terça-feira, junho 20, 2006

A ponte em autocaravana dos três arcos de Junho de 2006

De Porto da Luz (Alenquer) a Alicante (Murcia) e volta

Para já uma pequena primeira explicação: O Alenquer Camping, ponto de partida, situa-se no dito concelho junto à povoação Porto da Luz (Km 94 da EN nº 9) e Alicante, é a cidade da Luz também (a Lucentum dos romanos)
Segunda explicação, os três arcos da ponte referem-se a segunda feira dia 12 (entre domingo 11, e dia 13 (feriado em Lisboa) dia 14, uma 4F, entre o dito feriado e o dia santo de 15, e finalmente o terceiro arco de 6F, dia 16 entre o dito santificado dia 15 e sábado...uma semana boa para os AC!
Explicado o simbolismo da Luz, e do significado do número três, desocultemos a viagem rumo ao oriente, até aos profanos!


Esta crónica de viagem por 9 dias (ou oito noites) entre Portugal e Espanha, mais concretamente entre o Algarve e a Andaluzia, indo até Múrcia, é desta feita apresentada de modo a responder às questões mais estatísticas e numéricas que alguns leitores deste Blog, e amigos em geral questionam a propósito de uma viagem em autocaravana, designadamente quanto a custos, programação de km diários, dormidas e comidas etc. Assim começamos por fornecer alguns dados quantitativos, sem prejuizo de um relato factual e de fotografias ilustrativas que se juntam em outro post, ou de respostas a questões directas concretas para o mail camping@dosdin.pt

Atenção: NÃO HÁ COPY RIGHT: textos e fotos são de reprodução antecipadamente autorizada, com a simples indicação da autoria, da fonte e do link para este blog!

Dos dados estatísticos


Assim e com a maior transparência e objectividade os dados ao dispor relativamente a este periplo são os seguintes:

- equipa: dois adultos

- equipagem: Knaus Eiffland, em motor Fiat Ducato 2,8JTD, matricula de 2003, e na partida com 37.334 Km.
- duração, 9 dias ou 8 noites, entre dia 8 de Junho (5F) e dia 16 (6F)
- total de Km 3.101, média 344Km/dia.
- despesa total, 840,97 euros, ou seja 93,44 euros/dia
- despesa em gazoleo, 327,93 euros, ou sej
a 36,43 euros/dia e 0,27 euros/km
- média variável, entre os 10,15L/100Km (povoações) aos 12L/100KM (autoestrada
a cerca de 100/110K/h, e em estrada, consumo de 11L/100k à média de 80/90K/h. Acima dos 120KM/h o consumo ultrapassa os 12,5 até aos 14L/100k a velocidades superiores).
- portagens, evitadas sempre que possível, e estacionamento pago idem, no custo total cerca de 10 euros.
- dormidas, sete noites em camping e duas noites em livre, total 136,75 euros, média por noite paga 19,53 euros, sendo de notar a aplicação de tabelas de estação alta, e o não consumo de electricidade senão em dois casos.
- refeições, a maior parte das vezes em restaurante, num total de 270,02 euros, preço médio por dia 30 euros em refeições/cafés. Todos os pequenos almoços foram tomados na autocaravana.

- natureza da viagem: passeio e vistas de panoramas, cidades e praias. Não foram feitos gastos de entradas de museus, transportes públicos ou circuitos.
- Critério de refeições, o normal em restaurantes de beira de estrada ou com menus turisticos. (foto do restaurante do centro comercial Eroski, Málaga/Velez)


Nota: Como resulta dos dados expostos, o custo diário depende fortemente das três componentes: kilometragem feita, refeições em restaurante, e dormidas em camping, todavia, a média diária minima da despesa de 40 euros para duas pessoas, apontada pelos autocaravanistas mais experientes, dificilmente se poderá reduzir sem grave sacrificio da qualidade do lazer/férias. Anota-se que não se contabilizou o custo de aluguer, prestações ou amortização do veículo, ou do seu recheio (sacos camas, pratos, stock de mercearias, etc) e demais despesas acessórias, como sendo as inspecções periódicas, revisões, seguros, para além dos consumos de desgaste, como gaz, pneus etc. No nosso caso, (autocaravana com 3 anos de idade) a título meramente indicativo assumimos esses valores em cerca de 100 euros/dia, para uma utilização média de 45 dias/ano.

Da viagem

Dia 1, 5F, 8 de Junho de 06

Saímos do Alenquer Camping como é hábito (www.dosdin.pt/agirdin), ao fim de manhã de 5f, dia 8 de Junho, para nos anteciparmos ao movimento de estrada em direcção ao sul que estava prometido pela sucessão de feriados e pontes. Pelas 11.45h saímos da autoestrada em Vila Franca de Xira, que enquanto durarem as obras da nova ponte e acessos de auoestrada na zona do Carregado é o itinerário que se recomenda para evitar as estradas de desvio. Seguimos depois sempre pelas estradas nacionais após cruzar a ponte de Vila Franca.

Primeira paragem para por gazóleo em Alcacer do Sal, no posto do Intermarché que se encontra seguindo a direcção camping, pela estrada velha. Atestamos ao preço de desconto de 1.02/L, e pouco depois de cruzar a velha ponte logo do lado direito no antigo restaurante Gino, paragem para reabastecer estomagos no actual Senhora de Santana (tel 265622344). A opção foi para uma sopa alentejana para dois, servida com bacalhau (16 euros), doce de pinhão, ½ vinho da casa, entradas de couvert...tudo, 33,40€.
Bom ambiente, bom serviço, boa qualidade, bom lugar de estacionamento, quem sabe até para pernoitar. Uma BTS em potência!

De seguida e sem história, o descer para o Alvor na mira de um mergulho, mas o levante estava forte e o vento não aconselhava o despe veste. Assim com a AC (o semovente) estacionada junto ao passeio marítimo, uma volta pela vila cada vez com mais restaurantes e um ar de verão omnipresente. Ainda se equacionou uma dormida em livre junto ao complexo desportivo, mas era cedo, não havia ninguem parado (embora houvesse AC estacionadas junto aos restaurantes de praia) e assim, seguiu-se o plano B, ir até ao Carvoeiro e fazer um jantar com familiares, mas antes, uma paragem na Praia da Rocha, para um café na esplanda irlandesa fronteira à praia e que está a ser objecto de grande revolução com implantação de passadeiras de madeira e demais mobiliário urbano..(ver foto)..lá para Julho deve estar tudo pronto.

Local de jantar? O restaurante do Chefe António, na Estrada do Farol, no Carvoeiro. Lá nos arranjamos em mesa para quatro, e por entre um jarro de sangria (11 euros) uma dourada de mar 1/2 kg, para dois (15 euros) mais uma espetada mista de carnes (11€), um bife pimenta (13€), e cerejas, ficamos ao preço per capita do almoço. Mais uma vez, bom ambiente, boa qualidade e bom serviço.

Depois de jantar uma hipótese de pernoita era logo ali, no Algar Seco, mas a ausência de companhia desaconselhou essa opção, e seguimos para a BTS de referência na Quarteira, na Praia do Forte Novo, (ver foto) onde estavam já instaladas variadissimas e carissimas AC, pelo menos duas com atrelados, uma de Smart e outra de Wolks Lupo, a comprovar que autocaravanismo livre não é opção de pé descalço, mas sim de opção e filosofia de vida. Noite tranquila, mas com acordar a gargarejo de galo e de toques inadvertidos de alarmes.

