sexta-feira, julho 07, 2006

SUBCOMISSAO PARLAMENTAR DE TURISMO E AC

NOTA: com este post amplia-se a referência à atenção que os deputados portugueses vêm dedicando ao assunto do autocaravanismo desde Julho de 2005, apresentando-se agora o relatório da Subcomissão Parlamentar de Turismo, de Março de 2006, que se coloca à disposição da opinião pública para conhecimento, e eventual debate seja neste blog, seja nos foruns do movimento de autocaravanistas que o CPA Clube Português de Autocaravanas mantem, seja o do Portal Camping Car/Campcar. O texto em azul incluido no relatório, contem opiniões ou informações de terceiros devidamente identificados, e não a opinião dos deputados membros da comissão.


ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÓMICOS, INOVAÇÃO
E DESENVOLVIMENTO. REGIONAL
SUBCOMISSÃO DE TURISMO
RELATÓRIO


I - Enquadramento
No âmbito do plano de actividades da Comissão Parlamentar de Assuntos
Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional (Subcomissão de, Turismo)
realizou-se no dia 12 de Julho de 2005 uma audiência à Federação de Campismo e
Montanhismo de Portugal (FCMP).

A referida audiência teve como objectivo principal analisar a situação actual do caravanismo e autocaravanismo em Portugal e, em particular, avaliar a pertinência de um projecto de diploma legal preparado pela FCMP.

No que concerne aos resultados da mencionada reunião, importa transcrever as seguintes conclusões:
1. O número de parques de campismo existente em Portugal com condições mínimas para acolher este tipo de equipamentos é insuficiente. Constata-se que só 22,8% dos parques de campismo está habilitado para receber autocaravanas;
2. A proibição do estacionamento na via pública de autocaravanas, associado à inexistência de "áreas de serviço" para acolhimento destas viaturas, não contribui para o desenvolvimento deste segmento;
3. É imperativo criar nova legislação, à semelhança do que foi realizado noutros países europeus, de forma a possibilitar a criação de condições para a prática do caravanismo e salvaguardar as premissas de qualidade do turismo nacional.
Tendo em consideração estas preocupações, a Subcomissão de Turismo decidiu constituir um grupo de trabalho para apreciação do projecto de diploma elaborado pela FCMP e elaboração de relatório sobre a matéria em referência.


No dia 7 de Fevereiro de 2006, foi constituído o aludido grupo de trabalho composto pelo deputado David Martins do GP-PS e pelo deputado Nuno da Câmara Pereira do GP-PSD.
II - Análise da situação vigenteAssente na escassa informação disponível sobre o autocaravanismo em Portugal, sabe-se que circulam no nosso país mais de 6.000 viaturas anualmente, e que muitos milhares entram no nosso país durante a época estival, o que constitui um volume que se estima ultrapassar as 13.000 autocaravanas (FCMP). Estes movimentos revelam a importância que esta prática tem conseguido ao longo dos últimos anos.
I
Segundo a Federação Europeia de Caravanismo: "o mercado de veículos de lazer na Europa cresceu mais de 27% nos últimos cinco anos" (www.e-c-f.org). O número de auto caravanas na Europa já, ascende a 2 milhões, estando previsto um aumento para os anos vindouros. Os principais mercados são a Alemanha, Reino Unido, França, Holanda e Itália.

Por definição, os autocaravanistas são praticantes de turismo itinerante, ao longo de todo o ano, embebidos num espírito de liberdade e de movimento. De acordo com estudos realizados, a principal motivação para aquisição de uma autocaravana é a procura de independencia na viagem e a liberdade de partir de férias a qualquer momento. Além destas, são referidas as questões de proximidade com a natureza e a descoberta. Os autocaravanistas são turistas itinerantes activos, habitualmente não permanecem mais de duas noites no, mesmo local, e visitam espaços de exposições, museus, festivais, eventos desportivos, e frequentam os restaurantes e comércio local.
Em Portugal são várias as informações que dão nota dos conflitos entre os autocaravanistas, turistas, residentes, hoteleiros, municípios, forças de segurança, etc. A título de exemplo apresentamos quatro casos vindos a público num passado recente.

Em primeiro lugar, referência para uma ,notícia difundida pelo Jornal do Algarve, com o título "Autocaravanas invadem, o Algarve, onde é feito Ium relato da situação e são apresentadas algumas sugestões. "Chegados os primeiros dias de clima ainda mais ameno, de que o Algarve é tão característico, milhares de autocaravanistas começam a deslocar-se em direcção ao sul procurando o sol desta região.
Trata-se, na maioria, de gente do norte de Europa, apesar dos portugueses, principalmente alguns que durante largos anos praticavam o campismo de tenda ou roullote, estarem cada vez mais a aderir a esta moda. Se este tipo de turismo estava pouco em voga e os poucos, que optavam por percorrer a Europa nestes autênticos apartamentos T-O móveis passavam despercebidos entre os restantes turIstas e restante circulação automóvel, desde há alguns anos a esta parte a sua presença tem representado uma autêntica luta entre autocaravanistas e as populações locais. Falamos de residentes: restantes turistas e, inclusive, autoridades em geral que se opõem à sua aglomeração junto às praias e às zonas residenciais. Muitos residentes queixam-se de ter à porta de um momento para o outro, o que chamam autênticos parques de campismo no local onde antes apenas tinham um simples parque de estacionamento. Do mesmo mal se queixam muitos turistas que argumentam com o facto de terem alugado um apartamento ou um quarto de hotel com vista para o mar, deparando com a mesma situação. Por seu turno, os empresários da hotelaria e restauração falam de um tipo de turismo que, para além de não trazer riqueza, dá um aspecto menos agradável à região algarvia. A juntar a isto, acumulam-se as muitas queixas de despejo de lixo e de dejectos das casas de banho dos veículos em locais considerados impróprios. Os autocaravanistas afirmam a pés juntos que são situações esporádicas e que quando verificadas são imediatamente feitas chamadas de atenção pelos restantes viajantes de autocaravanas. Águas residuais devem ser evacuadas em locais apropriados O "Comité de Liaison du Camping-Car ", sedeado em França, distribui pelos autocaravanistas uma espécie de agenda de bordo que inclui os denominados direitos e deveres, os quais podem tamb,ém ser encontrados na Internet, traduzidos em várias línguas. Aí, e aconselhado aos autocaravanistas a "utilizar os locais de estacionamento onde haja pouca densidade de população, não estorvando a visibilidade e a prática do comércio e não provocando estorvo à circulação". Segundo o mesmo documento, "a utilização da autocaravana, como habitação, deve ser praticada sem haver coisas por fora dos carros, sem barulho para os habitantes, sem se apropriar dos espaços públicos e sem causar sujidade com dejectos de animais domésticos ". Aquele comité aconselha os autocaravanistas a evacuar as águas residuais nos sítios apropriados, como sejam áreas de serviço e instalações sanitárias públicas ou privadas". É ainda feita uma chamada de atenção para nunca serem usados esgotos para águas da chuva (como sarjetas) para efectuar esta libertação de águas. No entanto, segundo parece, isto nem sempre é respeitado. A verdade é que em Portugal apenas os parques de campismo possuem as condições para o parqueamento deste tipo de veículos. Todas as infra-estruturas deste tipo, existentes no Algarve, aceitam autocaravanas durante todo o ano, com os preços da diária a variar entre os dois e os quatro euros para cada viatura, aos quais há que somar um valor idêntico para cada adulto. Na maioria, há que juntar, ainda, a estes valores, caso usufruam destes serviços, os preços de utilização de duches quentes, lavagem de roupa em máquinas, entre outros. Alguns deles têm também descontos que podem ir dos 30% a 40% para estadias mais prolongadas. No entanto poucos são os que utilizam estes locais. preferindo os diversos parques de estacionamento, de preferência à beira mar, para fazer as suas paragens, as quais - e eis outra das queixas - se prolongam muitas vezes por vários dias. Autoridades esbarram com a lacuna existente na lei. Na Internet, não é dificil encontrar sítios dedicados ao autocaravanismo onde o Algarve. e mais propriamente zonas localizadas nos concelhos de Tavira e Vila Real de Sto. António são indicados como zonas de parqueamento livre. Como consequência, a proliferação destes veículos na região é cada vez maior eas queixas continuam a acumular-se junto da PSP, GNR e autarquias. No entanto, as autoridades pouco ou nada podem fazer devido à falta de legislação específica para o estacionamento deste tipo de veículos. "Só nos casos em que existe sinalização com a indicação de proibição de estacionamento de autocaravanas é que nós podemos actuar. Fora destes locais não podemos fazer nada ...a não ser que estejam na situação de estacionamento abusivo, o que nem sempre se verifica porque muitos deles passam lá apenas uma noite ou um dia" - diz o comissário Tito Fernandes. da PSP de Vila Real de Sto. António. Segundo o responsável máximo por aquela esquadra, a colocação de sinalização proibitiva - que compete à autarquia - em todos os locais de estacionamento também não é solução, já que se trataria "de uma medida discriminatória " - explica. Actualmente só as Câmaras Municipais podem colmatar esta falta dé legislação, colocando a referida sinalização no sentido de proibir o estacionamento de autocaravanas, o que, aliás, já começou a ser feito no concelho de Vila Real de Sto. António. Neste concelho, e apesar do parque de campismo ser municipal, o vereador Manuel Rodrigues, responsável pelo pelouro do trânsito e pela colocação daquela sinalização, diz que "o grande problema" não é o facto dos autocaravanistas não contribuírem para as receitas daquele recinto de campismo. "Todas as pessoas são livres de fazer o campismo como bem entenderem, desde que dentro das normas ...0 maior problema é a poluição, já que as pessoas não têm o mínimo de condições fora de um parque de campismo. Fazem caravanismo selvagem, despejam dejectos e lixo em qualquer local e isso é muito grave" - afirma o autarca. Manuel José Rodrigues admite que não existem locais especíjtcos para autocaravanas, mas que isso não é motivo para não serem usados os parques de campismo. "Quando defendem a criação de locais próprios para autocaravanas, até podem ter a sua razão, mas não querer pagar num parque de campismo por já ter investido num daqueles veículos não é um argumento plausível. Se tenho dinheiro para passar férias faço-o, se não tenho fico em casa. Vila Real de Sto. António não pode servir de colónia de férias para quem não tem dinheiro para passar férias noutro local" - comenta. Segundo aquele vereador, têm sido feitas várias tentativas em conjunto com a PSP e com o próprio Governo Civil no sentido de resolver a situação, no entanto, admite também que a lacuna existente na legislação impede uma maior actuação na matéria. Autocaravanistas querem uma legislação justa, mas são também os próprios autocaravanistas a defender uma legislação que evite estes conflitos. Aliás, este foi um dos temas debatidos no 7. a Congresso do Campista Associativo IDesportivo, realizado no ano passado e cujas conclusões foram apresentadas numa publicação da especialidade (a Revista do Campista). Estas conclusões apontam para a possibilidade dos autocaravanistas "conquistarem uma legislação justa em Portugal ", pelo facto de já ter sido possível noutros países. Neste sentido, foi indicada, como possível base para a criação desta legislação, a formação de uma comissão, para o estudo daquela matéria, que integrasse Federação de Campismo - representada por autocaravanistas -, a Direcção Geral do Turismo e a Associação Nacional de Municípios. A criação de uma regulamentação que controle a utilização pouco cívica das autocaravanas, onde sejam definidos comportamentos por parte dos seus utentes, foi outra das conclusões daquele congresso" expostas na mesma publicação. Por seu turno, o autocaravanista Manuel Coutinho diz sentir na pele, principalmente em Portugal, a luta constante que têm de manter com as autarquias e autoridades. Quando questionado pelo "JA." sobre a razão da maioria dos autocaravanistqs não utilizar os parques de campismo, Manuel Coutinho é peremptório: "Quem investe oito a dez mil contos num veículo destes não quer pagar as diárias dos parques de campismo, onde somos obrigados a pagar, por exemplo, taxa de energia que muitos nem sequer consomem ". Manuel Coutinho lamenta, ainda, a quantidade de impostos que lhes é cobrada e de onde não têm qualquer retorno: "Esta autocaravana custou-me oito mil contos, dos quais cerca de três mil foram imposto para o Estado. Cada vez que abasteço de combustível, cerca de 40% é também de imposto para o Estado. Farto-me de dar dinheiro para o Estado e o Estado' não me dá nem um espaço para estacionar. " E explica que a solução seria criar estruturas como as que, garante, já existem no norte da Europa. "Cada coisa deve ter o seu espaço. Os parques de campismo são para roulotes e tendas, que não têm a auto-suficiência de uma autocaravana. O ideal seria criar um meio termo entre o parque de campismo' e o parque de estacionamento, como já existe no norte da Europa. E três ou quatro destes parques no Algarve seria uma maravilha. No entanto sou optimista e penso que daqui a alguns anos vão ser criadas essas condições ". Dão uma má imagem e degradam zonas turisticamente atractivas" A AHETA (Associação dos Hoteleiros e Empresários de Turismo do Algarve) tem sido uma das associações que mais tem alertado para este aumento de autocaravanistas na região. Para o seu presidente, Elidérico Viegas, o autocaravanismo é um problema que abrange todo o Algarve e que tem vindo a agravar-se nos últimos anos. Aquele dirigente associativo aponta a existência de chamados pontos negros, dando como exemplo Monte Gordo, Tavira, Quarteira e Aljezur. Em relação a este último município, Elidérico Viegas chega, inclusive, a considerar que o problema já tomou contornos de uma "autêntica desgraça ". "Instalam-se, muitas vezes, em zonas protegidas, onde não têm as mínimas condições sanitárias. Trata-se de uma má imagem e do degradar de zonas que são turisticamente atractivas. Isto não se justifica, já que no Algarve existem infra-estruturas de campismo que os autocaravanistas podem utilizar. Quando, no Algarve, as pessoas andam preocupadas em manter e proteger z.onas ambientalmente frágeis e a atacar empresários do sector hoteleiro e turístico, deveriam preocupar-se em prestar mais atenção a esses pormenores" - comenta. Elidérico Viegas diz que a AHETA tem sido solicitada pelas autarquias no sentido de as ajudar a interceder e ir junto das entidades responsáveis para a resolução do problema. E aqule dirigente associativo aponta também soluções: "As próprias autarquias vêem-se impedidas de tomar mais atitudes porque muitas dessas zonas não estão sob a sua gestão. A solução tem que resultar de uma acção concertada entre os diversos organismos e entidades que superintendem o litoral. O problema é que para além de serem muitos organismos, cada um pertence a um ministério diferente. É uma loucura onde ninguém se entende. Esta situação, por um lado, objecta a que o litoral possa ter um aproveitamento sustentado e permite, por outro lado, abusos desta natureza ". O presidente da AHETA acrescenta, ainda, que não-se trata de uma questão de criar mais leis, bastando às autoridades competentes actuar e fazer cumprir as que já existem. "Ninguém pode ocupar ilegal e sistematicamente uma coisa que não lhels pertence. Não é necessáho fazer uma lei para proibir indivíduos de se instalarem com uma caravana, durante meses a fio, num local de zona protegida. Os organismos competentes deveriam actuar o em vez de se preocuparem, muitas vezes, com coisas que não lhes dizem respeito ". (Fonte: Jornal do algarve. )

