domingo, outubro 29, 2006

13 tasquinhas, zona do estoril até 10€, por pessoa!


11 tasquinhas da zona de cascais/estoril...até cerca de 10€/por pessoa, em regra com ambiente razoavel, e preços a condizer, especialidades grelhados e peixe. Seguem referências quanto ao estacionamento de autocaravanas.

1) Casa de Pasto O RALHA, em Caparide, ao largo do chafariz, acesso pelo Murtal, Sao Pedro do Estoril ou Alto da Parede, ou a partir de Sao Joao do Estoril. tel 214673446 (preço por casal, cerca de 20 euros) . Especialidades grelhados. Ambiente informal. Estacionamento possivel para AC no largo da via principal
2) Restaurante GARGALO, em Atrozela, acesso sinalizado a partir de Alcabideche, decoração típica, tel 214600700 (preço por casal, cerca de 20 euros) . Ambiente recatado. (Estacionamento não recomendado a AC)
3) Adega Típica EUROTASCA, no Estoril ao vale de Sta Rita, por cima do campo de futebol, tel 214675304 (preço por casal, cerca de 20 euros). Especialidade peixe fresco grelhado e entrecosto Costaneira e jarros de vinho branco à pressão. Ambiente jovem. (Fácil para AC)
4) Adega Típica CASA DO VITOR, em Alcabideche, no Largo principal, tel 214690305. Preço por casal cerca de 20 euros dividindo por exemplo uma dose de cabrito (12€), couvert x 2 (1.40), jarro vinho verde (4.50) e 2 x cafes (1.50). Ambiente cosmopolita médio.(Largo tem estacionamento para AC)
5) Restaurante Cervejaria SOL NASCENTE, em Rana, entre Madorna e Rebelva, Rua Antonio Louro, tel 214522092, gerente Sr. Joaquim. Duas pessoas cerca de 20€, cerveja 1€, caf'e 0,60, 1kg de sapateira 15€, prato de conquilhas 8,5€. Ambiente familiar. (Estacionamento fácil para AC)
6) Restaurante STOP, Estrada de Bicesse, Estoril, tel 214600958, especialidades angolanas e carta genérica, preço para 2 pessoas cerca de 20 euros, ex imperial 1€, couvert 0.60, grelha da carnes 7,50€, café 0.70. Ambiente familiar. (Estacionamento fácil para AC)
7) Cervejaria e Marisqueira "O CHICO", No Alto do Murtal, Parede, na Rua Diogo Cão, tel 214533701 (encerra às 5F), preço para 2 pessoas nos limites dos 20 euros, ex, prato de caracois para dois 5€, prato de conquilhas para dois 10€, sapateira 17€/Kg, cerveja de garrafa 1,25, café 0.65. Ambiente barulhento e de cascas de amendoim no chão. (Dificil estacionamento para AC)
8) Restaurante BOLINA, no paredão do Estoril, entre o Tamariz e São João, tel 214687821, de frente para o mar, ambiente descontraído, preços...cerveja garrfa 1,50€, sardinhas 7€, café.80€...três doses de sardinhas (15) darão para 4 não esfomeados, e se se evitar os extras, couvert, saladas, sobremesas, não passa os 10€ pessoa, com mais esses extras, chega aos 11 €! (Estacionamento para AC no parking de São João ou do Forte Velho)
9) Bar restaurante SMUP Sociedade Musical União Paredense, Rua Marquês de Pombal 319 (ao lado do Colégio Portugal) na Parede, tel 214571241. Meia dose de bacalhau assado dá para dois, 200 gramas de gamabs fritas por 7,5 euros, total comedido a menos de 10€ por pessoa. (Estacionamento para AC nas ruas em frente)
10) Bar CDPA Centro Desportivo de Paço de Arcos, Av. Marquês de Pombal, frente ao jardim, Paço de Arcos, t6el 214426312, boa esplanada, encerra 2F, costeletas 6,50€, bife 8€, cerveja 0,90, café 0,60, duas pessoas sem ser com peixe fresco, excepto sardinhas dentro do clube dos 10 euros.(Estacionamento para AC no jardim em frente)
11) Restaurante COZINHA DO MAR, Av. S. Pedro, nº 9, Monte Estoril, tel. 214689317. Ambiente familiar com alguns turistas, couverts comedidos, preços e quantidades decentes... ex queijo fresco 1€, imperial 1,2€, filetes de peixe para dois 8€, uma dose de pataniscas de camarão para dois, 9,5€, cafés 0,75, evitando o vinho fica a refeição em menos de 10€ por pessoa. (Estacionamento dificil para AC)
12) Snack Bar e Pastelaria BEM TE KER, Rua Principal de Bicesse nº 114, tel 214601454, Ambiente simpático de província com atendimento irrepreensível, ao almoço preço por refeição tudo incluido 7,50€, com pão manteiga e azeitonas, bebida, prato principal, sobremesa e café. Excelente qualidade da cozinha. (Estacionamento de AC dificil, senão impossível)
13) Restaurante RETIRO DAS 4 ESTRADAS, Ao cruzamento de São João do Estoril para a Galiza (sul-norte) e o via tarnsversal do Alto Estoril para as Areias (oeste/leste). (Estacionamnto possivel de AC para oeste do cruzamento junto a Escola particular). Simples, modesto mas de excelente qualidade, abundância e preço, 1 dose chega para três pessoas...do prato do dia! menos de 10 euros/pessoa. (confrimado em Abril de 2009)

Noticias de França para os Autocaravanistas



Da Federação Francesa de Campismo e Caravanismo
3 notas...
1) o logotipo (ao lado) inclui a silhueta de uma tenda, de uma caravana e de uma ...autocaravana!
2) Há apossibilidade de inscrição pessoal e directa (e não só através de um clube)
3) o pacote da inscrição inclui automáticamente o cartão de campista nacional francês, e o carnet camping internacional, além de outras vantagens e descontos, inclusive em revistas e publicações

E em Portugal?

........................................................
No Yahoo groups, Françês, de Camping Cars, decorre uma sondagem dos problemas e prioridades que mais interessam aos autocaravanistas.

Votez dès aujourd'hui !

Un nouveau sondage a été créé pour le groupecampingcar :d'après votre expérience et le vécu de cette année 2006, quelles seraient les priorités à mettre en oeuvre pour améliorer notre "plaisir" de ccristes

o actions auprès constructeurs pour la fiabilité des engins

o actions près associations pour mieux défendre notre "statut" de "libertins"

o négocier des tarifs " camping" adaptés a notre usage o créer plus d'aires de stationnement

o créer plus d'aires de service

o s'organiser entre ccristes pour faire appliquer le droit ( des communes) et seulement le droit

o faire reconnaitre 2 périodes différentes; hors et pendant saison

o faire supprimer les barres de hauteur et arrêtés illégaux o faire respecter la charte des ccristes

Pour voter, allez sur :http://fr.groups.yahoo.com/group/campingcar/polls Remarque : Les votes n'étant pas recueillis par e-mail, merci de nepas répondre à ce message mais sur Yahoo! Groupes.

E em Portugal?

quarta-feira, outubro 25, 2006

Carnet Camping Internacional


O Carnet Camping Internacional, ou carta (cartao de plástico nos dias de hoje) do carnet camping, é emitida por três entidades internacionais em consórcio:
- FIA, federaçao internacional do automovel http://www.fia.com-
FICC Federação de Campismo e carvanismo Internacional http://www.ficc.be/-
AIT- Aliança internacional do turismo http://www.aitgva.ch/AIT_Site/Public/Information/downloads/AIT%20Brochure%202002.PDF
A estas junta-se sempre uma ENTIDADE NACIONAL, que está autorizada a emitir as ditas cartas...em Portugal, temos pelo menos duas entidades:
- a Federação de CAmpismo....porque esta filiada internacionalmente na FICC,
e....o ACP; que esta filiado internacionalmente na FIA....

quinta-feira, outubro 12, 2006

concentração de autocaravanas na CAMPISPORT




Está já disponível o programa do IV encontro CampiSport de Autocaravanas a realizar por ocasião da CampiSport.

O CPA vai estar presente com um stand onde esperamos a pela visita dos vários sócios que costumam participar ou na feira ou no encontro.
O programa do encontro é o seguinte:
6ª Feira (24 Nov)
16:00 - Abertura do parque de estacionamento
22:00 - Sarau de Magia
Sábado (25 Nov)*
09:30 - Abertura oficial do encontro
10:30 - Passeio ao Porto
15:00 - Abertura e visita à Campisport
22:00 - Espectáculo de variedades Domingo
(26 Nov)
09:30 - Encerramento oficial do encontro
10:00 - Desfile de Autocaravanas na Cidade de Matosinhos
Recepção pela C.M.Matosinhos (a confirmar)
*Sábado dia 25, a partir das 12 horas: a Blue Fairs, no decorrer da Feira Porto Gastronómico, irá proceder à entrega, a todos os inscritos no 4º Encontro, de um diploma de participação.

Mais informações na página dos nossos companheiros de Barcelos em http://www.cccbarcelos.com/

domingo, outubro 08, 2006

iniciação ao autocaravanismo na ponte do 5 de outubro





Resumo de uma volta pedagógica de 1000km, com quem pela primeira vez fez autocaravanismo!

- cerca de 1000km
- consumo médio 11/100K
- 2 refeições em restaurante (Espanha 34€ casal, e Porto Covo 26 €/casal)
- 1 noite em parque de campismo (Évora)
- 1 noite em parque rural (Vale da Carrasqueira/Monchique)
- 1 noite em BTS ( pernoita livre na Quarteira)
- 1 noite em AS (area de serviço municipal Porto Covo)
- despesa total por casal, 4 noites/5 dias cerca de 250€, per diem 50€
(não inclui despesas de jornais e revistas ou tabaco)
Quantos ja viram passar uma autocaravana e pensaram:

- isto não é para mim, não me ajeitava a conduzir uma camionete, e o consumo?
- deve ser engraçado passear desta maneira, com a casa as costas....
- nem pensar, fazer manobras, ultrapassagens com este camion?
- um dia vou experimentar viajar numa autocaravana até ao estrangeiro...
- parques de campismo não é para mim, e dormir fora, só para ciganos...
- que trabalheira, conduzir, cozinhar, e os despejos...eu só num hotel!
- e os banhos? e os sanitários, e o frigorífico, e o fogão? e a luz para ler à noite?

