperação conjuntas.

7) Que as associações estrangeiras de autocaravanistas, e demais elementos do movimento autocaravanista internacional contribuam para o desenvolvimento do autocaravanismo em Portugal como um agente catalizador e promotor dos valores universais da Paz, da Harmonia, da Solidariedade, Tolerância e Fraternidade Humanas........................................................

Pedimos ao Pai Natal dos AC e em concreto, e na especialidade:

- que O CPA tenha um stand própio na próxima Nauticampo em Lisboa e possa promover um debate para o sector

- que através do CPA, uma empresa de combustíveis conceda descontos específicos aos autocaravanistas
- que os demais clubes de automobilismo colaborem e façam os protocolos de cooperação com o CPA no respeitante ao autocaravanismo
- que as câmaras municipais e juntas de freguesia, em especial dos locais históricos e turísticos promovam AS (areas de serviço) para as autocaravanas e espaços especiais para estacionamento diurno e nocturno.
- ..........................

domingo, outubro 29, 2006

13 tasquinhas, zona do estoril até 10€, por pessoa!


11 tasquinhas da zona de cascais/estoril...até cerca de 10€/por pessoa, em regra com ambiente razoavel, e preços a condizer, especialidades grelhados e peixe. Seguem referências quanto ao estacionamento de autocaravanas.

1) Casa de Pasto O RALHA, em Caparide, ao largo do chafariz, acesso pelo Murtal, Sao Pedro do Estoril ou Alto da Parede, ou a partir de Sao Joao do Estoril. tel 214673446 (preço por casal, cerca de 20 euros) . Especialidades grelhados. Ambiente informal. Estacionamento possivel para AC no largo da via principal
2) Restaurante GARGALO, em Atrozela, acesso sinalizado a partir de Alcabideche, decoração típica, tel 214600700 (preço por casal, cerca de 20 euros) . Ambiente recatado. (Estacionamento não recomendado a AC)
3) Adega Típica EUROTASCA, no Estoril ao vale de Sta Rita, por cima do campo de futebol, tel 214675304 (preço por casal, cerca de 20 euros). Especialidade peixe fresco grelhado e entrecosto Costaneira e jarros de vinho branco à pressão. Ambiente jovem. (Fácil para AC)
4) Adega Típica CASA DO VITOR, em Alcabideche, no Largo principal, tel 214690305. Preço por casal cerca de 20 euros dividindo por exemplo uma dose de cabrito (12€), couvert x 2 (1.40), jarro vinho verde (4.50) e 2 x cafes (1.50). Ambiente cosmopolita médio.(Largo tem estacionamento para AC)
5) Restaurante Cervejaria SOL NASCENTE, em Rana, entre Madorna e Rebelva, Rua Antonio Louro, tel 214522092, gerente Sr. Joaquim. Duas pessoas cerca de 20€, cerveja 1€, caf'e 0,60, 1kg de sapateira 15€, prato de conquilhas 8,5€. Ambiente familiar. (Estacionamento fácil para AC)
6) Restaurante STOP, Estrada de Bicesse, Estoril, tel 214600958, especialidades angolanas e carta genérica, preço para 2 pessoas cerca de 20 euros, ex imperial 1€, couvert 0.60, grelha da carnes 7,50€, café 0.70. Ambiente familiar. (Estacionamento fácil para AC)
7) Cervejaria e Marisqueira "O CHICO", No Alto do Murtal, Parede, na Rua Diogo Cão, tel 214533701 (encerra às 5F), preço para 2 pessoas nos limites dos 20 euros, ex, prato de caracois para dois 5€, prato de conquilhas para dois 10€, sapateira 17€/Kg, cerveja de garrafa 1,25, café 0.65. Ambiente barulhento e de cascas de amendoim no chão. (Dificil estacionamento para AC)
8) Restaurante BOLINA, no paredão do Estoril, entre o Tamariz e São João, tel 214687821, de frente para o mar, ambiente descontraído, preços...cerveja garrfa 1,50€, sardinhas 7€, café.80€...três doses de sardinhas (15) darão para 4 não esfomeados, e se se evitar os extras, couvert, saladas, sobremesas, não passa os 10€ pessoa, com mais esses extras, chega aos 11 €! (Estacionamento para AC no parking de São João ou do Forte Velho)
9) Bar restaurante SMUP Sociedade Musical União Paredense, Rua Marquês de Pombal 319 (ao lado do Colégio Portugal) na Parede, tel 214571241. Meia dose de bacalhau assado dá para dois, 200 gramas de gamabs fritas por 7,5 euros, total comedido a menos de 10€ por pessoa. (Estacionamento para AC nas ruas em frente)
10) Bar CDPA Centro Desportivo de Paço de Arcos, Av. Marquês de Pombal, frente ao jardim, Paço de Arcos, t6el 214426312, boa esplanada, encerra 2F, costeletas 6,50€, bife 8€, cerveja 0,90, café 0,60, duas pessoas sem ser com peixe fresco, excepto sardinhas dentro do clube dos 10 euros.(Estacionamento para AC no jardim em frente)
11) Restaurante COZINHA DO MAR, Av. S. Pedro, nº 9, Monte Estoril, tel. 214689317. Ambiente familiar com alguns turistas, couverts comedidos, preços e quantidades decentes... ex queijo fresco 1€, imperial 1,2€, filetes de peixe para dois 8€, uma dose de pataniscas de camarão para dois, 9,5€, cafés 0,75, evitando o vinho fica a refeição em menos de 10€ por pessoa. (Estacionamento dificil para AC)
12) Snack Bar e Pastelaria BEM TE KER, Rua Principal de Bicesse nº 114, tel 214601454, Ambiente simpático de província com atendimento irrepreensível, ao almoço preço por refeição tudo incluido 7,50€, com pão manteiga e azeitonas, bebida, prato principal, sobremesa e café. Excelente qualidade da cozinha. (Estacionamento de AC dificil, senão impossível)
13) Restaurante RETIRO DAS 4 ESTRADAS, Ao cruzamento de São João do Estoril para a Galiza (sul-norte) e o via tarnsversal do Alto Estoril para as Areias (oeste/leste). (Estacionamnto possivel de AC para oeste do cruzamento junto a Escola particular). Simples, modesto mas de excelente qualidade, abundância e preço, 1 dose chega para três pessoas...do prato do dia! menos de 10 euros/pessoa. (confrimado em Abril de 2009)

