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sábado, março 24, 2012

Saida com a neta Inês (Inesita and Me) ao Alambre e a Pedrógão do Alentejo

Mesa de pic-nic dos autocaravanistas do Alenquer Camping


Primeira saída de autocaravana com a Inês Neta…Inesita and Me…
9-11 de Março 2012.

Em rigor não foi a primeira viagem de semovente com a Inesita. A anterior tinha sido também com o meu filho João e com a She and Me a Aljubarrota, para uma reunião do CAB- Círculo de Autocaravanistas da Blogo esfera que se mantém activo como se poderá confirmar em http://www.cab-circulo.blogspot.com/  


Mas esta saída a 9 de Março de 2012, 6F teve o maior relevo, pois foi a primeira após o espirito de She nos ter deixado no dia 1 de Março, vencido corpo por um maligno cancro, que a todos nos derrotou também. Em conselho de família ponderou-se que importava tentar facilitar a integração daneta amis nova, Inesita (5 anos) na nova situação, evitando um fim-de-semana em que a casa de família estava desoladoramente vazia da presença da sua avó Vera.


(Parque do Alambre)


Assim foi então acordado: sairmos 4…Avô ao volante, Inês neta na cadeira própria e alem do pai da miúda a irmã deste a Tia Joana da Inesita. Sexta- feira partimos da AC do Estoril, ao fim de tarde, já depois das 18h, que entretanto foi levantada do Alenquer Camping, e partimos rumo ao Sul.

Quem viaja com crianças tem quase sempre a preocupação de não fazer etapas muito longas nem demasiado tempo depois de anoitecer. Assim, foi logo acordado não ultrapassar em muito o por do sol o que significou optar pelo Parque do Alambre, explorado pela YMCA/ACM, quer para jantar, quer para pernoita, em pleno Parque Natural da Arrábida.
(Tia Joana na cama da mesa, e Inesita na cama dos bancos da frente)




A rota nada teve de especial…A5, ponte sobre o Tejo, AE e depois saída em Setúbal. Chegados ao local (já referenciado em outras crónicas este blogue), foi escolher livremente pois éramos a única AC, um posicionamento frontal aos sanitários do parque e caminhar para o restaurante.

Mais duas mesas estavam ocupadas e sem ter de esperar fomos aos que interessava…bitoque com ovo estrelado, arroz e batata frita que a Inesita devorou, um pica-pau de molho a pedir pão, bem condimentado e abundante para o João e para o autor destas linhas, enquanto a Joana atacou as amêijoas com proveito, e um jarrinho de branco. A rematar, o descafeinado, a mousse da jovem companhia… tudo por junto, cerca d e 17,50€

Noite estrelada com céu limpo, abluções nocturnas nos sanitários e dormida de seguida com cobertores suficientes a prever noite fresca. Cmas feitas sobre a mesa rebatida, e tudo em paz e tranquilidade como se desejara.
(Portinho da Arrábida)


A noite decorreu sem história, e sábado de manhã, o sol irrompeu luminoso para um despertar simpático e energético, à mesa recuperada da versão de cama nocturna…Fomo-nos ao trivial, mas a miúda ao iogurte com morangos, mais pão, mais queijo, mais leite achocolatado… para depois espairecer pelo bosque contíguo aos bungalows do parque do Alambre apanhar pinhas…

Palas 9 e pouco despedimo-nos do guarda (Sr. Albino) e lá seguimos pelo caminho da Serra e do convento por cima do Portinho da Arrábida, fabrica de cimento, vistas de Tróia, ate Setúbal, com a criança interessada pela novidade das paisagens e das vistas diversificadas. Apanhámos parte da AE, mas com saída para a nacional em Venda Nova, para seguidamente atravessar Montemor-o-Novo, devagar, sem pressas, contornando Évora, e depois ate à Vidigueira…explicando pelo caminho o que eram muralhas… oliveiras, vinha, ovelhas, cabras, etc. que parecia ser a primeira vez estarem a ser avistadas tão de perto pela Inesita.

Uma paragem técnica na Vidigueira permitiu comprar pão e bolachas, e sem demoras em breve estávamos, mais uma vez sós, no Alqueva Camping-Car Park em Pedrógão, e com a chave do autocaravanista, foi só abrir o cadeado do porão de entrada, e estacionar com vista para a albufeira do Guadiana formada pela Barragem de Pedrógão.
( Ao fundo o Guadiana e em primeiro plano o barbecue)


O almoço foi numa das duas mesas de pedra debaixo de um Chaparro de onde também se avista o Guadiana…temperatura amena, céu limpo, sol brilhante, apetite devorador…. Depois, aberto o toldo (sim, é possível e legal faze-lo num parque de autocaravanas) colocada no exterior cadeiras e mesa (sim, também é legal e permitido) criou-se um espaço sombreado para os desenhos da Inesita.




