quinta-feira, maio 25, 2006

inauguração da nova area de serviço de autocaravanas : ESTARREJA


Informação recolhida com a devida vénia do forum do CPA, Clube Português de Autocaravanas (ver link no blog)


É já de 2 a 4 de Junho próximo que se realiza o 7º Acampamento do Clube de Campismo de Estarreja, conforme programa em anexo.Todos os sócios do CPA estão convidados pelo CCE a comparecer.Se não puderem fazê-lo durante os 3 dias, não deixem de se associar à inauguração, no Sábado, de mais uma área de serviço para autocaravanas.Em Estarreja, dia 3, vai viver-se um dia memorável para o autocaravanismo. Não fiquem à margem da festa.Bem hajam os promotores!

Clube de Campismo de Estarreja Fundado em 13 - 1 - 1967
FILIADO NA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CAMPISMO E CARAVANISMO, SUCESSOR DO NÚCLEO ESTARREJENSE DE CAMPISMO (5 - 2 - 1955)
7º Encontro Campista de Estarreja 2 de Junho a 4 de Junho 2006
PROGRAMA
6ª Feira 2 de Junho de 2006
14:00 Horas – Recepção aos companheiros. Instalação no recinto e inscrições.
21:00 Horas – Actuação dos “A’Pardilhós Ensemble” no Cine Teatro Estarreja.
22:30 Horas – Actuação de Quinzinho de Portugal na Praça Francisco Barbosa.
Sábado 3 de Junho de 2006
09:00 Horas – Visita pelo Património Municipal ou ida às compras no Mercado.
14:00 Horas – Içar das Bandeiras dos Clubes participantes.
14:30 Horas – Inauguração do Parque de Passagem para Autocaravanas.
14:45 Horas – Descerrar na Sede do C.C. Estarreja, da foto do Presidente da 1ª Direcção.
15:00 Horas – Visita pelo Património Municipal ou Jogos tradicionais. (Masculinos e Femininos)
21:30 Horas – Fogo de Campo.
Domingo 4 de Junho de 2006
10:00 Horas – Entrega de prémios referentes aos Jogos Tradicionais.
10:30 Horas – Arrear das Bandeiras dos Clubes. Até à vista companheiros.

quinta-feira, maio 18, 2006

GUIAS e LIVROS sobre Autocaravanismo ON LINE


La nouvelle librairie d' eurocampingcar.com a fait peau neuve. http://atlas-routier.com/index.php?cPath=24


L’engouement porté à la librairie d’eurocampingcar.com, nous a poussé à élargir l’offre. Nous avons donc créé le site atlas-routier.com, l’occasion pour nous de vous proposer de plus 250 titres contre 9 auparavant. (na foto, plataforma especial para autocaravanas do alenquer camping www.dosdin.pt/agirdin)


Parmi les 10 nouveaux éditeurs, vous trouverez entre autre Blay foldex , Kümmerly+Frey et leurs larges gammes de cartes routières. Les « guides Bel Air » qui depuis 1936 proposent des ouvrages liés au plein air, dont le guide évasion camping-car 2006, reprenant plus de 6000 aires de services en Europe.


Dans les nouveautés 2006, nous avons le guide méditerranée en camping-car présentant différents itinéraires dans le sud de la France. Cet ouvrage est également proposé dans l’un de nos pack qui ont pour but de regrouper les principaux produits liés à un thème ou une région. Ces « pack » nous donnent la possibilité de réduire nos marges et de vous offrir des réductions tarifaires.


Hormis la possibilité de régler par chèque (pour les résidents Français uniquement), nous avons pris en compte la demande d’un grand nombre d’internautes souhaitant régler directement sur le site par carte bancaire. Ce mode de règlement diminue les délais d’expéditions. A ce titre nous avons choisi Paypal comme prestataire pour l’assurance qu’il offre aux acheteurs. Paypal est le leader mondial des transactions sur internet. Il s’agit d’une filiale du site bien connu Ebay spécialisé dans la vente par correspondance.


Nous espérons que cette nouvelle librairie vous sera utile à la préparation de vos futurs voyages et vous invitons à nous rendre visite dès à présent. N’hésitez pas à commander, ce sera un plaisir de vous servir.


Pour accéder à la librairie cliquez ICI

terça-feira, maio 09, 2006

O que é o sistema FRANCE PASSION para autocaravanistas ?


France Passion....é um sistema interessante, exclusivo para os autocaravanistas membros, com a quota em dia (27 euros para 2006) e que permite de forma ilimitada e de Páscoa a Páscoa (2006/2007) estacionar a autocaravana gratuitamente, numa propriedade privada da listagem que é fornecida (840...) de agricultores ou outras actividades. Não é necessaria reserva, e practicamente toda a França está coberta. (nota fácil fazer o pagamento vai internet com cartão visa)

ver link no blog, ou em http://france-passion.com

domingo, maio 07, 2006

area de estacionamento de autocaravanas de ZAFRA


De grande interesse para os portugueses devido à sua localização, dá-se divulgação à inauguração em Maio da area de Zafra, excelente ponto de descanso entre Portugal (rota de Badajoz/Olivença) para Sevilha, Málaga e demais Andaluzia e Levante (fonte www.lapaca.org)



El Ayuntamiento de Zafra (Badajoz) y la Plataforma de Autocaravanas Autónoma (P.A.C.A.) Invitan a todos los autocaravanistas, a la Inauguración del Área Municipal de Servicios para Autocaravanas que se inaugurará en esta localidad, entre los días 12 y 15 de Mayo de 2.006.


El programa ofrece interesantes alicientes y se desarrollará de acuerdo con el siguiente horario, sin perjuicio de que pueda ser modificado por motivos de organización:

Viernes 12 de Mayo
A partir de las 16,00 h. Recepción de todos los participantes en el estacionamiento sito en los aledaños del Pabellón Central en el Recinto Ferial de Zafra.
SÁbado 13 de MaYo
Durante la mañana seguiremos recibiendo a los que llegan de más lejos.
A las 12 de la mañana se celebrará unas jornadas de puertas abiertas, para que todo aquel que esté interesado en conocer como es una autocaravana por dentro, tenga esa oportunidad.
A las 13 horas, se procederá a la inauguración del Área de Servicios por parte del alcalde de la ciudad, el Sr. D. Manuel García Pizarro, la concejala de Turismo Mª Carmen Rodríguez del Río, así como otras autoridades locales, la directiva y asistentes de la P.A.C.A.

A continuación se servirá una copa en el Restaurante del Pabellón Central en el Recinto Ferial.
Domingo 14 de Mayo
A las 11,30 horas, tendrá lugar una visita guiada por el casco histórico de la ciudad, con dos guías que el ayuntamiento ha puesto a nuestra disposición.
Después de la visita guiada, tiempo libre para disfrutar de la ciudad cada cual a su aire.
LUNES 15 de Mayo
Para aquellas personas que se queden y que pueden prolongar su estancia, ya que es festivo en alguna comunidad autónoma, se les informará en el momento de que pueden asistir a la “garbanzá” que se celebra en la ermita de Belén, a 2 km. de Zafra.

PARA LLEGAR
Si utilizas navegador GPS estas son las coordenadas:
Latitud: N - 38º 25' 31"
Longitud: W - 06º 24' 38 "
Para tener una idea de como llegar, echa un vistazo al mapa...


PARA APUNTARSE
email: marchas@lapaca.org
al tfno: 607 84 84 83
En todos los casos deberás indicar:
Nombre y Apellidos.
Nº de asistentes.
Lugar de procedencia.
Un tfno. de contacto.
Indicando que te apuntas para ZAFRA.
Si quieres ir echando un vistazo a los encantos que te esperan en Zafra, esta es su web: http://www.ayto-zafra.com/

NOTA IMPORTANTE:La Comisión Organizadora, el/los Delegados competentes y la Junta Directiva de la Plataforma no se responsabilizan de los posibles accidentes, daños o deterioros producidos durante este acontecimiento.
© 2006, lapaca.org Aviso Legal

terça-feira, maio 02, 2006

Férias do "túnel" do 1 de Maio de 2006



"Touring" de Alenquer a Coimbra, Vila Real, Guimaraes, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira, Guarda/La Guardia, Oia, Baiona, Panxon, Monte Ferro, Canido,Vigo, Pontevedra, Marin, Aldan, Vigo, Caminha, Angeiras, Porto de Mós, Cartaxo Alenquer.
(clicar nas fotos para aumentar a imagem)


É um hábito bem português gostar-se de "pontes", isto é de entremear um dia de trabalho com dispensa entre um sábado ou um feriado e um domingo. "Ponte" sempre foi sinónimo, desde os bancos de escola, a um tempo extra de lazer, e daqui a poder viajar vai um passo.