Noticias de França para os Autocaravanistas



Da Federação Francesa de Campismo e Caravanismo
3 notas...
1) o logotipo (ao lado) inclui a silhueta de uma tenda, de uma caravana e de uma ...autocaravana!
2) Há apossibilidade de inscrição pessoal e directa (e não só através de um clube)
3) o pacote da inscrição inclui automáticamente o cartão de campista nacional francês, e o carnet camping internacional, além de outras vantagens e descontos, inclusive em revistas e publicações

E em Portugal?

........................................................
No Yahoo groups, Françês, de Camping Cars, decorre uma sondagem dos problemas e prioridades que mais interessam aos autocaravanistas.

Votez dès aujourd'hui !

Un nouveau sondage a été créé pour le groupecampingcar :d'après votre expérience et le vécu de cette année 2006, quelles seraient les priorités à mettre en oeuvre pour améliorer notre "plaisir" de ccristes

o actions auprès constructeurs pour la fiabilité des engins

o actions près associations pour mieux défendre notre "statut" de "libertins"

o négocier des tarifs " camping" adaptés a notre usage o créer plus d'aires de stationnement

o créer plus d'aires de service

o s'organiser entre ccristes pour faire appliquer le droit ( des communes) et seulement le droit

o faire reconnaitre 2 périodes différentes; hors et pendant saison

o faire supprimer les barres de hauteur et arrêtés illégaux o faire respecter la charte des ccristes

Pour voter, allez sur :http://fr.groups.yahoo.com/group/campingcar/polls Remarque : Les votes n'étant pas recueillis par e-mail, merci de nepas répondre à ce message mais sur Yahoo! Groupes.