Dia 2, 6F, 9 de Junho de 06

Acordados, pequeno almoço da ordem, e pé na areia para percorrer o areal sem ninguém. O levante soprava e a água tinha as ondas eriçadas, logo pelo eriçado também, mas...a tentação era grande e lá fomos ao banho, que se recomenda. Café na esplanada, depois de almoço na AC, de frente para a praia, e rumo a Espanha. A ideia era descer sempre até onde fosse co
nveniente. Seguimos através de Sevilha (fica para uma próxima vez o pitoresco de atravessar o Guadalquivir abaixo de Sevilha em Coria del Rio, em barcaça, tomando a estrada em Bollulos), e depois em direcção a Cadiz (auto estrada pagante) e aqui já pela nova circular, direcção Chiclana de La Frontera, Algeciras.

Paramos em Zahara de los Atunes. Antes de Tarifa, optou-se pelo
camping Bahia de la Plata (tel 956439040) http://www.campingbahiadelaplata.com/ . Preço 21.61€, incluindo electricidade. Jantar no restaurante do parque com vinho caro e mau (8 euros), só bebível com Casera, mas com o resto razoável, um frito de peixes misto, com urtigas del mar (ouriços) por 10€, atum a la plancha 9€, mais sobremesa, cerveja, e ficamos pelos 35€. Talvez por isso eramos os únicos clientes. Quanto ao parque, bom, amplo, bem equipado, quanto ao restaurante, dentro da linha de um valor médio.

Dormida em paz.


Dia 3, Sábado, 10 de Junho de 06

Acordamos já pela hora espanhola, ou seja mais uma que a nossa patriótica hora, e até às 12h passeio pela praia até Zahara de los Atunes (povoação) num excelente percurso de cerca de 5km, areia fina, praia atlântica, àgua nem por isso convidativa, bom tempo.
Saimos do camping pouco depois e fomos até Tarifa, mesmo no porto, estacionamos e deu-se uma volta pela Vila. Ver o Castelo é que não, porque está em obras e por um ano, mas deu para deambular pelas ruelas, ir ao posto de turismo pedir papelada, e verificar que a maioria das lojas são de produtos de windsurf ou similares.

Por curisosidade recolheu-se informação sobre as viagens a Marrocos nos modernos barcos com ligações Tarifa/Tanger em 35 minutos (ver foto dos novos barcos) e com transporte de pessoas e autocaravanas, e até com excursões de três dias a Asilah (Arzila), imagine-se com duas noites em Hot
el e pequeno almoço, transporte de barco e transfer em autocarro...por 79 € por pessoa...quanto a uma travessia em autocaravana fica em 125€, e ida e volta em 225€...mais vale deixar do lado de cá a viatura e ir numa excursão de 2 noites, fica mais em conta, é mais seguro, e dá menos trabalho!

Quanto aos horários, uma agradável surpresa, ao contrário de há uns anos atrás, há 8 travessias por dia desde as 9h até às 23h cerca de 2 em 2.30h. Fica o registo para os interessados, incluindo o tel. (34) 956681830
http://www.frs.es/ .

Concluido o passeio por Tarifa, rota para Guadarranque (polígono industrial), e daqui para a costa para Carteya, ruinas romanas de povoação de pescadores especializada na secagem de peixe (como na península de Troia). Aqui há uma praia muito bem arranjada e conservada entre refinarias com excelente estacionamento, enfim uma BTS (ver foto). Aproveitamos para almoçar na AC e passear um pouco na praia com vista para Gibraltar.

Descanso feito, e outravez ao volante em direcção à Costa do Sol. Logo a seguir a Guadiaro, inflexão para a costa, passando por Estepona, São Pedro de Alcantara, Marbella, Fuengirola, Benalmádena, Torremolinos, e demais selva de cimento entrecortada esporádicamente por nesgas de praias e mar, até contornarmos Málaga.

O objectivo era ficar em Torres del Mar, onde entramos em obras que nos desviaram do primeiro acesso, logo à direita da entrada em direcção ao paseo marítimo....demos pois uma volta excessivamente longa, para regressramos ao ponto de partida a entrada na cidade, para enfim rumarmos até à linha de
praia e aqui, ao fundo e à direita encontrar o almejado camping, o propriamente dito Torres del Mar. Lugar fácil logo à entrada. Preço 19,63€ sem electricidade.

O tempo acentuou-se brumoso, e por isso ao fim de tarde nada de praia, mas sim fomos ao passeio marítimo empedrado e ao longo da praia. Depois a ronda pelos restaurantes, primeiro umas cañas de cerveja numa cervejaria, e depois, numa esplanada uma fritura de calamares e uns camarões a pil pil, com vinho branco na Marisqueria Fernando, por uns aceitaveis 20,30 euros. Mais uma passeata para fazer a digestão, e o sono dos justos.

Dia 4, Domingo,11 de Junho 06

Noite algo agitada...calor, mosquitos e foguetes festivos logo na madrugada. Banhos nos sanitários do camping, pequeno almoço, e pelas 10h, saída em direcção a Almeria, sempre pela costa, nota para Torrox praia, com autocaravanas em pernoita livre, e com boa praia, Burriana (de difícil acesso) Nerja, e antes de Almunecar, a praia da Ferradura (Herradura, em esp
anhol). Paramos aqui para um excelente banho, um bom almoço e um descanso. Ao fundo da praia, na areia e sob uma palmeira, uma autocaravana belga estacionada, lá deveria ter passado a noite. Mais uma BTS.

O restaurante em cima da praia de nome Bueno, era também bom, bem e belo, e não comendo peixe fresco deu a defesa para almoçar por 20,50€.

Termina a pausa, levantou-se vento e manteve-se a bruma. Tempo de prosseguir e aí entramos no mar de plástico das imensas estufas que se estendem até Alicante. Ao longe surpreende a superfície esbranquiçada (uma caspa industrial ?) que se chega a tomar por neve, ou por salinas, se junto ao mar, ou mesmo por água, quando os plásticos por vezes em vez de brancos são verdes. Porém chegados ao pé o horror é de mortalhas, de bairros sem janelas, como se fosssem de lata (plástica) esventrados pelo vento, altos de andares, ou rasteiros com meloas, uvas, morangos, tomates, abacates etc, a gerarem duas colheitas ao ano, e a permitirem rendimentos alternativos da especulação imobiliária.


São hectares e h
ectares em que a terra está coberta de plástico das estufas, nas encostas, nos vales, à beira mar, como uma imensa múmia, uma imensa ligadura a esconder feridas, uma autêntica mortalha da natureza. Repetimos, um horror, com direito a consagração turística de reflexos prateados, segundo o Guia Michelin da Andalucia, versão francesa, pag. 198, edição de 2003, sob a entrada Costa de Almeria. Trata-se todavia de uma preocupação séria e ecológica, bem tratada na edição do jornal ABC do dia 14 de Junho, pag.52, sob o alerta de que mais de 34% do solo está coberto artificialmente, impermeabilizado, e sem respirar. Um mar de plástico, que tem vindo a crescer (na orla mediterranica) á média de 3 hectares...por dia!