Pois, pois, mas que as autocaravanas "andem" aí, lá isso andam...cada vez mais, por alguma razão será, e como nem todos têm pais ricos, nem sequer vão ao banco, porque será então?

Basicamente por dois ou três motivos:
- porque a vida de hoje, de betão e de contrariedades, e de competição faz qualquer um desejar não perder o juízo face aos noticiários, telenovelas, e discursos da restrição e contenção.
- porque cada vez mais é maior o apego pelas liberdades individuais, pelas deslocações, viagens, lazer, cultura, gastronomia e tempos livres próximo da natureza, e o gosto pela aventura...
- porque o comforto já está disponível a preço razoável, isto é ainda mais em conta que as viagens low cost, e pacotes tudo incluido de promoções aos paises exóticos.

O autocaravanismo pode ser uma resposta para uns, para outros o golfe, para outros ainda, o pedestrianismo, montanhismo, desportos radicais, incluindo o da gastronomia pantagruélica... pois foi numa destas conversas com o meu compadre e mulher, o casal RR (Rui e Rosa) que como amigo e autocaravanista o desafiei a uma experiência, porque não, na ponte do 5 de Outubro.

Que não, disse o meu compadre, que nunca entrara num parque de campismo...que não entraria, que o camping car era dificil de guiar, que as estradas eram estreitas, que era muito caro, etc, etc... O facto é que as últimas férias no Algarve num apartamento parcamente mobilado, sem pequeno almoço, lhe ficara em 115 euros a noite...Já a comadre Rosa, mulher de armas estava ali pelos ajustes, que sim, que vamos, que já fizera campismo nos idos tempos. Só com esta caução é que insisti, pois o meu primeiro conselho é que autocaravanismo é só a dois, a casal, a menos que sejam jovens windsurfers, ou jovens quadros com filhos pequenos, netos de autocaravanistas..

Então vamos lá, que isto de experiências novas com companhia sempre é mais fácil. O primeiro passo foi alugar um veículo, sem publicidade, ficou por 115 euros o dia, uma capucine de 5,70, (capucine de capuz...ou seja com um quarto sobre a area de condução) da Adria, (modelo de 2005) com a vantagem de a levantar de véspera, e a entregar no dia seguinte ao período de 3 dias de aluguer,...ou seja partida 4F as 15h e regresso domingo às 12h por 345€ ( a dividir por 5 dias sai a cerca de 70€/dia). Tudo na www.camperline.pt tel 214453333
Pela nossa parte, os mestres dos aprendizes, partimos na nossa semovente, T1, duplex e rolante, Fiat Knaus, modelo Eiffland de 2003.
4f, 4 de outubro (150km)

Logo no momento do aluguer recebeu as instruções básicas...cassete como se utiliza (despejo de àguas negras do sanitário), electricidade e fio de ligação à tomada dos 22ow, depósito de águas limpas, funcionamento das torneiras, niveis de depósito, como ligar o alarme das portas e o volumétrico...etc, etc.. e já antes pessoalmente e por mim enviei a cartilha do autocaravanista, as regras de ouro, o código Respect etc...