A segunda situação diz respeito a uma queixa apresentada por um director hoteleiro manifestando a sua inquietação pelo estpcionamento "selvático" de autocaravanas frente à sua unidade hoteleira. Segundo o citado director: "...recebemos diariamente comentários de hóspedes perplexos sobre o aspecto visual que em nada abona os esforços das entidades que promovem uma imagem do turismo de qualidade". Mais refere, em agradecimento à iniciativa tomada intervenção das forças de segurança pública - que "...como não existe uma sinalização adequada que proíba definitivamente o estacionamento temporário de autocaravanas nesta zona, é certo que surgirão novos situações semelhantes, as quais devem ser solucionadas de imediato sob pena de se chegar de novo a um ponto em que o recurso a uma intervenção maciça de forças policiais seja a única forma de resolução". Em resposta oficial, um responsável pela Capitania do Porto da área de influência dessa localidade, concorda que "a utilização por caravanas fora dos parques de campismo para fazer «campismo selvagem» é um caso de polícia e sujeito a coima". Mais refere que, "...0 estacionamento de autocaravanas não é contudo ilícito".
Como solução para resolução do problema, apresenta um exemplo aplicado noutro concelho do litoral onde se "delimitou a área com marcas distanciadas menor que a largura de uma viatura e na entrada do parque de estacionamento colocaram um pórtico cuja parte superior se encontra a uma altura inferior à altura de uma roulotte ou autocaravana".

Em terceiro lugar, junto se transcreve uma nota de imprensa da Câmara Municipal de Tavira, datada do dia 27 de Fevereiro de 2006, com o título "Tavira quer oferecer condições ao autocaravanismo", referente a uma iniciativa desenvolvida por esta autarquia. "A autarquia vê com preocupação a proliferação de auto-caravanas dispersas pelas mais diversas zonas do concelho. Este é um problema que se tem vindo a adensar não só em Tavira, mas um pouco por todo o litoral algarvio. Àpesar das inúmeras reuniões realizadas entre os responsáveis regionais sobre a temática, não existe legislação que discipline esta situação. Mas também é consensual que a solução não passa pela via punitiva, mas sim pela criação de alternativas. Partindo deste principio, e conscientes que a presente situação não dignifica a harmonia da paisagem envolvente, levantando inclusive algumas questões de carácter ambiental, a Câmara Municipal de Tavira tem vindo a estudar possíveis localizações para a construção de parques de caravanismo, de forma a organizar a presença crescente das auto-caravanas, conferindo-lhes as devidas condiçõ€f higiénicas, sanitárias e infra-estruturas de qualidade. Apos análise de várias situações para a sua localização, e resolvidas as dificuldades legais com a classificação dos solos, a autarquia encontrou três espaços para a albergar este tipo de turismo: em Vale Caranguejo (em processo de consulta à Comissão Regional da Reserva Agrícola), Barranco da Nora (previsto na alteração pontual ao PDM) e em Cabanas (projecto em fase final, aguardando início da obra). Esperamos, em breve, oferecer melhores condições para os que nos visitam em autocaravanas. resolvendo, simultaneamente, o impacte negativo na paisagem e no ambiente decorrentes desta actividade. (Fonte: www.cm-tavira.pt)

Por último, e para apreciação da mesma matéria deverá considerar-se o requerimento nº 1146/VIII/l de 27 de Abril de 2000, com o título "Autocaravanismo selvagem no Algarve", apresentado pelos Deputados Carlos Matos e Carlos Alberto. As questões colocadas referem-se às iniciativas tomar sobre esta matéria, aos efeitos negativos ao nível do turismo regional e à possibilidade de alteração da actual legislação sobre estacionamento de autocaravanas. Em resposta, O Ministério da Economia e Inovação, refere: "a prática de campismo fora dos parques, não só no que diz respeito a autocaravanas mas também em relação a tendas, roulottes e outros veículos habitáveis, pode ter efeitos negativos ao nível do turismo, em termos nacionais e regionais nomeadamente no que diz respeito à imagem da oferta turística para além de questões que têm a ver com ordem pública, saúde, higiene e segurança". Mais salienta que: "o Ministério da Economia não só reconhece a necessidade de se rever a legislação actualmente em vigor sobre esta matéria como informa que, estando atento a esta situação, está já a trabalhar nesse sentido, de forma a que se possa solucionar, o mais rapidamente possível, este problema".

No que concerne a legislação em vigor, importa referir o Decreto-Lei 305/99 de 06 de Agosto, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei 55/2002 de l de Março, que consagra a obrigação da existência nos parques de campismo públicos e privativos de estruturas destinadas a permitir, no,meadamente a instalação de caravanas e autocaravanas, e demais material e equipamento 'necessária prática do campismo. Fora dos parques de campismo, públicos ou privativos, o aludido diploma legal, no seu artigo 6, n.º 2, determina que a regulamentação do licenciamento de actividades de caravanismo quando realizada, é da competência das Assembleias Municipais, sob proposta do Presidente da Câmara.

Neste sentido e atento o quadro legal vigente, para além da regulamentação da actividade de caravanismo, afigura-se útil, salvo melhor e mais qualificado entendimento, equacionar a necessidade de um quadro legal mais abrangente que englobe, nomeadamente tudo o que tem a ver com direitos e deveres dos caravanistas assim como quanto às condições e infra-estruturas de acolhimento públicas a esta modalidade de Turismo.

III - Análise da proposta de Projecto de LeiBaseada na legislação existente em França, a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal apresenta um projecto de diploma que pretende regular esta actividade. o referido diploma define as obrigações dos autocaravanistas e as condições do estacionamento e pernoita de autocaravanas na via pública e em parques de campismo.

Assim, no artigo nº 2. são apresentados os conceitos de "autocaravanismo",
"estacionamento", acampamento", "estação de serviço" e, "áreas de acolhimento".

o nº 3 do mesmo diploma refere as obrigações dos autocaravanistas das quais se destacam as obrigações de índole de protecção ambientar e de re'gras de convivência e conduta. As cond,ições de estacionamento e pernoita são distribuídas em 4 pontos num quarto artigo. Numa análise mais minuciosa verifica-se existir um interesse em autorizar a pernoita na via pública, em locais concedidos e licenciados para o efeito, proibindo o acampamento no espaço urbano público.

A introdução do ponto nº 5 prevê a criação de "estações de serviço" em postos de abastecimento com mais de 5 bombas de abastecimento. Esta condição permitiria reforçar a segurança dos autocaravanistas.

Quanto à utilização dos serviços privados, o artigo 6 prevê que os mesmos podem ser pagos ou gratuitos consoante os diferentes interesses.

o artigo nº 7 enquadra o licenciamento de áreas de serviço. Para o efeito são anexados 2 esquemas com a maqueta das infra-estruturas recomendadas.

o último artigo, nº 8, prevê as coimas a aplicar em caso de incumprimento das disposições apresentadas. Verifica-se uma diferença entre as questões de índole ambiental e de conduta.