E em Portugal?

quarta-feira, outubro 25, 2006

Carnet Camping Internacional


O Carnet Camping Internacional, ou carta (cartao de plástico nos dias de hoje) do carnet camping, é emitida por três entidades internacionais em consórcio:
- FIA, federaçao internacional do automovel http://www.fia.com-
FICC Federação de Campismo e carvanismo Internacional http://www.ficc.be/-
AIT- Aliança internacional do turismo http://www.aitgva.ch/AIT_Site/Public/Information/downloads/AIT%20Brochure%202002.PDF
A estas junta-se sempre uma ENTIDADE NACIONAL, que está autorizada a emitir as ditas cartas...em Portugal, temos pelo menos duas entidades:
- a Federação de CAmpismo....porque esta filiada internacionalmente na FICC,
e....o ACP; que esta filiado internacionalmente na FIA....

quinta-feira, outubro 12, 2006

concentração de autocaravanas na CAMPISPORT




Está já disponível o programa do IV encontro CampiSport de Autocaravanas a realizar por ocasião da CampiSport.

O CPA vai estar presente com um stand onde esperamos a pela visita dos vários sócios que costumam participar ou na feira ou no encontro.
O programa do encontro é o seguinte:
6ª Feira (24 Nov)
16:00 - Abertura do parque de estacionamento
22:00 - Sarau de Magia
Sábado (25 Nov)*
09:30 - Abertura oficial do encontro
10:30 - Passeio ao Porto
15:00 - Abertura e visita à Campisport
22:00 - Espectáculo de variedades Domingo
(26 Nov)
09:30 - Encerramento oficial do encontro
10:00 - Desfile de Autocaravanas na Cidade de Matosinhos
Recepção pela C.M.Matosinhos (a confirmar)
*Sábado dia 25, a partir das 12 horas: a Blue Fairs, no decorrer da Feira Porto Gastronómico, irá proceder à entrega, a todos os inscritos no 4º Encontro, de um diploma de participação.

Mais informações na página dos nossos companheiros de Barcelos em http://www.cccbarcelos.com/

domingo, outubro 08, 2006

iniciação ao autocaravanismo na ponte do 5 de outubro





Resumo de uma volta pedagógica de 1000km, com quem pela primeira vez fez autocaravanismo!

- cerca de 1000km
- consumo médio 11/100K
- 2 refeições em restaurante (Espanha 34€ casal, e Porto Covo 26 €/casal)
- 1 noite em parque de campismo (Évora)
- 1 noite em parque rural (Vale da Carrasqueira/Monchique)
- 1 noite em BTS ( pernoita livre na Quarteira)
- 1 noite em AS (area de serviço municipal Porto Covo)
- despesa total por casal, 4 noites/5 dias cerca de 250€, per diem 50€
(não inclui despesas de jornais e revistas ou tabaco)
Quantos ja viram passar uma autocaravana e pensaram:

- isto não é para mim, não me ajeitava a conduzir uma camionete, e o consumo?
- deve ser engraçado passear desta maneira, com a casa as costas....
- nem pensar, fazer manobras, ultrapassagens com este camion?
- um dia vou experimentar viajar numa autocaravana até ao estrangeiro...
- parques de campismo não é para mim, e dormir fora, só para ciganos...
- que trabalheira, conduzir, cozinhar, e os despejos...eu só num hotel!
- e os banhos? e os sanitários, e o frigorífico, e o fogão? e a luz para ler à noite?

Pois, pois, mas que as autocaravanas "andem" aí, lá isso andam...cada vez mais, por alguma razão será, e como nem todos têm pais ricos, nem sequer vão ao banco, porque será então?

Basicamente por dois ou três motivos:
- porque a vida de hoje, de betão e de contrariedades, e de competição faz qualquer um desejar não perder o juízo face aos noticiários, telenovelas, e discursos da restrição e contenção.
- porque cada vez mais é maior o apego pelas liberdades individuais, pelas deslocações, viagens, lazer, cultura, gastronomia e tempos livres próximo da natureza, e o gosto pela aventura...
- porque o comforto já está disponível a preço razoável, isto é ainda mais em conta que as viagens low cost, e pacotes tudo incluido de promoções aos paises exóticos.

O autocaravanismo pode ser uma resposta para uns, para outros o golfe, para outros ainda, o pedestrianismo, montanhismo, desportos radicais, incluindo o da gastronomia pantagruélica... pois foi numa destas conversas com o meu compadre e mulher, o casal RR (Rui e Rosa) que como amigo e autocaravanista o desafiei a uma experiência, porque não, na ponte do 5 de Outubro.