Metido à estrada o compadre rumou em direcção ao ponto de encontro, o camping Orbitur de Évora, por medida de precaução, logo na primeira tirada não fazer mais de 150km, e por auto estrada para ir dominando a condução, e a noção do gabarito do veículo (3 metros de altura). E lá me reuni com o meu semovente a partir de Alenquer pelas 18h.
No camping a pedagogia do B+A, BA: onde ficam os sanitários, onde e como se liga a corrente electrica, etc. Ficamos em dois alveólos contiguos, (ver foto) porta com porta para as comadres melhor comunicarem. O jantar foi calmo e in door, com mantimentos levados de casa para reduzir as despesas da sortida, e também porque é um gosto comer os ovos verdes, os rissois de camarão, as empadas de fiambre, as saladas feitas na altura, mais o bolo de laranja caseiro. Depois de jantar, só numa autocaravana, seguimos os 4 até Às muralhas de Évora e a pé a subida até a praça do Giraldo para desentorpecer e facilitar a digestão. Cafés no Arcada, agora franchising da cervejaria Lusitânia, pois a tradição já não é o que era. Pelas 23h de volta, cama. Aqui bem ouvimos pelo soar do alarme que a lição do liga/desliga do alarme volumétrico estava mal aprendida...tocou várias vezes de noite, sempre que alguém se levantava.
5f, 5 de outubro (414 km)
Acordar, como combinado e acertado pelos telemoveis na função alarme despertador, cerca das 8.30h, higiene nos sanitários do parque para não diminuir os depósitos de àgua das AC, nem aumentar os depósitos de àguas sujas desnecessáriamente, nem consumir gás a despropósito com a caldeira de àgua quente. Pequeno almoço, cada um em sua AC, e depois calmamente pelas 9.30h saída do parque (preço cerca de 9 euros), rumo á primeira bomba de gazolina, no caso a do Intermarché onde o gazóleo ficou a menos de um euro por litro, a 0,98 contra os 1,o18 da Galp. Poupança. diz o Ministro das Finanças, e nós , sim, sr. ministro....
Quanto ao itinerário, só, ali de manhã foi traçado o road book: O compadre nunca tinha ido a Barrancos, (ver foto da praça central) então lá vamos, via Reguengos (sem desviar para Monsaraz), depois Mourão (nem uma seta a indicar Alqueva!?) a seguir, direcção Almareleja ( a Merdaleja do Herman José?), onde não entrámos, e depois Barrancos. Aqui, subida até à praça central, e um café de pausa a recuperar do mau estado das estradas, e da visão dos inúmeros porcos pretos a chafurdar em poças (ver foto). Seguiu-se na estrada Aroche, e vão mais umas fotos do castelo e da ponte (uma aqui está), e depois sem história a serpentear a montanha sem detença, nem pelo Jabugo (fabrico de presunto pata negra em série) nem por Rito Tinto (minas desde a antiguidade) até nos determos no objectivo final. Punta Umbria.
Aqui azar, o Chiringuito El Camaron estava em obras, e como a fome apertava, foi ali ao lado no Don Diego.
Factura mais cara que o Chiringuito...puntillitas fritas 9€ (lulas de tamanho minimo), pulpo a gallega, tambem dito a la feria, coquinas (as nossas conquilhas, mas mais barato que em Portugal, a 7,50€) cerveja a menos de um euro o copo... gambas al ajillo a 9 € e paella mixta 6€
e Olé...Entretanto bom tempo para seguir viagem, rota do mar até El Rompido (fotos) e depois Cartaya, até Ayamonte. Aqui muitos automóveis portugueses, ou não fosse 5 de Outubro, feriado, e por isso nem um lugar de parking, daí a volta toda em redor da cidade, até mesmo ao longo do rio, para depois voltar a apanhar a autopista gratuita e aí, rumar para Portugal para a também gratuita Via do Infante.
Estava a aproximar-se a hora de parar.
Li algures que a rodagem de um autocaravanista exige pelo menos, 400k de estrada para se ganhar o a vontade e destreza mínimos, ora, depois do rolar de ontem pela auto estrada, e com uma experiência em parque de campismo, era agora o momento de parar aos 414km, com experiência de estradas de montanha (Aroche) e já de circuitos urbanos de ruas estreitas (em Ayamonte), para uma noite de campismo livre.
Local Quarteira, praia do Forte Novo, junto ao fim do passeio marítimo de Quarteira, uma BTS de referência (para quem não saiba, BTS significa um local de pernoita bom, tranquilo e seguro), situação privilegiada face ao mar, sempre com muita companhia de AC (autocaravanas eram 22) e aceite pela CM (normalmente há uma caixote de lixo, e tolerado pela GNR (passam rondas). Nada portanto que possa ser considerado campismo selvagem, apesar de haver sempre (em todo o lado) quem nunca se saiba comportar, não por fazer campismo livre, mas por ser campista selvagem no seu comportamento...despejos directos no solo de àguas sujas de banhos e cozinhas, fogueiras junto aos canaviais, conversas em discussão várias oitavas acima do bom senso, e até cães sem trela...
O compadre lá se acomodou, janta outravez na AC, mais umas empadas, mais uma carne assada, cerveja fresquinha, bolo, etc e depois, passeio pedestre ao longo do passeio marítimo com café e um gelado numa gelataria aberta. Conversas sobre o dia e planos para amanhã, antes da deita para uma noite repousante.
dia 6 , sexta feira. (90km)
Todos de pé com o acordar do galo, que repetiu a alvorada pelo menos 11 vezes, e assim enquanto uns (nós) fomos passear à praia, e até mergulhar nas ondas entre pescadores de arrasto de conquilha, outros (os compadres) ficaram no bem bom, o que é uma boa regra de convívio autocaravanista, cada um faz o que quer, amigo não empata amigo, e fazem juntos o que é de fazer juntos, e em boa companhia.
A regra foi seguida à justa...arrumadas as AC, pequeno almoço tomado, retoma-se a estrada para concretizar o aprazado para o almoço....uma patuscada de marisco com santola e mexilhões, e assim, a seguir a Albufeira, à direita, no Makro compraram-se duas sapateiras fêmeas (por causa do coral e para fazer o recheio), e do lado esquerdo no Continente os mexilhões, 2 kg, que com mais os pertences (pão, vinho frizante, mostarda, cebola, etc, ficou por casal 20 euros, (por pessoa portanto, um preço de 10€ por autocaravanista).
O local escolhido para o pic nic da mariscada foi o Alvor, frente à ria, no parking junto ao complexo desportivo e às instalações de pescadores. Arrumadas as autocaravanas em paralelo, porta com porta, com o toldo estendido, com uma mesa e 4 cadeiras no exterior, não se incomodou ninguém, não se acampou (mas sim, "picnicou-se", ou em bom português merendou-se) não se sujou nada, não se polui coisa alguma, e o lixo foi posto no final, no lixo...
Pode-se dizer que estava excelente? mais do que isso, estava impar! o pão alentejano de Martim Longo, o espumoso das Caves Montanha, a salada, os mexilhões com molho de natas, e as sapateiras recheadas a preceito, comvenceram adicionalmente o comadre rendido às excelências cozinheiras das comadres, e ao equipamento dos fogões das AC. Como eu parti já vencido, não me posso contar entre os derrotados...
O descanso merecido dos guerreiros da gamela não foi muito longo. Estava nas intenções ir até às Caldas de Monchique e visitar, senão pernoitar numa AS (area de serviço) de autocaravanas privada. Fomos directos portanto a Portimão, e daqui subir a Serra, sem desviar atenções para Silves. A certa altura de repente, logo a seguir às primeiras lojas de artesanato, em ângulo recto sobre a estrada surgiu do lado direito, a indicação parque de autocaravanas, logo antes do zoológico das Caldas de Monchique.
Viragem, e em frente um Km (não previamente assinalado) de estrada em cascalho ou gravilha. Estivemos para desistir...entre eucaliptos, estradão a subir...mas faz parte da pedagogia autocaravanista e lá chegamos ao Vale da Carrasqueira...o proprietário estava à coca, para explicar...
- trata-se de um parque de campismo rural (mas reservado a autocaravanas)
- tem 14 alveolos individualizados , todos com torneira de agua, tomada de electricidade e tubo escoador de aguas sujas (novidade...segundo a lei, disse o proprietário, já não são permitidas grelhas de escoamento!?)
- ha sanitarios para homens e mulheres com agua quente (impecáveis)
- ha um local para despejar cassetes sanitárias
- um pequeno bar de apoio está em luta com as autoridades camarárias de legalização...e fechado pela burocracia
- a vista sobre o vale abarca mais abaixo uma piscina e dois quartos de turismo rural...
-preço 12, 50 euros/noite tudo incluido
Aproveitamos a hora relativamente cedo para visitar todo o empreendimento de turismo rural a pé, (ver foto da nora) travar conhecimento com o enorme cão rafeiro alentejano, o Chaparro, e para apanhar e comer medronhos a meia encosta, antes do jantar. Uma delícia!
Ar puro, ar de montanha, e um luar de encadear, com um halo fantasmagórico (que a máquina não regista) serviram de eenquadramento ao jantar, outravez in door, com os comes e bebes ou levados de casa, ou remanescentes de pequenas compras. Depois da janta, uma longa batota de canasta até às 23.30h...eles ganharam a elas...com canastas de bestes, canastas de corte, e canastas limpas, de mão...enfim uma fraseologia que quem só sabe de game boy e de play station, não entende.
dia 7, sábado (150km)
De manhã o habitual, alarme tipo cantar de galo, mais uma vez, ar de serra de dia claro a inavadir o terraço das autocaravanas (eramos os únicos clientes) e depois do pequeno almoço, reabastecimento de águas limpas, higienes nos sanitários do parque, mapas desdobrados, traçou-se o rumo...uma étape curta.
Saimos pois do parque rural (30% mais caro que o parque de campismo da Orbitur de Évora) em direcção a Monchique, antes de aí chegar, depois de passarmos pelas Caldas (sem entrar pois não caberíamos) viramos para Casais, atravessamos Marmelete e desembocamos em Aljezur. Pausa em Aljezur, ida ao mercado, (saloio genuino, com lavradores de carroça e burro, ver foto) compra do semanário Expresso e do Sol, e da Máxima (que teria dado ao editorialista do Sol, para atacar desalmadamente a Maçonaria a despropósito?) e depois a feira da vila. Fundamental a compra de batata doce, que é um ex libris de Aljezur (preço 1€/kg) e ainda de umas morcelas de arroz para o cozido, e outras para fritar...mas em casa!
No tempo de andar a pé pelas ruelas de Aljezur e de um café no bar a Ponte a Pé, passaram por nós ou estacionaram frente ao ponto de turismo (fechado ao sábado, imagine-se!) pelo menos uma boa meia dúzia de autocaravanas, maioritáriamente estrangeiras. Concluida a volta , visita à praia de Monte Clérigo na zona de Vale da Telha.
E almoço? donde? outravez na AC...seguimos para Odeceixe (será de oued, em árabe e seixo, pedra?), e recuamos, népias de local adequado, e então descemos a margem direita do rio, com vista para Odeceixe, confirmando que se trata de um rio de pedras, e em bom mirante veio o almoço com vista de rio a encher pela maré montante, engordando de águas e minguando as margens à medida que levava mais mar. Por ali mais 4/5 autocaravanas gozavam do sol e da paisagem, e alguns pescadores inamoviveis á cata de peixe, bem os vimos ao desmoer do almoço na caminhada quase junto à foz. (ver foto)
Depois desse descanso continuou a aula practica do nosso compadre...autoestrada ja feita, ruelas de casario também, estradão pequeno idem, parques de campismo, BTS etc era já matéria adquirida, só faltava a prova oral de um estradão a sério, de cascalho rolado e com subidas a pedir a primeira...e foi assim...mesmo, retomada a estrada principal, desvio para o Brejão... e foi a prova 4x4, mas todos se portaram bem até ao Cabo Sardão, e aqui uma pausa para redefinir prioridades...onde ficar nesta etape...não muito mais longe, em Porto Covo numa AS (area de serviço) e sem parar em Vila Nova de Mil Fontes. E foi assim mesmo. Paramos aqui numa AS municipal, com placa de reservado a autocaravanas, num terreiro anexo à escola oficial primária, bem amplo e delimitado por cordame. Quase só portugueses, além de um holandês (de caravana) e de um americano de maxi autocaravana, de carro atrelado!
De positivo existir a AS, e a sua dimensão,
De positivo ser gratuita
De positivo ficar junto ao centro urbano
De negativo, poucos ou quase nenhuns caixotes de lixo
De negativo, de muito negativo, (ver foto) o aspecto terceiro mundista dos serviços, com o ponto de àgua, de uma torneira só...junto ao ralo, este sem grelha dos despejos comuns de aguas cinzentas ( de banho e de cozinha) e de àgua pretas das cassetes sanitárias. Como é evidente as poças de àgua não são da chuva...
De negativo a zona de serviços não estar devidamente assinalada nem cimentada, ou em pedra.
Veja-se na representação gráfica um projecto normalizado francês de zona de serviços de autocaravanas (clicar na imagem para aumentar)
De negativo o estacionamento caótico de AC com pernoita nas arribas e falésias de Porto Covo.(ver foto)
Sugestão: melhor equipamento da AS, instalação de parquímetros, e proibição de pernoita fora da AS, tanto mais que existe também parque de campismo na zona...Quanto a mim, qualidade paga-se, e direitos adquirem-se com bom senso e bom gosto, e não com terceiro mundanices ou espertezas saloias do desenrasco-me, os outros que se lixem....
Passeata pelas ruelas antes e depois de jantar. Jantar , excelente no Restaurante Marquês, na Praça Marquês de Pombal, junto à igreja, e enquanto Portugal sovava em futebol o Azerbeijão por 4-0, sim , por que dizer 3-0, é confessar que não nos roubaram um golo, que foi mesmo golo...De jantar? pois forma uam espetada mista de tamboril, lulas e camarão, açorda de marisco, sopa mde caução, pão aletenjano torrado com manteiga, queijo de aperitivo, azeitonas, vinho branco à pressão, àgua, imperiais, tudo por 26 euros o casal...
Dormida santa, mesmo sem ser do alto da falésia e sem roer uma laranja com o Rui Veloso.
dia 8, Domingo (200Km)
O regresso a Lisboa, sem história, com uma paragem no restaurante Chaminé e depois de rota batida até São Domingos de Rana para devolver a autocaravana ao alugador, e nós para ir até casa para segunda feira ir verificar um problema de alternador, e de deficiente carregamento em linha da 2ª bateria...(mais tarde verificou-se ser o fusivel de 40A da ligação ao alternador, fácil de susbtituir por quem sabe, quem não sabe pagou 10 €)....escrever o Blog, seleccionar as fotografias, e fazer contas a uma próxima demanda autocaravanista, sózinhos ou acompanhados....o dia 1 de Novembro, a uma 4F está mesmo a desafiar a imaginação...em especial com uma ponte, incluindo a 2F e a 3F, para evitar trânsitos demasiados...quem sabe?
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quinta-feira, setembro 28, 2006

Badajoz à vista...e Braga por um canudo?

26-09-06. Badajoz.
(fonte www.webcampista.com)

La Asociación Extremeña de Autocaravanas pedirá al Ayuntamiento que habilite una área con una mínima infraestructura junto a la nueva Ifeba para estacionar estos vehículos cuando estén de paso por la ciudad. Según el presidente de este colectivo en la región, Antonio Fernández Antúnez, «las necesidades son mínimas, ya que sólo es necesario espacio para tres o cuatro autocaravanas con una toma de agua y un desagüe.

Cáceres lo tiene en pleno centro y en Zafra también hay área especial para autocaravanas, un servicio que apenas tiene coste y que hace que la gente venga a la ciudad que cuenta con ellos, ya que entras a formar parte de una lista mundial y por Badajoz pasa muchísima gente en autocaravana».