Ora tendo calhado este ano o 1º de Maio, feriado, numa segunda feira...não houve necessidade de "ponte" mas antes de "túnel", isto é, três dias seguidos para uma sortida de casa, e dos locais habituais. Dia D, e hora pois, de nos esgueirarmos pelo "túnel", logo na sexta feira após as aulas da tarde, seja pelas 19H.
Porém meia Lisboa pensou o mesmo, e além disso, alguns acidentes retardaram o trânsito. só pelas 20.30 é que esforçada e pacientemente cheguei a Alenquer, ao camping, onde já estava a minha co-piloto, para retomar no "cockpit" o volante da AC Knaus/Fiat, o semovente do lazer. "Transfer" do saco de viagem com as mudas de roupa, e pouco mais, e depois de um café e uma àgua para a viagem, no Bar do Além do Alenquer Camping, seguimos viagem. (foto tirada ao Merlin, no bar do além)
Fica uma dica da conveniência de termos durante todo o ano a autocaravana estacionada no camping (40€/mês) onde a vamos buscar antes de cada sortida, e depois deixá-la logo que esta acabe, sem nos envolvermos nos trânsitos lisboetas.
"Prima nocte", até Coimbra.
A rota foi Alenquer- Coimbra pela A1 com "stopover" na área de serviço de Repsol (ex-Shell) de Leiria para uns comes e bebes de entretém. Pelas 23.30h estavamos na primeira saída para Coimbra, e aí perdemos o caminho desejável para o novo parque de campismo....atenção vira-se logo à direita, e passa-se a velha ponte de Coimbra, próximo do Portugal dos Pequeninos (ponte de Sta Clara) e vira-se depois à direita, apanhando a saída da estrada das Beiras, ou Lousã até se começar a encontrar sinalização em grandes e novas rotundas.
Chega-se ao Parque sem problemas de maior, e com as portas abertas às 24h, tal como préviamente acertado telefónicamente, e ainda com o bar aberto. Simpatia do guarda jovem, e fácil escolha de local para estacionamento num dos socalcos do gigantesco parque misto de equipamento urbano "novo chic". Tudo a tempo ainda de um descafeinado, e de umas "pedras", a preços de cantina de estudantes.
Noite de ventos despedaçados arremessados contra a semovente. Pelas 5h da manhã a ventania fez mesmo de despertador com a queda de um caixote de lixo. Lá mais para diante, amanhecer de sol, sem pássaros espantados pelos ventos e desabrigados pela falta de àrvores.
Pequeno almoço de torradas e café, grande chuveiro de àgua quente em olímpicos sanitários, e depois passeata pelos caminhos betonados do parque (ver foto de um autocaravanista excêntrico que reboca um jeep de apoio!) e contagem dos vários "barbecues", (foto abaixo) que se estimam em excesso e demasiado dispendiosos de construção....mas como o parque é municipal deve ser pago pelos fundos comunitários e pelo Orçamento do Estado do PIDDAC, e só 25% pelas receitas municipais... assim qualquer privado pode ser concessionário!
Conta paga em conta. Total 12,75€, incluindo electricidade para recarregar as baterias. Nem deu para testar a piscina, nem a sauna, nem o solário, nem o parque infantil, mas tudo isso está listado no folheto do camping que foi inaugurado há seis meses...mais coisa, menos coisa.
Segunda noite, até Sta Tecla.
Saída do Camping ao mesmo tempo que um grupo de três AC de alemães e uma caravana de um suiço, depois de uma, duas rotundas e vias novas, chega-se à encruzilhada e aí segue-se pela esquerda atrás da sinalização Penela através de um arco.
O caminho de estrada antiga de curva e contra curva à beira do Mondego é ponteado por miradouros de ocasião, quando merecia isso sim, amplos estacionamentos de vistas largas, quer para quem é turista, quer para quem é peregrino de Fátima, e com muitos nos cruzámos, agora com os coletes reflectores e fluorescentes "made in China", de acordo com o regulamento da CE.
A seguir sempre a subir até Viseu, e aqui a 1ª surpresa, o desespero (ainda) habitual das circulações mal sinalizadas de novelo emaranhado por falta de planeamento que já se conhece há mais de ...uns 15 anos.
De evitar se pudesse ser, mas lá se tomou vista de sinalização escondida, e assim a saída foi retomada para Vila Real. Mas de Viseu nem vontade de voltar ficou.
Chegada a Vila Real a tempo e horas, pelas 12.30h a tempo de cumprir duas devoções, uma familiar no cemitério in memoriam da "Celeste" de grata recordação familiar, outra um almoço associativo de posta (de carne) daqueles que duram até as 16h, discursos incluídos. O local recomenda-se pela qualidade e sem publicidade, a Estalagem da Quinta do Paço a uns mil metros do palácio de Mateus, e com estacionamento facil para as AC.
Ora depois, a rota escolhida fornecia a 2ª surpresa do dia (depois dos enigmas estradais de Viseu)...seguiu-se em direcção ao norte pela autoestrada de Chaves e com o objectivo de depois de Vila Pouca de Aguiar inflectir para Guimaraes. Mas qual quê! naquela data, (29 de Abril de 2006) o jogo de esconde esconde fazia do automobilista gato/sapato....pois segue-se as indicações Chaves/Vila Pouca de Aguiar, só que pouca era a autoestrada, e aguns km adiante sinais para sair e na direccção de Vila Pouca....o caminho foi percorrer a AE em sentido inverso, retomando cada um dos km passados. Inacreditável, mas verdade.
Neste inesperado jogo da Glória os dados da sorte tinham sido adversos, e assim voltamos à casa de partida, Vila Real, e daqui para a estrada para Vila Pouca, onde alguns km andados lá nos cruzamos com satisfeitos GNR a passarem multas de excesso de velocidade (limite 5oK) a quem passava desatinado por outro patrulha GNR, bem assapado atrá de um muro, invisivel qual camaleão desejoso de moscas. E mais adiante outra viatura GNR ainda, passeava-se....pena não estarem antes atentos ao alçapão da sinalização falsa da AE para Chaves! Era serviço público e cívico.
Encurtando desabafos e dicas, depois de subirmos a montanha sobranceira a Vila Pouca, lá entramos na nova estrada até Guimarães, excelente e paga. E Guimarães está digna de ser ver. Aliás está classificada com patrimonio mundial pela UNESCO. Sem problema, a AC ficou estacionada sob a estátua de Afonso Henriques, e depois a pé desceu-se até ao centro histórico, e a seguir regressou-se com os olhos esparsos sobre a excelente ambiência dos locais. Numa pausa, tremoços de estalo, e azeitonas, uma tosta mista, e imperiais, e cerveja sem alcool, para o condutor...que mesmo assim viu o Afonso I a dobrar...em estátua institucional, e todo estilizado, em ferro forjado. (ver fotos)
Depois, mais uma pausa. Na vila mais antiga de Portugal, Ponte de Lima, deu para desentorpecer as pernas. Estacionamento fácil no areal junto à ponte medieval sob o sol poente, e a passos largos percorreu-se a praça engalanada e rua principal ribeirinha, para uma festa que o posto de turismo fechado não deu para apurar qual seria, e um pouco de "léche vitrines", ou de "window shopping" para descobrir uma casa especialista de enchidos, porco preto de estafe à porta, e um anúncio, para quem é do sul, surpreendente....pois há pizzas de lampreia....para quem goste. (ver fotos)
Retemperados, o voltar à estrada, regressar à autoestrada direcção Espanha, e pouco antes da fronteira saída para Vila Nova da Cerveira, terra de cervos, agora só em estátua no inevitável redondel principal.
Era fim de Feira no terreiro do mercado municipal, e por isso o estacionamento foi mais adiante no parque em espinha de ligeiros, depois de passado o centro, à direita. Fosse verão, e era ali mesmo, ao fundo, junto a alguma camionagem, na companhia de outras AC, decerto, que se passaria a noite.
Fomos à janta de acordo com uma das sugestões do Guia das Tascas. A escolha recaiu no Abrigo das Andorinhas, pois se era Primavera...e caiu bem. Bom restaurante, largas doses, excelente qualidade, preço decente, ou seja....um prato de escalopes de vitela panados, com dois dos ditos e batata frita 5€, polvo grelhado em três troços nutridos, couve e batata no forno, 8 euros, duas meias de verde da casa, pois só depois de evaporada a primeira garrafa, é que se assumiu ter sido melhor desde logo pedir uma inteira, foram 3,75€, mais um "tiramisu" caseiro, mais cafés etc...total para dois cerca de 20 euros. Pena o cabrito já ter sido, senão a experiência tinha ido por aí. (foto de altar da paixão em Vila Nova de Cerveira, similar aos de Guimarães)
Seguiu-se a 3ª surpresa estradal! Pois o objectivo era passar a ponte para Espanha em vez de procurar os campings do lado de cá, de Covas, ou o outro de Candemil, pois teriamos que retroceder e subir à montanha em contracurva. Mas quem encontra a ponte para Espanha? Cu-Cu parece um desporto infantil do agrado das autoridades de sinalização das estradas com a complacência municipal...pois seguindo as indicações Espanha...Goian, chega-se ao antigo embarcadouro dos ferries, para se chegar à ponte, e não encontramos nenhuma placa, tem-se precisamente de seguir ao contrário das setas Espanha, e sim seguir direcção INATEL...aí por fim, surge a ponte e num minuto estamos em terras de Galiza. Ufa! só às três é que é de vez.