Que não, disse o meu compadre, que nunca entrara num parque de campismo...que não entraria, que o camping car era dificil de guiar, que as estradas eram estreitas, que era muito caro, etc, etc... O facto é que as últimas férias no Algarve num apartamento parcamente mobilado, sem pequeno almoço, lhe ficara em 115 euros a noite...Já a comadre Rosa, mulher de armas estava ali pelos ajustes, que sim, que vamos, que já fizera campismo nos idos tempos. Só com esta caução é que insisti, pois o meu primeiro conselho é que autocaravanismo é só a dois, a casal, a menos que sejam jovens windsurfers, ou jovens quadros com filhos pequenos, netos de autocaravanistas..

Então vamos lá, que isto de experiências novas com companhia sempre é mais fácil. O primeiro passo foi alugar um veículo, sem publicidade, ficou por 115 euros o dia, uma capucine de 5,70, (capucine de capuz...ou seja com um quarto sobre a area de condução) da Adria, (modelo de 2005) com a vantagem de a levantar de véspera, e a entregar no dia seguinte ao período de 3 dias de aluguer,...ou seja partida 4F as 15h e regresso domingo às 12h por 345€ ( a dividir por 5 dias sai a cerca de 70€/dia). Tudo na www.camperline.pt tel 214453333
Pela nossa parte, os mestres dos aprendizes, partimos na nossa semovente, T1, duplex e rolante, Fiat Knaus, modelo Eiffland de 2003.
4f, 4 de outubro (150km)

Logo no momento do aluguer recebeu as instruções básicas...cassete como se utiliza (despejo de àguas negras do sanitário), electricidade e fio de ligação à tomada dos 22ow, depósito de águas limpas, funcionamento das torneiras, niveis de depósito, como ligar o alarme das portas e o volumétrico...etc, etc.. e já antes pessoalmente e por mim enviei a cartilha do autocaravanista, as regras de ouro, o código Respect etc...