Según dice este autocaravanista -que además es vicepresidente de la recién creada Federación Española de Autocaravanas-, «hemos pensado que junto a Ifeba hay espacio de sobra, está vigilado y tiene al lado el parque de Lusiberia». La Asociación Extremeña de Autocaravanistas se creó en la primavera de este año y sus integrantes son ya casi una veintena. Entre otras actividades, acudieron a una concentración celebrada hace dos fines de semana en La Codosera, donde propusieron marcar rutas para conocer mejor la comunidad autónoma.

segunda-feira, setembro 25, 2006

dia 27 de setembro, dia mundial do Turismo


autocaravanismo é turismo!
autocaravanistas são turistas...

É jà depois de amanha...4F

Será que os responsaveis pelo turismo em Portugal, a nível nacional e das autarquias se poderão lembrar destes temas?

Será que os jornalistas em geral e os das publicações espaciliazadas em Turismo, e viagens se lembrarão do tema?

Será que as associações dos consumidores, dos automobilistas, e dos autocaravanistas, e até do sector do campismo, se lembrarão do tema?

Será que se lembram deste segmento de turistas, quer a nivel de nacionais (turismo interno) quer de estrangeiros (turismo de importação)....que tem a vantagem de se realizar todo o ano, corrigindo assim a sazonalidade, e não exigindo investimentos vultuosos?

Claro que também os industriais e comerciantes do sector, de viaturas AC, de equipamentos e de acessorios deviam ser dos primeiros interessados em secundar esta sugestão!

E porque não também as associações do comércio tradicional, dos restaurantes e similares, enfim das instituições culturais? não valerá a pena captar consumidores ao longo de todo o ano? e que viajam pelo interior do País? e que procuram especialmente a gastronomia local, o artesanato regional, e conhecer as gentes e o património ancestral?

domingo, setembro 24, 2006

parque de autocaravanas da carrasqueira em Silves


fica mesmo antes das Caldas de Monchique, vindo de Portimão...
Está classificado como parque de campismo rural ( mas reservado a autocaravanas)
tem 14 lugares, cada com torneira, tomada de electricidade e escoadouro de aguas sujas
preço 12, 50 euros por noite, tudo incluido
tem sanitarios, e ponto de vazamento de cassete quimica

junto à zona das autocaravanas ha uma exploraçao de turismo rural (ver foto)


http://www.valedacarrasqueira.com/pt_turist_info.htm

sábado, setembro 23, 2006

rue des portugais ...PARIS





Paris, é assim mesmo, cada vez que ha uma deslocação a Paris, mesmo para quem conhece a cidade, há sempre mais a descobrir. Não própriamente coisas novas, mas coisas antigas já existentes, mas que se descobrem, (como a rue des portugais ou redescobrem (como a òpera).

Desta vez, contenção obriga, a easyjet levou a palma em preços a TAP.

O truque é não ficar sempre no mesmo hotel, nem no mesmo bairro. Assim, só o reconhecimento do quarteirão que se esteja é motivo para descobrir recantos, jardins, estatuas, museus, bistrots, pintores e bouquinistes, do Sena etc.

Das primeiras vezes que fui a Paris, lá para os idos de 72, a minha zona de eleição era a do Faubourg de Mont Martre, e os espectaculos os da altura, Jesus Cristo Superstar, Godspel, Oh Calcutta, que em Portugal nem falar, e quem era bafejado pela hipotese de viajar, podia escolher ver entre Londres ou Paris, e depois foram sendo esquadrinhados quase todos os quarteirões...o Quartier Latin, os Invalides, os Champs Elysées, Montparnasse, Tour Eiffel, O Arco de Triunfo, etc...




Desta vez calhou em sorte a Av Kleber, e assim, as passeatas a pé e também de Metro estenderam-se durante km, para chegar aos lugares de culto de sempre, desde as margens do Sena até ao Boul Miche e a St Germain, e depois até a zona da Opera...Com bom tempo, com as castanhas a cairem no chão, com o Sena suave sob o peso diáfano dos bateaux mouches, e das arrastados batelões de carga. Cruzar com turistas, clochards, funcionários e belles de jour, dá para respirar um ar europeu, a passear entre residentes cada vez mais desvairados de raças, cada vez mais imigrantes do norte de àfrica e do leste.

Ficam as fotos a perpetuar os passos dos olhos pelas paisagens de Paris. Pé ante pé, para melhor surpreender o detalhe, o apontamento, o registo que a memória deixa desvanescer. O Grand Café, a chama meomorial de Lady Dy, a estatua de Lafayette e Washington, os monges budistas musicos de St Michel, etc. etc...
Lá voltaremos, sempre que tal se proporcione!

terça-feira, setembro 19, 2006

mais um espaço para AC em Espanha

Em Miranda de Ebro, depois de Burgos e a caminho de S Sebastian (pela autopista gratuita da N1 (ver fotos e reportagem no link)
http://www.lapaca.org/eventos/mirandaebro.html

Quando mais noticiais destas em Portugal?

domingo, setembro 17, 2006

Viajar com animais...regras da UE

Texto em francês, obtido do newsgroups de camping car do Yahoo

Voyager avec des animaux de compagnie

Les règles pour voyager avec des chiens, chats et furets (animaux de compagnie) entre les états membres de l’Union européenne ont été harmonisées. Cette réglementation ( Règlement européen 998/2003/CE) est entrée en vigueur le 1er octobre 2004.

Voyager vers un état membre de l’Union européenne :
§ Identification par un microchip (HTML) ou tatouage
§ Vaccination contre la rage
§ passeport européen (HTML)
§ Pour la Suède, le Royaume-Uni, l’Irlande et Malte, une procédure particulière est en vigueur. La Finlande impose également des conditions supplémentaires.

Retour en Europe après d’un voyage vers un pays situé hors de l’Union européenne :
Les règles du pays de destination sont d’application mais aussi les règles pour le retour vers l’Union européenne. Ces dernières peuvent être différentes selon que le pays de destination figure ou non dans la liste européenne des pays.
Pays figurant dans la liste des pays :
§ Pas de des conditions supplémentaires

Pays ne figurant pas dans la liste des pays :
§ Prise de sang 30 jours après la vaccination et avant le voyage. L’analyse doit être effectuée dans un labo figurant sur la liste européenne (Belgique : Institut Pasteur).

Voyager vers l’Union européenne à partir d’un pays situé hors de l’Union européenne :
Ces règles peuvent différer selon que le pays figure ou non dans la liste des pays.
Pays figurant dans la liste des pays :
§ Mêmes conditions que pour les voyages à l’intérieur de UE (HTML). A la place du passeport, un certificat de vaccination dont le modèle a été fixé par UE (HTML) ;
Pays ne figurant pas dans la liste des pays :
§ Prise de sang 30 jours après la vaccination et avant le voyage. L’analyse doit être effectuée dans un labo figurant dans la liste européenne.

Rabies - récapitulatif (.PDF)
Information plus détaillée (HTML)
Liste européenne des pays (WEB)

sábado, setembro 16, 2006

autocaravanismo tambem nos blogs do semanário SOL....e

Blog no Sol criado dia 16 de Setembro



Já foi colocado um post num novo blog do semanário SOL , que reflecte o artigo do Publico de hoje domingo, 17/09/06, comentado no BLOG de autocaravanismo do Semanário SOL:


Duas páginas, do Publico, 26 e 27 sobre o tema.comentárioO clássico problema deste sector, falta de legislação, bem poderia ser compensado por atitudes pragmáticas e de bom senso, quer de autoridades públicas a nível nacional quer das locais. Por exemplo, porque é que as inspecções das viaturas e a sua velocidade máxima, não são as mesmas que as demais viaturas até ao peso de 3,5t ( se for esse o peso da autocaravana mais comum?). Porque não olhar o que se passa em Espanha? Porque não as Câmaras criarem parques de estacionamento (não de campismo) adequados às autocaravanas, obviamnet dotados de parquímetros, se necessário? Porque é que o Automóvel Clube de Portugal não integra este sector nas suas preocupações...será por não ser tão chic como o golf, ou menos radical que os dos motards?Sempre haverá talvez, umas sete razões para este negligenciar do autocaravanismo como segmento emergente e valioso do turismo, acarinhado em França principalmente, mas enjeitado em Portugal:
1) os governantes, sentados em viaturas topo de gama não sabem nem querem saber de turismo que não seja em hoteis de 5 estrelas e em viagens de avião de 1º classe....idem os srs deputados .
2) os presidentes de câmaras são "elections motivated" e não há imobiliárias, nem patos bravos, nem empresários urbanizadores que os ajudem a "pensar" em captar turismo de novos segmentos...
3) o mercado da oferta é pequeno, incipiente em grande parte, individualista e mais "comerciante" do que do sector dos serviços ou da produção logo, pouco se preocupa com a post venda...e o cliente.
4) o sector associativo dos utilizadores também é fragilizado, pelo autismo do ACP (em 2006...), e pela pequena dimensão do Portal do Campingcar e do CPA (Clube Portugues de Autocaravanas) que tira 1200 ex do seu Boletim...
5) a Comunicação social, sem pressão de anunciantes do lado da oferta do autocaravanismo, não considera politicamente correcto ou interessante nada que não seja opção dos grandes empresários, dos políticos, ou das tias...e assim só muito pontualmente é que dedica algum espaço ao tema.
6) Os parques de campismo, na sua maioria, não se adaptaram ainda ao fenómeno das autocaravanas, o que significa deverem ter locais proximos das entradas para o seu estacionamento de 24h, preços mais adequados, e ainda serviços próprios de àgua e despejos para aquelas.
7) os comerciantes, através das suas associações, ainda não se aperceberam que os autocaravanistas são consumidores do comércio tradicional todo o ano, gastando em média 50 euros, por dia e por pessoa, pelo que interessa proporcionar-lhes estacionamento fácil...Ou não será assim?