Tarde repousante e calma…na apanha de lírios do campo, ecolocaçao nuamjarra improvisada no banco de She and Me, na passeata até à rede do vizinho para ver as ovelhas de perto, cães, pastores e os cavalos, ate mesmo um passeio ate ao Rio e à ponte… Mas tarde e antes de entardecer uma deslocação de AC ate Pedrógão… a consulta de mails, a leitura de jornais, revistas e das páginas de um livro, e descanso físico e mental. Ainda a propósito o acompanhamento das obras em curso de nivelamento do terreno em curso, contíguo ao Parque onde se vai inserir a Ciclo via em memória de She, a Avó Vera

(Flores do campo para She)

Jantar na Semovente, após o sol-posto, e com entretenimento garantido de douradinhos para a miúda, mais massa mais arroz, e para os adultos carne assada, tomate, macedónia de legumes, sumos, pão, uvas, café…um banquete variado, e aquecido no barbecue do parque, com as suas chamas de fogo a dar um toque mágico à noite. Depois entretenimento adicional com pinturas nos livros de desenhos da Inês, e passeio a pé, já noite, sob um céu estreladíssimo, mas de lanterna em riste para se fechar novamente com a chave do autocaravanista os portões a cadeado, para evitar incomodar o guarda (Sr. Miguel tel. 934 722 436).

Noite serena e descansativa como a anterior a proporcionar um repouso pacífico, tendo só muito ao longe latidos de cães, cantares de galo e repicar do sino da Igreja de Pedrógão.

Domingo 11 de Março, a surpresa do denso nevoeiro ao acordar a tapar toda a linha do horizonte e a cobrir completamente o nascer do sol e o leito da albufeira do Guadiana. Tempo fresco. Deste modo não se justificava mais detença depois do pequeno-almoço. Desfazer camas, arrumar sacos de viagem, mata-bicho para todos, lavar louça, higiene, arrumar cadeiras e mesa exterior, e baixar o travão demão. Outra vez a chave do autocaravanista serviu para abrir e voltar a fechar o cadeado do portão…e rumo ao Alqueva…

Inês já ficar  com uma ideia da barragem de Pedrógão…mas depois de ver a Barragem do Alqueva (seguimos de Pedrógão para Marmelar e daqui para o Alqueva). O dia entretanto estava límpido e o sol reinava no azul celeste sem sombra de nuvens! A Inês ficou impressionada com a altura do muro da barragem e da imensidão de água…a lembrar o Mar.

Sorte tivemos todos, pois como factor de entretenimento (utilíssimo quando se viaja com miúdos) da margem esquerda da barragem estava prestes a partir um grande grupo de pescadores desportivos nos seus outboards para um campeonato de pesca … Lá aguardámos pelas 10h, e assistiu-se assim ao sinal de partida a conta gotas dos barcos dos participantes, nume espectáculo inédito de cor, movimento, e ruídos que para a Inesita constituíram também um primeira experiência!
(Marina da Amieira)


Do Alqueva foi um pequeno salto para a Marina da Amieira. O Sol continuava radiante e para a Inês neta, mais uma experiencia da vista para os barcos enquanto se tomou um gelado na esplanada fronteira à Marina e depois se espaireceram as vistas pelos arredores. Quanto ao passeio de barco…fica para mais idade…

(Velharias em Évora)

O tempo passou sem espaços mortos, e por isso agendou-se a deslocação a Évora, para um passeio pedestre a Praça do Giraldo o e suas arcadas. Fácil foi estacionar a semovente fora de muralhas, do lado da Igreja de São Francisco, nos seus amplos terreiros, onde estavam mais duas autocaravanas…e penetrar no burgo…com tanta sorte que estava a decorrer uma feira de velharias e antiguidades ao lado do mercado, nada interessante para uma miúda de 5 anos, mas todavia foi mais um pretexto para ver coisas diferentes do seu dia-a-dia.