Metido à estrada o compadre rumou em direcção ao ponto de encontro, o camping Orbitur de Évora, por medida de precaução, logo na primeira tirada não fazer mais de 150km, e por auto estrada para ir dominando a condução, e a noção do gabarito do veículo (3 metros de altura). E lá me reuni com o meu semovente a partir de Alenquer pelas 18h.
No camping a pedagogia do B+A, BA: onde ficam os sanitários, onde e como se liga a corrente electrica, etc. Ficamos em dois alveólos contiguos, (ver foto) porta com porta para as comadres melhor comunicarem. O jantar foi calmo e in door, com mantimentos levados de casa para reduzir as despesas da sortida, e também porque é um gosto comer os ovos verdes, os rissois de camarão, as empadas de fiambre, as saladas feitas na altura, mais o bolo de laranja caseiro. Depois de jantar, só numa autocaravana, seguimos os 4 até Às muralhas de Évora e a pé a subida até a praça do Giraldo para desentorpecer e facilitar a digestão. Cafés no Arcada, agora franchising da cervejaria Lusitânia, pois a tradição já não é o que era. Pelas 23h de volta, cama. Aqui bem ouvimos pelo soar do alarme que a lição do liga/desliga do alarme volumétrico estava mal aprendida...tocou várias vezes de noite, sempre que alguém se levantava.
5f, 5 de outubro (414 km)
Acordar, como combinado e acertado pelos telemoveis na função alarme despertador, cerca das 8.30h, higiene nos sanitários do parque para não diminuir os depósitos de àgua das AC, nem aumentar os depósitos de àguas sujas desnecessáriamente, nem consumir gás a despropósito com a caldeira de àgua quente. Pequeno almoço, cada um em sua AC, e depois calmamente pelas 9.30h saída do parque (preço cerca de 9 euros), rumo á primeira bomba de gazolina, no caso a do Intermarché onde o gazóleo ficou a menos de um euro por litro, a 0,98 contra os 1,o18 da Galp. Poupança. diz o Ministro das Finanças, e nós , sim, sr. ministro....
Quanto ao itinerário, só, ali de manhã foi traçado o road book: O compadre nunca tinha ido a Barrancos, (ver foto da praça central) então lá vamos, via Reguengos (sem desviar para Monsaraz), depois Mourão (nem uma seta a indicar Alqueva!?) a seguir, direcção Almareleja ( a Merdaleja do Herman José?), onde não entrámos, e depois Barrancos. Aqui, subida até à praça central, e um café de pausa a recuperar do mau estado das estradas, e da visão dos inúmeros porcos pretos a chafurdar em poças (ver foto). Seguiu-se na estrada Aroche, e vão mais umas fotos do castelo e da ponte (uma aqui está), e depois sem história a serpentear a montanha sem detença, nem pelo Jabugo (fabrico de presunto pata negra em série) nem por Rito Tinto (minas desde a antiguidade) até nos determos no objectivo final. Punta Umbria.
Aqui azar, o Chiringuito El Camaron estava em obras, e como a fome apertava, foi ali ao lado no Don Diego.
Factura mais cara que o Chiringuito...puntillitas fritas 9€ (lulas de tamanho minimo), pulpo a gallega, tambem dito a la feria, coquinas (as nossas conquilhas, mas mais barato que em Portugal, a 7,50€) cerveja a menos de um euro o copo... gambas al ajillo a 9 € e paella mixta 6€
e Olé...Entretanto bom tempo para seguir viagem, rota do mar até El Rompido (fotos) e depois Cartaya, até Ayamonte. Aqui muitos automóveis portugueses, ou não fosse 5 de Outubro, feriado, e por isso nem um lugar de parking, daí a volta toda em redor da cidade, até mesmo ao longo do rio, para depois voltar a apanhar a autopista gratuita e aí, rumar para Portugal para a também gratuita Via do Infante.
Estava a aproximar-se a hora de parar.
Li algures que a rodagem de um autocaravanista exige pelo menos, 400k de estrada para se ganhar o a vontade e destreza mínimos, ora, depois do rolar de ontem pela auto estrada, e com uma experiência em parque de campismo, era agora o momento de parar aos 414km, com experiência de estradas de montanha (Aroche) e já de circuitos urbanos de ruas estreitas (em Ayamonte), para uma noite de campismo livre.
Local Quarteira, praia do Forte Novo, junto ao fim do passeio marítimo de Quarteira, uma BTS de referência (para quem não saiba, BTS significa um local de pernoita bom, tranquilo e seguro), situação privilegiada face ao mar, sempre com muita companhia de AC (autocaravanas eram 22) e aceite pela CM (normalmente há uma caixote de lixo, e tolerado pela GNR (passam rondas). Nada portanto que possa ser considerado campismo selvagem, apesar de haver sempre (em todo o lado) quem nunca se saiba comportar, não por fazer campismo livre, mas por ser campista selvagem no seu comportamento...despejos directos no solo de àguas sujas de banhos e cozinhas, fogueiras junto aos canaviais, conversas em discussão várias oitavas acima do bom senso, e até cães sem trela...