Só parámos adiante, debaixo de grande ventania no Cabo de Gata, parque natural, sem plásticos. Deviamos ter seguido para São José, mas cansados ficamo-nos pelo Camping do Cabo de Gata, ainda a tempo de um mergulho na piscina apesar do vento e da bruma, mas a àgua estava boa! Nessa noite jantámos na AC, e só depois para a sobremesa e café é que estivemos no bar do camping....sempre foi dia de futebol e do Portugal/Angola do Mundial, em que arrastadamente lá se registou a vitória de 1-0, a saber a pouco. Note-se ainda, um único casal de portugueses, também em autocaravana estava também no parque, o único com que nos cruzamos em AC em toda esta viagem!

Dia 5, 12 de Junho, 2F de Junho 06

Amanhecer sob vento e bruma. O ritual foi o habitual...higiene, pequeno almoço, pagar o camping 21,94€ (sem electricidade), e ala que se faz tarde para uma volta pela Cabo de Gata....San José, povoação simpática, com camping e estacionamentos para pernoita livre, e Isleta del Moro, tambem com parques para BTS, e uma povoação bem mais insignificante.

Entretanto feito um telefonema para o nosso amig
o José Manuel e Marisa (do grupo de CC luso-franco-espanhol), ficou assente um encontro em Gallardos, ao Km 540 da N 340. E assim foi, pelas 12.30h lá nos encontramos na estação de serviço aprazada e conversa puxa conversa....pois ficou assente, vamos lá almoçar.

Os anfitriões escolheram o local, não sinalizado, A Capela, magnifico turismo rural com um restaurante na casa senhorial ocupando parte de uma capela desafectada a
o culto, e tudo com arremetidas de loja de antiguidades com muita da decoração à venda. Um pouco kitsch, (ver foto, com vitaris recentes) dado o amaneirado do dono, mas...um requinte de refeição por exemplo, com postas de tamboril a la plancha com coentros, beringelas recheadas, vinho a condizer, nem sei de onde, espargos, patê, enfim um luxo de qualidade e de apresentação, enfim uma gentil oferta própria de cavaleiros da estrada, isto é de companheiro autocaravanista. Só pudemos retribuir com uma garrafa de vinho da região demarcada de Alenquer da Quinta do Carneiro que viajava na cave da AC. E até sempre!

Seguimos pois para Cartagena, sempre pela costa, por Mojacar, Villaricos, Águilas e bonito castelo e linha de praia, Mazarron, Isla Plana e as obras de remodelação da frente de mar, e finalmente Cartagena, também com o centro em obras...o que não deu para estacionar, mas só para percorrer algumas artérias principais. Daqui obliquamos para norte direcção a Los Alcazares, à busca do parque de campismo fronteiro ao Mar Menor. Antes porém, ida ao supermercado para algum reabastecimento.

Sempre entramos no Camping Cartago Nova (tel 968575100) amplo, com muito lugar e bons sanitários. Preço, o mais barato da viagem 14,90€ sem electricidade. Praia em frente mas escorraçados pelo vento forte e pela bruma nem pôr fato de banho! Jantamos num próximo restaurante, ali ao lado, de beira de estrada, Venta Simon, duas pessoas por 18 euros tudo incluido, p
rato de carne, vinho, cerveja, sobremesa e café.

Sono dos justos e com oportunidade para por alguma leitura em dia.

Dia 6, 3F, 13 de Junho 06

Grande ventania de noite até de manhã,
para acordarmos ao som de eucaliptos desgrenhados, e com o sol oculto pela bruma. Opção única esquecer a praia e ir até La Manga, e recordar uma anterior viagem de há uns 24 anos atrás, na altura em caravanismo. Lá tentámos recordar os trajectos mas estavam irreconheciveis, La Manga e toda a demais língua de areia estão bombardeadas por edificios de apartamentos, uma Brandoa ininterrupta, não se vendo nem o mar (mediterraneo) nem o mar (menor). Em vez de plástico, prédios, em vez de areia, prédios, em vez de paisagem, prédios. Para esquecer e recomendar: não a La Manga!

Apenas numa nesga junto ao restaurante Paquebote (em forma de navio) há uma praia visivel da estrada, do lado esquerdo (sentido sul norte) e a respectiva linha de àgua, e do lado direito um descampado, por enquanto, onde tambem se vislumbra a praia e o mar, tendo-se pois a sensação agradável de se estar entre dois mares e sobre areia...como há 24 anos atrás! Registou-se em foto tão extaordinário momento e até, imagine-se, algumas AC estacionadas no tal descampado....Depois, foi fazer meia volta e voltar atrás rápidamente.

Prosseguimos até Alicante, sempre pelo passe
io marítimo, ao longo da costa, por Torrevieja, Santa Pola (salinas imensas). Aqui não paramos, limitamo-nos a circular pelas vias mais largas à volta do centro, e depois rumámos a Elche (em castelhano) e Elx (em Catalão), património mundial classificado pela Unesco.

Aqui sim, estacionamos em zona azul, com ticket, quase junto ao imenso palmar que caracteriza a cidade, almoçamos num restaurante junto à praça principal, (17 euros) fomos ao turismo, fotografamos uma dama de Elche em flores, (ver foto) e percorremos as ruelas medievais para acorrer à Basílica de Santa Maria, ao Museu Arqueológico Municipal, passando pela Calahorra (torre medieval) e pela praça de Baix, onde está a Câmara, com as placas de visita do Rei Juan Carlos e Rainha Sodfia, e já também do Principe das Asturias e mulher.

Antes de regressar à AC fomos comprar o jantar: alcachofras, mexilhões, patê, azeitonas, e renovar o stock de Nescafé...solo. Seguimos de rota batida para Almeria, pelo interior, para El Ejido e Adra, povoação histórica (ultimo bastião arabe na peninsula ibérica) à busca, entre plásticos de estufas contiguas, depois da zona de Campo de Dalias, do camping La Habana, junto ao mar. Lá chegámos a par
tir de sinalização da N340.

O Camping La Habana com electricidade ficou por 17,20€, e estava cheio.
Só de residentes, que só não marcavam presença por ser dia de semana. Por isso ficamos numa rua transversal, sem problemas. O mar em frente revolto e com rochas não dava sequer para tentar o banho, este resolveu-se nos sanitários na companhia de mosquitos vorazes. Entretanto o vento amainava e a bruma ia-se dissipando. Bom ambiente para o jantar na AC com os mexilhões à marinheira e as alcachofras cozidas e molho de ervas, mais vinho,mais o queijo de azeitão e o resto de pão alentejano sobrevivente. Um luxo!

Dia 7, 4F, 14 de Junho 06

Durante a noite viveram-se as quatro estações do ano: verão quente, chuva e trovoada de inverno e outono e a calmaria da primavera. Pelas 8.30h o acordar definitivo, a rotina matinal e a saída em direcção ao centro de Adra e do seu porto de pescadores, e dpois foi seguir a N340 e a A7 sempre q
ue aquela se metaformoseava em via de duas pistas. Sempre pela marginal, outravez, com nota positiva para Calahonda, até Motril. Aqui paramos num estacionamento de terra batida junto ao serviço de proteccção civil, quase no centro, e deambulamos pelas simpáticas ruas de peões até à praça de Las Palmeras, Café Plaza para um café e um croissant manteiga (4€) e a compra do ABC (1€) para actualizarmos as notícias. (foto em Motril)

Seguimos depois para Motril porto e praia, e de seguida sempre pela costa já percorrida até Velez/Málaga para reabastecimento em hipermercado Eroski de gazóleo a 0,939...almoçar no restaurante Gambrinus do dito por 19,15€, e ainda fazer umas compras, entre elas uma garrafa de whisky Grants de litro, a convidativos 9,85€!