Finalmente eram 24h, a repetir a experiência de Coimbra, hora a que a que chegamos ao camping de Sta Tecla, em Camposancos, mesmo frente a Caminha. Panorama de luzes no litoral luso do Minho, digno de se ver, e na noite calma, de boa temperatura, bem comidos, bem chegados, bem estacionados num relvado plano, com um acolhimento simpático do guarda do parque, o sono foi o dos justos.
Terceira noite, até Angeiras.
De manhã a passarada que parece que voa e sobrevoa as nossas incursões. Melros e não só, rouxinóis e outros invisiveis cantores dão as boas vindas, a quem como nós também vive de energia solar, e que acompanharam o frugal pequeno almoço rotineiro. Higiene feita, passeata a pé até ao exterior do parque para confrontar a visão diurna com a nocturna, e ala (allez AC, allez!) que se faz tarde!
Rumo à zona ribeirinha fronteira ao camping, e junto do ponto de partida dos "ferries" para Caminha, quase junto à Punta dos Picos encontramos uma loja aberta, domingo de manhã, tipo "trezentos", com tudo quanto há vindo da China, tudo quanto há com IVA a 16% e interesse a portugueses, e ainda tabaco, que só se vende aos volumes de 10 maços para Portugal. Para não complicar a vida das contas ao nosso Ministro das Finanças, só compramos pão fresco.
Passamos de seguida a subir a costa do Minho Galego. Logo de seguida a capital da lagosta, A Guarda, ou La Guardia, com obras no centro, o que até permitiu o desvio para seguir a entrada no porto de pesca pelo "paseo maritimo" com paisagem muito próxima da zona do nosso Guincho em Cascais.
Era cedo para a lagosta, e por isso nem parámos, seguimos para Oia, para o impressionante Mosteiro de Sta Maria Real de Oia, do tempo dos monges de Cister, mesmo frente ao porto pequeno e ao mar, e que em breve será transformado em Parador. (foto)
E depois? Baiona! a AC ficou logo à entrada nos lugares de ocasião junto a uns prédios de habitação, e a cerca de 50 mestros do Parador/Castelo. Bom dia de sol, bom domingo de praia, boas esplanadas cheias de gente, muitas pessoas a circular e fotos a atestar o facto.
Na baía uma reprodução da Pinta a nau de Pinzon, um dos membros da equipagem de Colombo que primeiro arribou a Espanha, precisamente a Baiona, com a nova da descoberta das Américas. a estátua do dito navegador lá está estoica, a afrontar o Atlântico. (ver fotos)
Tempo de café e de definição da estratégia "routard". Pois vamos seguir pelo litoral, Panxon, Monte Ferro, Canido, até Vigo, depois inflectir para Pontevedra, pela velha estrada circundante do golfo das rias baixas, depois Marin, Aldan, Cangas, outra vez Vigo e regresso a Portugal. Sim porque o dia seguinte é segunda, feriado e há que estar em penates nessa noite!
Mais do que palavras, nestes "tours" é mais importante a imagem. Assim sublinha-se o texto com fotos, mas recomenda-se a subida ao Monte Ferro, (com dedicatória aos mareantes, ver foto) e se for tempo de almoço, aí se podem aproveitar os barbecues colectivos e as facilidades de pic nic e merenda. Há sombra, há miradouros, há estacionamento, há vistas excelentes sobre as ilhas Cies, e sobre as duas costas de norte e de sul, isto é, respectivamente para a Ria de Pontevedra e para a Ria de Vigo.
Pois é, a vida contínua e nós a procurar um poiso. Ficou pelo azar e pela sorte escolhido o sítio para almoçar em Canido. Estacionamento do semovente no parque do Clube de Remo, e depois percurso a pé ao longo da Praia com vista para a ilha de urbanização e ponte privada, a lembrar o famoso "edifício countinho" de Viana do Castelo, ou as torres implodidas de Troia. Aqui, ao que consta não há quem queira demolir a Torre de apartamentos, e até parece que a linha do horizonte já a absolveu, e absorveu.
Pois comemos menos bem e menos mal. Vinho carissimo "albarino" da casa, por mais de 10 euros a garrafa e calamares, e salada, e "pan". Empanadas galegas é que não, pois embora pedidas, esqueceram-se, e quando chamados à pedra, já se tinham esgotado, só as havia de atum, mas já não de anchovas, nem de vieira e assim não, obrigado. A conta? pois 30 euros...para dois.
Paragem seguinte Samil, outra praia super povoada neste arranque da época balnear, fácil estacionar na avenida principal e visita rápida a feira de artesanato local...onde quase só havia produtos sul americanos (culpa do tal Pinzon), artefactos do Senegal (culpa da exclusão socio-económica de Àfrica) e texteis e similares da electrónica da China (culpa da deslocalização e globalização). O turista é que fica frustrado perante o estreitamento da oferta, e as faces de olhos em bico, ou bronzeadas dos indios ocidentais, ou escurinhas pelo sol africano. Artesanato caucasiano, ibério etc e tal, nem vê-lo.
Continuação do periplo para Vigo, contornado, e depois para Pontevedra, pela estrada velha a N550, passando quase no meio por Pontesampaio (bem bonita a ponte) .
Depois de Pontevedra, descida por Marin, Bueu, Aldan (ver foto) que tem um amplo porto e muitos lugares para AC pernoitarem, e Gangas até apanharmos a ponte de Rande (pequeno troço de autoestrada pago a .80 centimos) e com muito trânsito de regresso das praias.
Estava feito o tour Galego desta vez, agora apontar a Portugal, mas pela gratuita autopista, cerca de 5km antes da fronteira seguir as indicações de bombas de comvustivel...e atestar a 1.02€, para fazer as contas da média de consumo Vila Real/Porriño 10,3L/100K. bem aceitável, num total de cerca de 400Km, para a capucine 2,8 JTD.
Já em Portugal um início pelo troço gratuito da autoestrada, mas com saída para Caminha, repassagem por Vila Nova de Cerveira, e depois viragem a direita para a foz do Minho até ao fundo, quase à porta do Camping da Orbitur, para a pé entre pinheiros, e caminhos de madeira dunares ir mesmo até a praia, ver a tal foz, Sta Tecla na outra margem, e ao fundo a ilhota com o Forte da Insua, quase em sol a declinar o poente. Um espectaculo que as fotos, mesmo ampliadas não evidenciam devidamente.
E voltamos ao leme quase horizontal da autocaravana, a minha pizza familiar rotativa, e agora?
Começamos a descer pela nacional até Viana do Castelo, mas logo à entrada, sinais de desvio pois a ponte Eiffel estava cortada. Rumo pois ao IC1 , a "autopista" para o Porto também A28, gratuita, e lá fomos deixando ao longe Esposende, Póvoa do Varzim e Vila do Conde, e entretanto quase no Lavra, Angeiras, sinal de camping em placa azul na estrada! Pois é aqui mesmo que paramos, já pelas 20h seguindo a sinalização entramos no Camping Orbitur, próximo da praia, muito ajardinado pelos residentes, mas com uma zona para AC ao fundo à direita debaixo de bons pinheiros, e próximo dos sanitários e demais serviços para autocaravanas.
Quanto ao jantar havia duas opções, ou no parque (onde havia uma tenda enorme dos restos de um casamento) ou fora. Escolhemos fora, e aqui duas opções outravez, ali ao pé numa tasca, ou nas tascas mais junto à praia? Opção firme pela tasca ali ao pé, a Miraparque. Escolha acertada, preço certo. Vinho da casa, 2 bifes na pedra- o mais caro da lista a 6,50€, sobremesa de morangos, 2 cervejas, pão e manteiga, tudo, a rasar os 20 euros. Não se pode pedir mais em qualidade, quantidade e relação preço. Recomenda-se, portanto.
Para desmoer, uma passeata a pé de mais de 1km até a praia e volta, com uma temperatura de algarve sob um luar timido da tal lua dormente.
E depois, a terceira noite do "tunel", descansada, reparadora. Amanhecer outravez sob passarada, pequeno almoço a olhar o verde e um campista motard, e pago o parque, com cartão do clube Orbitur, cerca de 12€, regresso ao IC1, travessia do Porto pela ponte da Arrábida, e nos Carvalhos, inflexão para a N1, e sempre a descer até uma paragem para comprar pasteis de Tentúgal e beber um café e uma àgua, até encontrar o desvio para Porto de Mós, a seguir à Batalha, a impor-se na curva da estrada como um marco referencial.
Pouco mais há a referir, passagem por Porto de Mós a olhar o castelo e sem tempo para desvios, mas fica para a próxima, e depois a travessia da Serra (de Aire) até Santarém, e só aqui um curto percurso por autoestrada até Cartaxo, para um almoço familiar caseiro, antes de rumar na recta final a Alenquer, de volta ao estacionamento do semovente, por mais um mês. Talvez em Junho antes dos feriados e pontes, se volte à estrada. Foi a promessa a que se brindou com um copo no Bar do Além. Ao além! à dupla ponte dos feriados de Junho!