Ver mais em:

Entretanto Público de domingo 17/09/06 traz reportagem sobre autocarvanismo nas pags 26 e 27:

As autocaravanas estão no meio de nós
Por Bárbara Wong (Textos) e Enric Vives-Rubio (fotos)
Normalmente são vistas perto da água. Junto a lagoas, barragens, em cima das falésias ou mesmo junto a monumentos. São motivo de alegria e de liberdade para quem as utiliza, mas de preocupação para os que as vêem cada vez mais e em todo o lado
Alugar antes de comprar
Direitos e obrigações
SOCIEDADE
Paulo Aguiar fez um escritório ambulante

segunda-feira, setembro 11, 2006

saiu o novo Boletim do CPA, clube portugues de autocaravanas





pode ser consultado on line no site do CPA (ver link neste blog) e no seu conteúdo para além de noticias váriais do sector, e dos próximos encontros de autocaravanistas, há referências a anúncios com descontos em seguros, vidros, etc...

segunda-feira, setembro 04, 2006

Verao 2006, meia volta a França.




Meia volta a França em auto caravana, Verão 2006.
Preâmbulo
Por definição da sua natureza o preâmbulo é escrito no final dos textos que antecede, e o epílogo que aparece no final normalmente é pré escrito…Para começar diga-se pois que a viagem Volta a meia França, ou Meia volta a França, tem implícita a ideia do tour de France não dos ciclistas, mas dos compagnons du devoir, ou da compagnonage- http://www.compagnonnage.org . Foi desenvolvida em papel, com recurso a uma pequena biblioteca turística, que depois nos acompanhou no desenvolvimento do itinerário, e de buscas da Internet, gravadas em “pen”, mas que a bordo do semovente não veio a ser consultada.
não esquecer:
Guide des Relais Routiers 2006 (édition France)
Des bons restaurants pas chers et pour tous. Le Guide des Relais Routiers continue avec détermination la route qu’il trace depuis 1934. Il vous conduira le long des nationales et autres départements de la France profonde, là où l’on mange bien, où l’on boit de bons petits vins régionaux à prix sympa. Grâce à ses adresses de restaurants classées par département, par région, par qualité de réception et, bien entendu, par niveau de restauration avec ses fameux Relais Casserole, vous pourrez faire des haltes régionales gastronomiques. 404 pages Ref . : Guid2006 format : 15 X 22 X 2 cm public : 13,00 €



Ainda não foi este ano que me rendi a levart de companhia um cão de guarda, (mas toda a França está prperada para o apoio aos canídeos. ver foto do Dog´s Bar) nem o GPS, nem mesmo à internet Hi Fi, para utilizar em viagem, nem à câmara de recuo para as manobras de marcha atrás…o sistema utilizado continua a ser o três em um…co-piloto, GPS, e câmara, da marca V.E.R.A. Quanto a mapas, indispensável para a França, o Michelin 792 (em material quase indestrutível) para a na escala 1cm: 10 km, e o atlas Michelin (amarelo) na escala 1cm: 2km.

Note-se que a viagem teve quatro tempos, num total de cerca de 5.000Km em 14 dias, a partir de um domingo, dia 20 de Agosto de 2006.

A ida e volta directas Alenquer Biarritz e a volta, cada segmento cerca de 1050 Km, feitos numa só étape, de um só dia, de cerca de 10.30h, quase “non stop”, para vencer a distância.
A visita a locais pré determinados, e que constituíram na sua generalidade o objectivo e terminus, de uma étape diária: Palmyre, Fromentine, Yeu, St. Michel, Berck, Lago Der, Vichy, Rodez, Condom, Biarritz.

O percurso em passeio, por vilas, localidades e outros pontos de interesse, caso de Puy de Dome (falhado), Dijon, Condom, Villefranche de Roergue, Auvillar, etc., como em abaixo se fará menção e ilustrará com fotografias...incluindo as do pão, das feiras, e da gastronomia...
A praia, de mar, areia e sol, para banho e bronze, caso de Biarritz, um dia à ida, e mais dois dias no regresso.
Quanto a custos e outros detalhes…vêm no final, o tal epílogo, o “quod era demonstrandum”…ficam mais em conta duas semanas de férias a viajar em AC, para 2 pessoas, do que…numa ida ao Brasil, ou mesmo …no Algarve!
Todos os verões, desde há exactamente 25 anos, que faço uma peregrinação passando por Espanha e França, com uma única excepção: no ano de 1982, fiquei-me por Espanha. E peregrinação, porque é mais uma viagem interior, do que apenas uma romaria exterior. Quem sabe de simbolismo esotérico que me entenda, e que os demais me percebam.


1º dia, a 20 de Agosto.
Este ano, a partida foi ao domingo, vinte de Agosto, depois de um jantar irrecusável para 19, sábado, na Gôndola, em Lisboa. Saída as 7h da manhã do Alenquer Camping, www.dosdin.pt/agirdin directos a Vilar Formoso para nos abalançarmos a Biarritz, à praia Milady em Ilbarritz. E chegámos, às 7h da tarde, fuso de Lisboa GMT (greenwich meridian time). Do trajecto, a anotar apenas a compra de pão de centeio, ao deixar a fronteira imaginária portuguesa, depois, Salamanca, Valladolid, Burgos e a opção pelo desvio para Vitória, e depois ainda, seguindo sempre, em auto pista a indicação Francia, sem portagens. Quase no final, o susto do indicador da bateria no vermelho...mais o sinal de aviso de uma outra AC de que se estava a perder água!
Nem parar, nem sequer pensar em desligar o motor, rumo sim, e directo à saída nº 4 da auto-estrada francesa, Biarritz, e logo após as portagens, no posto de turismo o pedido de localização (ao domingo) de um depanneur 24h. Pelo telefone vamos até ele, e... a verdade é que logo se dissiparam 90% das apreensões: o alternador carregava, e a 2ª bateria estava com mais de 11,5 de tensão. Isto é, a do motor, e a da capucine...também. Mais explicações só numa empresa de camping cars.
Ok, a caminho de Bayonne, lá fomos, e ao domingo como esperado, a casa estava fechada, e pior indicação, à porta, painel de fechada, também segunda-feira. Telefonema para Lisboa para o Sr. Manel da Marcampo. Com os diagnósticos feitos, só uma terapêutica, bateria morta, bateria posta.
O excelente dia estava a acabar, passeio pelo porto, foto ao veleiro BELEM, e depois? voltar atrás para Biarritz, não valia a pena, a área de estacionamento de camping cars transbordava, ficar então na zona da foz do Adour foi a solução. Não no imenso aire de camping cars, apesar de haver ainda espaço, mas antes no novo estacionamento frente ao farol da torre de “pilotage” do Adour, junto à foz, na margem esquerda. Já lá estavam mais umas tantas auto caravanas, também portuguesas, francesas e alemãs.
Nada de barreiras de 1,90 a impedir a passagem, nada de proibição, ou sinais anti AC, mas, durante a noite um PV foi afixado pelos gendarmes sorrateiros, no para brisas de quantos confiaram na calmaria, isto é um pv (procés verbal), mudo e por escrito, com uma multa de 11 euros, por violar a portaria municipal de Anglet nº qualquer. Ao lado um francês, recém-chegado, e bem impressionado de Portugal, zona de Coimbra, Penacova e norte, explicava que cá (em França) as Câmaras comportavam-se como a DGV (direcção geral de viação) em Portugal, mais uma repartição de finanças para cobranças. Pois a mim ninguém me cobra, diria o Manuel Alegre, e aqui em França, eu estou com ele.
Positivo foi o jantar no Poisson a voile (peixe à vela), frente ao Adour, e a uma pequena marina fluvial com o sol no poente. Bom preço, boa confecção, boa quantidade para duas pessoas comedidas (nada de vinho, nada de entradas, nada de sobremesa) por 33.50 euros! (ver foto da pratada de mexilhões, camarão e lulas) .E isso, por um excelente prato de mexilhões, e misto de camarão e lulas fritas, em alho bem à vontade (bem ao ponto para quem gosta de alhadas) e picante, com os pimentos vermelhos da Espelette, do país basco. Imperiais em copo grande a 1,50 euros, café também, e o tal prato principal a 29 euros. Pão incluído e sem taxas ou sobretaxas, quantas vezes mais em conta do que em Lisboa? Ou no Algarve?


2º dia, a 21 de Agosto
Acordados sem pressas, torradas e café, fotos dos arredores, e busca de garagem com venda de baterias, e com electricistas. Primeira, nada feito, nada de baterias, na segunda havia baterias, mas não as adequadas, na terceira, o mesmo. Só num centro de venda de auto caravanas, em Tarnos, Robert Agest, mesmo na RN 10, é que sim senhor. Havia bateria de descarga lenta, para interior da viatura, aliás mais potente que a actual que se finou ao fim de três anos. Mas...há sempre um mas, precisava de ser carregada durante 24h antes da colocação. Pois que seja, amanhã, pelas 9h, voltamos cá a buscá-la, fica em nome de Carvalho. E na altura será montada (é preciso desmontar o banco do condutor para a colocar debaixo, nesse prático local) e feitas as verificações de conformidade.