Depois duas tentativas frustradas de estacionar e dar uma volta a pé por Torremolinos e por Porto Banus. Impossível porém....o estacionamento público é em regra subterrâneo, e à superfície as dimensões da AC não eram compativeis com os escassos espaços possiveis. Por isso, sempre e
m frente até...tarifa onde chegamos pelas 20.30h ao Tarifa Camping (tel 956684778) http://www.camping-tarifa.com/ com acesso directo à praia. Excelente parque, preço 19,53€, sem electricidade. Jantar na AC depois de uma passeata pelas 21h na praia, sem vento para desespero dos windsurfers, com uma luminosidade de filme, com um mar chão, céu azul, sem núvens e a cidade de Tarifa ao fundo de uma baía, de postal.

A noite foi das mais descansadas desta viagem.

Dia 8, 5F 15 de Junho de 06

Excelente acordar e ala a la playa. Porém a maré vazia descobriu rochas a todo o lado e dificultou banhos. Ficou o tempo para o bronze até as 12.30h. Restou fazer o check out e regressar a penates, não sem antes fazer uma pausa para almoçar em Puerto de Santa Maria. Agora com o novo estacionamento (pago) é mais descansativo parquear a AC e ir a pé para a Ribera del Marisco. Claro que a opção recaiu no Romerijo...com o IVA a 7% em vez dos 12% em Portugal, sempre se
come mais marisco que imposto...

O Romerijo é uma empresa familiar que significa Romero Hijo (filho do Romeu? do Romeiro?) especialista no tratamento de marisco em duas vertentes...o frito...e o cozido. Tem dois estabelecimentos fronteiros, (ver foto) onde se compra a peso os comes...por exemplo do lado esquerdo, voltado para a R
ibeira...fica a freiduria (fritos) onde 600 gramas de peixe variado custa 10 euros, e as porções de 250 gramas pesadas a olho e sempre para mais peso...custam sempre e apenas a base, de camarão, galamares, ovas, lulas etc...e do lado direito fica o cocedero (marisco cozido) de gambas a lagostas, percebes etc...onde também cada um compra a peso o que entende (que lhe é entregue em imensos cones de papel) e depois senta-se na esplanada, e aqui encomenda as bebidas, as batatas fritas e mayonese etc...No nosso caso a festa ficou por 33,65€, mais um gelado e café na heladaria em frente, 3,70€.

Depois de almoçar e desmoer no paseo maritimo, retoma
do semovente e rumo à costa, passando próximo de San Lucar de Barrameda, e do parque natural Donaña, (ver foto) depois para Sevilha pela auto estrada, seguindo por Huelva até à fronteira sem problema, sem vento, sem bruma, sem chuva, e assim já a uns 50km de Vila Real telefonema para um familiar em Vilamoura. Têm compromisso para jantar? Não? Então vamos a qualquer lado juntos.

A surpresa aconteceu ao chegar a Vilamoura na EN 125....chuva torrencial tanta, e tão carregada de àgua, que pequenas inundações cresciam pelas bermas, eram quase 20h. Assim o jantar ficou em casa, com a partilha de iguarias como uma tapenade (patê de azeitonas) que tinhamos na AC, mais uma garrafa de vinho espanhol, e ainda as resteas do queijo de azeitão, mais umas salsichas especiais compradas no Apolónia, um carpaccio de bacalhau, uns bifes de lombo....pois uma delícia de companhia, de conversa, de jantar, e de fim de festa!

Foi a segunda noite em livre. No estacionamento do aldeamento turístico sem incomodar ninguém, e sem sermos por ninguém incomodados. De manhã, logo se veria.

Dia 9, 6F 16 de junho 06

Acordados pela chuva fraca comparada com a nocturna. Dia cinzento, e por isso, sempre pela velha nacional logo pelas 8.45h, saida de Vilamoura rumo ao norte, travessia de Vila Franca, chegada a Alenquer, compra no Brilha de almoço (frango assado, queijo, batata frita e favas com entrecosto 17€) para um último almoço na esplanada do Bar do Além do Alenquer Camping. Depois, a troca do semovente pela viatura de todos os dias, e o regresso final à residência, ao computador, ao Blog e aos sonhos de uma próxima viagem!

fotos de andaluzia e algarve em autocaravana 06/06

NOTA:
nem sempre o "blogger" obedece aos desejos de quem "bloga", e por isso, por teimosia cibernética estas fotos recusaram-se a inserir-se no texto a que directamente dizem respeito, e publicado a propósito da ponte de 3 arcos dos feriados de Junho de 2006. Que isso não seja motivo para prejudicar a visita a uma ou outra página deste blog, que em cerca de um mês de contador registou quase 1300 visitantes...sinal apenas de que os autocaravanistas e primos, e afins (caravanistas e campistas) "andem" por aí...e estão afim de buscar informação!
Nós também, andamos por cá, de semovente, de olhos abertos e de teclado em "enter".
Bem Hajam os que silenciosamente nos apoiam, e os que por mail nos estimulam.
Decarvalho
PS....já agora uma dica, se nao se conseguir num blog (da blogger) carregar fotos....tentar o sistema firefox (www.firefox.com) que não tem os bloqueios (esquisito-frenéticos) do internet explorer!

zahara de los atunes... areal
parking em aldeamento turistico de Vilamoura, nem se nota a AC.
Mar Menor, à esquerda, próximo de La Manga
Ruelas de Tarifa
Cabo de Gata, limitado a norte pela N340
Alvor, restaurante para ingleses
restaurante ex gino, em Alcacer do Sal
Romerijo, cocedero, em Puerto de Sta Maria (à esquerda) o parque de campismo La Habana (à direita) e Praia da Herradura com restaurante Bueno ao fundo.

segunda-feira, junho 19, 2006

quinta-feira, junho 08, 2006

Partido Socialista da Galiza defende o Turismo de Autocaravana

Razões da protecçao ao autocaravanismo
1) combate a sazonalidade turistica
2) representa um novo fluxo turistico
3) poder de compra médio de 40 euros/dia por 2 pessoas
4) amigos do ambiente
5) fraca custo de infraestruturas ligeiras de apoio

El PSdeG pide ordenar el autocaravanismo para atender uno de los fenómenos más importantes de los últimos años


El PSdeG reclama el reconocimiento y ordenación del turismo en autocarava, con el objetivo de atender “uno de los fenómenos más importantes de los últimos años” en este sector y garantizar que se potencian los beneficios que genera.

En una proposición no de ley que se debatirá mañana en el Parlamento, los diputados Abel Losada, Mar Barcón y Concepción Burgo recordaron que el autocaravanismo “facilita la desestacionalización", puesto que se realiza a lo largo de todo el año, y abre la posibilidad de acrecentar la actividad turística en áreas donde existen pocos servicios hosteleros, como en el interior de la comunidad.

Por ello, demandaron que la Xunta ordene este tipo de hacer turismo facilitando información a las administraciones locales de las necesidades de los usuarios, que impulse la creación de áreas de aparcamiento y de servicio en los ayuntamientos y que promueva esta práctica.

Además, incidieron en que el perfil del autocaravanista es el de una persona de poder adquisitivo medio-alto, que viaja varias veces al año, con una media de gasto de 20 euros diarios por tripulante y respetuosa con el medio ambiente.