sexta-feira, abril 28, 2006

Socialistas espanhois apresentam propostas de apoio ao autocaravanismo !


PSOE presenta una moción en el Senado para regular la actividad del autocaravanismo en España.

ultima hora: entretanto já está aprovada por consenso a proposta de recomendação da senadora Chacon. Ver debate no senado e mais informação no site LAPACA, indicado nos links.


MADRID, 18 Abril, 2006 (EUROPA PRESS)
El Grupo Parlamentario Socialista en el Senado ha presentado una moción por la que insta al Gobierno a que se tomen las medidas necesarias para apoyar el desarrollo de la actividad autocaravanista que contemplen "la regulación en todos sus ámbitos en cuanto al uso de la autocaravana en España, entendida como vehículo homologado".

La moción, que consta de cuatro puntos, fue presentada hoy ante la prensa por el portavoz adjunto del grupo socialista, Enrique Curiel, y la viceportavoz socialista en la Comisión de Fomento y senadora por Cádiz, Ana Chacón. Está previsto que el texto sea presentado el 9 de mayo para su votación en el Pleno de la Cámara Alta.

En el texto se aboga por llevar a cabo las modificaciones normativas que resulten necesarias para suprimir la referencia actualmente existente que limita a 90 km/h la velocidad de las autocaravanas, incrementándola hasta la velocidad genérica para los automóviles en las distintas vías, como ocurre en Francia, Italia y Alemania.

El grupo socialista también pide la creación en el seno del Consejo Superior de Tráfico y Seguridad Vial de un grupo de trabajo en el que se aborde la problemática referente al fomento de la utilización de estos vehículos, creación de señales específicas, normas de circulación, etc., y se realicen "las propuestas que se consideren adecuadas para que esta actividad creciente se realice en las mejores condiciones".

Curiel destacó que el parque nacional de autocaravanas se sitúa actualmente por encima de las 30.000 unidades, siendo España el país de la UE que más crece en ventas. Además, la afluencia a España de turistas y viajeros por este medio se cifra en torno a las 400.000 autocaravanas al año.

Asimismo, en el texto se insta a estudiar en colaboración con las administraciones las posibles normas para poder regular la incidencia ambiental del autocaravanismo, con la creación de espacios ecológicos "para un vertido responsable de residuos", algo que debe "normalizarse", al igual que en países europeos vecinos.

Por último, mediante la moción se pide que en proyectos futuros se tengan en cuenta las necesidades que plantean los vehículos del tipo autocaravana en los anteproyectos de posibles nuevas áreas de servicio del Estado, "y siempre que sea técnicamente viable" se incluyan instalaciones para dicho tipo de vehículo, revisando asimismo la actual norma 8.1-IC de señalización vertical para que se incluya la nueva señalización a estos efectos.

Nota final deste blog: E em Portugal?

quarta-feira, abril 26, 2006

boletim/revista do CPA-Clube de autocaravanas


Está disponível na net o número1 do boletim (março de 2006) com indicações sobre o processo de inscrição como sócio no CPA e com outras informações de interesse sobre iniciativas passadas e projectos futuros. No respectivo link do CPA (recenseado neste blog) pode aceder-se também ao respectivo forum.


http://cpa-autocaravanas.com/materiais/autocaravanista1-Mar06.pdf

revisões de autocaravanas com motor marca FIAT



Sem qualquer publicidade, e apenas com o fito de partilhar uma informaçao util aos autocaravanistas com motores FIAT dão-se duas dicas:
1) muita atenção à correia de transmissao de veiculos mesmo novos....Na generalidade dos casos a estrutura do habitaculo (a parte dita de caravana ) da autocaravana, é colocado sobre o chassis algum tempo depois do fabrico do motor, tempo que pode atingir até mais de um ano, e por sua vez a imatriculação do veículo completo em nome do adquirente pode demorar e em alguns casos atingir mais de 18 meses sobre a data inicial de montagem do motor no chassis de base. conclusão pode uma matrícula de 2003 ou 2002, reportar-se a um veículo de 2001...
Significa isto que o tempo de vida da correia de transmissão se mede quer em Km quer em tempo ( a borracha vai dando de si e degrada-se) e assim, mesmo com fraca kilometragem pode ser necessario substituir preventivamente a correia (e até a bomba de àgua) ao fim de 5 anos do fabrico do motor. De facto já vimos um motor gripado antes de km que o justificassem, mas com tempo passado que o explicava.
2) Uma boa garagem oficial FIAT para a Grande Lisboa, com pessoal competente, responsavel, simpático, experiência em autocaravanas, e com uma política de descontos muito correcta (até 20% de desconto em peças conforme a idade do veículo) encontra-se em Castanheira do Ribatejo: Trata-se da Rodosul Lda, tel 263280293 fax 263280297 e telemovel 917254678.
O atendimento é irrepreensível!
Para lá chegar...saída na autoestrada Lisboa /Porto, indicação Vila Franca de Xira, depois das portagens, seguir em direcção ao Carregado pela "velha" N1, depois das bombas da Repsol, passa o Lidl, e imediatamente à direita desce, e passa sob o túnel da linha ferrea...depois do túnel vira a esquerda, e pouco depois tem do lado direito a Garagem FIAT.

FAQ sobre autocaravanas (em galego)


Com a devida vénia do blog: http://europa-2006.blogspot.com
April 23, 2006
FAQ sobre Autocaravanas

1.- ¿Viajar en autocaravana es una moda pasajera en España? En absoluto. Las autocaravanas existen desde el mismo momento de la aparición de los primeros modelos de furgones de tamaño mediano, allá por los años 50. Desde entonces, la práctica del autocaravanismo se ha extendido por toda Europa, USA y Canadá hasta convertirse en un pujante sector industrial y de servicios que compite con fuerza como alternativa a otras formas de ocio y tiempo libre. Para dar idea de la magnitud de la popularidad de la autocaravana, sólo daremos algunas cifras: en el año 2000 sólo en Europa hay más de 200 fabricantes con más de 2.000 modelos diferentes, y en este período se vendieron más de 50.000 autocaravanas, de las cuales unas 1.000 corresponden a España.Cualquier persona que viaje frecuentemente al extranjero constatará que fuera de nuestras fronteras existe gran cantidad de autocaravanas.

2.- ¿Por qué viajar en autocaravana, cuando hay cómodos hoteles en todas partes del mundo? Las autocaravanas pequeñas son ideales cuando el lugar de destino está bien preparado y no por tanto no es necesario llevar mucho equipamiento. Por ejemplo, si tiene previsto realizar algún tipo de deporte como esquí o cicloturismo, en lugar de llevar su propio equipo puede optar por alquilarlo en destino.En verano, el equipamiento suele ser más ligero, aunque siempre hay que prever un hueco para hamacas, sobrillas, etc.Para acarrear objetos especialmente voluminosos, la baca del techo es siempre una buena opción. Si los objetos han de estar protegidos o son muy pesados (por ejemplo una motocicleta), opte por una autocaravana diseñada con guarda-objetos interiores con acceso desde el exterior.La práctica de ciertos deportes en invierno puede exigir mayor acondicionamiento de la autocaravana, por ejemplo, instalar cortinas aislantes especiales para nieve, o calefacción independiente de mayor potencia.

3.- ¿Son lentas y pesadas las autocaravanas en carretera? Las autocaravanas se montan sobre furgonetas industriales de serie, y por tanto, son vehículos perfectamente preparados para soportar grandes cargas. Sin embargo, como el peso de las autocaravanas es muy ligero debido a los materiales especiales que se emplean en su construcción, por tanto su conducción no se hace pesada en absoluto, alcanzando velocidades medias de 120 km/hora sin problema.

4.- ¿Es peligrosa la conducción? Rotundamente no. Las autocaravanas están sometidas a estrictos controles de seguridad desde la fase de diseño hasta su construcción, y las autoridades nacionales las homologan de manera oficial, garantizando su seguridad.

5.- ¿Hay que ser un experto para conducir una autocaravana? La conducción de una autocaravana no requiere condiciones especiales. Basta con observar las indicaciones normales para cualquier otro vehículo turismo: velocidad máxima permitida, condiciones de tráfico, climatología, estado del firme, etc. La mayor parte de usuarios noveles se sienten cómodos conduciendo una autocaravana a los pocos minutos de viaje.

6.- ¿Qué carné de conducir es necesario para conducir una autocaravana? La legislación vigente en toda Europa indica que cualquier vehículo ligero (hasta 3.500 kg) de menos de 8 plazas requiere una licencia de tipo B1, tal es el caso de las autocaravanas. Es decir, basta el carné de conducir automóviles turismos.

7.- ¿Una autocaravana es un turismo, una furgoneta o un camión? Técnicamente, se trata de un chasis furgón con cabina sobre el que se instala un caparazón de fibra o aluminio, generalmente con estructura de madera y metal, para acomodar los servicios de la vivienda.La Dirección General de Tráfico lo denomina oficialmente "vehículo-vivienda", es decir, un híbrido entre medio de transporte y vivienda.

8.- ¿Una autocaravana es una caravana sobre un chasis? No exactamente. Exteriormente se parecen mucho, aunque la construcción, los materiales y los requisitos técnicos de autonomía e independencia de fuentes externas de energía y agua, difieren enormemente.Las autocaravanas están diseñadas para proporcionar máxima autonomía y libertad de movimientos, y para ofrecer las caravanas están pensadas para su estancia en camping donde además de estar permanentemente enganchadas a la red eléctrica, se encuentran más protegidas de los elementos externos.