Então ”bora” lá, de volta a Biarritz, ao Camping Pavillon Royal****, conhecido de há anos. Lugar? sim, acabou de sair uma auto caravana, e lá estacionamos frente ao mar, lugar nº 3, a dois alvéolos de distância das ondas. Um luxo, com o parque cheio. Dia de sol, dia de Biarritz, logo dia de praia e de ondas, com temperatura exterior de 25º, e de água de 22º. Nem no Algarve! Preço? Muitas moedas...42 euros, muito dinheiro para pagar o luxo do equipamento do parque, e da localização, do acesso privativo à praia, a piscina, à electricidade, ao bar, mercearia, aos chuveiros impecáveis, etc.
Nus, há nos dois extremos da praia. "Têxteis" como nós, ao centro, e com epicentro nos 4/5 nadadores salvadores de serviço. Toda a manhã, até pelas 13.30h, estive (mos) no passeio, na água, ou na areia. Depois o banho de dessalinização nos chuveiros do camping, e um almoço frugal de atum, macedónia de legumes, camembert, (francês) sardinhas de conserva (eram marroquinas), vinho fresco rosado (era espanhol). E pão...excelente e português, e depois, a sesta.
Mais ao fim da tarde, passeio até Biarritz (foto da paria grande junto ao casino, e das casas bascas de portadas vermelhas e pintura em trompe l´oeil) e para variar através dos transportes públicos, no autocarro local, quase sem ninguém, nem a ida nem a vinda já a hora de jantar. Na auto caravana a refeição da noite, depois passeio pelo camping, onde só estava mais um conjunto português, e cama.


3º dia, a 22 de Agosto.
Ritual matinal cumprido, pagamento feito, e saída em direcção a Tarnos, pouco depois de Bayonne, ao stand de auto caravanas a buscar, esperar a colocação e pagar uma bateria da capucine de descarga lenta. Tudo incluído, IVA e colocação na hora, 163 euros, menos do que em Portugal.
Resolvido este problema e contratempo sem demora rumo a Palmyre, a “anse” na costa. Rota pela E 70, direcção Bordéus, com aponta final em auto-estrada gratuita, A 63, e depois pela N 137, direcção Royan. (ver foto das cabanas de pescadores da costa de Royan) Almoço excepcional no Le Relais de Roubisque, em St. Aubin de Blaye, um restaurante “Routier” (não confundir com Routard) ao preço de 11 euros o menu completo, que incluía, por pessoa, entradas diversas, incluindo mexilhões do Forte Bayard, sopa, pão e manteiga, prato principal de carne, vinho, sobremesa, queijo e café. Uma boa surpresa para quem viaja e com orçamentos curtos.
A má surpresa veio a seguir, já em Plamyre, na costa da Pointe de la Courbe, a bomba de água da capucine (que alimenta as torneiras da casa de banho e da cozinha) morreu. Desmontada a bomba de refluxo da mesma nada. Gemer gemia, mas não falava, isto é não se explicava em água, por perda do poder de sucção, e bomba que não bombeia, só substituída disse-me do lá de lá do telemóvel, mais uma vez o fiel, e sempre disponível Sr. Manel da Marcampo de Lisboa.
Pois que seja, consultado o catálogo de peças da Agest, ficou para o dia seguinte em Rochefort a busca da compra da bomba, e para não estragar o dia, parados no aire de Palmyre dos Corsaire, próprio para as AC (preço por 24h, 6 euros), decidiu-se pelo footing à volta da vila, incluindo a praia e marina, e umas compras para jantar de “moules”, mexilhões de Fort Bayard, queijo, pão, azeitonas, vinho. Depois para esmoer, antes da deita, um café e um Baileys no restaurante esplanada da VVF (villages de vacances en famille) a versão Inatel/Fnat local.


4º dia , 23 de Agosto.
Saída do parking dos Corsários, das AC, direitinhos à Garagem e Stand Ypocamp de Rochefort. Fácil de encontrar, fácil também comprar a bomba Fiamma adequada, e depois foi só esperar que pudessem colocar o dito aparelho, porque “nous même”, a fazer bricolage de água e electricidade, sem jeito, nem material, era mais do que certa a inundação, e quem sabe, o curto circuito da bomba, ou do sistema eléctrico. Faziam na hora, e fizeram, e pagou-se por isso, tudo 122 euros. Quando chegar a Lisboa vou ver se sim ou não sairia mais em conta, embora aqui, era pegar ou largar, e sem bomba de água, não há auto caravanismo itinerante que resista.
Seguiu o passeio em calma, pela N 137, la Rochelle, arredores, D 105, D 25, D 746, D 105, Sables–d´Olonne, e depois D 38, Saint Jean de Monts, Vendeia, entretanto, almoço na AC a bordo das margens de um rio, tudo sem stress, e com calma (ver foto da representação de mortos nas estradas para elucidação dos condutores), até Fromentine. Porquê aqui? Pois no dia seguinte havia aprazada uma visita à Ile de Dieu (ile d´yeu) a casa de António e Marianne, um dever antigo de irmandade e de amizade luso francesa parisiense. Telefonicamente demos fim ao prazo, dia 24, 5F.
Jantamos no pequeno porto de Fromentine, no Restaurante L´Avocette, por 27,40€, frente a Ilha de Noirmoutier conhecida de anteriores viagens. E ficámos, depois de confirmar com o gendarme local que sim, que se podia pernoitar no parking La Chapelle, e que no dia seguinte aí podia ficar a AC, enquanto íamos à Ilha de Yeu, pagando o forfait de um dia de parking, 4 euros. Negócio fechado. Aliás estávamos auto-suficientes quer com a bateria nova quer com a bomba de água substituída...banhos, cozinha, leituras à noite, não há problemas, nem de água nem de energia, e problemas de segurança ou tranquilidade, nenhuns. Os dois bilhetes foram comprados na hora, para os horários disponíveis, à companhia Vendéenne por 52,5€, ida e volta.
Noite tranquila com despertador para as 7.30h, para estar no cais às 8.00h.


5º dia, 24 de Agosto.
Antes do telemóvel fazer qualquer toque ou vibração, estávamos já a pé e comidos, lavados e vestidos, a passo estugado, rumo ao porto, a 10m do parking, para apanhar o barco para uma travessia de 45 minutos na companhia de um livro que nunca mais acabo de ler (As cruzadas vistas pelo Oriente, de Amin Maalouf).
Um dia criador (Ein Gottfull tag) diria uma amizade antiga, bem digno da Ile de Dieu. Chegados, depois da travessia, ao café do cais, e com croissant, é que confirmámos ao António a chegada, e assim foi a pé desde o porto (foto da feira do Port Joinville) que seguimos pelo passeio marítimo a Ker Châlon (praia e lugar do mesmo nome) a casa dos Cantin. Um quarto de hora pedestre, e estamos nos abraços amigos. Divisão de tarefas imediata...como os barcos estão cheios, e o nosso de regresso é às 16.45h, vamos os dois dar uma volta de carro pela ilha com o António, e a Marianne faz o almoço com atum branco (especialidade local).
Lá fomos de Twingo, primeiro ao extremo da ilha da Pointe des Corbeaux, depois à vista da Praia des Vieilles, (foto) a seguir ao Port de la Meule...a não perder, à outra ponta, dita Pointe du But, com vista dos Cailloux Blancs para as traiçoeiras ilhotas e correntes de Les Chiens Perrins, a travessia de Port-Joinville, e outra vez Ker Châlon...almoço, salada, patês, atum, torta, queijos e vinho, companhia, cinco estrelas. Conversa arrastada até ao limite do possível, estar no cais às 16.30h. Antes ainda uma último copo numa das esplanadas do porto e depois, o adeus, o barco, mais 45 minutos, mais umas páginas dos cruzados ao contrário.
A auto caravana lá estava e bem, e pelas 18h o rearranque para a meia volta a França. De facto que se podia fazer àquela hora naquele pequeno porto? Com o semovente disponível, um fim de dia ameno e claro, de sol, a estrada continha o apelo à viagem, e isso, com norte a Saint Michel, seguimos pelas auto estradas gratuitas da Vendée, da Bretanha e da dobradiça para a Normandia, que é aquele mítico sítio sagrado. Nantes, pela D 758, Rennes pela N 137, transvertida de auto-estrada gratuita, nem se viram, ficaram sempre à distância da placa que indicava a direcção seguinte. Problema só na saída da circular de Rennes, parte seguimos pela N 137, de duas vias, para St Malô, mas depois inflectimos, já escuro, para a D 175 directos ao monte se St Michel.
Chegámos já tarde, pela D 976, mas o almoço de Yeu foi mantimento para tal jornada. E a visão de Saint Michel de noite, toda iluminada, era um alimento aos olhos, e não só. Já tínhamos estado no local mas de dia, resta acrescentar que é uma mais valia a chegada de noite, e com a visita de dia. A não perder. Ficámos no estacionamento imenso, no sopé da ilhota, hoje península, na zona reservada a auto caravanas que se contavam por largas dezenas. (ver foto)

Preço 8 euros de parking, com direito a pernoita, mas à hora da chegada, já passava das 21h não havia cobradores nas bilheteiras, e por isso esta noite foi um bónus. Claro que depois de estacionados, a pé lá fomos a Saint Michel, não à catedral, fechada, mas às ruelas medievais iniciais, e ainda a tempo de um gelado e um café no restaurante Croix Blanche, no meio de uma multidão que ainda, pelas 22h, fazia romaria de sobe e desce pelas ruas.


6º dia, 25 de Agosto.
Acordar sacro e calmo. Pequeno almoço e demais ritos de passagem ao grau de acordado, na sequência solene adequada, e depois, Avranches, Caen, Deauville, com rumo a Pont L´Evêque (foto do centro) estacionamento para percorrer as ruelas, e segue-se pela D 579 a Ponte da Normandia (foto) pagante a 5 euros, mas a justificar incluindo a sucessão pela ponte do Norte a travessia do Rio Sena, quase junto à foz.
Paragem seguinte, pela D 10, em e D 925, em Fécamp, na área de auto caravanas, (ver foto) gratuita, junto ao porto, e do centro, para um almoço no semovente, e depois nova paragem, pela D 68, em Dieppe, também com “aire” junto ao porto exterior, esta com tarifa de pernoita afixada. De seguida nova paragem em Treport, chegados pela D 925, igualmente com área especial para auto caravanas ao lado do parque de campismo municipal, à saída da cidade.
Terminou a étape em Berck sur plage, a seguir a Fort-Mahon, e depois de uma visita à cidade, com a AC estacionada no parque da Gare (junto ao casino), um jantar calmo num dos cafés restaurantes próximos da praia, La Crepe Flambée, por 25.15€. A sugestão de um gendarme, na falta de informação do posto de turismo já fechado, optou-se pela dormida numa zona de estacionamento gratuito indicada para auto caravanas, junto ao passeio das dunas, próximo do farol, e portanto com uma visão espectacular da Baía do Authie, onde as marés têm amplitudes de mais de 8 metros.
Era maré vazia, e a dimensão do areal (emerso) era imprevista. Entretanto liam-se avisos de alerta para a subida das águas, (alerta na foto) e para a existência de focas marinhas, (ver notícia na foto) para cuidados a ter na navegação conforme as épocas do ano e as marés...e mudou o tempo e começou a chover. Noite debaixo de chuva.