Almoço no Cruz, na esplanada cá fora sob um toldo ali ao lado da Igreja de São Francisco e da sua Capela dos Ossos que nem pensar em ir visitar. Foi um excelente almoço! Com um dia primaveril! Entre outras coisas, marchou uma sopa de cação excelente…azeitonas, rissóis de camarão, bebidas, a tal mousse repetitiva para a Inesita e tudo por pouco mais de uma azulinha. Aceitável, para os 4 viajantes…
(Igreja de São Francisco)


Depois de almoço…programação simples do regresso a penates… sempre pelas nacionais…sempre em direcção a Vila Franca de Xira, sem trânsito, sem pressas, para cruzarmos o Tejo pela velha ponte Marechal Carmona, rumar a Alenquer, trocar a viatura semovente pela de todos os dias, e regressar no final aos Estoris. Missão cumprida! O primeiro fim-de-semana sem a Avó Vera estava conseguido sem traumas, sem perguntas inquietas ou inquietantes, sem a busca de respostas angustiadas. A Avó Vera está no Céu…diz a Inês, e vê-se bem de noite,

- Estás a ver Avô, é aquela estrela grande a brilhar, ali (e aponta o dedo)

- Sim, estou a ver Inês…

- E olha Inês, ela está também a ver-nos. Todas as noites.

(Que assim seja)

(Prontos para outra viagem?)








Nota: Foi detectado um cancro do pâncreas a She a 20 de Maio de 2011, e em Dezembro de 2011 parecia estar debelado. Porém, a viagem de  29 de Dezembro de 2011 foi insuspeitadamente a ultima antes de partir a 1 de Março de 2012, como se relata em:
 http://camping-caravanismo-e-autocaravanismo.blogspot.com/2011/12/e-de-repente-numa-curva-autocaravana.html
Fica a mensagem para quem padecer do mesmo mal: que ele não permita que se perca o gosto e o interesse pela vida como aconteceu com a Vera.

sábado, maio 03, 2008

Autocaravaneando: memorial Humberto Delgado, e autocaravanas fluviais do Alqueva


Foram cerca de 700Km até Monsaraz,
ao momumento de memória a Humberto Delgado,
ao Alqueva pela Aldeia da Luz, Estrela e Amieira
e a quase terminar em Setúbal.
Partida e regresso de Alenquer.
(segundo sugestão desta Newsletter para a ponte de 1 de Maio...)






Pois é, e foi assim mesmo.
É verdade o aforismo.
O Homem põe, e Deus dispõe.
Tinhamos previsto e até planeado um semana de autocaravanismo entre o 25 de Abril e o 1 de Maio. E desta vez o plural esta correcto, e não se trata de eufemismo. Dois casais em 2 autocaravanas, já tinhamos acertado o percurso base que tinha como pontos de referência Lourdes e Andorra. E o anteplano até ficou público para recolha de críticas e sugestões. Como se trata de atitude inédita entre nós portugueses, ficou sem resposta.
Estava posto. Mas Deus dispõe, e por razões familiares o projecto foi adiado.

Em alternativa surgiu então a hipótese de uma sortida.
Apenas duas noites e três dias. Apenas um casal. E lá fomos nós.
Uma volta a autocaravanear faz sempre bem!

1 de Maio, 5F.
A opção foi não fazer muitos Km e um periplo que como sempre, tivesse o seu QB de repassar por locais conhecidos, e o aditamento de voltas por novas paisagens.
Assim lá seguimos, primeiro até Alenquer, e daqui já montados na semovente, a pilotar a Knaus 700 UFB, já tarde, na tarde de dia 1 de Maio, feriado, dia do trabalhador, e por acumulação 5F de Espiga. Rumo À Ponte da Lezíria, e depois, sem GPS, sempre pelas nacionais, aportar a Monsaraz já quase escurinho, pelas 20.30h para as já conhecidas plataformas acasteladas para autocaravanas.

Já lá estavam 4 autocravanas nacionais. Três em triangulo fechado, como cowboys no faroeste na iminência de um atque indio, e uma delas a debitar agua cinzenta para o solo, talvez com a ideia de construir um fosso aquático, intransponivel pelos intrusos. O certo é que tal obra hidraúlica da noite de 5F, prosseguia logo pela manhã de 6F. Quem sabe porquê?

Optamos por ficar perpendiculares ao espelho de àgua do Alqueva, e em paralelo com outras autocaravanas francesas. Reformados bem simpaticos, uns da Charente, outros de Cognac, fáceis no diáologo e simples nas expectativas...começam por ali, vindos de Badajoz, e seguiam para sul Vila Real de Stº António, depois subiriam para Lisboa e escapuliam-se para a Galiza. Ao todo um mês. Outros mais não os vimos, e ao todo connosco, haveria talvez, umas 14 autocaravanas, e um carro com caravana também franco.