9.- ¿Cuesta mucho mantener una autocaravana? El mantenimiento del vehículo tractor de una autocaravana no es diferente al de cualquier otra furgoneta. En cuanto al interior, el mantenimiento es bastante sencillo y cualquier usuario un poco manitas podrá realizarlo siguiendo las instrucciones de fabricante. No obstante, si fuera necesario, cualquier empresa especializada podrá realizar una revisión completa de la autocaravana con total garantía por poco dinero. Normalmente una revisión rutinaria antes de cada temporada de invierno y verano o antes de un gran viaje suelen ser suficientes.

10.- ¿Consumen mucho combustible las autocaravanas? Las motorizaciones más habituales son diésel, y por tanto el coste de combustible es sensiblemente inferior al un automóvil de gasolina de cilindrada media-alta, por ejemplo. El consumo normal es de unos 10 litros de gasoil por cada 100 km.Los modernos sistemas de inyección diésel permiten conducciones a regímenes de velocidad muy elevados y regulares, eso sí, a costa de un mayor consumo de carburante.

11.- ¿Si algún día decido vender la autocaravana, ¿podré venderla fácilmente?, ¿perderá mucho valor? Vender una autocaravana de ocasión es muy sencillo, pues existe un mercado profesional muy desarrollado. Actualmente, la demanda supera la oferta, especialmente en modelos de gama media-alta, y por ello, las autocaravanas mantienen gran parte del valor original.

12.- ¿Cuáles son los destinos preferidos por los autocaravanistas europeos? Existen infinitas rutas autocaravanistas más o menos conocidas, además de las que cada usuario va inventando y descubriendo sobre la marcha. Las hay para todos los gustos: naturaleza total, nieve, ruta de ríos, museos, pueblos con encanto, rutas gastronómicas, rutas inaccesibles para otros medios de transporte, ... Sin embargo hay algunos lugares considerados como "míticos", dónde todo autocaravanista que se precie sueña con viajar. Algunos lugares en el continente europeo y norte de África son Cabo Norte y Fiordos (Noruega), Sahara (Marruecos), Ruta de los Castillos (Escocia), Ruta del Loira (Francia) Moscú (Rusia), Normandía (Francia), Ruta de Carlos V (Alemania), etc.En Alemania, Francia y Gran Bretaña especialmente, se publican guías de viaje para autocaravanistas, donde se indican lugares de interés, rutas, lugares con encanto, etc.

13.- ¿Puedo estacionar con la autocaravana en cualquier lugar? ¿y pernoctar? El estacionamiento está permitido prácticamente en todos los núcleos de población a lo largo y ancho de Europa, exceptuando algunas ciudades muy turísticas como París, donde los agentes de tráfico te invitan a aparcar en zonas especialmente reservadas para ello.En cuanto a la noche, cada país tiene sus propios servicios. Desgraciadamente España no cuenta con lugares especiales para ello, por lo que en nuestro país deberemos escoger el lugar de pernoctaje de forma más o menos libre, procurando no molestar a posibles vecinos y atendiendo a unas mínimas precauciones de seguridad. En la mayoría de los otros países europeos, todo está mucho más organizado y preparado para el autocaravanista.Las áreas de servicio o "aires" de las autopistas francesas son especialmente agradables para pernoctar. Muchas de ellas poseen unas excepcionales vistas naturales, y la mayor parte de ellas disponen de todo tipo de servicios adicionales para el viajero: wc, duchas, zona de niños, etc.Alemania cuanta con miles de "stellplatz" o zonas de estacionamiento donde pasar la noche. Muchos de ellos cuentan con postes de servicio de autocaravana, y la mayor parte de ellos se encuentran en zonas verdes muy agradables, junto a restaurantes o zonas deportivas, etc.En Noruega, por ejemplo, las áreas de servicio de carreteras nacionales son perfectas para pernoctar, y muchas de ellas disponen de wc. También puede pasarse la noche en aparcamientos de museos rurales, zonas deportivas, etc. Algunas zonas de gran atractivo autocaravanista, como Cabo Norte, cobran una pequeña cantidad por pernoctar. A cambio, el parking dispone de wc, duchas, vigilantes, etc.

14.- ¿Es obligatorio pernoctar en camping? No. Los autocaravanistas suelen pernoctar en camping sólo de tarde en tarde, con el fin de tomar un descanso más prolongado, para realizar las labores domésticas con mayor comodidad o simplemente para disfrutar del paisaje que rodea la zona.

15.- ¿Cuántas personas pueden viajar cómodamente en una autocaravana? Depende de la distribución interior de cada modelo, aunque lo habitual es un mínimo de 4 plazas tanto en viaje como de noche, llegando hasta las 7 e incluso 8 plazas en los modelos más amplios.

16.- En caso de necesidad, ¿encontraré accesorios en el extranjero? Por supuesto. En cualquier pequeño pueblo de Alemania, Francia, Gran Bretaña y demás países con tradición autocaravanista, encontraremos fácilmente una tienda de repuestos y accesorios.

17.- ¿Está permitido viajar en el interior de la autocaravana durante la ruta? Sí. La legislación vigente no impone ninguna restricción diferente a la aplicada para vehículos de transporte de 8 ó menos pasajeros. Naturalmente, la utilización de cinturones de seguridad tanto en cabina como en habitáculo es obligatoria.

18.- ¿Existen asociaciones de autocaravanistas con los que compartir experiencias y viajes? España es un país poco dado a los asociacionismos, por lo que son pocas las organizaciones de autocaravanistas existentes en nuestro país, a diferencia de otros países, donde existen cientos de clubs. No obstante, son muchos los autocaravanistas que viajan en grupo durante muchos años tras conocerse en cualquier rincón del mundo. Una manera interesante para conocer a otros colegas autocaravanistas es realizar algún viaje organizado especialmente para autocaravanas. Para informarte de estos temas, por favor, contacta con ViajaLibre.

domingo, abril 16, 2006

ENCONTRO em 22/09 de Autocaravanistas Luso Franceses em Freixo do Numão

Atenção: pode-se enviar tradução do essencial deste encontro de autocaravanistas luso franceses em setembro por ocasião das vindimas do Douro, no estacionamento de autocaravanas em Freixo do Numão. Ver contactos em Portugal no final deste "post"



LES VENDANGES DU DOURO - ANNÉE 2006
RASSEMBLEMENT DE CAMPING-CAR Á FREIXO DE NUMÃO (VILA NOVA DE FOZ CÔA – PORTUGAL)

- SUR L’AIRE DE CAMPING-CAR JEAN-PIERRE ROSSIdu 22 au 25 Septembre 2006PROGRAMME
22 Septembre (Vendredi) – Réception des Camping-caristes

23 Septembre (Samedi) –9 Heure – Rassemblement et départ pour la propriété , “Cueillette du raisin”- en milieu de matinée il sera servi un petit-déjeuner régional« Casser la croûte avec sardine á la braise »

13 Heure – Déjeuner au Centre de Jeunesse de l’ ACDR16 á 19 H 30 – “Foulage du raisin” dans un fouloir traditionnel au son de l’ accordéon, entre des gorgées d’eau de vie et de vieux vin.20 Heure – Repas dans le Fouloir avec soupe aux choux et morceaux de viande de porcfrit avec pomme de terre, le tout cuisiné dans des marmites en fer

24 Septembre (Dimanche) –9 Horas - Rassemblement et départ pour la propriété “Cueillette des amandes”- en milieu de matinée il sera servi un VIN D’HONNEUR et confiseries régionale au Belvédère de St. Martinho
12 H 30 – Déjeuner au Centre de Jeunesse
14 H 30 – Visite en autocar au Patrimoine de la région
19 Heure – Repas au Centre de Jeunesse de l’ ACDR21 Heure – Soirée avec le “Concours du Cassage de la coquille de l’ amande”22 Heure – Concert d’un Groupe de Musique Populaire
23 Heure – Distribution des Récompenses et “Beignets”

25 Septembre (lundi) –9 Heure – Départ en car pour une visite au Patrimoine de la région du Douro : Penedono (Château) ; Sernancelhe ; Moimenta da Beira ; Tarouca (visite aux monuments) ; Lamego (visite aux monuments)
13 Heure – Déjeuner dans un Restaurant de Lamego
14 H 30 – Visite au Sanctuaire des Remédios
15 H 30 – Départ pour la ville de Régua et visites
17 Heure – Voyage en train sur la ligne du Douro (de Régua á la gare de Freixo de Numão)
20 Heure – Repas au Centre de Jeunesse de l’ ACDR
22 Heure – FIM DU PROGRAMME ET ADIEUX

OBSERVATION : Le programme peut venir a être alterné (toujours en mieux, bien sûr)
“LES VENDANGES DU DOURO”- ANNÉE 2006 –
“RASSEMBLEMENT D´’ AUTOCARAVANISTES Á FREIXO DE NUMÃO (VILA NOVA DE FOZ CÔA – PORTUGAL)
- SUR L’AIRE D’ AUTOCARAVANES JEAN-PIERRE ROSSIdu 22 au 25 Septembre 2006
Imprimer et à adresser à L'ACDR

RASSEMBLEMENT DES AUTOCARAVANISTES
Contacter l’ACDR de Freixo de Numão, par le Tel/fax 279.789.573 ou E-mail freixo.acdr@clix.pt.