IV - Objectivos de uma regulamentaçãoA criação de regulamentação para qualquer actividade ou sector tem sempre como objectivo central adequar às necessidades e exigências das mesmas. Nesse sentido, e tendo em consideração as apreciações realizadas, elencam-se seguidamente alguns objectivos para a regulamentação da actividade do autocaravanismo.
. 'Minimizar os impactes, visuais, ambientais; sociais associados a esta actividade;
. Criar condições de acolhimento aos autocaravanistas, privilegiando a sua segurança;
. Estimular o segmento de Touring cultural e de natureza em Portugal;
. Melhorar as experiências dos autocaravanistas
. criação de um diploma legal desta natureza criará um conjunto de impactes a diferentes níveis.

Em primeiro lugar, importa destacar a organização do território e a criação de infra-estruturas próprias para acolhimento das autocaravanas. Estas medidas obrigariam os municípios a criar as "ár:eas de serviço", podendo contudo decidir sobre a aplicação de uma taxa de utilização do espaço/serviço, similar ao estacionamento de viaturas na via pública. Ainda sobre as autarquias recaía a responsabilidade de coordenar e fiscalizar o impactos desta actividade.

Na impossibilidade ou não interesse dos municípios para concretizar estes projectos, as mesmas deveriam autorizar e aceitar o estacionamento das autocaravanas nas suas localidades. Fica protegido o interesse público pelo facto de ser obrigatório cumprir as regulamentações de trânsito em vigor.

Neste contexto, qualquer iniciativa legislativa neste domínio, atentos os seu~ impactos e objectivos, deverá ser objecto de consulta junto da Associação Nacional de Municípios Portugueses e outras entidades com interesse na matéria.

Quanto ao impacto nos autocaravanistas, destaca-se a obrigatoriedade do cumprimento das regras aprovadas, nomeadamente no que diz respeito às regras de conduta e utilização do território.

A criação de "estações de serviço" criaria. uma obrigatoriedade das entidades que exploram os postos de abastecimento criarem novas infra-estruturas nos seus recintos.

Para finalizar, haveria a necessidade de reforçar o espaço próprio para autocaravanas nos parques de campismo.

VI - ConclusõesComo é possível verificar pelos casos acima, apresentados, há evidência que a situação é conflituante entre os diversos protagonistas intervenientes. A falta de legislação actualizada que regule esta modalidade fora do parques de campismo públicos ou privativos é, portanto, uma necessidade. Conforme expresso pelo Ministério da Economia em 2000, há necessidade de se rever a legislação em vigor. Omitir a situação existente não poderá ser a melhor solução, e não se compadece com o interesse em garantir melhor qualidade da oferta turística portuguesa e aproveitar o potencial mercado que este segmento proporciona.
Para finalizar apresentam-se as seguintes conclusões finais:
1. Apesar do potencial interesse da iniciativa apresentada pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, e tendo presente o desconhecimento do actual posição do Governo, deverá ficar ao interesse de cada grupo parlamentar apresentar uma medida ao encontro deste propósito;
2. Será de enorme importância promover uma reunião com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, Direcção-Geral de Turismo, Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis para saber da sua opinião sobre esta matéria;


Deverá o presente relatório ser enviado ao Ministério da Economia e Inovação e à Secretaria, de Estado do Turismo. para dar conhecimento do seu conteúdo e potencial interesse em promover esse trabalho.

Lisboa, 14 de Março de 2006
o Presidente da Subcomissão de Turismo,
Mendes Bota
Os Relatores, David Martins, Nuno da Câmara Pereira.

quinta-feira, julho 06, 2006

A ASSEMBLEIA DA REPUBLICA INTERESSA-SE POR AUTOCARAVANISMO

Uma explicação : injustamente escrevemos que as autoridades públicas e políticas portuguesas não se interessavam pelo autocaravanismo. Mea Culpa (em sentido exacto meia culpa) porque quem podia e sabia do interesse da AR, não divulgou, antes fez caixinha da entrevista que teve no Parlamento Português, onde foi apresentar um projecto de lei para o sector, a FPCM.
Ora, num Estado de Direito Democrático, e em Democracia, as causas públicas são causas de todos nós, e vice versa, e todos os documentos da AR são documentos públicos e não protegidos pelo copy right, pois é assim que se protege a transparência da Democracia. Publicamos hoje a acta da Subcomissão Parlamentar de Turismo da AR, e em breve publicaremos também o projecto de diploma, até para que a opinião pública interessada, sem esquecer os autocaravanistas, possa ter conhecimento e pronunciar-se, se o entender. Fica feito o reparo: afinal os politicos portugueses já em JULHO de 2005, bem antes dos políticos espanhois, estavam preocupados com o autocaravanismo...só que ainda não passaram à acção...talvez com mais umas bandarilhas...

Aqui fica a transcrição da acta, em serviço privado à causa pública da sociedade civil...


Dia: 12 de Julho de 2005 Hora: 17.30H
Local: Sala 4
Entidade: Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP)
Representada pelos Senhores Fernando Cipriano (Presidente) e Júlio António Almeida Costa (Vice-Presidente), além de outros elementos da Direcção
Recebida pelos Senhores Deputados da Subcomissão de Turismo

Assunto: Decreto-Lei n.º 38/80 de 18 de Agosto, os interesses Auto caravanistas e Projecto de Diploma a ser submetido à apreciação da Subcomissão

Iniciada a audiência, o representante da FCMP, expôs as preocupações da Federação no que respeita fundamentalmente aos auto caravanistas portugueses, tendo focado, em síntese, os seguintes pontos:

A Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal , foi constituída em 6 de Janeiro de 1945, tendo as seguintes modalidades: Campismo Caravanismo Auto caravanismo Montanhismo Escalada Pedestrianismo. Uma das modalidades de Campismo tuteladas por esta Federação, com alguns milhares de praticantes, é o auto caravanismo;

Actualmente, circulam em Portugal 6.000 auto caravanas, não contabilizando as que entram pelas fronteiras do nosso país durante a época estival, o que constitui um volume considerável deste tipo de viaturas que estimam ultrapassar as 13.000, anualmente;

Verifica-se que tem sido vedado por diversas autoridades - por alegação de posturas municipais - o seu estacionamento na via pública;

Sabe-se que o país dispõe actualmente de 203 Parques de Campismo. Destes, apesar da sua totalidade se encontrarem longe das localidades, apenas 45 deles possuem as condições mínimas para acolher este tipo de material, ou seja: 22,8%; Proibir o seu estacionamento na via pública, não lhes parece justo;

Por sua vez, afugentar este tipo de turistas, na sua opinião, contraria o próprio interesse económico e financeiro do país, devendo proporcionar-lhes condições para poderem visitar todos os recantos do nosso país e, neles, produzirem receitas;

Por toda a Europa e nos países com maior densidade de Parques de Campismo - França, Itália e Alemanha -, existem "áreas de serviço" , junto das localidades, e por todo o território, a fim de acolher este tipo de material; A França, por exemplo, dispõe de 895 destas áreas que disponibilizam aos auto caravanistas o fornecimento de água potável, despejos dos WC e dos depósitos de água residuais, energia eléctrica, WC públicos e áreas comerciais, a preços módicos. A utilização de muitas delas é gratuita por interesse económico da zona onde estão implementadas;

Urge que as autarquias se sensibilizem para a criação destas valências, pois só assim se poderá encontrar um equilíbrio de forças que satisfaça ambas as partes. Na sua opinião, parece desconhecer-se que a viatura que transporta estes praticantes é a sua própria caravana e como tal, não dispõem de outro meio que lhes faculte uma visita às localidades, às praias, aos campos, aos museus, ao comércio, etc.;

Proibir simplesmente, sem criar as estruturas prévias necessárias, parece-lhes uma má política, mostraram-se ainda de acordo com o parqueamento em locais seguros, sendo que se fosse parque de campismo deveria ser só para auto caravanas;

Por outro lado, ignorar e rejeitar esta moderna modalidade de campismo não lhes parece justo. E não podem esquecer os turistas internos que representam para cima de 25% das receitas do Turismo nacional, de acordo com as estatísticas difundidas pela Secretaria de Estado do Turismo; Há Possibilidade dos auto caravanistas “conquistarem uma legislação justa em Portugal”, pelo facto de já ter sido possível noutros países. Neste sentido, foi indicada, como possível base para a criação desta legislação, a formação de uma comissão, para o estudo daquela matéria, que integrasse Federação de Campismo - representada por auto caravanistas -, a Direcção Geral do Turismo e a Associação Nacional de Municípios;

Neste sentido, vêm disponibilizar um Projecto de Diploma (baseado, essencialmente, na legislação francesa) para que os Senhores Deputados analisem e se pronunciem sobre a sua viabilidade.

Iniciou-se um período de debate, durante o qual os Senhores Deputados expuseram as suas dúvidas e pediram esclarecimentos.

O Senhor Deputado Ceia da Silva (PS), saudando a Delegação, pretendeu saber se era a primeira vez que estavam a apresentar o problema e se sabiam da existência de legislação equiparada noutros países sobre esta matéria.
O Senhor Deputado José Soeiro (PCP), congratulando-se com a vinda da Delegação, pretendeu saber se já tinham entregue anteriormente, esta documentação e a quem.
Foi na altura esclarecido pelo Presidente da FCMP, que tinha sido entregue um dossier à Associação Nacional de Municípios e a algumas Autarquias.
Quanto à referência feita no que respeitava às áreas de acolhimento, o Senhor Deputado José Soeiro pretendeu saber em quantos parques de campismo consideravam haver as condições mínimas para estacionarem as auto caravanas.
Depois de lhe ter sido referido 45 parques, solicitou documentação relativa ao roteiro dos parques e informações complementares, nomeadamente as condições exigidas quanto a águas residuais que devem ser evacuadas em locais apropriados e despejo das sanitas quimicas.

O Senhor Deputado Nuno da Câmara Pereira (PSD), que igualmente saudou os representantes da FCMP, referiu-se ao problema do parqueamento urbano e fora do círculo urbano. Observou que no Algarve assistiu ao estacionamento de caravanas em sítios turisticamente atractivos. Considerou que os parques de campismo são locais seguros e fora deles seria inseguro estacionar auto caravanas.

O Senhor Deputado Maximiano Martins (PS) cumprimentou a Delegação da FCMP e referiu que foram levantadas questões que considerou sensíveis e que o assunto merecia interesse, sendo objecto de análise.

O Senhor Deputado José Apolinário (PS) cumprimentou a Delegação da FCMP e referindo-se ao Projecto de Diploma, perguntou se o que se pretendia era não existir estacionamento específico e da mesma forma que os veículos ligeiros, estacionar desde que permitido. Perguntou se a fotografia da sinalização que aparecia na documentação (proibido o estacionamento de auto caravanas) era na Costa Vicentina. Mostrou-se em desacordo com o estacionamento desorganizado, havendo necessidade de existir locais próprios de estacionamento de modo a não se criar má imagem e não deixar degradar zonas que são turisticamente atractivas. Quanto ao art. 5º do Projecto de Diploma, considerou-o pertinente, tendo já sido discutido com entidades concessionárias, nomeadamente a Brisa e o Ministério das Obras Públicas.