No obstante, advirtieron de que precisa de una “legislación clara", similar a la que existe en países con Francia o Italia, para evitar “conflictos e indefensiones” de esos turistas, sobre todo “al no quedar claros los conceptos de aparcar y acampar".

En este sentido, indicaron que mientras en Francia existen 6.000 áreas para pernoctar, en Galicia sólo existen en Bertamiráns, Milladoiro, Tui, Burela, A Coruña y Sarria, y concluyeron que lo único que se precisa para instaurarlas es suministro de agua potable y evacuación de aguas residuales.

segunda-feira, junho 05, 2006

saiu o Boletim o AUTOCARAVANISTA do CPA


A edição de O Autocaravanista correspondente ao 2º trimestre de 2006 acaba de sair da tipografia. Amanhã começará a ser expedido pelo correio, devendo chegar aos sócios dentro de dias.Enquanto isso não acontece, podem antecipar a sua leitura aqui. Basta ir à página de entrada da nossa Página, ou carregar neste link:
Contêm:
Vários artigos de interesse directo e pratico com o referentes a seguros (vidros) e a nota sobre reparaçao de estaladelas em vidros de autocaravanas. Próximo encontro do CPA em Estarreja.
Existe divulgação desta edição no newsgropus do Yahoo sobre camping cars

domingo, junho 04, 2006

Actualizaçao do Guia de Portugal de Alberto Brochado



O portal português Camping Car em:
http://www.campingcarportugal.com/index2.htm
inclui o guia de Portugal de areas e locais de estacionamento adequados a autocaravanas, incluindo parques de campismo. No original daquela página, clicando nas zonas delimitadas do mapa obtêm-se as listagens correspondentes de informaçao.


Todas as sugestões de actualização devem ser enviadas para o autor alberto brochado brochado@oninetspeed.pt, e as que forem enviadas a este blog, para
camping@dosdin.pt serão igualmente aqui inseridas.

















O mapa de Espanha reproduzido, foi retirado do site www.viajarenautocaravana.com na seccção
que contem uma listagem de locais de estacionamento e areas de serviço sob a rubrica AQUI PARAMOS. No original do mapa de Espanha, tal como no site do portal de camping car para o mapa de Portugal, basta clicar na região pretendida para aparecerem listadas as localizações de campings, ou zonas de estacionamento e pernoita livre em autocaravana. Boa viagem !

quinta-feira, maio 25, 2006

inauguração da nova area de serviço de autocaravanas : ESTARREJA


Informação recolhida com a devida vénia do forum do CPA, Clube Português de Autocaravanas (ver link no blog)


É já de 2 a 4 de Junho próximo que se realiza o 7º Acampamento do Clube de Campismo de Estarreja, conforme programa em anexo.Todos os sócios do CPA estão convidados pelo CCE a comparecer.Se não puderem fazê-lo durante os 3 dias, não deixem de se associar à inauguração, no Sábado, de mais uma área de serviço para autocaravanas.Em Estarreja, dia 3, vai viver-se um dia memorável para o autocaravanismo. Não fiquem à margem da festa.Bem hajam os promotores!

Clube de Campismo de Estarreja Fundado em 13 - 1 - 1967
FILIADO NA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CAMPISMO E CARAVANISMO, SUCESSOR DO NÚCLEO ESTARREJENSE DE CAMPISMO (5 - 2 - 1955)
7º Encontro Campista de Estarreja 2 de Junho a 4 de Junho 2006
PROGRAMA
6ª Feira 2 de Junho de 2006
14:00 Horas – Recepção aos companheiros. Instalação no recinto e inscrições.
21:00 Horas – Actuação dos “A’Pardilhós Ensemble” no Cine Teatro Estarreja.
22:30 Horas – Actuação de Quinzinho de Portugal na Praça Francisco Barbosa.
Sábado 3 de Junho de 2006
09:00 Horas – Visita pelo Património Municipal ou ida às compras no Mercado.
14:00 Horas – Içar das Bandeiras dos Clubes participantes.
14:30 Horas – Inauguração do Parque de Passagem para Autocaravanas.
14:45 Horas – Descerrar na Sede do C.C. Estarreja, da foto do Presidente da 1ª Direcção.
15:00 Horas – Visita pelo Património Municipal ou Jogos tradicionais. (Masculinos e Femininos)
21:30 Horas – Fogo de Campo.
Domingo 4 de Junho de 2006
10:00 Horas – Entrega de prémios referentes aos Jogos Tradicionais.
10:30 Horas – Arrear das Bandeiras dos Clubes. Até à vista companheiros.

quinta-feira, maio 18, 2006

GUIAS e LIVROS sobre Autocaravanismo ON LINE


La nouvelle librairie d' eurocampingcar.com a fait peau neuve. http://atlas-routier.com/index.php?cPath=24


L’engouement porté à la librairie d’eurocampingcar.com, nous a poussé à élargir l’offre. Nous avons donc créé le site atlas-routier.com, l’occasion pour nous de vous proposer de plus 250 titres contre 9 auparavant. (na foto, plataforma especial para autocaravanas do alenquer camping www.dosdin.pt/agirdin)


Parmi les 10 nouveaux éditeurs, vous trouverez entre autre Blay foldex , Kümmerly+Frey et leurs larges gammes de cartes routières. Les « guides Bel Air » qui depuis 1936 proposent des ouvrages liés au plein air, dont le guide évasion camping-car 2006, reprenant plus de 6000 aires de services en Europe.


Dans les nouveautés 2006, nous avons le guide méditerranée en camping-car présentant différents itinéraires dans le sud de la France. Cet ouvrage est également proposé dans l’un de nos pack qui ont pour but de regrouper les principaux produits liés à un thème ou une région. Ces « pack » nous donnent la possibilité de réduire nos marges et de vous offrir des réductions tarifaires.


Hormis la possibilité de régler par chèque (pour les résidents Français uniquement), nous avons pris en compte la demande d’un grand nombre d’internautes souhaitant régler directement sur le site par carte bancaire. Ce mode de règlement diminue les délais d’expéditions. A ce titre nous avons choisi Paypal comme prestataire pour l’assurance qu’il offre aux acheteurs. Paypal est le leader mondial des transactions sur internet. Il s’agit d’une filiale du site bien connu Ebay spécialisé dans la vente par correspondance.


Nous espérons que cette nouvelle librairie vous sera utile à la préparation de vos futurs voyages et vous invitons à nous rendre visite dès à présent. N’hésitez pas à commander, ce sera un plaisir de vous servir.


Pour accéder à la librairie cliquez ICI

terça-feira, maio 09, 2006

O que é o sistema FRANCE PASSION para autocaravanistas ?


France Passion....é um sistema interessante, exclusivo para os autocaravanistas membros, com a quota em dia (27 euros para 2006) e que permite de forma ilimitada e de Páscoa a Páscoa (2006/2007) estacionar a autocaravana gratuitamente, numa propriedade privada da listagem que é fornecida (840...) de agricultores ou outras actividades. Não é necessaria reserva, e practicamente toda a França está coberta. (nota fácil fazer o pagamento vai internet com cartão visa)

ver link no blog, ou em http://france-passion.com

domingo, maio 07, 2006

area de estacionamento de autocaravanas de ZAFRA


De grande interesse para os portugueses devido à sua localização, dá-se divulgação à inauguração em Maio da area de Zafra, excelente ponto de descanso entre Portugal (rota de Badajoz/Olivença) para Sevilha, Málaga e demais Andaluzia e Levante (fonte www.lapaca.org)



El Ayuntamiento de Zafra (Badajoz) y la Plataforma de Autocaravanas Autónoma (P.A.C.A.) Invitan a todos los autocaravanistas, a la Inauguración del Área Municipal de Servicios para Autocaravanas que se inaugurará en esta localidad, entre los días 12 y 15 de Mayo de 2.006.