L’adresse, pour l’envoi de courrier est :
ACDR de Freixo de Numão, Av. Prof. Guilherme Cunha - 5155 – 235 – FREIXO DE NUMÃO – PORTUGAL
FICHE D’ INSCRIPTION
Nom de l’ Autocaravaniste _____________________________________________Adresse _____________________________________________téléphone, fax, E-mail _____________________________________________désire effectuer son inscription pour le Rassemblement, du 22 au 25 Septembre 2006.Est accompagné par _____ personne(s).Fait le paiement de 50 % par le cheque nº. _______________________________________de (nom de la Banque) _______________________________________________________OBS – le coût du programme est de 100 €uros par personne.
Date _______________________________, _____/_____/2006___
Signature

sábado, abril 15, 2006

Ferias da Pascoa 06: Espanha, nascente do Tejo e encontro de autocaravanistas..




sumário: Voltas e reviravoltas das férias de Páscoa 2006 à procura da Comarca de Vera, da Rota de D. Quixote, de Cuenca, da nascente da Tejo, Teruel, Saragoça,e ainda do Encontro do Forum do Camping Car, em Vera de Moncayo, e regresso ao Alenquer Camping (www.dosdin.pt/agirdin).

Dia 1, Alenquer-Jarandilla de La Vera.

Dia 7, sexta feira antes da semana da Páscoa, e depois de uma janta no Bichezas e uma dormida de véspera no Alenquer Camping, ala que se faz tarde, porque já começaram as férias escolares da época. Saída do camping, pela manhã, e rumo, via Vila Franca de Xira sempre pelas velhas estradas nacionais, até Elvas, (ver foto da motor home inglesa com smart a reboque) aqui, pequena inflexão para a autoestrada, para entrada em Espanha pela rede gratuita de autoestradas.

A tradição já não é o que era “de Espanha nem bom vento nem bom casamento”, agora já há melhores ventos face à invernia política portuguesa, até com falta de quorum na Assembleia da Republica!

Segue-se o atestar de depósito de gazóleo, com alguns litros também gratuitos face aos preços portugueses onde o litro estava pelos 1,026 e em Espanha, logo ali, a 0,96. Pelas horas de almoço, paragem no restaurante ao Km 325 para uma refeição parcialmente gratuita também, pois com o iva a 7% em vez dos 12%, sai mais barato pagar os impostos alimentares em Espanha. O que sobra em tributo, ganha-se em bife (aqui ternera, ou chuletas) ou em vino, o nosso vinho. Fica a nota: dois menús tudo incluido, entradas, prato principal, sobremesa, pão, vinho e agua, apenas pelos afixados 8 euros cada, ou seja os 16 euros no restaurante do sr. Porra, e ainda com café incluído!

Também não se viu nenhum polícia ou brigada à caça da multa na estrada. Polícias sim, salteadores de coimas não, sem carros descaracterizados, radares dissimulados, e escondidos atrás da curva da estrada à coca, não do infractor inconsiderado, mas do chefe de família momentaneamente descontraído e incauto.

Estava dada a receita para o bem estar de descontração do cidadão à procura de respirar um pouco de descanso: nem notícias sobre protelamento da idade da reforma e de diminuição do cálculo das ditas, ou do despedimento latente de funcionarios, ou de redução das comparticipções do Estado em remédios ou tratamentos hospitalares, porque as noticais das rádios lusas iam-se desvanecendo, nem preço de combustiveis mais elevados, nem iva nas refeições a 12%, nem polícias à espreita emboscada de intolerâncias zero. Enfim, cigarrilhas quase a metade do preço com caixas de 20 ao preço das caixas de 10 em Portugal..Ufa...

Rumo mais adiante, Navalmoral de la Mata a caminho perdido da Comarca de Vera, mas mais adiante em outro desvio, lá se retomou o norte, e chegou-se a Madrigal de La Vera, e todas as demais Veras, incluindo Passaron de La Vera, Jaraiz de La Vera, e Jarandilla de La Vera, entre outras. (ver foto do castelo) Opção pelo Camping la Jaranda, e escolha acertada. Sanitários suficientes, arborização também, de montanha, e cascata de àgua do degelo da Serra de Gredos. Jantar na vila de Jarandilla, que se vai bem a pé desde o camping até encontrar o restaurante Puta que te Parió II. Típico, com menús tudo incluído, a 8 euros. A meio da janta (cabrito cuchifrito) interrupção sonora de tambor e cornetim do desfile da semana santa, ou de pascoela.

Noite na autocaravana que só se dá por finda com os trinados da passarada.

Dia 2, Jarandilla de La Vera-Embalse de Alarcon.

Difícil ficar na cama com o sol crescente nas montanhas a derramar-se em luz, do topo para os vales. Saída directa, que já ontem ficaram pagos os 17.50€ da estadia, e rumo a Arenas de San Juan, (ver foto da ponte) com algum interesse, e de seguida, a descida para outra Vera, a Tá lá...Vera de la Reina, Maqueda, Toledo. Aqui, estacionamento fácil da viatura, o “coche cama” como dizem alguns espanhóis, e gratuito (eram já 14h de sábado) por detrás da praça de touros. A pé a distância não é muita para uma das primcipais portas da cidade, e logo ali um almoço debaixo de chapéu de sol e ao ar livre, com menús já mais caros, tudo incluído, imagine-se, a 10€, por pessoa.

Depois o início da rota D. Quixote. De acordo com o folheto turístico há 10 “rutas D.Quixote”. Escolhemos uma eclética: Toledo, Mora de Toledo, Manzaneque, Consuegra, Madridejos, Puerto Lapice, Villa Franca de los Caballeros, Alcázar de San Juan, Campo de Criptana, Pedro Munoz, San Clemente...porém as novas auto estradas (gratuitas) nems equer vêm nos mapas. Foi necessário deitar fora o Mapa das Estradas Michelin de 2004, e tentar substitui-lo, mas nem o mapa da edição 2006 serviu pois está desactualizado, o que é imperdoável. A solução está no Atlas de Carreteras España e Portugal, da Geoplaneta, edição 2006, e mesmo assim, com a advertência de que estão a tracejado muitos troços de auto estrada já em funcionamento, e gratuito.

Os contratempos de utilização das estradas levaram a que nem tudo foi visto como se planeara, mas também serve para não recomendar especialmente as “rutas” D. Quixote, porque o essencial visual são os moinhos, sem velame, mas funcionais, mais altos, mais cilindricos que os nossos. Estes moinhos fazem grande contraste com os novos moinhos eólicos de produção de electricidade da Endesa, que em importância substituiu contemporaneamente a Dulcineia.

Sem grande problema, mas cansados, chegamos já noite ao embalse de Alarcon, ao respectivo Camping, sem história, sem recibo, sem restaurante, sem sequer bar a funcionar, mas com o preço de 17,50 euros, electricidade e espaço suficiente. Na zona, com as contravoltas das estradas foi a melhor solução, e além de nós um holandês solitário em “integral”, também achou o mesmo. Mas, no dia seguinte, quase combinados, saímos os dois turistas do parque, cada um ao seu destino. Média de consumo da AC, cerca de 10,50l/km, e a despesa ao jantar, comido na autocaravana ficou pelo preço dos mantimentos em reserva.

Dia 3, de Alarcon a Cuenca

Começamos pela fortaleza que é Alarcon, cidade do visogodo Alarico, e espctacular, aninhada num penhasco inacessivel, senão por um dos lados num istmo natural, ingreme, e entre arcos de portadas de entrada para o planalto medievo. O Parador actual está no Castelo, (ver foto abaixo)e o demais ao redor está bem conservado e vale a pena a viagem, e os percursos a pé, entre ruelas. logo à entrada da Cidadela há um estacionamento amplo, bom para os “autobuses” e autocaravanas.


Depois de Alárcon, rumo a sul, a Albacete para ver a catedral, (foto abaixo) fácil com estacionamento na avenida principal ajardinada, sem problema. De registo a interessante solução urbanística em volta da catedral, na mesma cor, sem garnde altura, e com distanciamento sem afectar o conjunto. Logo próximo das escadarias da igreja, o mercado de rua de antiguidades. O “snapshot” fotográfico, e a retoma da estrada.

Mapa desdobrado (ainda não há GPS) co-piloto atento, e rota para Alcalá de Jucar, nas margens deste rio. Estacionamento fácil para autocaravanas dos dois lados da ponte, e almoço também possível para duas pessoas entre os 17 e 20€, uma garrafa de vinho de Valdepenas incluido.Uma beleza de sítio, de constelação habitacional, com boas soluções de relação com o rio, com uma praia fluvial, restaurantes suficientes sobre as margens, planos de àgua ajardinados, e caminhos pedrestes ao longo das margens.
Bom “case study” para presidentes de câmara portugueses embiocados em promessas eleitorais subscritas por empreiteiros. Aqui, trogloditas, só em vestigios históricos de casas escavadas na rocha... (ver as 2 fotos de Alcalá de Jucar)

De seguida, rumo a Cuenca e ás míticas casas “colgadas” e ao casco velho.