O Senhor Deputado Braga da Cruz (PS) cumprimentando a Delegação da FCMP, referiu-se à execução e licenciamento das zonas de acolhimento e pretendeu saber de que modo as tenciona tornar apelativas.

O Senhor Presidente da Subcomissão, observou que os Senhores Deputados ficaram alertados para os problemas e que esta matéria tinha interesse e devia ser considerada, sendo a sua discussão na próxima legislatura, independentemente de cada um tomar as suas posições nos respectivos Grupos Parlamentares. Encerrou a audiência pelas 18h45m, explicando que se iria elaborar um relatório para ser presente ao plenário da Comissão.

CONCLUSÕES:
Elaborar Relatório da Audiência, que será presente à Subcomissão de Turismo.
Palácio de São Bento, 18 de Julho de 2005
Os Relatores

quarta-feira, julho 05, 2006

overnight raid a Cabo Verde....(Sal e Praia)


Então é assim:
Afazeres profissionais em Lisboa determinaram a necessidade de uma viagem de trabalho relâmpago a Cabo Verde.
Preparação a mínima, (sem esquecer o visto, que apesar de tudo se faltasse, se obtinha à chegada, no aeroporto) pois o importante era mesmo o desenvolvimento in loco, pessoa a pessoa.
Lá fomos domingo a noite, para duas reuniões consecutivas na Praia, e depois com regresso agendado para madrugada de segunda, já na terça feira. Porém a odisseia teve mais horas que dias, e de turismo fica o magro resultado destas fotos que se anexam. (da praia, do artesanato, da piscina do hotel e de um restaurante)

O filme começou logo a ser a preto e branco, à partida de Lisboa. O avião escalado dos TACV avariou. Portanto saída atrasada e em avião fretado, mas a surpresa maior estava na chegada ao Sal. Não, não seguimos, como programado, no mesmo avião para a Praia. Ficamos a aguardar o transfer em avião a hélice...e só na terceira viagem de ida e volta Sal/Praia é que voamos para a Praia... eram 7.30h, pelo fuso GMT que estava a cama à vista no Hotel Trópico do Grupo Pestana.
Tempo de exasperação no Sal...cerca de 6 horas...um tormento! O aeroporto moderno e cómodo não deixa de ter capacidade insuficiente para responder às necessidades pressionantes do turismo...apenas três exemplos, a máquina automática de dinheiro, estava esgotada, ( e a loja de câmbios fechada) , a menina dos gelados insistia que o preço dava direito a duas bolas, mas do mesmo paladar, foi impossivel convence-la a vender duas bolas de paladares diferentes....com mais turistas, mesmo sem formação vai certamente perceber que a regra administrativa vai ter que ser alterada...e finalmente, não se justifica que passageiros em trânsito, tivessem que fazer um duplo check in para seguir para a Praia, e na mesma fila que recebia os passageiros novos, sobrecarregados de malas.

A manhã de segunda ficou pois estragada, até a bruma e o vento desorientou qualquer mergulho na piscina, e os encontros previstos foram desencontrados e o almoço contrariamente ao previsto acabou por ser no Hotel....uma palavra de louvor ao Director Jorge Xavier, e ao nível da cozinha, onde comi a melhor sopa alentejana do século XXI, com bacalhau esfiado, e um arroz de marisco (de monte e mar) de cinco estrelas. Entre os comensais a nata do acaso permitiu identificar um presidente de um Banco de Cabo Verde, um administrador de um Banco Português, um deputado empresário de Angola, um ex- Secretário de Estado do Governo Português, etc, etc..

De tarde, o trabalho até as 17h e a confirmação de que Cabo Verde exporta pedra para a Gâmbia....como noticía a Revista Iniciativa, Abril de 2006, pag.68. (ver foto de uma pedreira).
A viagem à volta da cidade velha e seus arredores permitiu ver a explosão de construção habitacional popular, de blocos de cimento, de contornos clandestinos e inacabados (ver foto) Entretanto uma passagem pelo Hotel para mais um encontro remarcado, traz a segunda surpresa desagradavel. O voo de regresso directo Praia/Lisboa das 2.30h da manhã tinha sido adiado....para as 20.30h. Impossível aceitar essa solução face a compromissos em Lisboa, e então no clássico desenrasca, malas ao colo, rápido rumo ao aeroporto, e parlamentarização da crise no balcão da TACV. Lá se encontrou a solução....remarcação de bilhetes, imediato embarque no voo das 18h para o Sal (avião na pista a aguardar o check in de malas na mão) e depois, bilhetes para Lisboa no avião da TAP das 1.30h da madrugada! foi o melhor que se pode arranjar. Lá apanhamos o avião a hélice de 47 lugares, e com luz do dia voamos os 35 minutos entre a Praia e o Sal.

Mas o melhor mesmo, foi o jantar logo decidido à chegada ao Sal, perante a ameaça de mais outras 6 horas de espera no mesmo aeroporto num quadro de apenas 24h.
Quem decidiu o onde, foi um taxista de ocasião e decidiu bem, na zona do turismo explosivo do Sal, ....o Olho de Agua em Sta Maria (Odjo d´ Água Hotel e Restaurante tel. 422117), sobre o mar, com duas praias privativas , decoraçao a condizer com o ambiente marítimo...tubarão vigilante (ver foto).

O Ambiente excelente, sem janelas, em ampla varanda, mar ao fundo, música ambiente de tipo tropical afro-luso-brasileiro. Foi um festim...cracas, polvo, percebes, lagosta, peixe serra, atum fresco, cerveja, ananaz, banana flambé, e café, (só evitamos as lapas) e tudo por um preço sem rival em Portugal, talvez pela metade, pela qualidade e quantidade...foi a recarga de boa disposição adequada para a espera no aeroporto, o segundo check in, em fila indiana, apesar de só se ter bagagem de mão, e depois a espera final na zona free shop, com artesanato e produtos desinteressantes, à excepção da música local.

A viagem sem histtória, serena e eficaz, a sono solto, acabou pelas 8h na Portela e aqui, a chuva miudinha dos 8 graus sepultou os incidentes menos agradáveis deste raid. Esperemos que da próxima vez não haja atrasos de avião... e haja mesa no Odjo d´Agua!

Orçamento de 3 pessoas visita a Servia em AC


Pour la Serbie, actuellement le taux de change est pour un euro de 87.65 din et pour un camping-car le coût du péage de Belgrade à la frontière Croate de 6,05 euros

Et pour ceux qui aiment les chiffres et qui se demandent combien peut coûter un voyage dans ces pays de l'est de l'Europe,
voici notre bilan financier :
41 journées à 3 adultes
7689 km parcourus avec une consommation de 11,67litres au 100 km
Le prix du Gas-oil variant entre 0,93 euros pour la Serbie et 1,2 euros pour l'Italie

Pays traversés et visités plus ou moins :
France, Allemagne, république Tchèque, Slovaquie, Hongrie, Roumanie, Serbie, Croatie, Slovénie, Italie, Suisse, France,
dépenses totales (hors achats des souvenirs persos)
2 592 €



Dont

gas-oil
964 €
soit
37%
du total

Nourriture et boissons (16 repas au restaurant)
773 €
soit
30%
du total

Visites, parkings et transports locaux
354 €
soit
14%
du total

14 nuitées de campings dans les villes
283 €
soit
11%
du total

péages et taxes diverses

138 €
soit
5%
du total

Divers (teléphone, Internet, courriers…)
82 €
soit
3%
du total
Ce qui représente par jour et par personne : 21 €

domingo, julho 02, 2006

CAMPING SAUVAGE...novo filme francês





Un camping au bord d’un lac pendant les vacances d’été. Camille, 17 ans, traîne son ennui entre ses parents et Fred, son petit ami qui travaille au bar.

C’est là qu’elle rencontre Blaise, la quarantaine, tout juste embauché comme moniteur de voile par son beau-frère Eddie, le directeur des lieux.

Camille et Blaise connaissent tous deux ce même mal de vivre qui les rapproche et les éloigne des autres.

Mais leur complicité alimente la rumeur d’une liaison qui exaspère leur entourage et déchaîne les passions.

Ils décident alors de se prêter au jeu de la love story et se lancent à corps perdus dans une dangereuse histoire d’amour…

sexta-feira, junho 30, 2006

Recomendações da Federação de Campismo e Montanhismo



A utilização da autocaravana como meio de transporte, assemelha-se aos automóveis particulares. Responde às mesmas regras de circulação aplicáveis a esta categoria de veículos.

Nos centros das cidades ou em qualquer casco urbano devem escolher-se lugares de estacionamento provisório:- de baixa densidade populacional- onde não prejudique a visibilidade e o comércio geral- onde não constitua obstáculo para a circulação viária.

A utilização da autocaravana deve fazer-se nestes lugares:- sem usar o espaço exterior do veículo- sem causar problemas aos moradores da zona- sem monopolizar os espaços públicos- vigiando os animais domésticos de modo a evitar a eventual sujidade.

A evacuação das águas residuais ou sujas efectuar-se-á somente em locais apropriados para o efeito, como áreas de serviço, instalações sanitárias públicas ou privadas, estações de serviço, etc. Atenção: as redes de águas pluviais não podem ser utilizadas (sarjetas ou boeiros) para o esvaziamento das águas residuais (em especial das sanitas) uma vez que esta rede não tem tratamento de depuração por ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais).

Em andamento, as válvulas de esvaziamento de águas residuais deverão permanecer fechadas.
Os lixos domésticos devem ser armazenados em sacos de plástico sendo, posteriormente, depositados em locais para este fim.

A aplicação destes princípios contribuirá para a obtenção do respeito de todos, à preservação do meio ambiente e ao bom acolhimento dos autocaravanistas nas regiões visitadas".

quarta-feira, junho 28, 2006

PARTIDO POPULAR E PARTIDO SOCIALISTA DE ACORDO (sobre AC)

Espanto? socialistas, populares e nacionalistas de acordo, sobre autocaravanismo?
Não, estamos em Espanha, mais concretamente na Galiza...