O compadre lá se acomodou, janta outravez na AC, mais umas empadas, mais uma carne assada, cerveja fresquinha, bolo, etc e depois, passeio pedestre ao longo do passeio marítimo com café e um gelado numa gelataria aberta. Conversas sobre o dia e planos para amanhã, antes da deita para uma noite repousante.
dia 6 , sexta feira. (90km)
Todos de pé com o acordar do galo, que repetiu a alvorada pelo menos 11 vezes, e assim enquanto uns (nós) fomos passear à praia, e até mergulhar nas ondas entre pescadores de arrasto de conquilha, outros (os compadres) ficaram no bem bom, o que é uma boa regra de convívio autocaravanista, cada um faz o que quer, amigo não empata amigo, e fazem juntos o que é de fazer juntos, e em boa companhia.
A regra foi seguida à justa...arrumadas as AC, pequeno almoço tomado, retoma-se a estrada para concretizar o aprazado para o almoço....uma patuscada de marisco com santola e mexilhões, e assim, a seguir a Albufeira, à direita, no Makro compraram-se duas sapateiras fêmeas (por causa do coral e para fazer o recheio), e do lado esquerdo no Continente os mexilhões, 2 kg, que com mais os pertences (pão, vinho frizante, mostarda, cebola, etc, ficou por casal 20 euros, (por pessoa portanto, um preço de 10€ por autocaravanista).
O local escolhido para o pic nic da mariscada foi o Alvor, frente à ria, no parking junto ao complexo desportivo e às instalações de pescadores. Arrumadas as autocaravanas em paralelo, porta com porta, com o toldo estendido, com uma mesa e 4 cadeiras no exterior, não se incomodou ninguém, não se acampou (mas sim, "picnicou-se", ou em bom português merendou-se) não se sujou nada, não se polui coisa alguma, e o lixo foi posto no final, no lixo...
Pode-se dizer que estava excelente? mais do que isso, estava impar! o pão alentejano de Martim Longo, o espumoso das Caves Montanha, a salada, os mexilhões com molho de natas, e as sapateiras recheadas a preceito, comvenceram adicionalmente o comadre rendido às excelências cozinheiras das comadres, e ao equipamento dos fogões das AC. Como eu parti já vencido, não me posso contar entre os derrotados...
O descanso merecido dos guerreiros da gamela não foi muito longo. Estava nas intenções ir até às Caldas de Monchique e visitar, senão pernoitar numa AS (area de serviço) de autocaravanas privada. Fomos directos portanto a Portimão, e daqui subir a Serra, sem desviar atenções para Silves. A certa altura de repente, logo a seguir às primeiras lojas de artesanato, em ângulo recto sobre a estrada surgiu do lado direito, a indicação parque de autocaravanas, logo antes do zoológico das Caldas de Monchique.
Viragem, e em frente um Km (não previamente assinalado) de estrada em cascalho ou gravilha. Estivemos para desistir...entre eucaliptos, estradão a subir...mas faz parte da pedagogia autocaravanista e lá chegamos ao Vale da Carrasqueira...o proprietário estava à coca, para explicar...
- trata-se de um parque de campismo rural (mas reservado a autocaravanas)
- tem 14 alveolos individualizados , todos com torneira de agua, tomada de electricidade e tubo escoador de aguas sujas (novidade...segundo a lei, disse o proprietário, já não são permitidas grelhas de escoamento!?)
- ha sanitarios para homens e mulheres com agua quente (impecáveis)
- ha um local para despejar cassetes sanitárias
- um pequeno bar de apoio está em luta com as autoridades camarárias de legalização...e fechado pela burocracia
- a vista sobre o vale abarca mais abaixo uma piscina e dois quartos de turismo rural...
-preço 12, 50 euros/noite tudo incluido
Aproveitamos a hora relativamente cedo para visitar todo o empreendimento de turismo rural a pé, (ver foto da nora) travar conhecimento com o enorme cão rafeiro alentejano, o Chaparro, e para apanhar e comer medronhos a meia encosta, antes do jantar. Uma delícia!
Ar puro, ar de montanha, e um luar de encadear, com um halo fantasmagórico (que a máquina não regista) serviram de eenquadramento ao jantar, outravez in door, com os comes e bebes ou levados de casa, ou remanescentes de pequenas compras. Depois da janta, uma longa batota de canasta até às 23.30h...eles ganharam a elas...com canastas de bestes, canastas de corte, e canastas limpas, de mão...enfim uma fraseologia que quem só sabe de game boy e de play station, não entende.
dia 7, sábado (150km)
De manhã o habitual, alarme tipo cantar de galo, mais uma vez, ar de serra de dia claro a inavadir o terraço das autocaravanas (eramos os únicos clientes) e depois do pequeno almoço, reabastecimento de águas limpas, higienes nos sanitários do parque, mapas desdobrados, traçou-se o rumo...uma étape curta.