Junto ao estacionamento dos autocarros há arrumadores de automóveis que se cobram, e lá se arranja estacionamento para a AC. Depois é só subir uma rampa para ver a única casa colgada dos postais, (e da foto!) bem conservada de madeirame, impecável. É um restaurante. Quanto ás outras é mais a fama que o proveito. Deste ponto alto, bonitas vistas e possibilidade de visitar o casco velho que é relativamente pequeno, e que permite depois descer até novamente à zona do “parking”.

Esgotada Cuenca, segue-se ao longo do rio em direcção ao Vale de Cabras, e a cerca de 7km, o Camping de Cuenca aparece como um oásis. Bom relvado, sanitários monumentais (ver foto), recepção eficiente e prerrogativa aos forasteiros (isto é, não residentes) de escolherem lugares logo à entrada. Para quem não tenha auto alojamento, há bungalows de madeira para alugar. O jantar foi no restaurante do Camping, também aberto aos estradistas. Menú, mais uma vez tudo incluído, também com uma garrafa de vinho tinto, da Serra de Gredos, 10€ por pessoa, e com direito “caldereta de cordero”, a especialidade local. O sono dos justos foi precedido pelas notícias da televisão portátil, que até funcionou sem antena.

Dia 4, de Cuenca a Rubielos de Mora

Pequeno almoço de café e torradas, higiene nas majestáticas casas de banho, (foto ao lado) e pelas 9.45h a caminho do circuito Vale das Cabras, Cidade Encantada (labirinto de pedrugulhos erodidos) por 3€ por visitante, que poupámos, e depois a rota para o Mar de Castilla, e embalse de Entrepenas, e de Buendia, passando por Sacedon. Boas vistas, mas pouco ou nenhum aproveitamento turístico, embora com locais de estacionamento fartos, até para pernoitar junto às abandonadas construções de apoio à construção das barragens, por isso, nem para almoçar havia lugar onde. (fotos de Buen dia e de Entrepenas)

Assim regressamos ao caminho para Cuenca, e passada Canaveras, obliquamos para Priego. Excelente escolha e magnifico restaurante com a clássica especialidade da região que são as migas com uvas. Seguiu-se a busca da nascente do Tejo. Direcção Beteta, depois para Tragacete e finalmente do lado esquerdo da estrada a indicação de Monumento del Tajo, que confere com a do mapa de “nascimiento del Tajo”.

Fotos feitas do dito monumento com uma figura estilizada humana, mais um touro e um cavalo, que esforçadamente, sendo o rio internacional, bem poderiam querer significar a ligação animal e telúrica quer ao local do nascimento, quer ao local da foz! Nada disso porém, o folheto turístico informa que as 3 figuras representam as três províncias onde se desenvolve o leito inicial do Tejo: Teruel, Cuenca e Guadalajara. No local duas autocaravanas espanholas que, tal como nós, atestaram um garrafa de água de montanha puríssima do Tejo/Tajo. Seguiu-se a descida da montanha, e o registo de que o Tejo nasce em Casas de Fuente Garcia, Vale de Valtablado, nos Montes Universais, a 30km da da Serra de Albarracin.

Logo depois, inciada a descida, ocasião de visitar a bonita cascata do moinho, (foto abaixo) no caminho para a vila de Albarracin.

Esta cidade vale a pena, o estacionamento foi fácil, logo a seguir ao túnel que passa por baixo da cidade, e sem problema, e sem taxa. A visita faz-se subindo escadarias através de ruelas medievais estreitas, a lembrar a Alfama de Lisboa, com vida comercial de lojas de artesanato e similares, incluindo de gastronomia e bares e restaurantes. Quanto ao mais, a praça da Câmara, e as casas colgadas que são mais numerosas dos que as de Cuenca, mas sem merecerem a consagração emblemática do bilhete postal. Recomenda-se!

Seguiu-se Teruel. Erro na busca do primeiro camping, fechado, e com mau aspecto de acessos, e depois rumo à alternativa a Rubiales de Mora, por nova autoestrada, que não vem no mapa senão a tracejado, e quase a chegar...luz vermelha de alerta do sistema de injecção. Pânico e respeito próprio pela electrónica que se desconhece, o meu adamastor de viajante, por isso, logo na primeira garagem, o “stop” inquiridor as 20h. Só amanhã disse o garagista, pelas 8h.

Restou o jantar no Hostal de Mora, menu também, mas ao preço sobre elevado em relação aos hábitos adquiridos de 12€, enfim, mais os extras, por exemplo o vinho da região demarcada de Carinena, desta vez foi um esbanjar de euros, para dois esfomeados, 27.50€. Dormida no parking do Hostal devidamente autorizada, sem problema.

Dia 5, de Rubielos de Mora a Vera de Moncayo

As 8h, em ponto estavamos na garagem, e pelas 8.30h o chefe da dita, depois de preparar o computador concluiu que não tinha o “software” para o motor Fiat Ducato 2.8jtd, Bosch, da nossa Knaus Fiat. Paciência...e agora? Pois só em Teruel! Rumo então a Teruel, pela tal nova autoestrada (será preciso dizer que é gratuita?), ao polígono industrial á procura da Fiat, que aqui está reunida com a Mercedes e Lancia. Tudo electrónico, tudo de bata, e o Sr. da casa inflexivel, que só nos podia atender pelas 12h.

Nada a fazer, senão o regresso a Teruel. Bom estacionamento gratuito e amplo para autocaravanas, junto à estação de comboios da Renfe, bem localizável no mapa da cidade, incluido no Atlas das Carreteras, e útil para a visita à catedral e ruas pequenas e estreitas, sem grande interesse. Paragem para café, (foto ao lado) e paragem para o miradouro desinteressante junto ao mercado municipal. Para completar o tempo de espera, visita à catedral, (foto em baixo) algumas compras num dos poucos supermercados vistos nesta zona de Espanha.

Regresso à garagem autorizada Fiat antes das 12h, e na altura própria, o técnico com computador portátil lá se dirigiu ao motor e...como era a primeira vez, decerto não deu com a ficha de diagnóstico (ver foto abaixo) .Veio o chefe e lá resolveu esse pré requisito, mas não só foram os finalmentes. Que sim, que podia ser uma de cinco avarias, que para detectar qual poderia demorar 5h, que não podia prever qual etc. Um susto de profissionalismo correcto, daí as perguntas angustiadas: qual o risco de continuar viagem? Quais as precauções a tomar? Quais as próximas garagens da zona de Saragoça, a cerca de 150Km?

A custo lá se percebeu: Se o consumo não aumentar, se as rotações estiverem normais, se a temperatura do motor for a normal, se o escape não libertar fumo suspeito, o risco reduz-se, mas, um MAS maísculo, abútreo, continuou a pairar no ar. Ok. Quanto se deve? Nada? Pois então retoma-se o caminho a uns 90/100 km/h, quase sempre em 5ª velocidade, e sem ir a mais das 2.300 rotações, e com a temperatura abaixo do nível de metade do mostrador. À cautela, no bolso, as moradas de garagens Fiat de Saragoça.

Seguimos pois caminho para Saragoça e tudo normal dentro daqueles parametros. Almoço em Daroca. Não na cidade que até justifica um pequeno circuito pedestre, depois de parar a viatura no parque logo à entrada, pela arcaria brazonada e embandeirada, (fotos abaixo) mas já na estrada, num dos locais com camiões TIR à porta a servir de reclamo seguro. Menú a 11 €, mas atenção, encarecido com IVA à parte! Todavia a merluza (pescada) a “la plancha” estava excelente.

Sem história chegou-se a Saragoça. Paragem momentanea no estacionamento dos autocarros de turismo, para ir ao posto de turismo do Pilar buscar folhetos, que apenas confirmam o que o Guia Michelin de Espanha diz. Assim, estacionou-se a autocaravana no parque de autobuses, do outro lado do Rio, e lá se chegou ao amplo terreiro entre a Catedral e a Sé. Uma fonte de jogos de àgua interessante, e a estátua de Goya rodeada também de um espelho de água, que no verão deve ser um atractivo especial para crianças a reboque dos paizinhos turistas.

Catedral incontornável...na sua visita interna. A capela interior da Virgem do Pilar é de visita indispensável, o coro e o orgão também merecem um olhar respeitoso, e o altar principal de arte sacra? Não adianta descrever aquilo que. ou já está referenciado em inúmeros guias turísticos, ou só se apreende totalmente “in loco”. Melhor in loco!

Vista a Saragoça turística da Catedral, e do exterior também a Sé, percorridas algumas ruas, retomou-se o parque de “autobuses” em direcção à circular denominada de Z-40 (Saragoça 40 km), para tomar a direcção Sória, e depois, o desvio da N122 para Tarazona. Objectivo Vera de Moncayo, camping do mesmo nome, para a I Concentração Luso-Franco-Belgo-Espanhola do forum francês do Camping Car, animado pelo grande amigo de Portugal e lenda do autocaravanismo, Jean Pierre Rossi. (na foto o segundo da esquerda) .Ver o site excelente http://www.le-site-du-camping-car.fr/.