El programa ofrece interesantes alicientes y se desarrollará de acuerdo con el siguiente horario, sin perjuicio de que pueda ser modificado por motivos de organización:

Viernes 12 de Mayo
A partir de las 16,00 h. Recepción de todos los participantes en el estacionamiento sito en los aledaños del Pabellón Central en el Recinto Ferial de Zafra.
SÁbado 13 de MaYo
Durante la mañana seguiremos recibiendo a los que llegan de más lejos.
A las 12 de la mañana se celebrará unas jornadas de puertas abiertas, para que todo aquel que esté interesado en conocer como es una autocaravana por dentro, tenga esa oportunidad.
A las 13 horas, se procederá a la inauguración del Área de Servicios por parte del alcalde de la ciudad, el Sr. D. Manuel García Pizarro, la concejala de Turismo Mª Carmen Rodríguez del Río, así como otras autoridades locales, la directiva y asistentes de la P.A.C.A.

A continuación se servirá una copa en el Restaurante del Pabellón Central en el Recinto Ferial.
Domingo 14 de Mayo
A las 11,30 horas, tendrá lugar una visita guiada por el casco histórico de la ciudad, con dos guías que el ayuntamiento ha puesto a nuestra disposición.
Después de la visita guiada, tiempo libre para disfrutar de la ciudad cada cual a su aire.
LUNES 15 de Mayo
Para aquellas personas que se queden y que pueden prolongar su estancia, ya que es festivo en alguna comunidad autónoma, se les informará en el momento de que pueden asistir a la “garbanzá” que se celebra en la ermita de Belén, a 2 km. de Zafra.

PARA LLEGAR
Si utilizas navegador GPS estas son las coordenadas:
Latitud: N - 38º 25' 31"
Longitud: W - 06º 24' 38 "
Para tener una idea de como llegar, echa un vistazo al mapa...


PARA APUNTARSE
email: marchas@lapaca.org
al tfno: 607 84 84 83
En todos los casos deberás indicar:
Nombre y Apellidos.
Nº de asistentes.
Lugar de procedencia.
Un tfno. de contacto.
Indicando que te apuntas para ZAFRA.
Si quieres ir echando un vistazo a los encantos que te esperan en Zafra, esta es su web: http://www.ayto-zafra.com/

NOTA IMPORTANTE:La Comisión Organizadora, el/los Delegados competentes y la Junta Directiva de la Plataforma no se responsabilizan de los posibles accidentes, daños o deterioros producidos durante este acontecimiento.
© 2006, lapaca.org Aviso Legal

terça-feira, maio 02, 2006

Férias do "túnel" do 1 de Maio de 2006



"Touring" de Alenquer a Coimbra, Vila Real, Guimaraes, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira, Guarda/La Guardia, Oia, Baiona, Panxon, Monte Ferro, Canido,Vigo, Pontevedra, Marin, Aldan, Vigo, Caminha, Angeiras, Porto de Mós, Cartaxo Alenquer.
(clicar nas fotos para aumentar a imagem)


É um hábito bem português gostar-se de "pontes", isto é de entremear um dia de trabalho com dispensa entre um sábado ou um feriado e um domingo. "Ponte" sempre foi sinónimo, desde os bancos de escola, a um tempo extra de lazer, e daqui a poder viajar vai um passo.