Ora bem, partimos a conquista do jantar sem detença. O alvo era o Lumumba da tradição que nunca apanhamos deserto, antes sempre bem ocupado por legiões de comensais demorados. Mas tinha sido bem gizado o plano, pelas 20.30h de um feriado, e em vesperas de dia de trablaho, a desatenção dos ocupantes tradicionais estava frouxa. Irrompemos pela porta principal, levamos de vencida logo, a sala de espera, nem olhamos as mesas fronteiras ao balcao, fizemos de seguida prisioneiro um dos escudeiros, e exigimos uma mesa para abancar. O Homem rendeu-se pela nossa determinação, e logo ali, arrastado foi, quase ate a esplanada e numa mesa de quatro, senhoris, sentamos-nos dois. Apenas mais tarde se noutou a armadilha montada, em mesas contiguas, anões de idade, com paisinhos, anões mentais, gritavam e corriam e berravam, e guinchavam como se estivessem num jardim infantil. Estrangeiros, franceses e espanhois, se calhar templários, em outras mesas, entreolhavam-se de espanto, mas a fome, cumplice, aconselhou-nos a resistencia passiva e silenciosa.

Excelente janta. Azeitonas bem temperadas, queijo seco de ovelha, óptimo, pão alentejano e à pergunta do interrogatório, -uma dose de ensopado de borrego dá para dois? Resposta: -dá e sobra. E veio o tacho de barro, e mais ao lado, a heresia de batatas fritas, mas a pedido. E foram-se bocado a bocado, pão ensopado à colherada, batata cozida, e caldo. No fim, bolo de gila e amendoa, dito bolo rançoso. Podre de bom, com duas colheres a dividr por dois. E a rematar, descafeinados. Ah!...a molhar goelas, meia de tinto de 2006 Monsaraz, e duas aguas com gas. Tudo junto, soma-se, e dá 20.75 maravedis, dos quais 10 deles para o ensopado de borrego. Foi-lhe tirada a foto e tudo!







Passeio digestivo após a comezaina. Por debaixo de uma noite magnífica. Uma espreita ainda pela Televisão, mas sem demoras nem cerimónias, seguiu-se o vale de lençóis.

2 de Maio, 6F.
Acordar radioso.
Eram 7 da matina. Estores levantados, àguas de Alqueva no horizonte, promissoras. As torradas, a manteiga, o café com leite, e os franceses em grupo de meia dúzia a palrarem. Subimos ao ataque da Torre de menagem em manobra envolvente, nós pela porta lateral que conduz a igreja, eles pela porta principal orientada a leste para terras de Espanha. Encontramo-nos já adentro de muralhas, à procura do tesouro – o pão alentejano fresco, da manhã. Mas nada, só um vilão andava por ali a mourejar, mas não era mouro, nem portugês, era um castelhano pedreiro, e pintor de reconstrução civil, e interrogado lá confessou: pão só pelas 9h, e ainda eram meia depois das oito. Desistimos, os franceses continuaram à busca de ameias. Ao regressar à semovente, um reboque já empinava um outro carro de assalto francês com avaria imobilizante. Não lhe pudemos valer.

Arrancamos então, descendo do alto de Monsaraz (O monte de estevas? Ou de Xarás, cavalos?) direcção Mourão, travessia da ponte sobre um braço das represadas àgaus de Alqueva, e depois, Espanha à vista e, travessia da Fronteira, para Vila Nueva Del Fresno. Ring a bell? Sim, essa mesma, referência de onde foi encontrado o corpo do General Humberto Delgado assassinado pela Pide. Fomos à busca, fica a cerca de 8Km da povoação na estrada em direcção a Valença, a cerca de 400 metros da estrada principal. Está assinalado e sinalizado.

O Monumento de honra, funerário, dito megalítico, tem suficiente dignidade. Ficam as fotos que recordam um momento da História portuguesa contemporânea, e os epitáfios que servem de legenda. E que merecem uma pausa de recolhimento. Especialmente no ano, e no mês, em que se comemoram 50 anos da sua morte. Requiem !
Para saber mais veja o site da Fundação Humberto Delgado em:
http://www.humbertodelgado.pt/WebFHD/index.jsp

Regresso à Vila, e oportunidade de atestar de combustivel, a 1,189 €. Em Portugal 1,324 €, diferença de 13,5 centimos, seja por litro uns antigos 27$00 escudos, pode pois o depósito de 100 litros da semovente, se cheio, poupar então, em Espanha 13,5 euros...