Os tres grupos piden que la nueva Ley de Turismo reconozca y ordene la modalidad turística de autocaravanaPor webmasterPublicado 8-06 2006 Imprimir PPdeG, PSdeG y BNG aprobaron hoy por unanimidad una proposición no de ley en la que piden que la nueva Ley de Turismo, que está en elaboración, reconozca y ordene el turismo de autocaravanas y se informe a las administraciones locales sobre las características y las necesidades de esta nueva forma de turismo.
Esta iniciativa del PSdeG, enmendada por el PPdeG, también pide que se impulse la creación de áreas de aparcamiento y de servicio-pernocta en los ayuntamientos, abriendo líneas de cooperación para su realización. En este sentido, apuesta por establecer una interlocución con la Fegamp por el "carácter asociativo" de los ayuntamientos gallegos para que la carga económico que se convenie "sea mínima".
Además, reclama que se incluya en la web de Turgalicia una información relacionada con el turismo itinerante de autocaravanas y se estudie la posibilidad de incluir la construcción de infraestructuras y la promoción de este tipo de turismo dentro de los planes de dinamización de productos turísticos. Finalmente, pide que "se escuche" a las asociaciones de usuarios de turismo en autocaravanas así como a los sectores de la actividad turística que pudieran estar relacionados con esta modalidad.
La autora de esta proposición, la socialista Concepción del Burgo, destacó que Galicia, como "importante destino turístico", no puede quedar "al margen" de esta nueva forma de turismo, "tanto por los beneficios que puede traer como para atajar los posibles problemas de un crecimiento incontrolado por falta de infraestructuras". Por ello, subrayó que la Lei de Turismo necesita "muchos cambios" porque "ya nació obsoleta".
En el mismo sentido se manifestó el popular Maximino Rodríguez, quien indicó que el turismo es uno de los "pilares" de la economía gallega y destacó que, en su impulso, tuvo "mucho que ver" los anteriores gobiernos del PPdeG. No obstante, apostó por regular esta nueva modalidad de turismo de autocaravanas.

No al "gratis total"

También el nacionalista Fernando Blanco se mostró partidario de regular las áreas de estacionamiento de estos vehículos, aunque abogó por un turismo que "no sea de gratis total". "Tampoco defendemos el campismo libre", puntualizó al tiempo que subrayó que poner en valor el turismo ayuda a la "autoestima" de los gallegos.
En 2005 la venta de autocaravanas aumentó en un 50%, con lo que la flota española se sitúa en torno a los 30.000 vehículos. De ellos, casi 3.000 son gallegos. En Galicia existen seis áreas de pernoctación de caravanas en A Coruña, Bertamiráns e O Milladorio -Santiago de Compostela-, Tui -Pontevedra y Burela y Sarria en Lugo. No obstante, la Xunta estudia implantar una decena de áreas más.
fuente: http://www.elcorreogallego.es/index.php?idNoticia=52730
Ver Comentarios (0)

Governo espanhol apoia as autocaravanas.....

Mais uma boa noticia para nuestros hermanos....só têm que ir a inspeccção das autocaravanas nos mesmo termos que os automoveis ligeiros, enquanto Portugal continua a tratar as autocaravanas como veiculos comercias, inspeccção ao fim de dois anos, e depois anualmente, ao contrario de Espanha em que a primeira inspecção é ao fim de 4 anos e as outras de dois em dois anos...
Ou seja mais uma má notícia para Portugal, o imobilismo e desinteresse das autoridades públicas perante o fenómeno do autocaravanismo. Até quando?
Fonte Boletim de Noticias nº 4 de Webcampista.com


El gobierno equipará las autocaravanas con los turismos a efectos de I.T.V.
El pasado 17/06 el consejo de ministros ha aprobado una real decreto por el que se reforman varios aspectos de la Inspección Técnica de Vehiculos, entre ellos se equiparan las autocaravanas y vehiculos-vivienda con los turismos a efectos de I.T.V.
El Gobierno ha considerado conveniente encuadrar las autocaravanas y vehículos vivienda bajo el mismo régimen de inspecciones que los turismos, es decir, con la primera inspección a los cuatro años, las siguientes cada dos años hasta que el vehículo alcance diez años de antigüedad, y las restantes con carácter anual.

NOTICIA COMPLETA

El pasado 17/06 el consejo de ministros ha aprobado una real decreto por el que se reforman varios aspectos de la Inspección Técnica de Vehiculos, entre ellos se equiparan las autocaravanas y vehiculos-vivienda con los turismos a efectos de I.T.V.
El Gobierno ha considerado conveniente encuadrar las autocaravanas y vehículos vivienda bajo el mismo régimen de inspecciones que los turismos, es decir, con la primera inspección a los cuatro años, las siguientes cada dos años hasta que el vehículo alcance diez años de antigüedad, y las restantes con carácter anual.
El Consejo de Ministros aprobó el pasado 17/06/2006 la modificación del Real Decreto que regula la Inspección Técnica de Vehículos (ITV), de forma que los ciclomotores, los quads, los vehículos de tres ruedas, los cuadriciclos y los cuadriciclos ligeros deberán someterse a esta inspección, a la que no estaban obligados hasta el momento.
De esta forma, el Ejecutivo opta por una solución intermedia para fijar el plazo en que los ciclomotores deberán pasar su primera inspección, estableciéndolo en tres años frente a los cuatro años que demandaban los fabricantes y a los dos años que pedían las empresas de ITV.
Las motocicletas tendrán que pasar su primera inspección a los cuatro años de su matriculación, en lugar de a los cinco años como estaba establecido hasta la fecha. Las siguientes se efectuarán cada dos años.
fuente: http://www.boe.es/g/es/bases_datos/doc.php?coleccion=iberlex&id=2006/11051

estatiscas de gasto em viagens: 45,6 euros/dia


Diario de Noticias de 28 de Junho 2006
suplemento de economia
pag. 6

gasto diario dos portugueses em ferias 45,6€ (por pessoa)
em 2006, 1º trimestre, menos 14,7% de viagens
viagens ao estrangeiro são 13,2% do total,

das quais 39,3% em lazer,
e o restante por negócios ou motivos profissionais.

quinta-feira, junho 22, 2006

reflexão e 3 reportagens da Televisao francesa sobre autocaravanas

http://news.tf1.fr/news/0,,3166694-e3BsYXllciBxdWFsaXR5IFVOVl9JRH0gezIwMiAyMDEgMX0=,00.html

http://news.tf1.fr/news/0,,3097024-e3BsYXllciBxdWFsaXR5IFVOVl9JRH0gezIwMiAyMDEgMX0=,00.html

http://news.tf1.fr/news/0,,3065159-e3BsYXllciBxdWFsaXR5IFVOVl9JRH0gezIwMiAyMDEgMX0=,00.html


Ver os links e clicar, som e imagem da televisao francesa, com reportagens sobre camping cars/ autocaravanas em lazer e turismo.

A comunicaçao social em França, quer escrita quer audiovisual cada vez mais trata objectivamente a realidade socio-económica do autocaravanismo, fora dos clichés esterotipados que acentuam os aspectos anedóticos, ou as situações negativas. A imprensa estrangeira, francesa e espanhola, que nos são mais próximas, quer as generalistas quer as especializadas também consagram ao tema a importância que ele merece...e até os políticos espanhois (a senadora Chacon e o grupo do PS da Galiza (ver outros posts deste Blog) estão atentos!


Será que em Portugal não há nem jornalistas, nem políticos autocaravanistas ? Será que as empresas do sector não dedicam acções de marketing as estes sectores do público alvo? Será que as Câmaras Muncipais ainda não se aperceberam do factor correctivo da sazonalidade, e do apoio ao comércio tradicional representado pelos autocaravanistas? Será que os dirigentes associativos dos automóveis clube, em Portugal, negligenciam as autocaravanas? (e no ACP até privilegiam as miniaturas, e as motos face às AUTO....caravanas?)

Este Blog visa, para além de contribuir para a solidariedade e rede de contactos informais entre autocaravanistas, e também dos demais decisores, agentes económicos e culturais do sector, ajudar a criar uma consciência pública favorável ao fenómeno das autocaravanas.

Esta consciência começa porém pela própria atitude dos autocaravanistas e pelo seu código de conduta e de ética. Ver em outros posts deste blog a trsnacrição da cartilha do AC e das regras de ouro do AC bem como notícia sobre o movimento francês RESPECT, cujo autocolante, aliás ostentamos na nossa autocaravana.

Esta consciência pressupõe o cumprimento das regras legais, e das regras de ética de comportamento perante os outros autocaravanistas e perante a sociedade e autoridades em geral, mais fáceis de cumprir por quem já foi campista, e de mais dificl conhecimento de quem se limita a alugar uma AC, ou comprá-la, como se de qualquer outro objecto de consumo de uso pessoal se tratasse. A pedagogia da responsabilidade social do condutor de autocaravana, deve ser equiparada à de um novo Cavaleiro da estrada, e a de um novo Cavalheiro no estacionamento, e portanto, ser reconhecido como um Senhor campista, dentro e fora dos parques de campismo.
Assim:
Não estacionar, ou pernoitar em lugares de estacionamento proibido ou condicionado,
Não fomentar a concentração de autocaravanas, excepto em parques adequados,
Não incomodar residentes pelo estacionamento ou pernoita frente a portas ou janelas de areas residenciais,
Não acampar quando estacionado ou em pernoita: ou seja não abrir toldos ou janelas para o exterior, nem colocar no exterior material de campismo, nem deitar àgua cinzenta ou outras, na via pública,
Não estacionar prejudicando a circulação de pessoas ou viaturas ou o comércio,
Respeitar as distância minima de 2 metros de afastamento de outras autocaravanas,
Estacionar perpendicular ao mar, rios ou vistas em miradouros, sempre que possível,
Não deixar lixo nos estacionamentos fora dos locais de recolha, inclusive o produzido por animais domésticos.
Preferir a utilização de espaços dedicados a veículos pesados, ou de turismo sempre que não proibido,
Preferir o abastecimento no comércio local tradicional,
Pedir autorização prévia para estacionamento com pernoita nos parques de restaurantes de estrada, centros comerciais ou estações de serviço.
Em caso de dúvida, recorrer ao conselho das autoridades policiais locais.

Nesse sentido apoiamos a criação de uma imagem real e positiva do movimento autocaravanista, perante o desinteresse do ACP- Automóvel Clube de Portugal, e da natural não coincidência de pontos de vista com as entidades vocacionadas para a representação da gestão de parques de campismo (AECAMP pelas empresas, e Federação de Montanhismo e Campismo pelas associações).


Um dia chegará em que se deverá propor ao Governo legislação que favoreça e incentive a criação de àreas de serviço e apoio aos autocaravanistas (especialmente nos locais onde não haja parques de campismo, ou com um mínimo de distância destes) . E que essa legislação obrigue os parques de campismo a dispor de espaços para autocaravanas, do mesmo modo que hoje já exige a oferta de piscinas e outros equipamentos para a sua classificação de 3 ou 4 estrelas...
Nessa altura, decerto que surgirão empresários e investidores privados, bem como do sector pblico, nomeadamente Câmaras Muncipais e até Juntas de Freguesia, não esquecendo institutos e empresas públicas, como é o caso dos Portos... Se há termianis para veiculos pesdaos e autocarros de turismo, porque não parques terminais para autocaravanistas?


Resta acrescentar a necessidade de se reverem os códigos de estrada, e regulamentos de circulação e estacionamento municipais, para se promover a conciliação necessária entre o direito a todos circularem e a estacionarem, sem atropelos. O exercício do interesse e direito de cada um, não pode significar desnecessáriamente, nem o prejuízo, nem a limitação dos direitos de terceiros.


Num Estado de Direito Democrático, e plural, importa sim o inventariar constante dos interesses legítimos e proceder contemporâneamente, e atempadamente à sua arbitragem. Para tanto é preciso uma "Boa Governance" , ou seja, uma Administração Pública aos vários niveis (central e local) atenta e actuante, e por outro lado da parte dos grupos de interesse particular uma consistência, credibilidade, coerência, representatividade e autenticidade que os credencie para um diálogo reivindicativo, mas construtivo e responsável.