Ora tendo calhado este ano o 1º de Maio, feriado, numa segunda feira...não houve necessidade de "ponte" mas antes de "túnel", isto é, três dias seguidos para uma sortida de casa, e dos locais habituais. Dia D, e hora pois, de nos esgueirarmos pelo "túnel", logo na sexta feira após as aulas da tarde, seja pelas 19H.
Porém meia Lisboa pensou o mesmo, e além disso, alguns acidentes retardaram o trânsito. só pelas 20.30 é que esforçada e pacientemente cheguei a Alenquer, ao camping, onde já estava a minha co-piloto, para retomar no "cockpit" o volante da AC Knaus/Fiat, o semovente do lazer. "Transfer" do saco de viagem com as mudas de roupa, e pouco mais, e depois de um café e uma àgua para a viagem, no Bar do Além do Alenquer Camping, seguimos viagem. (foto tirada ao Merlin, no bar do além)
Fica uma dica da conveniência de termos durante todo o ano a autocaravana estacionada no camping (40€/mês) onde a vamos buscar antes de cada sortida, e depois deixá-la logo que esta acabe, sem nos envolvermos nos trânsitos lisboetas.
"Prima nocte", até Coimbra.
A rota foi Alenquer- Coimbra pela A1 com "stopover" na área de serviço de Repsol (ex-Shell) de Leiria para uns comes e bebes de entretém. Pelas 23.30h estavamos na primeira saída para Coimbra, e aí perdemos o caminho desejável para o novo parque de campismo....atenção vira-se logo à direita, e passa-se a velha ponte de Coimbra, próximo do Portugal dos Pequeninos (ponte de Sta Clara) e vira-se depois à direita, apanhando a saída da estrada das Beiras, ou Lousã até se começar a encontrar sinalização em grandes e novas rotundas.
Chega-se ao Parque sem problemas de maior, e com as portas abertas às 24h, tal como préviamente acertado telefónicamente, e ainda com o bar aberto. Simpatia do guarda jovem, e fácil escolha de local para estacionamento num dos socalcos do gigantesco parque misto de equipamento urbano "novo chic". Tudo a tempo ainda de um descafeinado, e de umas "pedras", a preços de cantina de estudantes.
Noite de ventos despedaçados arremessados contra a semovente. Pelas 5h da manhã a ventania fez mesmo de despertador com a queda de um caixote de lixo. Lá mais para diante, amanhecer de sol, sem pássaros espantados pelos ventos e desabrigados pela falta de àrvores.
Pequeno almoço de torradas e café, grande chuveiro de àgua quente em olímpicos sanitários, e depois passeata pelos caminhos betonados do parque (ver foto de um autocaravanista excêntrico que reboca um jeep de apoio!) e contagem dos vários "barbecues", (foto abaixo) que se estimam em excesso e demasiado dispendiosos de construção....mas como o parque é municipal deve ser pago pelos fundos comunitários e pelo Orçamento do Estado do PIDDAC, e só 25% pelas receitas municipais... assim qualquer privado pode ser concessionário!
Conta paga em conta. Total 12,75€, incluindo electricidade para recarregar as baterias. Nem deu para testar a piscina, nem a sauna, nem o solário, nem o parque infantil, mas tudo isso está listado no folheto do camping que foi inaugurado há seis meses...mais coisa, menos coisa.
Segunda noite, até Sta Tecla.
Saída do Camping ao mesmo tempo que um grupo de três AC de alemães e uma caravana de um suiço, depois de uma, duas rotundas e vias novas, chega-se à encruzilhada e aí segue-se pela esquerda atrás da sinalização Penela através de um arco.
O caminho de estrada antiga de curva e contra curva à beira do Mondego é ponteado por miradouros de ocasião, quando merecia isso sim, amplos estacionamentos de vistas largas, quer para quem é turista, quer para quem é peregrino de Fátima, e com muitos nos cruzámos, agora com os coletes reflectores e fluorescentes "made in China", de acordo com o regulamento da CE.
A seguir sempre a subir até Viseu, e aqui a 1ª surpresa, o desespero (ainda) habitual das circulações mal sinalizadas de novelo emaranhado por falta de planeamento que já se conhece há mais de ...uns 15 anos.
De evitar se pudesse ser, mas lá se tomou vista de sinalização escondida, e assim a saída foi retomada para Vila Real. Mas de Viseu nem vontade de voltar ficou.
Chegada a Vila Real a tempo e horas, pelas 12.30h a tempo de cumprir duas devoções, uma familiar no cemitério in memoriam da "Celeste" de grata recordação familiar, outra um almoço associativo de posta (de carne) daqueles que duram até as 16h, discursos incluídos. O local recomenda-se pela qualidade e sem publicidade, a Estalagem da Quinta do Paço a uns mil metros do palácio de Mateus, e com estacionamento facil para as AC.
Ora depois, a rota escolhida fornecia a 2ª surpresa do dia (depois dos enigmas estradais de Viseu)...seguiu-se em direcção ao norte pela autoestrada de Chaves e com o objectivo de depois de Vila Pouca de Aguiar inflectir para Guimaraes. Mas qual quê! naquela data, (29 de Abril de 2006) o jogo de esconde esconde fazia do automobilista gato/sapato....pois segue-se as indicações Chaves/Vila Pouca de Aguiar, só que pouca era a autoestrada, e aguns km adiante sinais para sair e na direccção de Vila Pouca....o caminho foi percorrer a AE em sentido inverso, retomando cada um dos km passados. Inacreditável, mas verdade.
Neste inesperado jogo da Glória os dados da sorte tinham sido adversos, e assim voltamos à casa de partida, Vila Real, e daqui para a estrada para Vila Pouca, onde alguns km andados lá nos cruzamos com satisfeitos GNR a passarem multas de excesso de velocidade (limite 5oK) a quem passava desatinado por outro patrulha GNR, bem assapado atrá de um muro, invisivel qual camaleão desejoso de moscas. E mais adiante outra viatura GNR ainda, passeava-se....pena não estarem antes atentos ao alçapão da sinalização falsa da AE para Chaves! Era serviço público e cívico.
Encurtando desabafos e dicas, depois de subirmos a montanha sobranceira a Vila Pouca, lá entramos na nova estrada até Guimarães, excelente e paga. E Guimarães está digna de ser ver. Aliás está classificada com patrimonio mundial pela UNESCO. Sem problema, a AC ficou estacionada sob a estátua de Afonso Henriques, e depois a pé desceu-se até ao centro histórico, e a seguir regressou-se com os olhos esparsos sobre a excelente ambiência dos locais. Numa pausa, tremoços de estalo, e azeitonas, uma tosta mista, e imperiais, e cerveja sem alcool, para o condutor...que mesmo assim viu o Afonso I a dobrar...em estátua institucional, e todo estilizado, em ferro forjado. (ver fotos)
Depois, mais uma pausa. Na vila mais antiga de Portugal, Ponte de Lima, deu para desentorpecer as pernas. Estacionamento fácil no areal junto à ponte medieval sob o sol poente, e a passos largos percorreu-se a praça engalanada e rua principal ribeirinha, para uma festa que o posto de turismo fechado não deu para apurar qual seria, e um pouco de "léche vitrines", ou de "window shopping" para descobrir uma casa especialista de enchidos, porco preto de estafe à porta, e um anúncio, para quem é do sul, surpreendente....pois há pizzas de lampreia....para quem goste. (ver fotos)
Retemperados, o voltar à estrada, regressar à autoestrada direcção Espanha, e pouco antes da fronteira saída para Vila Nova da Cerveira, terra de cervos, agora só em estátua no inevitável redondel principal.
Era fim de Feira no terreiro do mercado municipal, e por isso o estacionamento foi mais adiante no parque em espinha de ligeiros, depois de passado o centro, à direita. Fosse verão, e era ali mesmo, ao fundo, junto a alguma camionagem, na companhia de outras AC, decerto, que se passaria a noite.
Fomos à janta de acordo com uma das sugestões do Guia das Tascas. A escolha recaiu no Abrigo das Andorinhas, pois se era Primavera...e caiu bem. Bom restaurante, largas doses, excelente qualidade, preço decente, ou seja....um prato de escalopes de vitela panados, com dois dos ditos e batata frita 5€, polvo grelhado em três troços nutridos, couve e batata no forno, 8 euros, duas meias de verde da casa, pois só depois de evaporada a primeira garrafa, é que se assumiu ter sido melhor desde logo pedir uma inteira, foram 3,75€, mais um "tiramisu" caseiro, mais cafés etc...total para dois cerca de 20 euros. Pena o cabrito já ter sido, senão a experiência tinha ido por aí. (foto de altar da paixão em Vila Nova de Cerveira, similar aos de Guimarães)
Seguiu-se a 3ª surpresa estradal! Pois o objectivo era passar a ponte para Espanha em vez de procurar os campings do lado de cá, de Covas, ou o outro de Candemil, pois teriamos que retroceder e subir à montanha em contracurva. Mas quem encontra a ponte para Espanha? Cu-Cu parece um desporto infantil do agrado das autoridades de sinalização das estradas com a complacência municipal...pois seguindo as indicações Espanha...Goian, chega-se ao antigo embarcadouro dos ferries, para se chegar à ponte, e não encontramos nenhuma placa, tem-se precisamente de seguir ao contrário das setas Espanha, e sim seguir direcção INATEL...aí por fim, surge a ponte e num minuto estamos em terras de Galiza. Ufa! só às três é que é de vez.