Atravessada a linha imaginária divisória secular, travessia de Mourão e direcção a Aldeia da Luz (claro, a nova, que a outra ficou submersa). Rumo a dois pontos de interesse:
- a recém inaugurada area de serviço e de pernoita promovida pela Junta de Freguesia local, e pelo portal Camping Car Portugal (em boa hora) ampla, com o único senão da falta de vista sobre o plano de àgua, mas a cavalo dado, nem se olha se tem dentes,
- o museu, escorreito e simples, bem localizado, com entradas favoraveis para reformados a 50% de desconto, e ainda com a inteligente promoção de recuperação de 10% do bilhete de entrada, em 10% de desconto nas compras da lojinha do museu. È de reter a atenção pelo menos, na ara ou altar megalíco retirada do Castelo de Lousa, que ficou submerso. Uma peça histórica de inexcedivel significado cultural.
Ainda tentamos visitar a Igreja, mas portões fechados. Também se fez uma tentativa frustrada para comprar pão. Não estava ninguem por detrás das portas fechadas.
Sobre a AS de autocaravanas ver, nesta Newsletter:

Seguimos para Estrela, outra Aldeia Ribeirinha. Não deixa de ser curiosa a toponímica. Luz....Estrela...a sugestionar uma luz nocturna. Milenar. Algo muito anterior às lendas medievas do aparecimento de uma virgem mariana, e decerto cristã...mas em terras mouras? Como Mourão e Moura o evidenciam de forma tão explícita. Claro que poderiam ser aparições anteriores à ocupação arabe, mas antes mesmo dos romanos, não havia por aqui outros povos, outras crenças?

Estrela não impressiona. Pequena, ruas estreitas e tortuosoas, poucas casas e um restaurante de referência..os Sabores da Estrela. Mas era cedo, e seguimos caminho. Era tempo de seguir, pois um telefonema para a empresa de barcos fluviais confirmou, o que ontem era incerto...sim senhores, há passeio a partir das 14.30h a partir da Marina da Amieira.

Antes de Moura, na Póvoa, paragem para comprar pão, finalmente. Stock feito, e prosseguimos para a Barragem criadora do Lago, e sem parar, foi o tempo apenas de mais uma vez lamentar que as lojas e cafés do Alqueva estejam enterrados, e não tenham vista para a Agua. Rumo portanto a Amieira, mas antes com paragem no Restaurante Avestruz , também conhecido por Mundo Rural, tambem reconhecido pela Herdade Baronigg. Ora vejam lá em http://avestruz.com.sapo.pt/



O almoço foi simpático.
Aqui uma dose não dá para dois, a menos que se enverede pelos aperitivos...e mais pelas azeitonas, pelo queijo, e pelo pãozinho. Não era o caso, e depois de um pequeno almoço pelas 7.00h...era conveniente escolher as duas doses e evitar os petiscos. Foi essa a estratégia, e vieram uma dose de ensopado de borrego, para comparar com a do Lumunba, e o veredicto...foi...melhor de caldo, mas inferior em carne! E uma dose de bifinhos de avestruz com cogumelos, arroz e batata frita às bolinhas...excelente! Além disso, doce da casa de gelado para dois, as tais duas colheres são faceis de manejar, jarro de vinho de Borba, e agua com gás. Tudo...29.10€, dos quais 7.90€ de cada prato.

A passagem pela exposição venda de artesanato de avestruz ainda deu despesa, lá se foram 2.95€ de uma lata de fois gras, ou patê? de avestruz. Para quem quiser ainda pode comprar carne quer de avestruz, quer de porco preto, e quem for mais amigo dos animais e vegetariano, então pode mesmo comprar vivos...pintos de avestruz a 65€, e leitões de porcos, vietnamitas a 50€. As curiosidades continuaram com as tentativas de dar restos de pão às avestruzes do cercado fronteiro ao restaurante. Não se mostraram interessadas.