Assim possam o CPA- Clube Portugês de Autocaravanas, e o Portal CampingCar (e dos seus excelentes webmasters) contribuirem para a elevação de um forum participativo, que permita a devido tempo o estabelecimento de uma plataforma e protocolo consensual de expressão dos interesses do movimento autocaravanista portugês!


Nessa altura seremos ouvidos!
para eventuais contactos directos, em privado, camping@dosdin.pt

FILME FRANCÊS CAMPING





CAMPING

título internacional: CAMPING
título original: CAMPING
país: Francia
año: 2005
dirección: Fabien Onteniente
duración: 95'
estado: terminada
fecha de estreno: FR 26/04/2006, BE 26/04/2006
guión: Franck Dubosc, Fabien Onteniente, Phillippe Guillard, Emmanuel Booz
reparto: Gérard Lanvin, Franck Dubosc, Mathilde Seigner, Antoine Duléry, Claude Brasseur
fotografía: Jérôme Robert
escenografía: Jean-Marc Kerdalhue
productor: Patrick Godeau
producción: Alicéléo
distribuidores: Pathé Distribution (FR)


sinopsis
Michel Saint-Josse, un cirujano plástico, decide llevar a su hija Vanessa de vacaciones a Marbella a bordo de su Aston Martin. Pero durante el viaje, su vehículo sufre una avería y ambos llegan en un camping donde Michel va a conocer a Patrick Chirac, un play boy de Dijon a quien le falta amor...








terça-feira, junho 20, 2006

A ponte em autocaravana dos três arcos de Junho de 2006

De Porto da Luz (Alenquer) a Alicante (Murcia) e volta

Para já uma pequena primeira explicação: O Alenquer Camping, ponto de partida, situa-se no dito concelho junto à povoação Porto da Luz (Km 94 da EN nº 9) e Alicante, é a cidade da Luz também (a Lucentum dos romanos)
Segunda explicação, os três arcos da ponte referem-se a segunda feira dia 12 (entre domingo 11, e dia 13 (feriado em Lisboa) dia 14, uma 4F, entre o dito feriado e o dia santo de 15, e finalmente o terceiro arco de 6F, dia 16 entre o dito santificado dia 15 e sábado...uma semana boa para os AC!
Explicado o simbolismo da Luz, e do significado do número três, desocultemos a viagem rumo ao oriente, até aos profanos!


Esta crónica de viagem por 9 dias (ou oito noites) entre Portugal e Espanha, mais concretamente entre o Algarve e a Andaluzia, indo até Múrcia, é desta feita apresentada de modo a responder às questões mais estatísticas e numéricas que alguns leitores deste Blog, e amigos em geral questionam a propósito de uma viagem em autocaravana, designadamente quanto a custos, programação de km diários, dormidas e comidas etc. Assim começamos por fornecer alguns dados quantitativos, sem prejuizo de um relato factual e de fotografias ilustrativas que se juntam em outro post, ou de respostas a questões directas concretas para o mail camping@dosdin.pt

Atenção: NÃO HÁ COPY RIGHT: textos e fotos são de reprodução antecipadamente autorizada, com a simples indicação da autoria, da fonte e do link para este blog!

Dos dados estatísticos


Assim e com a maior transparência e objectividade os dados ao dispor relativamente a este periplo são os seguintes:

- equipa: dois adultos

- equipagem: Knaus Eiffland, em motor Fiat Ducato 2,8JTD, matricula de 2003, e na partida com 37.334 Km.
- duração, 9 dias ou 8 noites, entre dia 8 de Junho (5F) e dia 16 (6F)
- total de Km 3.101, média 344Km/dia.
- despesa total, 840,97 euros, ou seja 93,44 euros/dia
- despesa em gazoleo, 327,93 euros, ou sej
a 36,43 euros/dia e 0,27 euros/km
- média variável, entre os 10,15L/100Km (povoações) aos 12L/100KM (autoestrada
a cerca de 100/110K/h, e em estrada, consumo de 11L/100k à média de 80/90K/h. Acima dos 120KM/h o consumo ultrapassa os 12,5 até aos 14L/100k a velocidades superiores).
- portagens, evitadas sempre que possível, e estacionamento pago idem, no custo total cerca de 10 euros.
- dormidas, sete noites em camping e duas noites em livre, total 136,75 euros, média por noite paga 19,53 euros, sendo de notar a aplicação de tabelas de estação alta, e o não consumo de electricidade senão em dois casos.
- refeições, a maior parte das vezes em restaurante, num total de 270,02 euros, preço médio por dia 30 euros em refeições/cafés. Todos os pequenos almoços foram tomados na autocaravana.

- natureza da viagem: passeio e vistas de panoramas, cidades e praias. Não foram feitos gastos de entradas de museus, transportes públicos ou circuitos.
- Critério de refeições, o normal em restaurantes de beira de estrada ou com menus turisticos. (foto do restaurante do centro comercial Eroski, Málaga/Velez)


Nota: Como resulta dos dados expostos, o custo diário depende fortemente das três componentes: kilometragem feita, refeições em restaurante, e dormidas em camping, todavia, a média diária minima da despesa de 40 euros para duas pessoas, apontada pelos autocaravanistas mais experientes, dificilmente se poderá reduzir sem grave sacrificio da qualidade do lazer/férias. Anota-se que não se contabilizou o custo de aluguer, prestações ou amortização do veículo, ou do seu recheio (sacos camas, pratos, stock de mercearias, etc) e demais despesas acessórias, como sendo as inspecções periódicas, revisões, seguros, para além dos consumos de desgaste, como gaz, pneus etc. No nosso caso, (autocaravana com 3 anos de idade) a título meramente indicativo assumimos esses valores em cerca de 100 euros/dia, para uma utilização média de 45 dias/ano.

Da viagem

Dia 1, 5F, 8 de Junho de 06

Saímos do Alenquer Camping como é hábito (www.dosdin.pt/agirdin), ao fim de manhã de 5f, dia 8 de Junho, para nos anteciparmos ao movimento de estrada em direcção ao sul que estava prometido pela sucessão de feriados e pontes. Pelas 11.45h saímos da autoestrada em Vila Franca de Xira, que enquanto durarem as obras da nova ponte e acessos de auoestrada na zona do Carregado é o itinerário que se recomenda para evitar as estradas de desvio. Seguimos depois sempre pelas estradas nacionais após cruzar a ponte de Vila Franca.

Primeira paragem para por gazóleo em Alcacer do Sal, no posto do Intermarché que se encontra seguindo a direcção camping, pela estrada velha. Atestamos ao preço de desconto de 1.02/L, e pouco depois de cruzar a velha ponte logo do lado direito no antigo restaurante Gino, paragem para reabastecer estomagos no actual Senhora de Santana (tel 265622344). A opção foi para uma sopa alentejana para dois, servida com bacalhau (16 euros), doce de pinhão, ½ vinho da casa, entradas de couvert...tudo, 33,40€.
Bom ambiente, bom serviço, boa qualidade, bom lugar de estacionamento, quem sabe até para pernoitar. Uma BTS em potência!

De seguida e sem história, o descer para o Alvor na mira de um mergulho, mas o levante estava forte e o vento não aconselhava o despe veste. Assim com a AC (o semovente) estacionada junto ao passeio marítimo, uma volta pela vila cada vez com mais restaurantes e um ar de verão omnipresente. Ainda se equacionou uma dormida em livre junto ao complexo desportivo, mas era cedo, não havia ninguem parado (embora houvesse AC estacionadas junto aos restaurantes de praia) e assim, seguiu-se o plano B, ir até ao Carvoeiro e fazer um jantar com familiares, mas antes, uma paragem na Praia da Rocha, para um café na esplanda irlandesa fronteira à praia e que está a ser objecto de grande revolução com implantação de passadeiras de madeira e demais mobiliário urbano..(ver foto)..lá para Julho deve estar tudo pronto.

Local de jantar? O restaurante do Chefe António, na Estrada do Farol, no Carvoeiro. Lá nos arranjamos em mesa para quatro, e por entre um jarro de sangria (11 euros) uma dourada de mar 1/2 kg, para dois (15 euros) mais uma espetada mista de carnes (11€), um bife pimenta (13€), e cerejas, ficamos ao preço per capita do almoço. Mais uma vez, bom ambiente, boa qualidade e bom serviço.

Depois de jantar uma hipótese de pernoita era logo ali, no Algar Seco, mas a ausência de companhia desaconselhou essa opção, e seguimos para a BTS de referência na Quarteira, na Praia do Forte Novo, (ver foto) onde estavam já instaladas variadissimas e carissimas AC, pelo menos duas com atrelados, uma de Smart e outra de Wolks Lupo, a comprovar que autocaravanismo livre não é opção de pé descalço, mas sim de opção e filosofia de vida. Noite tranquila, mas com acordar a gargarejo de galo e de toques inadvertidos de alarmes.

Dia 2, 6F, 9 de Junho de 06

Acordados, pequeno almoço da ordem, e pé na areia para percorrer o areal sem ninguém. O levante soprava e a água tinha as ondas eriçadas, logo pelo eriçado também, mas...a tentação era grande e lá fomos ao banho, que se recomenda. Café na esplanada, depois de almoço na AC, de frente para a praia, e rumo a Espanha. A ideia era descer sempre até onde fosse co
nveniente. Seguimos através de Sevilha (fica para uma próxima vez o pitoresco de atravessar o Guadalquivir abaixo de Sevilha em Coria del Rio, em barcaça, tomando a estrada em Bollulos), e depois em direcção a Cadiz (auto estrada pagante) e aqui já pela nova circular, direcção Chiclana de La Frontera, Algeciras.

Paramos em Zahara de los Atunes. Antes de Tarifa, optou-se pelo
camping Bahia de la Plata (tel 956439040) http://www.campingbahiadelaplata.com/ . Preço 21.61€, incluindo electricidade. Jantar no restaurante do parque com vinho caro e mau (8 euros), só bebível com Casera, mas com o resto razoável, um frito de peixes misto, com urtigas del mar (ouriços) por 10€, atum a la plancha 9€, mais sobremesa, cerveja, e ficamos pelos 35€. Talvez por isso eramos os únicos clientes. Quanto ao parque, bom, amplo, bem equipado, quanto ao restaurante, dentro da linha de um valor médio.

Dormida em paz.


Dia 3, Sábado, 10 de Junho de 06

Acordamos já pela hora espanhola, ou seja mais uma que a nossa patriótica hora, e até às 12h passeio pela praia até Zahara de los Atunes (povoação) num excelente percurso de cerca de 5km, areia fina, praia atlântica, àgua nem por isso convidativa, bom tempo.
Saimos do camping pouco depois e fomos até Tarifa, mesmo no porto, estacionamos e deu-se uma volta pela Vila. Ver o Castelo é que não, porque está em obras e por um ano, mas deu para deambular pelas ruelas, ir ao posto de turismo pedir papelada, e verificar que a maioria das lojas são de produtos de windsurf ou similares.