7º dia, 26 de Agosto.
Acordados pelo tamborilar da chuva. Dia cinzento também, e fresco. Pois então, que fazer senão seguir o programa, passagem por Arras, Cambrai, Capelle, N25, D 939, N 43, e Vervins N 2, D )66 para Montcornet, D 946 para Rozoy, e Novion-Porcien e finalmente a D 925 para visita rápida a Chateau Porcien, para cumprir com a promessa de fotografar (aqui está) a Rue do amigo Nandin. Almoço em Rethel, capital do “boudin blanc”, mas que não se experimentou no restaurante do Logis, Au Sanglier des Ardennes (19,50€). O percurso seguinte passou serpentenado, por Mazagran, Vouziers, D 946, D982, para Vitry-le-François, e finalmente o Lago Der Chantecoq.
Por azar não se foi a tempo de encher o depósito com gasóleo ao preço mais baixo desta viagem ou seja 1,068 ( o máximo visto foi 1,24) mas a travessia das Ardenas e dos campos cultivo e de batalha da I e II Guerras Mundiais, fez-se sem história, mas sempre debaixo de chuva, que parecia que a levávamos às costas, até chegar ao destino previsto do Lago Der, (carvalho em celta) o maior lago artificial da França, e ao que consta da Europa, até...Alqueva aparecer.
Impressiona o desenvolvimento turístico do Lago, de que só vimos a parte sul. Só zonas de auto caravanas e gratuitas vimos três, a utilização dos serviços de electricidade (45m) de água limpa (80 litros) e de despejos custa 2,60€, de resto o parking e a pernoita, é gratuita. Foi a altura de recarregar as baterias (foto em flagrante) e fazer a higiene ao semovente. Jantar na AC, e passeio, numa pausa de chuva pela marina e demais instalações portuárias do lago.


8º dia, 27 de agosto.
Manhã chuvosa, cinzenta e fresca. Três argumentos para alterar uma hipótese inicial (plano A) de prolongar a volta a meia França, ou a meia volta a França, mais a leste, à zona da Alsácia Lorena, nas imediações de Colmar, por exemplo a Riquewhir. Mas, mais Km são sempre mais euros, e com mais Km de chuva, são ainda menos compensadores.
Assim a partir do Lago Der, impunha-se o plano B. Descer para o centro para ainda aí ponderar o plano B1, ou seja, arpoar o regresso via Languedoc e Provence, Camargue (Montpellier), ou antes o plano B2, regresso pelo Perigord, Toulouse e País Basco, Biarritz?

Passar mais tempo na zona do Lago Der, fazer o passeio de barco, a volta no comboio turístico, ou mesmo a ronda à volta do lago em auto caravana, não eram opções simpáticas, quer porque essas atracções turísticas só começavam às 11h da manhã (e às 8.30h já estávamos aprontados) quer porque a chuva o desaconselhava.
Então? Rumo a Vichy, sempre por estradas secundárias, para Bar-s-Aube D 384, e depois Chaumont pela N 19, N 74, com paragem e almoço em Dijon, capital dos Duques de Borgonha, que estão na memória da fundação pátria. Era domingo, e por isso problemas de estacionamento, mesmo no centro e gratuitamente, nenhuns. Ficam as memórias dos palácios, das igrejas, das ruas de peões e as outras embandeiradas, e de um almoço agradável e frugal mas bastante, de saladas primorosas, 19,50€ para 2 pessoas, isto na Brasserie Mayence, na rue des Forges, em Dijon. (ver foto das casas de estrutura de gaiola, e das ruas com bandeiras))
A rota seguinte deu para atravessar pela N 74, as terras de vinhas imensas de Beaune, e seguir as estradas amarelas do mapa Michelin, debruadas a verde, D 973, D 974, em direcção a Montceau, ao longo do canal (du centre) navegável. Em Paray le Monial, N 80, novas estradas contornam este “haut lieu” e assim chegámos mais rápido a Vichy, passando ainda por Donjon, D 994, e Lapalisse, D 907, ainda a tempo de encontrar o posto de turismo aberto.

Com o semovente mal estacionado em cima de um passeio, foi só o tempo suficiente para inquirir de local para os camping car estacionarem de noite, já que nas voltas dadas nem um gendarme se perfilou no horizonte. Que sim que havia mesmo ali, a escassas centenas de metros, no Quai d´Allier, junto ao rio, (ver foto) portanto, num impasse sem saída. Excelente sítio, uma BTS na gíria dos auto caravanistas, isto é um local bom, tranquilo e seguro. Já lá estavam mais quatro, e por isso escolha acertada, e por preço certo, isto é gratuito, e a dois passos do centro termal de Vichy.
Jantar no semovente e depois, passeio pelos jardins termais, pela estação termal com prova das águas ferrosas enxofradas, (ver foto das termas) e quentes ou frias, mas horríveis de paladar, e ainda deambulação pelas ruas comerciais, pelas arcarias dos aquistas.


9º dia, 28 de Agosto.
Passeio matinal ao longo das margens do rio, pequeno almoço de pão duro para os patos residentes, as fotos da praxe para ilustrar o Blog, e depois de reverificados os elementos da biblioteca itinerante, e os apontamentos prévios da viagem, toma-se a direcção D 941, Puy de Dome...mas chuva e nevoeiro não permitiram ir até ao cimo. Deu para ver Volvic, e depois nem Clermont Ferrand, não por causa da chuva que se desvanecera, mas porque os arranjos do centro da cidade deixaram pouco espaço de estacionamento para auto caravanas. Limitamo-nos a cruzar a praça central, e a dar uma volta pelas artérias principais acessíveis à AC.
Paragem seguinte, na rota Issoire, por auto-estrada gratuita, até só para almoçar na N 102, em mais um excelente restaurante Routier, Les Tilleuls, em St Georges d´Aurac, menu completo por 11 € cada, com um prato de queijos variados que só por si justificava o preço. Depois foi Puy en Velay. A não perder a parte velha, e a visão dos monumentos deste lugar sagrado da rota de Santiago de Compostela. Note-se que foi fácil estacionar a AC num dos parques pagos, à entrada da cidade, para permitir os percursos a pé, que só não se estenderam à parte mais moderna e recente.
Retomada viagem, pela estrada de via dupla, logo após um curto percurso próximo das Gorges du Tarn, na zona de Mende, retomamos a A75, gratuita e chegamos a Rodez. Estacionamento fácil muito próximo do centro, volta a pé pela cidade, pela área central da catedral, (ver foto) e mal concluída, chuva, outra vez. Opção de pernoita recaiu na área de auto caravanas, gratuita, de Rodez, à entrada da zona industrial. Mas junto a um percurso ecológico, e florestado. Só lá estava uma AC, o suficiente para evitar uma crise de solidão, e assim, janta no semovente e se passou mais uma noite tranquila sob chuva intermitente.


10º dia, 29 de Agosto.
Acordar, higiene pessoal e da auto caravana nos serviços de apoio do estacionamento de Rodez, atestada de água fresca, despejo da águas cinzentas (as do banho, e da cozinha), reposição da água no kit do WC químico, e despejo da águas sujas. Só não se fez a recarga de electricidade da 2ª bateria por falta de tomada, mas também não fez falta.

Releitura dos jornais de véspera, secção das previsões meteorológicas. Farejar o vento, descodificação da nuvens. Ir logo para sul? Inflectir para o interior em diagonal para a Costa Basca? O novo guia da Michelin “Les plus beaux detours de France”, 8ª edição, oferta do posto de turismo de Puy en Velay, (foto do espectacular capela de S. Miguel da Agulha) acabou por ditar a sorte. Decisão então de ir ao longo de mais estradas amarelas, as tais “D”, que muitas vezes, no terreno são vias duplas de separador central... e ir a norte de Toulouse, devagar, seguindo o Guia da Michelin, das Selecções do Readers Digest, e as demais indicações dos postos de turismo, enfim uma “balade”, já com sol:D 994, D 922, D 958, etc.
Assim foi, sempre com paragens, e percursos pedestres:
-Villeneuve (uma surpresa medieval), com estacionamento próprio para AC. (foto da torre e arcadas com pavimentos empedrados)
-Villefranche de Rouergue, com estacionamento para AC, no parking Serres.
-Narjac (com passagem milimétrica) na ponte do século XVIII de Blaise. (foto do posto de turismo)
-St. Antonin, com almoço no semovente, junto ao rio, com boas vistas. (ver foto)
- Montauban, a cidade do tijolo, e das arcadas. (ver foto arcadas)
-Castelsarrasin
-Auvillar, uma jóia medieval com um celeiro redondo no centro de arcadas. (ver foto)
-Lecouture, com estacionamento fácil mesmo à porta da igreja.
-Condom, com passagem pelo porto, à procura de lugar de pernoita.
Acabámos por nos decidir pela quinta da Sra. Denise Dupuy, a cerca de 5 Km de Condom, exploração agrícola (girassol) e de preparação de confits e demais conservas, com área própria para auto caravanas, preço 8 euros sem recibo. Mas a solução foi a ideal porque a parte ajardinada de estacionamento, por detrás da casa da quinta é ampla, e tem os apoios sanitários e tomadas de electricidade suficientes. Já lá estavam mais cinco clientes de AC. Jantar na semovente e o sono dos justos.