Finalmente eram 24h, a repetir a experiência de Coimbra, hora a que a que chegamos ao camping de Sta Tecla, em Camposancos, mesmo frente a Caminha. Panorama de luzes no litoral luso do Minho, digno de se ver, e na noite calma, de boa temperatura, bem comidos, bem chegados, bem estacionados num relvado plano, com um acolhimento simpático do guarda do parque, o sono foi o dos justos.
Terceira noite, até Angeiras.
De manhã a passarada que parece que voa e sobrevoa as nossas incursões. Melros e não só, rouxinóis e outros invisiveis cantores dão as boas vindas, a quem como nós também vive de energia solar, e que acompanharam o frugal pequeno almoço rotineiro. Higiene feita, passeata a pé até ao exterior do parque para confrontar a visão diurna com a nocturna, e ala (allez AC, allez!) que se faz tarde!
Rumo à zona ribeirinha fronteira ao camping, e junto do ponto de partida dos "ferries" para Caminha, quase junto à Punta dos Picos encontramos uma loja aberta, domingo de manhã, tipo "trezentos", com tudo quanto há vindo da China, tudo quanto há com IVA a 16% e interesse a portugueses, e ainda tabaco, que só se vende aos volumes de 10 maços para Portugal. Para não complicar a vida das contas ao nosso Ministro das Finanças, só compramos pão fresco.
Passamos de seguida a subir a costa do Minho Galego. Logo de seguida a capital da lagosta, A Guarda, ou La Guardia, com obras no centro, o que até permitiu o desvio para seguir a entrada no porto de pesca pelo "paseo maritimo" com paisagem muito próxima da zona do nosso Guincho em Cascais.
Era cedo para a lagosta, e por isso nem parámos, seguimos para Oia, para o impressionante Mosteiro de Sta Maria Real de Oia, do tempo dos monges de Cister, mesmo frente ao porto pequeno e ao mar, e que em breve será transformado em Parador. (foto)
E depois? Baiona! a AC ficou logo à entrada nos lugares de ocasião junto a uns prédios de habitação, e a cerca de 50 mestros do Parador/Castelo. Bom dia de sol, bom domingo de praia, boas esplanadas cheias de gente, muitas pessoas a circular e fotos a atestar o facto.
Na baía uma reprodução da Pinta a nau de Pinzon, um dos membros da equipagem de Colombo que primeiro arribou a Espanha, precisamente a Baiona, com a nova da descoberta das Américas. a estátua do dito navegador lá está estoica, a afrontar o Atlântico. (ver fotos)
Tempo de café e de definição da estratégia "routard". Pois vamos seguir pelo litoral, Panxon, Monte Ferro, Canido, até Vigo, depois inflectir para Pontevedra, pela velha estrada circundante do golfo das rias baixas, depois Marin, Aldan, Cangas, outra vez Vigo e regresso a Portugal. Sim porque o dia seguinte é segunda, feriado e há que estar em penates nessa noite!
Mais do que palavras, nestes "tours" é mais importante a imagem. Assim sublinha-se o texto com fotos, mas recomenda-se a subida ao Monte Ferro, (com dedicatória aos mareantes, ver foto) e se for tempo de almoço, aí se podem aproveitar os barbecues colectivos e as facilidades de pic nic e merenda. Há sombra, há miradouros, há estacionamento, há vistas excelentes sobre as ilhas Cies, e sobre as duas costas de norte e de sul, isto é, respectivamente para a Ria de Pontevedra e para a Ria de Vigo.
Pois é, a vida contínua e nós a procurar um poiso. Ficou pelo azar e pela sorte escolhido o sítio para almoçar em Canido. Estacionamento do semovente no parque do Clube de Remo, e depois percurso a pé ao longo da Praia com vista para a ilha de urbanização e ponte privada, a lembrar o famoso "edifício countinho" de Viana do Castelo, ou as torres implodidas de Troia. Aqui, ao que consta não há quem queira demolir a Torre de apartamentos, e até parece que a linha do horizonte já a absolveu, e absorveu.
Pois comemos menos bem e menos mal. Vinho carissimo "albarino" da casa, por mais de 10 euros a garrafa e calamares, e salada, e "pan". Empanadas galegas é que não, pois embora pedidas, esqueceram-se, e quando chamados à pedra, já se tinham esgotado, só as havia de atum, mas já não de anchovas, nem de vieira e assim não, obrigado. A conta? pois 30 euros...para dois.
Paragem seguinte Samil, outra praia super povoada neste arranque da época balnear, fácil estacionar na avenida principal e visita rápida a feira de artesanato local...onde quase só havia produtos sul americanos (culpa do tal Pinzon), artefactos do Senegal (culpa da exclusão socio-económica de Àfrica) e texteis e similares da electrónica da China (culpa da deslocalização e globalização). O turista é que fica frustrado perante o estreitamento da oferta, e as faces de olhos em bico, ou bronzeadas dos indios ocidentais, ou escurinhas pelo sol africano. Artesanato caucasiano, ibério etc e tal, nem vê-lo.
Continuação do periplo para Vigo, contornado, e depois para Pontevedra, pela estrada velha a N550, passando quase no meio por Pontesampaio (bem bonita a ponte) .
Depois de Pontevedra, descida por Marin, Bueu, Aldan (ver foto) que tem um amplo porto e muitos lugares para AC pernoitarem, e Gangas até apanharmos a ponte de Rande (pequeno troço de autoestrada pago a .80 centimos) e com muito trânsito de regresso das praias.
Estava feito o tour Galego desta vez, agora apontar a Portugal, mas pela gratuita autopista, cerca de 5km antes da fronteira seguir as indicações de bombas de comvustivel...e atestar a 1.02€, para fazer as contas da média de consumo Vila Real/Porriño 10,3L/100K. bem aceitável, num total de cerca de 400Km, para a capucine 2,8 JTD.
Já em Portugal um início pelo troço gratuito da autoestrada, mas com saída para Caminha, repassagem por Vila Nova de Cerveira, e depois viragem a direita para a foz do Minho até ao fundo, quase à porta do Camping da Orbitur, para a pé entre pinheiros, e caminhos de madeira dunares ir mesmo até a praia, ver a tal foz, Sta Tecla na outra margem, e ao fundo a ilhota com o Forte da Insua, quase em sol a declinar o poente. Um espectaculo que as fotos, mesmo ampliadas não evidenciam devidamente.
E voltamos ao leme quase horizontal da autocaravana, a minha pizza familiar rotativa, e agora?
Começamos a descer pela nacional até Viana do Castelo, mas logo à entrada, sinais de desvio pois a ponte Eiffel estava cortada. Rumo pois ao IC1 , a "autopista" para o Porto também A28, gratuita, e lá fomos deixando ao longe Esposende, Póvoa do Varzim e Vila do Conde, e entretanto quase no Lavra, Angeiras, sinal de camping em placa azul na estrada! Pois é aqui mesmo que paramos, já pelas 20h seguindo a sinalização entramos no Camping Orbitur, próximo da praia, muito ajardinado pelos residentes, mas com uma zona para AC ao fundo à direita debaixo de bons pinheiros, e próximo dos sanitários e demais serviços para autocaravanas.
Quanto ao jantar havia duas opções, ou no parque (onde havia uma tenda enorme dos restos de um casamento) ou fora. Escolhemos fora, e aqui duas opções outravez, ali ao pé numa tasca, ou nas tascas mais junto à praia? Opção firme pela tasca ali ao pé, a Miraparque. Escolha acertada, preço certo. Vinho da casa, 2 bifes na pedra- o mais caro da lista a 6,50€, sobremesa de morangos, 2 cervejas, pão e manteiga, tudo, a rasar os 20 euros. Não se pode pedir mais em qualidade, quantidade e relação preço. Recomenda-se, portanto.
Para desmoer, uma passeata a pé de mais de 1km até a praia e volta, com uma temperatura de algarve sob um luar timido da tal lua dormente.
E depois, a terceira noite do "tunel", descansada, reparadora. Amanhecer outravez sob passarada, pequeno almoço a olhar o verde e um campista motard, e pago o parque, com cartão do clube Orbitur, cerca de 12€, regresso ao IC1, travessia do Porto pela ponte da Arrábida, e nos Carvalhos, inflexão para a N1, e sempre a descer até uma paragem para comprar pasteis de Tentúgal e beber um café e uma àgua, até encontrar o desvio para Porto de Mós, a seguir à Batalha, a impor-se na curva da estrada como um marco referencial.
Pouco mais há a referir, passagem por Porto de Mós a olhar o castelo e sem tempo para desvios, mas fica para a próxima, e depois a travessia da Serra (de Aire) até Santarém, e só aqui um curto percurso por autoestrada até Cartaxo, para um almoço familiar caseiro, antes de rumar na recta final a Alenquer, de volta ao estacionamento do semovente, por mais um mês. Talvez em Junho antes dos feriados e pontes, se volte à estrada. Foi a promessa a que se brindou com um copo no Bar do Além. Ao além! à dupla ponte dos feriados de Junho!