Por curisosidade recolheu-se informação sobre as viagens a Marrocos nos modernos barcos com ligações Tarifa/Tanger em 35 minutos (ver foto dos novos barcos) e com transporte de pessoas e autocaravanas, e até com excursões de três dias a Asilah (Arzila), imagine-se com duas noites em Hot
el e pequeno almoço, transporte de barco e transfer em autocarro...por 79 € por pessoa...quanto a uma travessia em autocaravana fica em 125€, e ida e volta em 225€...mais vale deixar do lado de cá a viatura e ir numa excursão de 2 noites, fica mais em conta, é mais seguro, e dá menos trabalho!

Quanto aos horários, uma agradável surpresa, ao contrário de há uns anos atrás, há 8 travessias por dia desde as 9h até às 23h cerca de 2 em 2.30h. Fica o registo para os interessados, incluindo o tel. (34) 956681830
http://www.frs.es/ .

Concluido o passeio por Tarifa, rota para Guadarranque (polígono industrial), e daqui para a costa para Carteya, ruinas romanas de povoação de pescadores especializada na secagem de peixe (como na península de Troia). Aqui há uma praia muito bem arranjada e conservada entre refinarias com excelente estacionamento, enfim uma BTS (ver foto). Aproveitamos para almoçar na AC e passear um pouco na praia com vista para Gibraltar.

Descanso feito, e outravez ao volante em direcção à Costa do Sol. Logo a seguir a Guadiaro, inflexão para a costa, passando por Estepona, São Pedro de Alcantara, Marbella, Fuengirola, Benalmádena, Torremolinos, e demais selva de cimento entrecortada esporádicamente por nesgas de praias e mar, até contornarmos Málaga.

O objectivo era ficar em Torres del Mar, onde entramos em obras que nos desviaram do primeiro acesso, logo à direita da entrada em direcção ao paseo marítimo....demos pois uma volta excessivamente longa, para regressramos ao ponto de partida a entrada na cidade, para enfim rumarmos até à linha de
praia e aqui, ao fundo e à direita encontrar o almejado camping, o propriamente dito Torres del Mar. Lugar fácil logo à entrada. Preço 19,63€ sem electricidade.

O tempo acentuou-se brumoso, e por isso ao fim de tarde nada de praia, mas sim fomos ao passeio marítimo empedrado e ao longo da praia. Depois a ronda pelos restaurantes, primeiro umas cañas de cerveja numa cervejaria, e depois, numa esplanada uma fritura de calamares e uns camarões a pil pil, com vinho branco na Marisqueria Fernando, por uns aceitaveis 20,30 euros. Mais uma passeata para fazer a digestão, e o sono dos justos.

Dia 4, Domingo,11 de Junho 06

Noite algo agitada...calor, mosquitos e foguetes festivos logo na madrugada. Banhos nos sanitários do camping, pequeno almoço, e pelas 10h, saída em direcção a Almeria, sempre pela costa, nota para Torrox praia, com autocaravanas em pernoita livre, e com boa praia, Burriana (de difícil acesso) Nerja, e antes de Almunecar, a praia da Ferradura (Herradura, em esp
anhol). Paramos aqui para um excelente banho, um bom almoço e um descanso. Ao fundo da praia, na areia e sob uma palmeira, uma autocaravana belga estacionada, lá deveria ter passado a noite. Mais uma BTS.

O restaurante em cima da praia de nome Bueno, era também bom, bem e belo, e não comendo peixe fresco deu a defesa para almoçar por 20,50€.

Termina a pausa, levantou-se vento e manteve-se a bruma. Tempo de prosseguir e aí entramos no mar de plástico das imensas estufas que se estendem até Alicante. Ao longe surpreende a superfície esbranquiçada (uma caspa industrial ?) que se chega a tomar por neve, ou por salinas, se junto ao mar, ou mesmo por água, quando os plásticos por vezes em vez de brancos são verdes. Porém chegados ao pé o horror é de mortalhas, de bairros sem janelas, como se fosssem de lata (plástica) esventrados pelo vento, altos de andares, ou rasteiros com meloas, uvas, morangos, tomates, abacates etc, a gerarem duas colheitas ao ano, e a permitirem rendimentos alternativos da especulação imobiliária.


São hectares e h
ectares em que a terra está coberta de plástico das estufas, nas encostas, nos vales, à beira mar, como uma imensa múmia, uma imensa ligadura a esconder feridas, uma autêntica mortalha da natureza. Repetimos, um horror, com direito a consagração turística de reflexos prateados, segundo o Guia Michelin da Andalucia, versão francesa, pag. 198, edição de 2003, sob a entrada Costa de Almeria. Trata-se todavia de uma preocupação séria e ecológica, bem tratada na edição do jornal ABC do dia 14 de Junho, pag.52, sob o alerta de que mais de 34% do solo está coberto artificialmente, impermeabilizado, e sem respirar. Um mar de plástico, que tem vindo a crescer (na orla mediterranica) á média de 3 hectares...por dia!

Só parámos adiante, debaixo de grande ventania no Cabo de Gata, parque natural, sem plásticos. Deviamos ter seguido para São José, mas cansados ficamo-nos pelo Camping do Cabo de Gata, ainda a tempo de um mergulho na piscina apesar do vento e da bruma, mas a àgua estava boa! Nessa noite jantámos na AC, e só depois para a sobremesa e café é que estivemos no bar do camping....sempre foi dia de futebol e do Portugal/Angola do Mundial, em que arrastadamente lá se registou a vitória de 1-0, a saber a pouco. Note-se ainda, um único casal de portugueses, também em autocaravana estava também no parque, o único com que nos cruzamos em AC em toda esta viagem!

Dia 5, 12 de Junho, 2F de Junho 06

Amanhecer sob vento e bruma. O ritual foi o habitual...higiene, pequeno almoço, pagar o camping 21,94€ (sem electricidade), e ala que se faz tarde para uma volta pela Cabo de Gata....San José, povoação simpática, com camping e estacionamentos para pernoita livre, e Isleta del Moro, tambem com parques para BTS, e uma povoação bem mais insignificante.

Entretanto feito um telefonema para o nosso amig
o José Manuel e Marisa (do grupo de CC luso-franco-espanhol), ficou assente um encontro em Gallardos, ao Km 540 da N 340. E assim foi, pelas 12.30h lá nos encontramos na estação de serviço aprazada e conversa puxa conversa....pois ficou assente, vamos lá almoçar.

Os anfitriões escolheram o local, não sinalizado, A Capela, magnifico turismo rural com um restaurante na casa senhorial ocupando parte de uma capela desafectada a
o culto, e tudo com arremetidas de loja de antiguidades com muita da decoração à venda. Um pouco kitsch, (ver foto, com vitaris recentes) dado o amaneirado do dono, mas...um requinte de refeição por exemplo, com postas de tamboril a la plancha com coentros, beringelas recheadas, vinho a condizer, nem sei de onde, espargos, patê, enfim um luxo de qualidade e de apresentação, enfim uma gentil oferta própria de cavaleiros da estrada, isto é de companheiro autocaravanista. Só pudemos retribuir com uma garrafa de vinho da região demarcada de Alenquer da Quinta do Carneiro que viajava na cave da AC. E até sempre!

Seguimos pois para Cartagena, sempre pela costa, por Mojacar, Villaricos, Águilas e bonito castelo e linha de praia, Mazarron, Isla Plana e as obras de remodelação da frente de mar, e finalmente Cartagena, também com o centro em obras...o que não deu para estacionar, mas só para percorrer algumas artérias principais. Daqui obliquamos para norte direcção a Los Alcazares, à busca do parque de campismo fronteiro ao Mar Menor. Antes porém, ida ao supermercado para algum reabastecimento.

Sempre entramos no Camping Cartago Nova (tel 968575100) amplo, com muito lugar e bons sanitários. Preço, o mais barato da viagem 14,90€ sem electricidade. Praia em frente mas escorraçados pelo vento forte e pela bruma nem pôr fato de banho! Jantamos num próximo restaurante, ali ao lado, de beira de estrada, Venta Simon, duas pessoas por 18 euros tudo incluido, p
rato de carne, vinho, cerveja, sobremesa e café.

Sono dos justos e com oportunidade para por alguma leitura em dia.

Dia 6, 3F, 13 de Junho 06

Grande ventania de noite até de manhã,
para acordarmos ao som de eucaliptos desgrenhados, e com o sol oculto pela bruma. Opção única esquecer a praia e ir até La Manga, e recordar uma anterior viagem de há uns 24 anos atrás, na altura em caravanismo. Lá tentámos recordar os trajectos mas estavam irreconheciveis, La Manga e toda a demais língua de areia estão bombardeadas por edificios de apartamentos, uma Brandoa ininterrupta, não se vendo nem o mar (mediterraneo) nem o mar (menor). Em vez de plástico, prédios, em vez de areia, prédios, em vez de paisagem, prédios. Para esquecer e recomendar: não a La Manga!

Apenas numa nesga junto ao restaurante Paquebote (em forma de navio) há uma praia visivel da estrada, do lado esquerdo (sentido sul norte) e a respectiva linha de àgua, e do lado direito um descampado, por enquanto, onde tambem se vislumbra a praia e o mar, tendo-se pois a sensação agradável de se estar entre dois mares e sobre areia...como há 24 anos atrás! Registou-se em foto tão extaordinário momento e até, imagine-se, algumas AC estacionadas no tal descampado....Depois, foi fazer meia volta e voltar atrás rápidamente.

Prosseguimos até Alicante, sempre pelo passe
io marítimo, ao longo da costa, por Torrevieja, Santa Pola (salinas imensas). Aqui não paramos, limitamo-nos a circular pelas vias mais largas à volta do centro, e depois rumámos a Elche (em castelhano) e Elx (em Catalão), património mundial classificado pela Unesco.

Aqui sim, estacionamos em zona azul, com ticket, quase junto ao imenso palmar que caracteriza a cidade, almoçamos num restaurante junto à praça principal, (17 euros) fomos ao turismo, fotografamos uma dama de Elche em flores, (ver foto) e percorremos as ruelas medievais para acorrer à Basílica de Santa Maria, ao Museu Arqueológico Municipal, passando pela Calahorra (torre medieval) e pela praça de Baix, onde está a Câmara, com as placas de visita do Rei Juan Carlos e Rainha Sodfia, e já também do Principe das Asturias e mulher.

Antes de regressar à AC fomos comprar o jantar: alcachofras, mexilhões, patê, azeitonas, e renovar o stock de Nescafé...solo. Seguimos de rota batida para Almeria, pelo interior, para El Ejido e Adra, povoação histórica (ultimo bastião arabe na peninsula ibérica) à busca, entre plásticos de estufas contiguas, depois da zona de Campo de Dalias, do camping La Habana, junto ao mar. Lá chegámos a par
tir de sinalização da N340.