11º dia, 30 de Agosto.
Sol de despertador, azul, sem nuvens!
Arranque depois de colhidas meia dúzia de avelãs, de figos, e ainda sementes de girassol, e de malvaísco. (ver foto do relvado)
De seguida rumo a Condom, e vista do posto do turismo. Informações de passeios pelo rio...só de tarde, ou à noite com jantar incluído, fora de questão. Ficou então o passeio pela parte central, a Câmara está localizada num espectacular edifício contíguo à igreja secular e com claustros, e visita à feira semanal e mercado local. Tudo a terminar com café e croissant, a acompanhar a leitura do jornal, na esplanada mais ensolarada, e no ponto mais central da praça central.
As notícias meteorológicas são as melhores, sol à vista, temperaturas amenas, logo rumo feito a Biarritz, mas devagar, com continuação da “balade” (veja-se a foto do castelo d ePolignac. clique para aumentar) : D 15, D 626, D 933, etc.
- Larresingle, amuralhada, pequena e com um campo de batalha exterior. (foto do dito)
-Montreal (foto das arcadas com barris)
-Barbotan, vila termal, em dia de feira semanal, (foto) amplos espaços com vida.
-Labastide de Armagnac , terra de D´Artagnan (ver foto das arcadas).
-Mont de Marsan, quase incaracterística depois das visitas anteriores. (foto florida)
-Orthez, idem.
Almoço em mais um routier (Le Mille Pattes, em Pouydesseaux, ) em que o menu completo, com entradas, prato principal, sobremesa, vinho, pão e manteiga (sem queijos) custou 12 euros por pessoa, para além de um suplemento de 2 euros pelo Confit de Canard...extra menu.
O dia terminou já em Biarritz, depois de passagem por Bayonne (N 117), no espaço para auto caravanas da Praia Milady, (entre Ilbarritz e Biarritz) devidamente assinalado, e que já utilizámos há anos. Estava cheio à ida (isto é no início deste périplo) mas agora muito composto embora, tinha espaços livres. Preço 10 euros em parquímetro, e por 24h, não pago por avaria do dito.
Assim, logo após o estacionamento ida à praia, pelo túnel subterrâneo por baixo da estrada, e banho de ondas de boa temperatura às 20h. Uma maravilha de caldo devido à corrente do Golfo. Banho de dessalinização nos chuveiros de praia, muda de roupa e jantar no semovente, logo seguido na no restaurante da praia, o “Bounty”, de um café e um crepe com chantilly.
Claro que a noite foi sossegada e calma, e reparadora, depois das vistas de paisagens, e de cultura foi o tempo do “dolce farniente” do sol e praia.


12º dia, 31 de Agosto.
Acordar para mais um dia de sol. De excelente temperatura. Passeio pedestre pelas praias vazias, pois “só abrem” pelas 11h (e fecham às 19h) com a chegada dos banheiros, nadadores salvadores, e depois regresso ao parking, volante nas mãos e ala para um passeio até Hendaye, mesmo até a fronteira com a Espanha depois de uma paragem em Saint Jean de Luz, já do lado do porto de Ciboure, e volta por Socoa (forte) e toda a Corniche. Compras ligeiras no Intermarché de Bidart, e aterro, outra vez na área de Milady, agora já muito despovoada, e por isso com a chance de estacionar num dos lugares com tomada de electricidade.
Agora sim, o parquímetro ainda avariado, a praia a dois passos, praia, banho portanto até às 15h, depois regresso para almoço na AC, (ver foto...azeitonas, baguette, vinho do Aude, camarões cozidos e fritos, patê, camembert, huuummmm) e escrita do Blog no portátil. Mais para o fim do dia, praia, banho até às 19h. Depois procura de restaurante, a pé, e depois da 1ª tentativa frustrada no Panoramique, por falta de pessoal, ficámos pelo Tantina de Burgos, (place Beau Rivage, tel 0559232447) já em Biarritz, para uma excelente parrilhada de peixes (atum, sardinhas, linguado, mexilhões, salmão e mais um desconhecido..) vinho branco da casa, e ainda tarte de maçã com chantilly, pão e azeitonas, por 33,50€!
Dormida com janelas abertas de topo, que lá para as 5h da manhã com o arrefecimento e o marulho das ondas do mar de rebentação foram fechadas.


13º dia, 1 de Setembro.
Levantar pelas 8.30h, silêncio generalizado no parking e só ao longe o marulho persistente da arrebentação, céu azul, temperatura a condizer, abluções matinais, pequeno almoço, limpezas gerais da semovente, mais uma revista de olhos nos textos do Blog, início de selecção de fotografias digitais, e são 10h. Tempo para a pé fazer algum abastecimento de supermercado, no Leclerc, praia e acertar horas de saída para regresso a Portugal.
Boas e grandes ondas, (na foto ao longe um helicóptero a fazer um slavamento) bons mergulhos, boas carreiras, uma delas a esfolar dedos em pedras submersas, céu a ficar fosco, brumas a inundarem o topo da montanha da Rhune, e depois a submeterem o perfil da costa de Saint Jean de Luz, e o sol a perder-se. Ponto final na estação balnear, regresso à AC, refeição local, e depois pelas 14h, a última “toilette” à semovente, mudança de águas, despejos das cinzentas e das escuras…e rota para Portugal.
Saímos de França e entrámos em Espanha pela auto-estrada, para ser mais cómodo, mas depois, seguimos pela auto pista gratuita via Vitória, em Miranda del Ebro, (está a ser construida uma area para AC) continuamos pelas estradas nacionais, passagem pelo Monumento ao Pastor, (ver foto) para em Burgos retomarmos a auto-estrada gratuita até Portugal.
Tudo sem história e só com o registo (alguém ligará?) da tristeza que é a área de serviço de seguida a Vilar Formosa: desolada, com um aspecto deplorável (pelo menos para emigrantes e turistas) e com uma qualidade alimentar própria de cantina de refugiados do Iraque. Um pena em falta de qualidade e de apresentação, e até de preço, quando comparado com os restaurantes de estrada em França e Espanha.


14º dia (madrugada) 2 de Setembro.
Depois de um café na estação de serviço de Vila velha de Ródão, para arregalar os olhos, chegada a Alenquer pelas 24,45h, hora local, estacionamento (ver foto) na plataforma de chão vermelho das AC, instalada no interior do parque de campismo, e o sono de recuperação. End of Story.


Epílogo.
A viagem feita vem demonstrar mais uma vez que não entrando em linha de conta com o preço de aquisição ou aluguer, sequer o da amortização de uma auto caravana, que as férias neste sistema são inigualáveis quando comparadas com qualquer outro sistema de turismo, desde que: se goste de conduzir, se tenha a companhia adequada incluindo em dotes culinários. São económicas (quantos mais dias parados, mais económicas), são versáteis e flexíveis (por isso a auto caravana é semovente) e permitem aceder aos centros das vilas e cidades, cada vez mais facilitado, bem como a dormir em áreas especialmente preparadas para o efeito, quer no interior de parques de campismo, quer no seu exterior, em especial por decisão municipal. Permite desfrutar de paisagens, locais e passeios como só com um T0, mobilado, duplex, e rolante, o pode proporcionar. Daí a voga do auto caravanismo, não por moda, por ditame de novas regras de consumismo, mas sim porque constitui um meio adequado a respeitar um estado de espírito, mais ecológico, amante da natureza, e do património humano cultural.
Nestas 13 noites foram utilizados:
1 Parque de campismo comercial, o Pavillon Royal, Biarritz, preço 42 euros.
1 Área de camping car, em Biarritz, preço 10 euros
1 Quinta, Condom, 8 euros.
1 Área de camping car, em Palmyre, preço 6 euros
8 Noites gratuitas em estacionamento autorizado a auto caravanas.
O total da despesa foi de 1285 euros, para 2 pessoas, incluindo gasóleo, alimentação, portagens, estacionamentos, e ainda alguns presentes/recordações de valor simbólico.
Não se incluiu nesse valor 2 despesas extraordinárias, a compra da bateria e um acessório, e a bomba de água (168+122= 290 euros) pois, tal como o seguro, as inspecções, o selo, as revisões, etc. são despesas ou anuais, ou mesmo plurianuais, e por isso contabilizáveis mais em sede de amortizações, do que em custos directos de uma viagem.
Em síntese, por cada um do 14 dias, gastou-se 91 euros, o que aponta para um valor de referência de 100 euros diários, o que se afigura aceitável. Este valor pressupõe uma média de uma refeição fora por dia, sem excessos, e outra cozinhada na AC (além do pequeno almoço) uma média kilométrica diária, relativamente elevada (357Km), e logo um custo de combustível superior ao das refeições… e ainda uma atitude selectiva e espartana na escolha dos restaurantes (os dois mais caros custaram rigorosamente 33.50 euros cada). De notar finalmente, que a escolha do lugar de pernoita é essencial, e influi directamente também no orçamento da viagem.
Ficam a final, duas sugestões para 2007…mais, outra volta a meia França e..
- 1 mini cruzeiro marítimo, na costa basca, no Nivelle III, com partida do porto de Saint-Jean-de-Luz, ver site http://www.nivelle3.sextan.com/ em especial o cruzeiro de pesca, com a duração de 4 horas, das 8h às 12h, em que fornecem canas, anzóis, isco, e conselhos, por 25€, por pessoa.
- mini cruzeiro fluvial, no rio Blaise, a bordo do Prince Henry, com partida de Nérac, (a norte de Condom e Auch) com partida às 11h, duração de uma hora, com aperitivo a bordo, e pelo preço de 11,00€, por pessoa. Ver site http://www.croisieresduprincehenry.com/enry.com