Saimos pois do parque rural (30% mais caro que o parque de campismo da Orbitur de Évora) em direcção a Monchique, antes de aí chegar, depois de passarmos pelas Caldas (sem entrar pois não caberíamos) viramos para Casais, atravessamos Marmelete e desembocamos em Aljezur. Pausa em Aljezur, ida ao mercado, (saloio genuino, com lavradores de carroça e burro, ver foto) compra do semanário Expresso e do Sol, e da Máxima (que teria dado ao editorialista do Sol, para atacar desalmadamente a Maçonaria a despropósito?) e depois a feira da vila. Fundamental a compra de batata doce, que é um ex libris de Aljezur (preço 1€/kg) e ainda de umas morcelas de arroz para o cozido, e outras para fritar...mas em casa!
No tempo de andar a pé pelas ruelas de Aljezur e de um café no bar a Ponte a Pé, passaram por nós ou estacionaram frente ao ponto de turismo (fechado ao sábado, imagine-se!) pelo menos uma boa meia dúzia de autocaravanas, maioritáriamente estrangeiras. Concluida a volta , visita à praia de Monte Clérigo na zona de Vale da Telha.
E almoço? donde? outravez na AC...seguimos para Odeceixe (será de oued, em árabe e seixo, pedra?), e recuamos, népias de local adequado, e então descemos a margem direita do rio, com vista para Odeceixe, confirmando que se trata de um rio de pedras, e em bom mirante veio o almoço com vista de rio a encher pela maré montante, engordando de águas e minguando as margens à medida que levava mais mar. Por ali mais 4/5 autocaravanas gozavam do sol e da paisagem, e alguns pescadores inamoviveis á cata de peixe, bem os vimos ao desmoer do almoço na caminhada quase junto à foz. (ver foto)
Depois desse descanso continuou a aula practica do nosso compadre...autoestrada ja feita, ruelas de casario também, estradão pequeno idem, parques de campismo, BTS etc era já matéria adquirida, só faltava a prova oral de um estradão a sério, de cascalho rolado e com subidas a pedir a primeira...e foi assim...mesmo, retomada a estrada principal, desvio para o Brejão... e foi a prova 4x4, mas todos se portaram bem até ao Cabo Sardão, e aqui uma pausa para redefinir prioridades...onde ficar nesta etape...não muito mais longe, em Porto Covo numa AS (area de serviço) e sem parar em Vila Nova de Mil Fontes. E foi assim mesmo. Paramos aqui numa AS municipal, com placa de reservado a autocaravanas, num terreiro anexo à escola oficial primária, bem amplo e delimitado por cordame. Quase só portugueses, além de um holandês (de caravana) e de um americano de maxi autocaravana, de carro atrelado!
De positivo existir a AS, e a sua dimensão,
De positivo ser gratuita
De positivo ficar junto ao centro urbano
De negativo, poucos ou quase nenhuns caixotes de lixo
De negativo, de muito negativo, (ver foto) o aspecto terceiro mundista dos serviços, com o ponto de àgua, de uma torneira só...junto ao ralo, este sem grelha dos despejos comuns de aguas cinzentas ( de banho e de cozinha) e de àgua pretas das cassetes sanitárias. Como é evidente as poças de àgua não são da chuva...
De negativo a zona de serviços não estar devidamente assinalada nem cimentada, ou em pedra.
Veja-se na representação gráfica um projecto normalizado francês de zona de serviços de autocaravanas (clicar na imagem para aumentar)
De negativo o estacionamento caótico de AC com pernoita nas arribas e falésias de Porto Covo.(ver foto)
Sugestão: melhor equipamento da AS, instalação de parquímetros, e proibição de pernoita fora da AS, tanto mais que existe também parque de campismo na zona...Quanto a mim, qualidade paga-se, e direitos adquirem-se com bom senso e bom gosto, e não com terceiro mundanices ou espertezas saloias do desenrasco-me, os outros que se lixem....
Passeata pelas ruelas antes e depois de jantar. Jantar , excelente no Restaurante Marquês, na Praça Marquês de Pombal, junto à igreja, e enquanto Portugal sovava em futebol o Azerbeijão por 4-0, sim , por que dizer 3-0, é confessar que não nos roubaram um golo, que foi mesmo golo...De jantar? pois forma uam espetada mista de tamboril, lulas e camarão, açorda de marisco, sopa mde caução, pão aletenjano torrado com manteiga, queijo de aperitivo, azeitonas, vinho branco à pressão, àgua, imperiais, tudo por 26 euros o casal...
Dormida santa, mesmo sem ser do alto da falésia e sem roer uma laranja com o Rui Veloso.
dia 8, Domingo (200Km)
O regresso a Lisboa, sem história, com uma paragem no restaurante Chaminé e depois de rota batida até São Domingos de Rana para devolver a autocaravana ao alugador, e nós para ir até casa para segunda feira ir verificar um problema de alternador, e de deficiente carregamento em linha da 2ª bateria...(mais tarde verificou-se ser o fusivel de 40A da ligação ao alternador, fácil de susbtituir por quem sabe, quem não sabe pagou 10 €)....escrever o Blog, seleccionar as fotografias, e fazer contas a uma próxima demanda autocaravanista, sózinhos ou acompanhados....o dia 1 de Novembro, a uma 4F está mesmo a desafiar a imaginação...em especial com uma ponte, incluindo a 2F e a 3F, para evitar trânsitos demasiados...quem sabe?
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