Próxima paragem, Marina da Amieira em obras, mas com muito de realizado, já operacional. Um restaurante sobrepujante da baia de àgua, um edificio misto de recepção, esplanada e café, com loja de recordações, bem encostado ao terreno e em materais de aparência xistosa, e uma marina flutuante com barcos para alugar sem condutor, autênticas autocaravanas fluviais, portanto com capacidade de pernoita in board, para 4, 6 ou mesmo mais pessoas...é ver em http://www.amieiramarina.com/


Lá compramos os bilhetes para uma volta de 1h. Os dois 17.19€, com desconto para quem tem mais de 60 anos. E pelas 14.35 H, lá partimos com mais uns turistas de ocasião. A volta não foi espectacular porque apenas entre margens monótonas, e ainda mais pelo tom monocordico do lucutor da gravação. Valeram dois apontamentos...os patos bravos a levantarem voo rasante debaixo dos olhos, e duas antas claramente observaveis, quanto aos peixes...evoluíam a cerca de 50/75 metros de profundidade, e não se dignaram aparecer!

Feito o passeio, bebida uma agua na esplanda, regresso à semovente, e da Amieira seguiu-se para Portel, depois para Torrão, daqui para Alcacer do Sal....e depois para a Comporta com uma paragem e visita as provas do Concurso Nacional Hipico de saltos. Fica a foto de uma autocaravana mista de pessoas e de cavalos, matricula alemã, de um competidor português. Bravo !

Sobrou ainda tempo para ir ver a frente de Mar da Comporta. Tempo a acinzentar e a esfriar e daí passamos ao estaleiro de Troia. A evitar. Só betão, dumpers e construtores e operarios da construção civil. Parece a Reboleira em fase de construção desenfreada. Fugimos pelo ferry boat em direcção a Setúbal. A autocaravana, expressamente mencionada no texto do bilhete, paga 11.30€, com direito ao condutor, e a co-piloto, paga mais 1,15€. Se tivessemos desistido, o bilhete sempre seria válido até 15 de Maio...



Chegamos já noite fechada a Setúbal. Daí a decisão, jantar e dormir em Setúbal. Onde? Estacionamos junto a mais tres autocaravanas francesas, no final do passeio marítimo, mesmo ao lado do edificio onde os pescadores guardam os seus artefactos de pesca, e mesmo de frente para o estuário do Sado. Para não destoar o jantar foi no restaurante Estuário do Sado, logo a seguir, na mesma frente marítima, e em frente à marina dos barcos de faina pesqueira.

Classificação? O restaurante merece 4 estrelas.
Hesitaçao na escolha incial. A co-piloto opta pelos almontes tradiconais de Setúbal, e o condutor hesita?! Umas patas de caranguejo do Alaska? E as conquilhas? Estão exclentes garante a empregada, que acrescenta ufana, e o meu marido é pescador...Pois que seja. Vieram as conquilhas e os salmonetes, e azeitonas e pão, e torradas de pão com manteiga, salada extra, e um jarro d e meio litro de vinho branco à pressão....pois sim senhor, recomenda-se, e claro, paga-se em conformidade, isto é ficamos os dois ligeiramente abaixo do 20 € por pessoa. Natural, com a dose de salmonetes a 15€, e as conquilhas a 11€, mas aqueles fresquissimos, e estas também, e sem areia. Nem uma ficou por abrir!

Antes da deita, mais um passeio quase até a Lota, e depois uma espreita ao noticiário da televisão, e a deita. Porém, a dormida não foi tão pacifica quanto poderia parecer, pois o local, pelo menos naquela noite, foi frequentado por meninos aceleras, algazarrentos, tipo tunning, com autofalantes de muitos decibeis e no máximo. Um tormento, mas o facto é que eles só a nós (autocaravanistas ) é que incomodavam...Aguentou-se apé firme, ou de corpo deitado, e depois lá após a uma, as coisas foram serenando e dormiu-se o sono dos justos. De manhã no dia seguinte, ficaram visiveis as assinaturas dos “jovens”...beatas, garrafas de cerveja, vazias e partidas...

3 de Maio, Sábado.
Pequeno almoço pelas 7.30h. Recolha de fotos da estátua ao pescador setubalense. E depois regresso pelas nacionais até Alenquer...Palmela, Azeitão, Coina, Moita, Montijo, Alcochete, Porto Alto, Vila Franca de Xira, Alenquer.
Parqueamento no Camping, desligar gás, desligar interruptpor de electricidade, fechar persianas, correr cortinas, retirar o saco de lixo, e o saco de roupas e pertences da viagem, (sem esquecer os cinco pães alentejanos comprados) trancar as portas e já está. Retoma da viatura do quotidiano, e saudação ao guarda do Camping www.dosdin.pt/camping
Espreitadas as obras de melhoramento do Bar do Além, e regresso a penates, já a cogitar na próxima sortida. Só não se sabe nem quando, nem para onde....De resto sabe-se já tudo!