O Camping La Habana com electricidade ficou por 17,20€, e estava cheio.
Só de residentes, que só não marcavam presença por ser dia de semana. Por isso ficamos numa rua transversal, sem problemas. O mar em frente revolto e com rochas não dava sequer para tentar o banho, este resolveu-se nos sanitários na companhia de mosquitos vorazes. Entretanto o vento amainava e a bruma ia-se dissipando. Bom ambiente para o jantar na AC com os mexilhões à marinheira e as alcachofras cozidas e molho de ervas, mais vinho,mais o queijo de azeitão e o resto de pão alentejano sobrevivente. Um luxo!

Dia 7, 4F, 14 de Junho 06

Durante a noite viveram-se as quatro estações do ano: verão quente, chuva e trovoada de inverno e outono e a calmaria da primavera. Pelas 8.30h o acordar definitivo, a rotina matinal e a saída em direcção ao centro de Adra e do seu porto de pescadores, e dpois foi seguir a N340 e a A7 sempre q
ue aquela se metaformoseava em via de duas pistas. Sempre pela marginal, outravez, com nota positiva para Calahonda, até Motril. Aqui paramos num estacionamento de terra batida junto ao serviço de proteccção civil, quase no centro, e deambulamos pelas simpáticas ruas de peões até à praça de Las Palmeras, Café Plaza para um café e um croissant manteiga (4€) e a compra do ABC (1€) para actualizarmos as notícias. (foto em Motril)

Seguimos depois para Motril porto e praia, e de seguida sempre pela costa já percorrida até Velez/Málaga para reabastecimento em hipermercado Eroski de gazóleo a 0,939...almoçar no restaurante Gambrinus do dito por 19,15€, e ainda fazer umas compras, entre elas uma garrafa de whisky Grants de litro, a convidativos 9,85€!

Depois duas tentativas frustradas de estacionar e dar uma volta a pé por Torremolinos e por Porto Banus. Impossível porém....o estacionamento público é em regra subterrâneo, e à superfície as dimensões da AC não eram compativeis com os escassos espaços possiveis. Por isso, sempre e
m frente até...tarifa onde chegamos pelas 20.30h ao Tarifa Camping (tel 956684778) http://www.camping-tarifa.com/ com acesso directo à praia. Excelente parque, preço 19,53€, sem electricidade. Jantar na AC depois de uma passeata pelas 21h na praia, sem vento para desespero dos windsurfers, com uma luminosidade de filme, com um mar chão, céu azul, sem núvens e a cidade de Tarifa ao fundo de uma baía, de postal.

A noite foi das mais descansadas desta viagem.

Dia 8, 5F 15 de Junho de 06

Excelente acordar e ala a la playa. Porém a maré vazia descobriu rochas a todo o lado e dificultou banhos. Ficou o tempo para o bronze até as 12.30h. Restou fazer o check out e regressar a penates, não sem antes fazer uma pausa para almoçar em Puerto de Santa Maria. Agora com o novo estacionamento (pago) é mais descansativo parquear a AC e ir a pé para a Ribera del Marisco. Claro que a opção recaiu no Romerijo...com o IVA a 7% em vez dos 12% em Portugal, sempre se
come mais marisco que imposto...

O Romerijo é uma empresa familiar que significa Romero Hijo (filho do Romeu? do Romeiro?) especialista no tratamento de marisco em duas vertentes...o frito...e o cozido. Tem dois estabelecimentos fronteiros, (ver foto) onde se compra a peso os comes...por exemplo do lado esquerdo, voltado para a R
ibeira...fica a freiduria (fritos) onde 600 gramas de peixe variado custa 10 euros, e as porções de 250 gramas pesadas a olho e sempre para mais peso...custam sempre e apenas a base, de camarão, galamares, ovas, lulas etc...e do lado direito fica o cocedero (marisco cozido) de gambas a lagostas, percebes etc...onde também cada um compra a peso o que entende (que lhe é entregue em imensos cones de papel) e depois senta-se na esplanada, e aqui encomenda as bebidas, as batatas fritas e mayonese etc...No nosso caso a festa ficou por 33,65€, mais um gelado e café na heladaria em frente, 3,70€.

Depois de almoçar e desmoer no paseo maritimo, retoma
do semovente e rumo à costa, passando próximo de San Lucar de Barrameda, e do parque natural Donaña, (ver foto) depois para Sevilha pela auto estrada, seguindo por Huelva até à fronteira sem problema, sem vento, sem bruma, sem chuva, e assim já a uns 50km de Vila Real telefonema para um familiar em Vilamoura. Têm compromisso para jantar? Não? Então vamos a qualquer lado juntos.

A surpresa aconteceu ao chegar a Vilamoura na EN 125....chuva torrencial tanta, e tão carregada de àgua, que pequenas inundações cresciam pelas bermas, eram quase 20h. Assim o jantar ficou em casa, com a partilha de iguarias como uma tapenade (patê de azeitonas) que tinhamos na AC, mais uma garrafa de vinho espanhol, e ainda as resteas do queijo de azeitão, mais umas salsichas especiais compradas no Apolónia, um carpaccio de bacalhau, uns bifes de lombo....pois uma delícia de companhia, de conversa, de jantar, e de fim de festa!

Foi a segunda noite em livre. No estacionamento do aldeamento turístico sem incomodar ninguém, e sem sermos por ninguém incomodados. De manhã, logo se veria.

Dia 9, 6F 16 de junho 06

Acordados pela chuva fraca comparada com a nocturna. Dia cinzento, e por isso, sempre pela velha nacional logo pelas 8.45h, saida de Vilamoura rumo ao norte, travessia de Vila Franca, chegada a Alenquer, compra no Brilha de almoço (frango assado, queijo, batata frita e favas com entrecosto 17€) para um último almoço na esplanada do Bar do Além do Alenquer Camping. Depois, a troca do semovente pela viatura de todos os dias, e o regresso final à residência, ao computador, ao Blog e aos sonhos de uma próxima viagem!

fotos de andaluzia e algarve em autocaravana 06/06

NOTA:
nem sempre o "blogger" obedece aos desejos de quem "bloga", e por isso, por teimosia cibernética estas fotos recusaram-se a inserir-se no texto a que directamente dizem respeito, e publicado a propósito da ponte de 3 arcos dos feriados de Junho de 2006. Que isso não seja motivo para prejudicar a visita a uma ou outra página deste blog, que em cerca de um mês de contador registou quase 1300 visitantes...sinal apenas de que os autocaravanistas e primos, e afins (caravanistas e campistas) "andem" por aí...e estão afim de buscar informação!
Nós também, andamos por cá, de semovente, de olhos abertos e de teclado em "enter".
Bem Hajam os que silenciosamente nos apoiam, e os que por mail nos estimulam.
Decarvalho
PS....já agora uma dica, se nao se conseguir num blog (da blogger) carregar fotos....tentar o sistema firefox (www.firefox.com) que não tem os bloqueios (esquisito-frenéticos) do internet explorer!

zahara de los atunes... areal
parking em aldeamento turistico de Vilamoura, nem se nota a AC.
Mar Menor, à esquerda, próximo de La Manga
Ruelas de Tarifa
Cabo de Gata, limitado a norte pela N340
Alvor, restaurante para ingleses
restaurante ex gino, em Alcacer do Sal
Romerijo, cocedero, em Puerto de Sta Maria (à esquerda) o parque de campismo La Habana (à direita) e Praia da Herradura com restaurante Bueno ao fundo.

segunda-feira, junho 19, 2006

quinta-feira, junho 08, 2006

Partido Socialista da Galiza defende o Turismo de Autocaravana

Razões da protecçao ao autocaravanismo
1) combate a sazonalidade turistica
2) representa um novo fluxo turistico
3) poder de compra médio de 40 euros/dia por 2 pessoas
4) amigos do ambiente
5) fraca custo de infraestruturas ligeiras de apoio

El PSdeG pide ordenar el autocaravanismo para atender uno de los fenómenos más importantes de los últimos años


El PSdeG reclama el reconocimiento y ordenación del turismo en autocarava, con el objetivo de atender “uno de los fenómenos más importantes de los últimos años” en este sector y garantizar que se potencian los beneficios que genera.

En una proposición no de ley que se debatirá mañana en el Parlamento, los diputados Abel Losada, Mar Barcón y Concepción Burgo recordaron que el autocaravanismo “facilita la desestacionalización", puesto que se realiza a lo largo de todo el año, y abre la posibilidad de acrecentar la actividad turística en áreas donde existen pocos servicios hosteleros, como en el interior de la comunidad.

Por ello, demandaron que la Xunta ordene este tipo de hacer turismo facilitando información a las administraciones locales de las necesidades de los usuarios, que impulse la creación de áreas de aparcamiento y de servicio en los ayuntamientos y que promueva esta práctica.

Además, incidieron en que el perfil del autocaravanista es el de una persona de poder adquisitivo medio-alto, que viaja varias veces al año, con una media de gasto de 20 euros diarios por tripulante y respetuosa con el medio ambiente.

No obstante, advirtieron de que precisa de una “legislación clara", similar a la que existe en países con Francia o Italia, para evitar “conflictos e indefensiones” de esos turistas, sobre todo “al no quedar claros los conceptos de aparcar y acampar".

En este sentido, indicaron que mientras en Francia existen 6.000 áreas para pernoctar, en Galicia sólo existen en Bertamiráns, Milladoiro, Tui, Burela, A Coruña y Sarria, y concluyeron que lo único que se precisa para instaurarlas es suministro de agua potable y evacuación de aguas residuales.

segunda-feira, junho 05, 2006

saiu o Boletim o AUTOCARAVANISTA do CPA


A edição de O Autocaravanista correspondente ao 2º trimestre de 2006 acaba de sair da tipografia. Amanhã começará a ser expedido pelo correio, devendo chegar aos sócios dentro de dias.Enquanto isso não acontece, podem antecipar a sua leitura aqui. Basta ir à página de entrada da nossa Página, ou carregar neste link:
Contêm:
Vários artigos de interesse directo e pratico com o referentes a seguros (vidros) e a nota sobre reparaçao de estaladelas em vidros de autocaravanas. Próximo encontro do CPA em Estarreja.
Existe divulgação desta edição no newsgropus do Yahoo sobre camping cars

domingo, junho 04, 2006

Actualizaçao do Guia de Portugal de Alberto Brochado



O portal português Camping Car em:
http://www.campingcarportugal.com/index2.htm
inclui o guia de Portugal de areas e locais de estacionamento adequados a autocaravanas, incluindo parques de campismo. No original daquela página, clicando nas zonas delimitadas do mapa obtêm-se as listagens correspondentes de informaçao.


Todas as sugestões de actualização devem ser enviadas para o autor alberto brochado brochado@oninetspeed.pt, e as que forem enviadas a este blog, para
camping@dosdin.pt serão igualmente aqui inseridas.

















O mapa de Espanha reproduzido, foi retirado do site www.viajarenautocaravana.com na seccção
que contem uma listagem de locais de estacionamento e areas de serviço sob a rubrica AQUI PARAMOS. No original do mapa de Espanha, tal como no site do portal de camping car para o mapa de Portugal, basta clicar na região pretendida para aparecerem listadas as localizações de campings, ou zonas de estacionamento e pernoita livre em autocaravana. Boa viagem !