Chegamos ao destino já pelas 20h, e à entrada lá estava Jose Manuel e mulher Marisa, do Forum, e uma amiga do casal, Pilar, caravanista, e o dono do parque de campismo, o simpático e reformado, António (que o abre da Pascoa até final do verão) e que é um camping relvado, plano, com electricidade própria de gerador, e sanitários pré fabricados tipo contentor de estaleiro, mas funcionais e com água quente de termo acumulador.

Simples, eficiente, adequado, mas se calhar nunca licenciável em Portugal. Tomadas de electricidade em pequenas torres para caravanas e autocaravanas, e ausência de pontos de água dispersos, mas existentes nos dois blocos de sanitários. Recepção em prefabricado de madeira, e alguns bancos de madeira dispersos sob duas zonas de telheiros comuns.

Jantar no Hostal de Vera de Moncayo, a bater até então, o record das despesas perdulárias, o mais elevado de sempre desta viagem, imagine-se de 38 euros, ou seja dois menús de 15€ e mais quatro cervejas a 2€. Era único, a alternativa estva fechada as terças feiras, mas nada em desabono da qualidade e até do preço comparado com Portugal. Passeata a pé de regresso ao camping, que fica a cerca de 500m do “pueblo”, e dormida descansada.

Dia 6, Vera de Moncayo/Santuário-I

Dia de início do Encontro ou Concentração de AC (auto caravanistas para portugueses e espanhois) e de CC (camping caristes para franceses e belgas).
Logo de manhã subida de jeep ao santuário de Moncayo, no alto da montanha de um antigo glaciar, pela estrada florestal para reconfirmar preços e ementas do almoço de qinta feira.

Depois, almoço no camping organizado pelo Jose Manuel que apresentou como prato de resistência bacalhau com “setas e pimientos de piquillo” e cada qual presente levou mais o que quiz, pão de ló, e aguardente de Miguel (o outro conjunto português), vinho, pão, “patenade” (paté de azeitonas), alface, anchovas etc. em mesas corridas, mais o casal Gerard regressado de 3 meses de viagem por Marrocos.

Depois, tranquilos e chefiados pelo anfitrião mor, Jose Manuel, a ida ao café da Vila, o Asador Libre (porque cada um leva a carne para assar e só paga as bebidas), já com vários membros do grupo ( e respectivos cães) que entretanto foram chegando incluindo o Jean Pierre Rossi. De seguida, a “siesta” e a “detente” e o descanso e trocas de impressões sobre viagens, problemas e novidades...como a de que em Grândola, um belga abriu um parque de campismo (!) depois de luta hercúlea com a burocracia. Uma dica a confirmar quando não houver só informação em holandês no site em http://www.daboavista.net/.

Também descansei um pouco mais sobre a luz avisadora da viatura, pela causa provável avançada, injector com mau contacto a necessitar substituição, mas nada de alarme até Lisboa. A ver vamos. Mas a experiência deste lote de pré reformados, aposentados, jubilados e “retraités”, descansa quem (ainda) não fez três meses seguidos a viajar, ou mais de 200.000 Km em autocaravana, como é o caso de algum destes veteranos. Então, foi tempo de ir actualizando este Blog que se espera possa ter utilidade para quem se interesse pelo tema do "touring".

Até ao final do dia foram chegando os demais autocaravanistas, incluindo uma caravana francesa. Curioso anotar que eram todas do tipo profilado, e só nós com a "capucine", porém em consumos, pelo rastreio feito anda tudo pela média dos 11/13 consoante a velocidade, em que as profiladas podem fazer mais facilmente 10Km/h que as de capucine.

Que escolher então? Integral que era a do Miguel, o outro português? Mais espaço, mais comprimento, mais euros. Profilada? Menos resistência ao vento, menos espaço interior, mais comprida e mais euros? Ou capucine, mais em conta, mais espaço interior, menos comprimento, mais consumo, mais ginástica para subir à cama montada na capucine? Ou ainda a solução “furgon”, em transformação industrial ou artesanal? Menos euros, menos espaço, menos consumo, mais velocidade? Só há uma resposta, experimentar qualquer modelo alugado, ou então o neófito arriscar uma primeira compra em segunda mão.

O Jantar debaixo de forte ventania de tipo pirenaico, portanto fria e da montanha nevada de Moncayo, foi muito variado porque cada um trouxe a sua quota parte incluindo os liquidos, especialmente o “antigel”, de que havia à escolha: vinho da região a 14º, e uma aguardente de frutos silvestres “Pacharon”, plenamente eficazes quando acompanhados de “morcelita” de arroz avelãs e pinhões, queijo, e tudo o mais. Um voltita a pé para desmoer, e estava feito do dia.

Dia 7, Vera de Moncayo/Santuário-II

Acordar espontâneo com o romper do sol às 8h. E pelas 9.30h, higiene feita, e pequeno almoço tomado, a passeata a pé até à vila, fazer umas mercas, parte já a pensar no regresso, como é o caso dos espargos enlatados, das "morcillas", e até as migas, e uma garrafa de moscatel local. Depois, foi fazer tempo até ao início da expedição ao Santuário, desde logo reduzindo o número de autocaravanas a subir cerca de 20 km até aos 1600m, quer pelo esforço, quer pela falta de estacionamentos, e portanto dividindo alguns dos presentes por autocaravanas, carros e jeeps.

Chegados quase ao topo, o resto de cerca de 1 km de picada por estradão pedregoso foi feito a pé, e no final o grupo dividiu-se entre os atletas que subiram até ao rochedo acima do Santuário, e o que se limitou a caminhar pelas veredas até às Três fontes. Depois foi gozar o sol, a paisagem, limpar os pulmões com ar de montanha e após um aperitivo, finalmente as 14.30h, sentar para almoço. Fica a dica que as tais migas com uvas, e o conejo (coelho) com setas (miscaros-brancos, e trombetas dos mortos-negros) são OK. O preço, o mais alto de sempre, um record de 21€ por pessoa.

Regresso com descida parte a pé, parte em boleia de jeep, e depois o remanso do camping sem vento ensoleirado, com mais elementos do grupo de AC entretanto chegados, de Toulouse, de Albacete, de Pamplona, de Dax, de Le Mans, etc, agora com as “capucines” mais bem representadas e ainda algumas integrais mais. “Dolce fare niente” foi o mote até ao jantar. Ponto alto, o descasque colectivo de batatas para a almoçarada de amanhã!



Dia 8, Vera de Moncayo/ Mosteiro -III

Um espanto o mosteiro de Veruela dos monjes cistercenses do século XII, e posteriores acrescentos. Uma hora de vista com destaque para os claustros, o jardim interior, a catedral, os altares laterais, as pedras com símbolos dos pedreiros do tempo dos construtores de catedrais da maçonaria operativa! A não perder...as 4 fotografias falam por si. Podem ver-se mais fotos e informações sobre este Encontro de AC/CC, e relato complementar em françês em http://perso.wanadoo.fr/jean-pierre.rossi/vera

O almoço de todo o grupo do I Encontro de AC/CC (auto caravanistas e camping caristes) foi uma festa no camping de Vera de Moncayo de 30 pessoas com cozinhado na altura de um prato aragonês (um rancho) de guizado de cordeiro, coelho e ....caracois, por 7,5 € por pessoa tudo incluido.

Saimos de rota batida para Portugal depois de pagar o camping (12€ por dia) e de um ultimo olhar para o cume cheio de neve de Moncayo ( o monte calvo). Tomamos a estrada para Tarazona, depois para Agreda, e Medinacelli, antes de reentrar na autoestrada para Madrid (gratuita) e aqui contornar a M40, para apanhar a A5 para Badajoz. Percurso sem incidentes e pouco trânsito, a uma média de 13l/100km.

Antes de Badajoz obliquamos para o Caia, direcção Campo Maior e aqui para a Barragem, directos ao parque de Campismo onde chegamos as 9.45h portuguesas (são 4.30h de Madrid até ao camping). Mesmo a tempo de um jantar português com caçãao frito e bacalhau assado para matar saudades, e queijo alentejano, tudo 23€, incluindo vinho de Borba, uma factura razoável.

Dia 9, de Caia a Alenquer

O acordar foi ao som de um galo, e depois do pequeno almoço uma volta pedrestre pelo camping, que tem vistas excelentes para a barragem há muito descoberta pelos espanhois, que o tinham invadido. Pago o camping, muito menos que a média em Espanha, 9.05 €, (embora sem ligação de electricidade) e seguiu-se a rota descendente pela nacional, passando por Vila Fernando, Monntemor, Pegões, Vila Franca de Xira e finalmente Alenquer, onde chegamos pelas 12h com uma pausa no Intermarché de Arraiolos para reencher o depósito de gazóleo a 1.06 euros. Com a luz acesa avisadora e vermelha do sistema electrónico de injecção não tivemos problema, mas a ida à revisão já está agendada. A próxima viagem é que ainda não...e aceitam-se sugestões!